{"id":11162,"date":"2013-10-11T12:59:45","date_gmt":"2013-10-11T15:59:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=11162"},"modified":"2015-10-28T02:55:28","modified_gmt":"2015-10-28T05:55:28","slug":"construir-a-arte-do-efemero-em-grupo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/construir-a-arte-do-efemero-em-grupo\/","title":{"rendered":"Construir a arte do ef\u00eamero em grupo"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_11175\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/2013\/10\/11\/construir-a-arte-do-efemero-em-grupo\/outravezeraumavez-vallima\/\" rel=\"attachment wp-att-11175\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-11175\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-11175\" alt=\"Outra vez, era uma vez, foi a primeira montagem da Fiandeiros. Foto: Val Lima\/Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/Outravezeraumavez.ValLima.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/Outravezeraumavez.ValLima.jpg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/Outravezeraumavez.ValLima-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11175\" class=\"wp-caption-text\">Outra vez, era uma vez, foi a primeira montagem da Fiandeiros. Foto: Val Lima\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>Na primeira edi\u00e7\u00e3o do Jornal Aldeia Yapoatan, que circulou durante a mostra realizada pelo Sesc Piedade no m\u00eas de setembro, fizemos uma pequena mat\u00e9ria sobre teatro de grupo. Uma das companhias entrevistadas foi a Fiandeiros de Teatro, que est\u00e1 comemorando dez anos de atua\u00e7\u00e3o. Como a conversa com o diretor Andr\u00e9 Filho rendeu muito mais do que o espa\u00e7o no papel permitia, aproveitamos o in\u00edcio do projeto <em>Dramaturgia pernambucana<\/em>, empreendido pelo grupo, para publicar a entrevista. O diretor fala n\u00e3o s\u00f3 sobre a realidade espec\u00edfica da companhia, mas toca em quest\u00f5es pertinentes ao teatro de grupo em todo o pa\u00eds, como a dificuldade em manter uma sede e a falta de pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Sobre o projeto <em>Dramaturgia pernambucana<\/em>, nas sextas-feiras deste m\u00eas ser\u00e3o realizadas leituras dram\u00e1ticas e depois debates com os autores. Come\u00e7ando sempre \u00e0s 19h30, no Espa\u00e7o Fiandeiros, que fica na Rua da Matriz, 46, primeiro andar, na Boa Vista. Hoje (11) o texto ser\u00e1 <em>Jeremias e as caraminholas<\/em>, de Alexsandro Souto Maior. O coletivo Sinergia de Teatro, sob dire\u00e7\u00e3o de Emanuella de Jesus, far\u00e1 a leitura. Semana que vem (18) \u00e9 a vez de <em>Senhora dos Afogados<\/em>, de Nelson Rodrigues. O debatedor ser\u00e1 Rodrigo Dourado e a dire\u00e7\u00e3o de Andr\u00e9 Filho. J\u00e1 no dia 25 o texto \u00e9 <em>Lunik<\/em>, de Luciana Lyra, que ganha dire\u00e7\u00e3o de Rodrigo Cunha.<\/p>\n<p>O projeto ter\u00e1 ainda uma oficina de dramaturgia com Newton Moreno entre os dias 19 e 22 de novembro e encena\u00e7\u00f5es de contos de Nelson Rodrigues no m\u00eas de janeiro.<\/p>\n<div id=\"attachment_11178\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/2013\/10\/11\/construir-a-arte-do-efemero-em-grupo\/andrefilho2lidiamarques\/\" rel=\"attachment wp-att-11178\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-11178\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-11178 \" title=\"Andr\u00e9 Filho\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/AndreFilho2LidiaMarques.jpg\" width=\"400\" height=\"534\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/AndreFilho2LidiaMarques.jpg 400w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/AndreFilho2LidiaMarques-224x300.jpg 224w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11178\" class=\"wp-caption-text\">Andr\u00e9 Filho<\/p><\/div>\n<p><strong>ENTREVISTA \/\/ Andr\u00e9 Filho, diretor da Cia Fiandeiros<\/strong><\/p>\n<p><strong>Como os artistas da Fiandeiros se reuniram? <\/strong><br \/>\nN\u00f3s nos reunimos em 2003. Nosso come\u00e7o n\u00e3o foi muito diferente de outros coletivos: artistas que se juntam querendo se expressar coletivamente atrav\u00e9s de sua arte. T\u00ednhamos origens distintas &#8211; \u00e9ramos m\u00fasicos, palha\u00e7os, professores, arte-educadores, alguns j\u00e1 com experi\u00eancia em trabalho de grupo, outros n\u00e3o. Eu havia sido convidado pelo SESC para dirigir uma leitura dramatizada da pe\u00e7a <em>A tempestade<\/em>, de William Shakespeare. Convidei alguns atores para participar e o resultado \u00e9 que, depois da leitura, o grupo quis continuar se encontrando para ler outros textos e conversar sobre teatro. Ent\u00e3o decidimos seguir em frente com o processo de estudo e, da\u00ed, surgiu a Fiandeiros.<\/p>\n<p><strong>Quando voc\u00eas perceberam que eram um grupo? <\/strong><br \/>\n\u00c9 sempre muito delicada essa quest\u00e3o de se definir como um grupo de teatro. H\u00e1 dez anos que a gente vive se questionando sobre esse modelo e \u00e9 imposs\u00edvel encontrar um conceito est\u00e1vel que sirva a todos os coletivos. Na verdade, acho que \u00e9 justamente esse perguntar-se continuamente \u201co que n\u00f3s somos?\u201d, a busca por essa resposta, que nos faz ser enquanto grupo. Mas \u00e9 poss\u00edvel pontuar algumas quest\u00f5es espec\u00edficas que diferenciam o trabalho de um grupo daquele de uma produ\u00e7\u00e3o convencional, como a manuten\u00e7\u00e3o de um n\u00facleo de cria\u00e7\u00e3o permanente e o processo continuado, que n\u00e3o se limita ao tempo de vida de um espet\u00e1culo. As a\u00e7\u00f5es do grupo n\u00e3o s\u00e3o apenas no sentido de uma cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica, mas tamb\u00e9m na forma\u00e7\u00e3o de uma identidade de coletivo.<\/p>\n<p><strong>Os objetivos iniciais da companhia foram mudando ao longo desses dez anos?<\/strong><br \/>\nNa verdade, os objetivos mudam de acordo com cada projeto, mas existe algo que n\u00e3o pode mudar: a identidade do trabalho. Um grupo tem a sua identidade, que \u00e9 quase como a sua digital, a sua marca, o seu formato de trabalho. Essa identidade n\u00e3o surge assim do nada, n\u00e3o dizemos \u201cvamos criar uma identidade de grupo\u201d. Ela surge com o tempo, como fruto de todo o processo de cria\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 palp\u00e1vel, mas \u00e9 sentida por todos. E guarda em si o compromisso com o todo. Sabe aquela m\u00fasica, \u201cse falo em mim e n\u00e3o em ti \u00e9 que, neste momento, j\u00e1 me despedi\u201d? Quando em um processo de grupo algu\u00e9m pensa assim \u00e9 porque n\u00e3o faz mais parte dessa identidade e est\u00e1 na hora de partir em busca de outras li\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Qual a principal dificuldade em manter um grupo?<\/strong><br \/>\nExistem dificuldades de v\u00e1rios vieses. Mas creio que as mais importantes s\u00e3o conciliar os sonhos com a dura realidade do dia a dia, com a falta de um projeto cultural p\u00fablico eficaz para o teatro, com a desmobiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de n\u00f3s artistas de grupo. Essa \u00faltima, por sinal, \u00e9 de suma import\u00e2ncia. Ou nos conscientizamos de que precisamos nos organizar politicamente, ou n\u00e3o daremos o passo qualitativo nunca. As artes visuais j\u00e1 fizeram isso, a dan\u00e7a j\u00e1 fez isso, mas o teatro n\u00e3o consegue dar esse passo. O tempo m\u00e9dio de vida \u00fatil de um grupo produzindo \u00e9 de, no m\u00e1ximo, dois a tr\u00eas anos. Quem consegue ultrapassar isso j\u00e1 pode se considerar um vitorioso. Existem alguns coletivos na cidade que conseguiram isso. A Fiandeiros \u00e9 um deles, mas ningu\u00e9m imagina o pre\u00e7o que pagamos por isso. Olho para tr\u00e1s e vejo a quantidade de artistas e grupos de teatro que ficaram pelo caminho, que poderiam ter dado uma contribui\u00e7\u00e3o t\u00e3o bacana para a cena local e n\u00e3o o fizeram porque n\u00e3o foram estimulados. Falta vontade pol\u00edtica para isso. Ainda estamos engatinhando no processo de consolida\u00e7\u00e3o do teatro de grupo no Recife. Quando ficaremos de p\u00e9? N\u00e3o sei.<\/p>\n<p><strong>Qual a import\u00e2ncia e o desafio de manter uma sede?<\/strong><br \/>\nUma sede \u00e9 extremamente importante para um grupo, n\u00e3o apenas por ser uma base, um apoio para suas atividades, mas tamb\u00e9m por contribuir para a sua discuss\u00e3o est\u00e9tica, na medida em que estabelece par\u00e2metros novos para o pensamento de uma dramaturgia espec\u00edfica, um olhar sobre o entorno e a rela\u00e7\u00e3o dos artistas com este. Isso possibilita um olhar diferenciado sobre um processo. Mas manter uma sede n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Nesse ponto, acho que todas as pol\u00edticas p\u00fablicas at\u00e9 agora s\u00e3o falhas. Recife ainda est\u00e1 engatinhando em pol\u00edticas de fomento a grupos de pesquisa continuada. S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro j\u00e1 sa\u00edram na frente com a\u00e7\u00f5es p\u00fablicas que possibilitam aos grupos fazerem resid\u00eancias continuadas em teatros, pr\u00e9dios e casarios p\u00fablicos. Aqui sequer conseguimos abrir um di\u00e1logo a respeito. H\u00e1 pr\u00e9dios p\u00fablicos completamente abandonados e h\u00e1 grupos que ensaiam em garagens, nas pra\u00e7as, nas ruas. Acho profundamente lament\u00e1vel e triste. A Fiandeiros consegue manter a sua sede com recursos pr\u00f3prios; vez por outra aprovamos um projeto que nos d\u00e1 uma folga de alguns meses, mas \u00e9 muito pouco. Cada ano que se inicia, n\u00e3o sabemos como vai ser, de onde tiraremos o dinheiro para manter vivo o nosso espa\u00e7o. Desenvolvemos algumas a\u00e7\u00f5es como os cursos regulares de teatro que ministramos, para adultos, adolescentes e crian\u00e7as, o que tem nos garantido uma sobrevida. Entramos tamb\u00e9m no circuito de produ\u00e7\u00f5es nacionais que viajam atrav\u00e9s dos pr\u00eamios de circula\u00e7\u00e3o nacional. Em 2012 se apresentaram no nosso espa\u00e7o, A Companhia Braziliense de Teatro e o Grupo Trama de Teatro (Minas Gerais). Al\u00e9m disso, fomos um dos p\u00f3los de apresenta\u00e7\u00f5es do Festival Recife do Teatro Nacional, al\u00e9m de produ\u00e7\u00f5es locais que tamb\u00e9m se apresentaram no nosso espa\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>O que une voc\u00eas artisticamente hoje?<\/strong><br \/>\nO que nos une \u00e9 a mesma coisa que nos unia h\u00e1 dez anos: a vontade de continuar caminhando em busca do invis\u00edvel, de algo que talvez nunca encontremos. Somos artistas e isso por si s\u00f3 j\u00e1 seria suficiente para nos manter unidos, mas nem sempre \u00e9 assim. Temos nossas diferen\u00e7as, nossos pontos de vista divergentes, que nos fazem morrer e renascer renovados a cada dia. Sempre foi assim &#8211; o que nos une nem sempre \u00e9 o concreto, o projeto pronto e acabado, mas o vazio das imperfei\u00e7\u00f5es, o medo das tentativas que nos aproxima e nos fortalece.<\/p>\n<p><strong>Quais as preocupa\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas de voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nA Fiandeiros tem um tra\u00e7o, uma identidade musical bastante forte em seus trabalhos, n\u00e3o apenas instrumentalmente falando, mas tamb\u00e9m na melodia textual. Isso sempre foi alvo de nossas pesquisas. Em nosso \u00faltimo trabalho, <em>Noturnos<\/em>, nos experimentamos em outro vi\u00e9s, o da dura realidade das ruas. \u00c9 um trabalho onde a musicalidade incomoda, s\u00e3o acordes dissonantes do que at\u00e9 ent\u00e3o n\u00f3s t\u00ednhamos feito. Falar sobre viol\u00eancia, medo, agressividade, abandono, asco, invisibilidade social, exigiu de n\u00f3s um esfor\u00e7o enorme e um desprendimento de nossas vaidades pessoais muito al\u00e9m do que j\u00e1 hav\u00edamos ido em outros trabalhos. Sinto que agora \u00e9 hora de voltar, de proceder o caminho de volta \u00e0 nossa harmonia original, o que n\u00e3o significa que \u00e9 menos densa. Penso em Picasso que, ao tentar retornar \u00e0s origens do cubismo, acabou por recriar a realidade contida nele. L\u00f3gico que sem qualquer pretens\u00e3o de nos compararmos, mas \u00e9 um processo semelhante de busca interna em nossa est\u00e9tica. O legal \u00e9 que n\u00e3o sabemos onde vamos acabar, as tentativas existem e s\u00e3o m\u00faltiplas, tudo vai depender das nossas escolhas. Mas o mais importante \u00e9 n\u00e3o ficar parado, porque at\u00e9 mesmo quando o artista imita a si mesmo ele se recria.<\/p>\n<div id=\"attachment_11183\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/2013\/10\/11\/construir-a-arte-do-efemero-em-grupo\/noturnos2-rodrigomoreira-2\/\" rel=\"attachment wp-att-11183\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-11183\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/noturnos2.rodrigomoreira.jpg\" alt=\"Espet\u00e1culo Norturnos. Foto: Rodrigo Moreira\/Divulga\u00e7\u00e3o\" width=\"600\" height=\"400\" class=\"size-full wp-image-11183\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/noturnos2.rodrigomoreira.jpg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/noturnos2.rodrigomoreira-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11183\" class=\"wp-caption-text\">Espet\u00e1culo Norturnos. Foto: Rodrigo Moreira\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p><strong>Quais os pr\u00f3ximos projetos?<\/strong><br \/>\nTemos v\u00e1rios projetos para o futuro. Entre eles, montar um texto para crian\u00e7as, intitulado <em>Vento forte para \u00e1gua e sab\u00e3o<\/em>, de autoria de um ator pernambucano e pessoa muito querida nossa, Giordano Castro, do Magiluth. Estamos aguardando para ver se sai no m\u00e1ximo at\u00e9 o in\u00edcio do pr\u00f3ximo ano. Mas tem pelo menos mais uns tr\u00eas ou quatro projetos vi\u00e1veis para um futuro pr\u00f3ximo. Vamos aguardar e ver o que acontece. O processo \u00e9 este: viver o ef\u00eamero e mergulhar no transit\u00f3rio. S\u00f3.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na primeira edi\u00e7\u00e3o do Jornal Aldeia Yapoatan, que circulou durante a mostra realizada pelo Sesc Piedade no m\u00eas de setembro, fizemos uma pequena mat\u00e9ria sobre teatro de grupo. Uma das companhias entrevistadas foi a Fiandeiros de Teatro, que est\u00e1 comemorando dez anos de atua\u00e7\u00e3o. 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