{"id":10921,"date":"2013-09-17T14:38:30","date_gmt":"2013-09-17T17:38:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=10921"},"modified":"2015-10-28T02:55:32","modified_gmt":"2015-10-28T05:55:32","slug":"muito-de-nos-em-nelson-rodrigues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/muito-de-nos-em-nelson-rodrigues\/","title":{"rendered":"Muito de n\u00f3s em Nelson Rodrigues"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_10929\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/2013\/09\/17\/muito-de-nos-em-nelson-rodrigues\/beijo2\/\" rel=\"attachment wp-att-10929\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-10929\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-10929\" alt=\"Ivo Barreto, Andr\u00eazza Alves e Pascoal Filizola. Foto: Pollyanna Diniz\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/beijo2.jpg\" width=\"600\" height=\"398\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/beijo2.jpg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/beijo2-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10929\" class=\"wp-caption-text\">Ivo Barreto, Andr\u00eazza Alves e Pascoal Filizola. Foto: Pollyanna Diniz<\/p><\/div>\n<p>Ruy Castro conta em <em>O anjo pornogr\u00e1fico<\/em> que Fernanda Montenegro levou mais de um ano para \u00a0conseguir que Nelson Rodrigues escrevesse uma pe\u00e7a para a sua companhia, o Teatro dos Sete. A primeira vez que ela o procurou com o pedido, revela o bi\u00f3grafo, foi em 1959. Fernanda cobrava &#8211; ligava para o jornal \u00daltima Hora e, depois de um tempo, Nelson passou a dizer que n\u00e3o era ele, logo que percebia quem estava do outro lado da linha. Pois bem, em 1960, foi o dramaturgo quem procurou Fernanda e o marido, Fernando Torres, para entregar <em>O beijo no asfalto<\/em>. A pe\u00e7a tinha sido escrita em 21 dias. Bem ao estilo Nelson, Ruy Castro diz que quando a pe\u00e7a fez temporada no Maison de France, Nelson ia todas as noites para o teatro e tirava satisfa\u00e7\u00f5es de quem saia no meio do espet\u00e1culo indignado.<\/p>\n<p>Mais de 50 anos depois, a pe\u00e7a ainda causa espanto para quem n\u00e3o conhece o enredo. E \u00e9 extremamente atual. E n\u00e3o s\u00f3 porque trata de um cara que v\u00ea a sua vida desmoronar por conta de uma not\u00edcia de jornal, pela corrup\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia policial, pela discuss\u00e3o sobre o homossexualismo. &#8220;Se n\u00e3o paramos na leitura rasteira e superficial (&#8230;) de um cara que beija um moribundo em p\u00fablico e mergulharmos em busca dos sentidos que movem as engrenagens do texto, do que est\u00e1 por tr\u00e1s e abaixo das v\u00e1rias camadas ali contidas, percebemos que esses enredos s\u00e3o apenas pr\u00e9-textos que nos conduzem ao espelho da nossa face, das v\u00e1rias faces de nossa humanidade&#8221;, explica a atriz Andr\u00eazza Alves, que interpreta Selminha.<\/p>\n<p>Nesta quarta-feira (18),<em> O beijo no asfalto<\/em>, com dire\u00e7\u00e3o de Cl\u00e1udio Lira, ser\u00e1 apresentada dentro da programa\u00e7\u00e3o do festival Aldeia Yapoatan. A sess\u00e3o ser\u00e1 no Teatro Luiz Mendon\u00e7a (Parque Dona Lindu), \u00e0s 20h. Os ingressos custam R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada).<\/p>\n<div id=\"attachment_10930\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/2013\/09\/17\/muito-de-nos-em-nelson-rodrigues\/beijo4\/\" rel=\"attachment wp-att-10930\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-10930\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-10930\" alt=\"Andr\u00eazza \u00e9 Selminha e Daniela Travassos intepreta D\u00e1lia\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/beijo4.jpg\" width=\"600\" height=\"398\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/beijo4.jpg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/beijo4-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10930\" class=\"wp-caption-text\">Andr\u00eazza \u00e9 Selminha e Daniela Travassos intepreta D\u00e1lia<\/p><\/div>\n<p><strong>ENTREVISTA \/\/ Andr\u00eazza Alves, atriz<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>O beijo no asfalto<\/em> estreou em 1961 com Fernanda Montenegro no papel de Selminha. Qual a responsabilidade de encenar esse texto? Quais refer\u00eancias voc\u00ea utilizou na constru\u00e7\u00e3o do personagem?<\/strong><br \/>\nFernanda Montenegro se tornou conhecida no meio art\u00edstico por ser uma trabalhadora incans\u00e1vel, uma mulher simples, nada afeita a estrelismos. \u00c9 dela uma das frases mais inspiradoras e afirmativas que j\u00e1 encontrei na vida. Ela disse: &#8220;hoje todo mundo virou artista, agora ator n\u00e3o \u00e9 todo mundo que pode ser&#8230; N\u00e3o ocupe esse espa\u00e7o, vai ser banc\u00e1rio, doutor, v\u00e1 ser diplomata, enfim. Agora, se morrer porque n\u00e3o est\u00e1 fazendo isso, se adoecer, se ficar em tal desassossego que n\u00e3o tem nem como dormir, a\u00ed volte. Mas, se n\u00e3o passar por esse distanciamento e pela necessidade dessas t\u00e1buas aqui, n\u00e3o \u00e9 do ramo&#8221;. A responsabilidade de estar em cena precisa ser maior do que simplesmente exibir-se em belas formas, vaidades auto-afirmativas, gl\u00f3rias, pa\u00eates, retratos no jornal ou promessas de riqueza. Precisa estar conectada a uma necessidade extrema. Claro que o teatro n\u00e3o \u00e9 um quarto fechado, voc\u00ea precisa do outro, mas o mundo das celebridades, do freje das premia\u00e7\u00f5es e dos eleitos da vez n\u00e3o tem nada a ver com ser ator. Com a responsabilidade c\u00eanica, de encarar aquilo (o palco, o encontro com o espectador que saiu da sua casa pra estar com voc\u00ea) como um projeto de vida. E, pra mim, \u00e9 nesse \u00e2mbito que reside a responsabilidade de levar <em>O Beijo<\/em> ou qualquer texto \u00e0 cena.<\/p>\n<p>Uma personagem, por menor que possa parecer a um cora\u00e7\u00e3o ambicioso, \u00e9 maior do que qualquer ator do mundo, em qualquer \u00e9poca. Ela ter\u00e1, sempre, alguma coisa que voc\u00ea n\u00e3o viu, trar\u00e1 em si tantas nuances e filigranas da alma humana que s\u00f3 com muita disposi\u00e7\u00e3o e generosidade de esp\u00edrito podemos, \u00e0s vezes, tangenciar e trazer \u00e0 tona naquele curto instante de vida na cena. Tchecov dizia que n\u00e3o existe momento de gl\u00f3ria, existe perseveran\u00e7a. Estar atenta ao texto, ao que as outras personagens dizem a respeito da minha, \u00e0s situa\u00e7\u00f5es, tentando uma conex\u00e3o fina com o que move aquela pessoa, respirar e transpirar por ela, estar aberta e dispon\u00edvel a atender ao que o encenador deseja. \u00c9 assim que procuro me portar. Eu ainda n\u00e3o tenho dom\u00ednio sobre a constru\u00e7\u00e3o de Selminha, ela est\u00e1 se estabelecendo lentamente, ao contr\u00e1rio do que aconteceu com outras personagens. Talvez porque as rea\u00e7\u00f5es que ela me inspira s\u00e3o totalmente diversas das que a encena\u00e7\u00e3o precisa que eu leve para a cena, talvez por bloqueio, talvez&#8230;. Mas, por outro lado, eu a entendo como um ser humano, em suas aspira\u00e7\u00f5es e suas dores reais. Selminha \u00e9 um processo de transpira\u00e7\u00e3o. E assim tem que ser, pois o teatro \u00e9 ingl\u00f3rio. Todo dia voc\u00ea repete aquele processo e todo dia corre o risco de fracassar. Ser\u00e1 que se foi bom hoje vai ser bom amanh\u00e3? Isso depende de muita coisa. Muitas vezes voc\u00ea v\u00ea uma pessoa falar: \u201cVi um espet\u00e1culo maravilhoso\u201d e voc\u00ea vai ver e n\u00e3o acha grandes coisas. \u00c9 que, independente da vontade do elenco, a magia n\u00e3o aconteceu naquele dia. N\u00e3o \u00e9 todo dia que \u00e9 maravilhoso, h\u00e1 que se transpirar sempre, esse \u00e9 o caminho que busco seguir.<\/p>\n<div id=\"attachment_10931\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/2013\/09\/17\/muito-de-nos-em-nelson-rodrigues\/beijo5\/\" rel=\"attachment wp-att-10931\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-10931\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-10931\" alt=\"Dire\u00e7\u00e3o da montagem \u00e9 de Cl\u00e1udio Lira\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/beijo5.jpg\" width=\"600\" height=\"338\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/beijo5.jpg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/beijo5-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10931\" class=\"wp-caption-text\">Dire\u00e7\u00e3o da montagem \u00e9 de Cl\u00e1udio Lira<\/p><\/div>\n<p><strong>De que forma voc\u00eas conseguem &#8220;atualizar&#8221; esse texto, ou trazer para uma realidade mais pr\u00f3xima?<\/strong><br \/>\nO teatro s\u00f3 se completa no palco, depois da contribui\u00e7\u00e3o viva, presente no tempo e no espa\u00e7o. Penso que uma encena\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m (ou pelo menos busca ser) uma nova met\u00e1fora (viva, tridimensional) do texto escrito. E \u00e9 isso o que, pra mim, Cl\u00e1udio faz na encena\u00e7\u00e3o do <em>Beijo<\/em>. Ele n\u00e3o busca uma &#8220;atualiza\u00e7ao&#8221; porque <em>O beijo no asfalto<\/em> \u00e9 um cl\u00e1ssico e como tal ele n\u00e3o precisa ser atualizado, ele est\u00e1 pr\u00f3ximo de n\u00f3s porque trata do que vai no \u00e2mago da condi\u00e7\u00e3o humana e como todo bom cl\u00e1ssico, se serve de situa\u00e7\u00f5es aparentemente banais (tal qual <em>Otelo<\/em>, <em>Ricardo III<\/em>, <em>As tr\u00eas irm\u00e3s<\/em>, <em>Esperando Godot<\/em>, <em>O Vermelho e o Negro<\/em>, <em>Crime e Castigo<\/em>, <em>Dom Quixote<\/em>&#8230;) para revelar as puls\u00f5es primitivas e constituintes do Humano. Se n\u00e3o paramos na leitura rasteira e superficial de um cara que n\u00e3o acredita que um negro possa ter melhores qualidades que ele, ou de dois vagabundos que esperam, ou de um jovem ambicioso que seduz uma mulher rica&#8230;.ou (no nosso caso) de um cara que beija um moribundo em p\u00fablico, e mergulhamos em busca dos sentidos que movem as engrenagens do texto, do que est\u00e1 por tr\u00e1s e a baixo das v\u00e1rias camadas ali contidas, percebemos que esses enredos s\u00e3o apenas pr\u00e9-textos que nos conduzem ao espelho da nossa face, das v\u00e1rias faces de nossa humanidade.<\/p>\n<p>A cada vez que se l\u00ea <em>O beijo no asfalto<\/em> ele se revela em novas possibilidades. Ele se apresenta em uma forma inusitada, com uma atualidade que no instante imediatamente anterior nos escapava, pois como num prisma, ele quebra a luz e em algum \u00e2ngulo reflete a cor exata que aquele momento social emana. Podemos dizer que <em>O beijo<\/em> trata da constru\u00e7\u00e3o do discurso do \u00f3dio (que em tempos de Feliciano se traduz como homofobia), podemos tamb\u00e9m afirmar que trata da d\u00favida e da t\u00eanue linha que separa os conceitos de verdade e mentira (que em nossa era de p\u00f3s-modernidade permeia as nossas vidas em espa\u00e7os virtuais de relacionamento), podemos tamb\u00e9m dizer que fala de \u00e9tica ou ainda do oportunismo, da busca pelo sucesso a qualquer pre\u00e7o e da velocidade com que se pode ir do c\u00e9u ao inferno (para o que, atualmente, basta &#8220;publicar no Face!&#8221;).<\/p>\n<p><em>O beijo no asfalto<\/em> gira em torno do bin\u00f4mio imprensa X pol\u00edcia, ambientes intimamente conhecidos pelo autor e que, por isso, o ajudam a tratar das quest\u00f5es que verdadeiramente o interessam (a hipocrisia e a incapacidade de amor ao pr\u00f3ximo que corroem o ser humano). Cl\u00e1udio se serve dos desdobramentos vivos desse recorte oferecido por Nelson para criar as met\u00e1foras da sua obra, a encena\u00e7\u00e3o (hoje todos somos rep\u00f3rteres em potencial, hoje os meios de difus\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o se pulverizaram, hoje a imensa maioria quer aparecer, ficar famoso, levar a melhor; e n\u00e3o mede esfor\u00e7os para isso. hoje a vida privada est\u00e1 exposta pra todo mundo ver e o texto bem poderia ser o editorial de um jornal de ontem, ou a manchete de um site de celebridades, ou a fofoca do Face!). O que a encena\u00e7\u00e3o p\u00f5e \u00e9, antes de tudo, o filtro de Cl\u00e1udio para o que n\u00f3s, em conjunto, conseguimos acessar do mundo contido (e sempre em transforma\u00e7\u00e3o) nos escritos de Nelson. Tanto que ver <em>O beijo<\/em> hoje implica em ver um espet\u00e1culo bastante diverso do apresentado h\u00e1 um ano atr\u00e1s, pois quanto mais voltamos ao texto, mais ele nos mostra possibilidades infinitas de entendimento e recria\u00e7\u00e3o e n\u00f3s n\u00e3o nos furtamos a experiment\u00e1-las.<\/p>\n<div id=\"attachment_10932\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/2013\/09\/17\/muito-de-nos-em-nelson-rodrigues\/beijo6\/\" rel=\"attachment wp-att-10932\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-10932\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-10932\" alt=\"Arthur Canavarro \u00e9 Arandir\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/beijo6.jpg\" width=\"600\" height=\"338\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/beijo6.jpg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/beijo6-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10932\" class=\"wp-caption-text\">Arthur Canavarro \u00e9 Arandir<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ruy Castro conta em O anjo pornogr\u00e1fico que Fernanda Montenegro levou mais de um ano para \u00a0conseguir que Nelson Rodrigues escrevesse uma pe\u00e7a para a sua companhia, o Teatro dos Sete. 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