{"id":11365,"date":"2013-11-23T13:37:32","date_gmt":"2013-11-23T16:37:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=11365"},"modified":"2015-10-28T00:38:09","modified_gmt":"2015-10-28T03:38:09","slug":"os-rumos-de-um-festival","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/os-rumos-de-um-festival\/","title":{"rendered":"Os rumos de um festival"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_11372\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/2013\/11\/23\/os-rumos-de-um-festival\/coletivadeimprensafrtn-5-luciano-ferreira\/\" rel=\"attachment wp-att-11372\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-11372\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-11372 \" alt=\"Coletiva de imprensa do Festival Recife do Teatro Nacional. Foto: Luciano Ferreira\/divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/ColetivadeimprensaFRTN-5-Luciano-Ferreira.jpg\" width=\"600\" height=\"398\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/ColetivadeimprensaFRTN-5-Luciano-Ferreira.jpg 640w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/ColetivadeimprensaFRTN-5-Luciano-Ferreira-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/ColetivadeimprensaFRTN-5-Luciano-Ferreira-624x414.jpg 624w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11372\" class=\"wp-caption-text\">Coletiva de imprensa do Festival Recife do Teatro Nacional. Foto: Luciano Ferreira\/divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>\u201cCome\u00e7ou nesta sexta-feira (22) mais uma edi\u00e7\u00e3o do Festival Recife do Teatro Nacional\u201d. Talvez essa n\u00e3o seja a frase mais apropriada para iniciar esse texto. Talvez n\u00e3o seja s\u00f3 \u201cmais uma edi\u00e7\u00e3o\u201d. Depois de 15 anos, \u00e9 a primeira vez em que o festival sofreu realmente uma altera\u00e7\u00e3o no seu perfil. Se quando foi criado e ao longo de todos esses anos, a mostra serviu para trazer ao Recife espet\u00e1culos de grupos que estivessem se destacando no cen\u00e1rio nacional, fosse pela excel\u00eancia art\u00edstica, pelas novas proposi\u00e7\u00f5es \u00e0 cena, pelas experimenta\u00e7\u00f5es de linguagem (al\u00e9m de congregar os espet\u00e1culos locais, mas nunca como foco principal), desta vez, esses n\u00e3o foram elementos norteadores.<\/p>\n<p>Como explicou o gerente do Centro Apolo-Hermilo e coordenador do festival, Carlos Carvalho, durante a coletiva de imprensa do lan\u00e7amento do FRTN, realizada no Teatro Apolo, \u201co que se apresenta para este presente e para o futuro \u00e9 que aqui agora n\u00e3o v\u00e3o estar s\u00f3 os grandes. Os grandes neste sentido daqueles que t\u00eam os melhores patroc\u00ednios, os melhores esteticamente, etc. Vai (sic) estar os grandes, os pequenos que fazem o melhor naquele lugar, etc, etc. A gente n\u00e3o est\u00e1 negando o passado. A gente est\u00e1 tentando encontrar um caminho novo\u201d.<\/p>\n<p>Para que a grade do festival fosse montada \u2013 com apenas dois espet\u00e1culos de grupos de fora de proje\u00e7\u00e3o realmente nacional \u2013 o Galp\u00e3o e a Armaz\u00e9m Cia de Teatro, um edital foi colocado na pra\u00e7a para que os grupos se inscrevessem. De acordo com o coordenador do festival, 150 inscri\u00e7\u00f5es foram recebidas.<\/p>\n<p>\u201cO recorte \u00e9 o teatro do poss\u00edvel do Brasil. Isso \u00e9 lindo. Isso \u00e9 lindo. Com todo o respeito, eu n\u00e3o sei qual seria o curador que iria a Tabo\u00e3o da Serra ou iria a uma tribo ind\u00edgena. Mas a tribo ind\u00edgena poderia dizer: olha, eu estou fazendo um teatro aqui na minha taba. E por isso ele n\u00e3o \u00e9 moderno, ele n\u00e3o \u00e9 contempor\u00e2neo, ele n\u00e3o \u00e9 bom? Ele \u00e9 bom no poss\u00edvel dele para o Brasil. Essa diversidade nos interessa neste momento. Eu acho que n\u00e3o tem nenhuma quest\u00e3o de ser contra ou a favor. \u00c9 quest\u00e3o de op\u00e7\u00e3o pol\u00edtica\u201d, explica Carlos.<\/p>\n<p>Uma comiss\u00e3o formada pela atriz, diretora e gestora cultural Maria Clara Camarotti, pelo ator e representante do Conselho Municipal de Pol\u00edtica Cultural do Recife Paulo Maffe, e o ator, diretor e gestor Williams Sant&#8217;Anna escolheu os 18 espet\u00e1culos que ser\u00e3o apresentados no festival deste ano.<\/p>\n<p>Segundo Gustavo Catalano, gerente Geral de A\u00e7\u00f5es Culturais da Funda\u00e7\u00e3o de Cultura da Cidade do Recife, a participa\u00e7\u00e3o da comiss\u00e3o retirada no F\u00f3rum de Artes C\u00eanicas realizado em agosto, no Mamam, foi &#8220;efetiva&#8221; na constru\u00e7\u00e3o da mostra.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de Carlos Carvalho e Gustavo Catalano, a secret\u00e1ria de Cultura Leda Alves tamb\u00e9m participou da coletiva de imprensa.<\/p>\n<p><strong>&#8230;&#8230;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Quest\u00f5es que talvez devessem fazer parte de uma discuss\u00e3o com a classe:<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 importante para a cidade que o perfil do Festival Recife do Teatro Nacional (assim como o Janeiro de Grandes Espet\u00e1culos e o Palco Girat\u00f3rio t\u00eam os seus perfis) seja mantido?<br \/>\n&#8211; O FRTN precisa ser repensado. Mas esse \u00e9 o melhor caminho de o festival fazer diferen\u00e7a para a cidade?<br \/>\n&#8211; Os grupos de maior proje\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, que n\u00e3o necessariamente s\u00e3o ricos e t\u00eam patroc\u00ednio (na maioria das vezes n\u00e3o tem, como sabemos!), v\u00e3o realmente se inscrever em editais para virem ao Recife?<br \/>\n&#8211; Como deve ser a valoriza\u00e7\u00e3o da classe art\u00edstica na pol\u00edtica cultural da Prefeitura do Recife? Garantindo, por cota e norma, que 50% das vagas do festival s\u00e3o dos pernambucanos?<br \/>\n&#8211; E as condi\u00e7\u00f5es dos teatros no Recife?<br \/>\n&#8211; E o SIC?<br \/>\n&#8211; E o fomento municipal?<br \/>\n&#8211; E a forma\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p><strong>&#8230;&#8230;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Usando as palavras de Ivana Moura durante a coletiva de imprensa, nossa posi\u00e7\u00e3o aqui no <em>Satisfeita, Yolanda?<\/em> sempre foi e ser\u00e1 o questionamento.<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8230;&#8230;.<\/strong><\/p>\n<p>Uma das perguntas de Ivana Moura durante a coletiva foi sobre o gerente de teatro, j\u00e1 que estamos em novembro e a equipe de gest\u00e3o relacionada \u00e0s artes c\u00eanicas ainda n\u00e3o estava completa:<\/p>\n<p><strong>Ivana Moura: <\/strong>O nosso gerente de teatro j\u00e1 existe?<br \/>\n<strong>Leda Alves:<\/strong> Voc\u00ea est\u00e1 desinformada?<br \/>\n<strong>Ivana Moura: <\/strong>Estou perguntando. \u00c9 porque devo estar, n\u00e9? (risos)<br \/>\n<strong>Leda Alves:<\/strong> H\u00e1 quase um m\u00eas que \u00e9 Romildo.<br \/>\n<strong>Ivana Moura:<\/strong> Romildo \u00e9 das artes c\u00eanicas, n\u00e3o?<br \/>\n<strong>Leda Alves: <\/strong>Das artes c\u00eanicas.<br \/>\n<strong>Ivana Moura:<\/strong> E o de teatro?<br \/>\n<strong>Leda Alves: <\/strong>Que teatro?<\/p>\n<p><strong>Gustavo Catalano: <\/strong>O gerente de teatro j\u00e1 est\u00e1 com nome, estamos s\u00f3 para public\u00e1-lo. Ainda n\u00e3o podemos falar.<\/p>\n<p><strong>Leda Alves:<\/strong> Dos equipamentos, n\u00e9?<\/p>\n<p><strong>Gustavo Catalano:<\/strong> Exato. Na realidade, na Funda\u00e7\u00e3o de Cultura existem o gerente de artes c\u00eanicas e mais tr\u00eas gerentes: circo, dan\u00e7a e teatro. Nomeamos o gerente de circo, de dan\u00e7a, o de artes c\u00eanicas e o de teatro j\u00e1 estamos com nome, j\u00e1 foi discutido com dona Leda e estamos s\u00f3 aguardando a autoriza\u00e7\u00e3o para publica\u00e7\u00e3o. E acreditamos que at\u00e9 o final do m\u00eas deve ser publicado.<\/p>\n<p>Bom, ontem \u00e0 noite tivemos a informa\u00e7\u00e3o de que o novo gerente de teatro foi finalmente escolhido: <strong>Jorge Cl\u00e9sio<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>&#8230;&#8230;<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_11375\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/2013\/11\/23\/os-rumos-de-um-festival\/coletivadeimprensafrtn-4-luciano-ferreira\/\" rel=\"attachment wp-att-11375\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-11375\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-11375 \" alt=\"Coletiva de imprensa contou com as presen\u00e7as de Leda Alves, Gustavo Catalano e Carlos Carvalho\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/ColetivadeimprensaFRTN-4-Luciano-Ferreira.jpg\" width=\"600\" height=\"398\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/ColetivadeimprensaFRTN-4-Luciano-Ferreira.jpg 640w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/ColetivadeimprensaFRTN-4-Luciano-Ferreira-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/ColetivadeimprensaFRTN-4-Luciano-Ferreira-624x414.jpg 624w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11375\" class=\"wp-caption-text\">Coletiva de imprensa contou com as presen\u00e7as de Leda Alves, Gustavo Catalano e Carlos Carvalho<\/p><\/div>\n<p><strong>Trechos da coletiva de imprensa do Festival Recife do Teatro Nacional<\/strong><\/p>\n<p><strong>Como foi a sele\u00e7\u00e3o dos espet\u00e1culos para o festival atrav\u00e9s de edital?<\/strong><br \/>\n<strong>Carlos Carvalho:<\/strong> Tenho certeza que, para o (pr\u00f3ximo) ano, consolidado o processo p\u00fablico de sele\u00e7\u00e3o, a gente ter\u00e1 com certeza a participa\u00e7\u00e3o de mais espet\u00e1culos de diversas partes do Brasil. No entanto, tivemos 150 projetos inscritos. \u00c9 um n\u00famero significativo para um primeiro ano de edital. Desses 150 projetos inscritos, 36 projetos foram selecionados por uma comiss\u00e3o que selecionou esses projetos composta por um represente do Conselho Municipal de Pol\u00edticas Culturais, um representante da Secretaria de Cultura, e ter\u00edamos a participa\u00e7\u00e3o de um representante da Universidade Federal de Pernambuco. No entanto, n\u00f3s recebemos uma comunica\u00e7\u00e3o do Centro (Departamento) de Teoria da Arte, que n\u00e3o era poss\u00edvel enviar um professor, uma vez que eles estavam com muitos problemas de reposi\u00e7\u00e3o de aulas. Ent\u00e3o n\u00f3s tivemos que indicar outra pessoa para ocupar esse espa\u00e7o que seria da Universidade Federal de Pernambuco. Mas isso em nenhum momento diminuiu a grandeza e a qualidade do processo de sele\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, desses 36 projetos que a comiss\u00e3o indicou, n\u00f3s fizemos contatos, e a\u00ed come\u00e7a um processo dif\u00edcil que \u00e9 de adequa\u00e7\u00e3o daqueles projetos aos nossos espa\u00e7os, adequa\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os f\u00edsicos, adequa\u00e7\u00e3o de possibilidades t\u00e9cnicas, e adequa\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria. Ent\u00e3o depois de passado esse processo de adequa\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m de agenda dos grupos \u2013 uma vez que o grupo quando manda, ele diz que quer vir, mas do dia em que ele se inscreve at\u00e9 o dia em que ele \u00e9 comunicado que est\u00e1 selecionado, a vida continua, ent\u00e3o, muitas vezes, aparecem problemas de agenda e a gente n\u00e3o teria aquele grupo naquele dia, etc, etc, etc. Bom, ent\u00e3o desses projetos indicados pela comiss\u00e3o, n\u00f3s tiramos 18. A outra sele\u00e7\u00e3o se deu porque o edital previa, que tamb\u00e9m \u00e9 novo isso, a garantia de que 50% da programa\u00e7\u00e3o de espet\u00e1culos seria de espet\u00e1culos locais. Ent\u00e3o a gente garantia, estamos garantindo, dentro dessa vitrine do festival, que na verdade o festival \u00e9 uma vitrine de difus\u00e3o, a participa\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o local, com 50% da grade de programa\u00e7\u00e3o. E o edital tamb\u00e9m previa 30% de convites. A Secretaria de Cultura e a Funda\u00e7\u00e3o de Cultura ainda teriam a possibilidade de fazer 30% de convites da grade. Mas s\u00f3 convidamos um grupo, que foi o grupo Galp\u00e3o, de Minas Gerais, que est\u00e1 abrindo o festival, no S\u00edtio da Trindade, no dia 22 de novembro, \u00e0s 20h, e tamb\u00e9m far\u00e1 uma r\u00e9cita no dia 23, tamb\u00e9m l\u00e1, no S\u00edtio da Trindade.<\/p>\n<p><strong>Agradecimentos \u00e0 equipe<\/strong><br \/>\n<strong>Carlos Carvalho:<\/strong> Gostaria aqui de registrar o meu agradecimento a tr\u00eas pessoas, fora o pessoal aqui do teatro, que tem trabalhado incansavelmente. A Ivo Barreto, a Eron Villar e a Margot. Que tem dado sangue, suor, l\u00e1grimas e risos, de manh\u00e3, de tarde e de noite para que a gente pudesse estar hoje aqui fazendo essa coletiva. E tamb\u00e9m a Catalano e a toda a sua equipe e tamb\u00e9m a todo o pessoal de comunica\u00e7\u00e3o da prefeitura, que \u00e9 muito gentil, e tamb\u00e9m o pessoal da ger\u00eancia de literatura&#8230;.<\/p>\n<p><strong>Leda Alves:<\/strong> Desculpe interromper, mas eu n\u00e3o me referi e \u00e9 uma exig\u00eancia dentro de mim, que eu n\u00e3o posso adiar. A presen\u00e7a de Catalano nas nossas equipes. (&#8230;.) E aqui a gente faz realmente o trabalho colegiado, todo trabalho aqui \u00e9 de baixo pra cima. Ele tem contribu\u00eddo muito e a gente tem aprendido tamb\u00e9m com ele. Ent\u00e3o o projeto n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 da Secretaria. \u00c9 da Secretaria e da Funda\u00e7\u00e3o de Cultura.<\/p>\n<p><strong>Homenageado do festival<\/strong><br \/>\n<strong>Carlos Carvalho:<\/strong> Nesse processo de cria\u00e7\u00e3o, a gente chega a quem homenagear? Durante os 15 anos de festival, sempre se homenageou alguma personalidade, um teatr\u00f3logo, um ator, etc, que contribuiu no teatro brasileiro e no teatro pernambucano. E chegamos ent\u00e3o a Samuel Campelo e n\u00e3o por acaso. Quando a gente diz que depois do debut, a gente precisava repensar, depois de 15 anos, repensar e retomar outro caminho, nada melhor do que ter sido Samuel. Parece que foi escrito. Porque Samuel \u00e9 a pessoa que come\u00e7a no estado de Pernambuco e um dos primeiros no Brasil, a tornar poss\u00edvel um teatro brasileiro. Depois de Samuel, depois do grupo Gente Nossa, vem o Teatro de Amadores de Pernambuco e a\u00ed sucede-se uma s\u00e9rie de realizadores, o Teatro do Estudante de Pernambuco, o TPN, e a\u00ed todas as outras experi\u00eancias j\u00e1 nos anos 70, 80, e por a\u00ed vai. Ent\u00e3o Samuel \u00e9 important\u00edssimo. Samuel est\u00e1 no mesmo quilate de um Arthur de Azevedo, Samuel est\u00e1 no mesmo quilate de um Martins Pena. Ele funda a possibilidade de um teatro pernambucano e brasileiro com tem\u00e1tica brasileira. E ele advogava tamb\u00e9m que, naquela \u00e9poca, como todos os teatros naquela \u00e9poca eram ocupados os seus tablados pelas operetas e burlescas francesas, que o teatro pernambucano e brasileiro precisaria, assim como Martins Pena fez, trazer o tema brasileiro, a problem\u00e1tica brasileira, e partindo da divers\u00e3o. O que, de alguma forma, vem de encontro quando Hermilo \u2013 e \u00e9 a minha frase predileta \u2013 que Hermilo Borba Filho diz que \u201cningu\u00e9m se diverte na missa\u201d. Ent\u00e3o esse lugar sagrado que voc\u00ea n\u00e3o vai para se divertir, voc\u00ea vai para se religar, voc\u00ea vai para ter foco, no caso de Samuel, ele dizia que naquela \u00e9poca o teatro precisava tirar o foco do cotidiano e fazer divers\u00e3o para fazer plateia. E ele foi um dos primeiros, digamos assim, grandes diretores do Teatro de Santa Isabel, do qual dona Leda foi uma grande diretora e eu tive o prazer de trabalhar com ela. (&#8230;)<\/p>\n<p><strong>Gustavo Catalano<\/strong>: Carlos, eu queria s\u00f3 fazer uma observa\u00e7\u00e3o. Carlos falou sobre os 50% de artistas pernambucanos. Isso \u00e9 uma determina\u00e7\u00e3o tanto da secretaria quanto do nosso prefeito Geraldo J\u00falio, da valoriza\u00e7\u00e3o dos artistas pernambucanos. Por consequ\u00eancia, isso transfere a n\u00f3s uma responsabilidade de fazer com que isso aconte\u00e7a e o edital nos ajudou muito a isso, n\u00e3o \u00e9 verdade, Carlos? A gente sentiu que os grupos pernambucanos se interessaram, entraram mais dentro do processo, quando a gente colocou o edital na rua. Ent\u00e3o acho que ele foi muito importante tamb\u00e9m neste sentido, no sentido de integrar os artistas pernambucanos nesse processo, e nesses novos festivais, para que a gente conseguisse executar as diretrizes da nossa secret\u00e1ria e do prefeito Geraldo J\u00falio na valoriza\u00e7\u00e3o dos artistas pernambucanos.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p><strong>Perguntas dos jornalistas:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ivana Moura:<\/strong> Quais grandes festivais voc\u00eas usaram como modelo para montar a programa\u00e7\u00e3o do Festival Recife do Teatro Nacional atrav\u00e9s de edital?<br \/>\n<strong>Carlos Carvalho:<\/strong> N\u00e3o conhe\u00e7o. Ou n\u00e3o tenho conhecimento assim geral de quais s\u00e3o os festivais que s\u00e3o por edital. Acho que a maioria \u00e9 por curadoria. Mas isso tamb\u00e9m n\u00e3o quer dizer, assim, da gente mudar, que um \u00e9 ruim e o outro \u00e9 bom. \u00c9 quest\u00e3o de op\u00e7\u00e3o. Quando \u00e9 um curador, a op\u00e7\u00e3o \u00e9 que algu\u00e9m vai ter um recorte sobre uma vasta produ\u00e7\u00e3o dentro de um tema. O tema \u00e9, sei l\u00e1, pol\u00edtica. E o cara faz um recorte, mas o olhar \u00e9 dele. No caso, ele vai procurar aqueles grupos, aquelas produ\u00e7\u00f5es, que satisfazem aquela perspectiva que ele est\u00e1 fazendo um recorte. No caso do edital, \u00e9 o inverso. Quando eu digo: eu procuro voc\u00ea, n\u00e3o \u00e9 voc\u00ea quem me procura. Eu digo: olha, eu estou aqui. Voc\u00ea quer me ver? Ent\u00e3o \u00e9 diferente o olhar. Isso nem coloca pontos positivos nem para um, nem para outro, de dizer esse \u00e9 melhor, esse \u00e9 pior. \u00c9 quest\u00e3o de op\u00e7\u00e3o. A op\u00e7\u00e3o que n\u00f3s fizemos foi: se a gente se abre para o Brasil e os grupos do Brasil t\u00eam a possibilidade de dizer eu quero ir a Recife. Com isso voc\u00ea vai ter um olhar mais alargado. Nesse caso aqui, por exemplo, o festival deste ano n\u00e3o tem um recorte. O recorte \u00e9 o teatro do poss\u00edvel do Brasil. Isso \u00e9 lindo. Isso \u00e9 lindo. Com todo o respeito, eu n\u00e3o sei qual seria o curador que iria a Tabo\u00e3o da Serra ou iria a uma tribo ind\u00edgena. Mas a tribo ind\u00edgena poderia dizer: olha, eu estou fazendo um teatro aqui na minha taba. E por isso ele n\u00e3o \u00e9 moderno, ele n\u00e3o \u00e9 contempor\u00e2neo, ele n\u00e3o \u00e9 bom? Ele \u00e9 bom no poss\u00edvel dele para o Brasil. Essa diversidade nos interessa neste momento. Eu acho que n\u00e3o tem nenhuma quest\u00e3o de ser contra ou a favor. \u00c9 quest\u00e3o de op\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. \u00c9 uma pol\u00edtica de se abrir mais e essa eu acho que \u00e9 a quest\u00e3o. Assim como tamb\u00e9m no carnaval, no s\u00e3o Jo\u00e3o, assim como foi no festival de inverno de Garanhuns, que n\u00e3o era por edital e nem por conta disso diminuiu a qualidade dos espet\u00e1culos, abriu-se para a diversidade. A gente n\u00e3o pautou nessa decis\u00e3o \u201cagora vamos romper com o passado\u201d. De jeito nenhum. O que pautou foi n\u00f3s vamos ter outro olhar para o futuro.<\/p>\n<div id=\"attachment_11368\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/2013\/11\/23\/os-rumos-de-um-festival\/coletivadeimprensafrtn-3-luciano-ferreira\/\" rel=\"attachment wp-att-11368\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-11368\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-11368\" alt=\"Leda Alves diz que edital \u00e9 um instrumento da democracia\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/ColetivadeimprensaFRTN-3-Luciano-Ferreira.jpg\" width=\"600\" height=\"398\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/ColetivadeimprensaFRTN-3-Luciano-Ferreira.jpg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/ColetivadeimprensaFRTN-3-Luciano-Ferreira-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11368\" class=\"wp-caption-text\">Leda Alves diz que edital \u00e9 um instrumento da democracia<\/p><\/div>\n<p>(&#8230;.)<\/p>\n<p><strong>Leda Alves:<\/strong> O edital vai ser usado como um instrumento da democracia. A gente quer, que \u00e9 uma das fun\u00e7\u00f5es e miss\u00f5es da secretaria, criar ou abrir espa\u00e7os para todas as pessoas que produzem cultura, que fazem a cultura, para todos os artistas, da capital e do interior. Voc\u00ea veja: o nosso S\u00e3o Jo\u00e3o foi alimentado por muita gente do interior. Como Carlos tinha passado sete anos trabalhando pelo interior com o Governo do Estado e estava dispon\u00edvel para vir para c\u00e1, ele integrou o meu grupo de trabalho e ele trazia informa\u00e7\u00f5es de conhecer, de conviver, de testar, de saber que \u00e9 bom. E foi uma coisa comentada pelas comunidades que conheceram grupos que nunca tinham conhecidos e ouvir deles a chance de virem ao Recife se apresentar, mostrar sua arte. \u00c9 essa troca, esse angu que a gente quer que a cultura seja, dando acesso a todos. Segunda libera\u00e7\u00e3o para n\u00f3s da democracia que o edital nos d\u00e1: sem injun\u00e7\u00e3o de pedidos. Uma das coisas mais dif\u00edceis pra gente: os amigos, os parentes, os pol\u00edticos, a pedirem e a provarem que os seus candidatos s\u00e3o os melhores do mundo. E a gente tem essa grande arma de dizer: o edital est\u00e1 na pra\u00e7a. Se inscreveu? N\u00e3o? Agora, inscreveu-se? Ent\u00e3o fique tranquilo! Que a gente vai analisar c\u00e1 e voc\u00ea entra. Ent\u00e3o isso tamb\u00e9m facilita muito a democracia e d\u00e1 credibilidade ao artista de que ele ir\u00e1, de que \u00e9 verdade o que ele assinou ali, e que n\u00f3s realizaremos. Isso vem ao encontro, n\u00e3o \u00e9 de encontro, ao encontro, a uma determina\u00e7\u00e3o do prefeito: a prioridade \u00e9 o da terra.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p><strong>Ivana Moura:<\/strong> O Festival Nacional ele foi pensado, inclusive voc\u00ea est\u00e1 no nascedouro desse pensamento, em busca de uma excel\u00eancia art\u00edstica, que ela estivesse espalhada pelo Brasil e que se pudesse buscar isso. Voc\u00ea acha que, com esse edital, foi poss\u00edvel conseguir essa excel\u00eancia para este ano?<\/p>\n<p><strong>Carlos Carvalho:<\/strong> Sim. A excel\u00eancia do poss\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>Ivana Moura:<\/strong> Pode ser poss\u00edvel, mas pode n\u00e3o ser excel\u00eancia. Daqui a pouco vamos come\u00e7ar a filosofar!<\/p>\n<p><strong>Carlos Carvalho: <\/strong>A excel\u00eancia pra quem? O edital abriu as possibilidades, os grupos se inscreveram, uma comiss\u00e3o analisou os projetos e a gente adequou os projetos \u00e0s condi\u00e7\u00f5es. Eu n\u00e3o sou um curador do festival. Eu n\u00e3o sou um curador. O curador \u00e9 o edital e a comiss\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Leda Alves:<\/strong> Ent\u00e3o foi feito por uma equipe de especialistas. O objetivo dele \u00e9 principalmente a troca de experi\u00eancias, de aprendizados, da\u00ed haver v\u00e1rias oficinas. Agora, geralmente, a gente s\u00f3 pode avaliar a efic\u00e1cia e o fruto desse edital, quando avaliar o festival. \u00c9 um caminho novo. O edital a gente lan\u00e7ou, respondeu, a gente montou o festival, vamos ver. Essa pergunta voc\u00ea faz a gente quando acabar.<br \/>\n(&#8230;)<\/p>\n<p><strong>Ivana Moura:<\/strong> \u00c9 porque n\u00f3s temos 15 anos de edi\u00e7\u00e3o de festival antes desse festival. 15 edi\u00e7\u00f5es conhecidas e acompanhadas.<\/p>\n<p><strong>Leda Alves:<\/strong> E o que \u00e9 que tem?<\/p>\n<p><strong>Ivana Moura:<\/strong> O que tem \u00e9 que, durante esse tempo, os grandes grupos brasileiros estiveram presentes nesse festival. O que estou pontuando&#8230;<\/p>\n<p><strong>Leda Alves:<\/strong> Vamos acabar o festival para ver.<\/p>\n<p><strong>Carlos Carvalho:<\/strong> Eu concordo. Agora, o que se apresenta para este presente e para o futuro \u00e9 que aqui agora n\u00e3o v\u00e3o estar s\u00f3 os grandes. Os grandes neste sentido daqueles que t\u00eam os melhores patroc\u00ednios, os melhores esteticamente, etc. Vai estar os grandes, os pequenos que fazem o melhor naquele lugar, etc, etc. A gente n\u00e3o est\u00e1 negando o passado. A gente est\u00e1 tentando encontrar um caminho novo.<\/p>\n<p><strong>Ivana Moura<\/strong>: O que \u00e9 um caminho novo?<\/p>\n<p><strong>Carlos Carvalho:<\/strong> O edital para os 15 anos \u00e9 novo. \u00c9 o caminho.<\/p>\n<p><strong>Ivana Moura:<\/strong> Edital \u00e9 um caminho novo? \u00c9 porque edital eu acho que \u00e9 um caminho j\u00e1 pensado, exercitado noutras situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Leda Alves:<\/strong> N\u00e3o estou dizendo a pe\u00e7a jur\u00eddica edital n\u00e3o. A utiliza\u00e7\u00e3o dele para o acesso ao festival, para a pessoa participar desse festival est\u00e1 sendo atrav\u00e9s deste instrumento legal chamado edital.<\/p>\n<p><strong>Carlos Carvalho<\/strong>: Deixa eu perguntar uma coisa. Quando voc\u00ea me pergunta isso voc\u00ea est\u00e1 me dizendo que voc\u00ea \u00e9 contra o edital?<\/p>\n<p><strong>Ivana Moura: <\/strong>Eu n\u00e3o sou contra nada. Minha posi\u00e7\u00e3o aqui \u00e9 perguntar.<\/p>\n<p><strong>Carlos Carvalho:<\/strong> E eu estou perguntando a voc\u00ea tamb\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>Leda Alves: <\/strong>A pergunta transparecia isso. Voc\u00ea tem direito de estranhar, at\u00e9 de desconfiar, \u00e9 um direito que voc\u00ea tem.<\/p>\n<p><strong>Ivana Moura:<\/strong> Eu me preocupo com a qualidade da programa\u00e7\u00e3o de um festival que eu acompanho desde o come\u00e7o.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p><strong>Carlos Carvalho: <\/strong>\u201cEu estou dizendo que \u00e9 preciso a gente discutir, mas discutir com o cora\u00e7\u00e3o aberto. Porque n\u00e3o \u00e9 interessante a gente ter uma discuss\u00e3o que seja sempre s\u00f3lida e todo mundo estar a favor. O que \u00e9 bom \u00e9 que a gente tenha os discursos diferentes para a gente encontrar um caminho. Assim como o Janeiro encontrou um caminho que eu, inclusive, acho que n\u00e3o \u00e9 o melhor. Eu, particularmente, Carlos Alberto Carvalho Correia, n\u00e3o acho que \u00e9 o melhor. J\u00e1 discuti isso com Paula (de Renor). Mas \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o de tr\u00eas pessoas ou quatro, mas tr\u00eas que assinam o festival. N\u00f3s estamos agora olhando outro espa\u00e7o, outra forma de conduzir. E a gente pode ter, inclusive, a humildade, se fosse o caso, de dizer: olha, n\u00e3o deu certo. Mas porque n\u00e3o deu certo? Tem que fazer primeiro.<\/p>\n<p>(&#8230;.)<\/p>\n<p><strong>Ivana Moura:<\/strong> Qual foi a efetiva participa\u00e7\u00e3o no festival daquela comiss\u00e3o de artes c\u00eanicas que foi tirado l\u00e1 no Mamam, no F\u00f3rum de Artes C\u00eanicas?<br \/>\n<strong>Gustavo Catalano: <\/strong> Ap\u00f3s uma reuni\u00e3o que fizemos com o f\u00f3rum tem\u00e1tico de artes c\u00eanicas foi tirada duas comiss\u00f5es: uma comiss\u00e3o para o festival de dan\u00e7a e outra para o festival de teatro. E essas comiss\u00f5es vieram para que, junto com os gerentes, nomeados para coordenar cada festival, montassem a estrutura deles. O que seriam eles? Se o edital seria o edital, se o edital seria uma curadoria. Naquele momento em que j\u00e1 estava muito pr\u00f3ximo j\u00e1 dos festivais. E a gente apresentou o edital, discutiu esse edital, discutimos texto, discutimos tudo dentro desse contexto. E a\u00ed ap\u00f3s essa aprova\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s essa discuss\u00e3o toda, foi que a gente lan\u00e7ou o edital. A gente n\u00e3o lan\u00e7ou oficialmente da nossa cabe\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Ivana Moura:<\/strong> Ent\u00e3o esse grupo teve uma participa\u00e7\u00e3o efetiva na formula\u00e7\u00e3o dessa hist\u00f3ria? Que s\u00e3o os representantes da classe?<\/p>\n<p><strong>Gustavo Catalano: <\/strong>Efetiva.<\/p>\n<p><strong>Carlos Carvalho: <\/strong>Ele foi consultado.<\/p>\n<p><strong>Leda Alves:<\/strong> N\u00e3o s\u00f3 isso.<\/p>\n<p><strong>Gustavo Catalano<\/strong>: Tamb\u00e9m. Uma participa\u00e7\u00e3o efetiva. V\u00e1rias reuni\u00f5es. Vieram.<\/p>\n<p><strong>Carlos Carvalho:<\/strong> O grupo foi consultado. Todos os pontos foram elencados, a gente discutiu. Samuel (Santos), Rodrigo Dourado&#8230;\u00e9&#8230;.<\/p>\n<p><strong>Gustavo Catalano:<\/strong> A gente n\u00e3o excluiu a sociedade civil do processo n\u00e3o. Muito pelo contr\u00e1rio. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 incluir a sociedade civil na discuss\u00e3o dos festivais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cCome\u00e7ou nesta sexta-feira (22) mais uma edi\u00e7\u00e3o do Festival Recife do Teatro Nacional\u201d. Talvez essa n\u00e3o seja a frase mais apropriada para iniciar esse texto. Talvez n\u00e3o seja s\u00f3 \u201cmais uma edi\u00e7\u00e3o\u201d. Depois de 15 anos, \u00e9 a primeira vez em que o festival sofreu realmente uma altera\u00e7\u00e3o no seu perfil. 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