{"id":10125,"date":"2013-06-05T16:39:56","date_gmt":"2013-06-05T19:39:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=10125"},"modified":"2015-10-28T02:56:26","modified_gmt":"2015-10-28T05:56:26","slug":"quando-teatro-era-resistencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/quando-teatro-era-resistencia\/","title":{"rendered":"Quando teatro era resist\u00eancia"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_10146\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/2013\/06\/05\/quando-teatro-era-resistencia\/paulojose\/\" rel=\"attachment wp-att-10146\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-10146\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/paulojos\u00e9.jpg\" alt=\"Paulo Jos\u00e9. Foto: Pollyanna Diniz\" width=\"400\" height=\"583\" class=\"size-full wp-image-10146\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/paulojos\u00e9.jpg 400w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/paulojos\u00e9-205x300.jpg 205w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10146\" class=\"wp-caption-text\">Paulo Jos\u00e9. Foto: Pollyanna Diniz<\/p><\/div>\n<p>Foram duas horas de conversa. N\u00e3o lembro exatamente qual era o teatro em Curitiba, mas ficava afastado do Centro. Fui ver <em>Murro em ponta de faca<\/em> e pedi uma entrevista. Gentil, ele disse que me atenderia na tarde do dia seguinte, antes da nova sess\u00e3o do espet\u00e1culo. <\/p>\n<p>Paulo Jos\u00e9 faz parte da hist\u00f3ria do teatro brasileiro &#8211; e, definitivamente, essa n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma frase de efeito. Ele, Augusto Boal, Vianinha, Jos\u00e9 Renato P\u00e9cora, Gianfrancesco Guarnieri. Um tempo em que o teatro era, muito mais do que hoje, atividade de resist\u00eancia. O que o Arena, o Centro Popular de Cultura (CPC) queriam era, al\u00e9m de levar ao palco a realidade dos trabalhadores, da explora\u00e7\u00e3o, do capitalismo, discutir sobre os processos hist\u00f3ricos que determinavam essa realidade, sem que isso significasse um teatro chato &#8211; muito pelo contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>Como <em>Murro em ponta de faca<\/em>, pe\u00e7a que tem dire\u00e7\u00e3o de Paulo Jos\u00e9, faz curta temporada no Centro Cultural da Caixa desta quarta-feira (6) at\u00e9 o pr\u00f3ximo s\u00e1bado, resolvi resgatar essa entrevista com o ator, diretor e dramaturgo, realizada em 2011, no Festival de Curitiba. <\/p>\n<p><strong>Entrevista \/\/ Paulo Jos\u00e9<\/strong><\/p>\n<p><strong>Qual a diferen\u00e7a de dirigir Murro em ponta de faca em 1978 e em 2011? <\/strong><br \/>\nEsta vers\u00e3o agora nos d\u00e1 a possibilidade de mergulhar no personagem. Naquele momento, tudo tinha acontecido. Era muito mais ebuli\u00e7\u00e3o do que raz\u00e3o. Hoje a pe\u00e7a intriga, provoca, d\u00e1 vontade de conhecer mais da \u00e9poca. \u00c9 saber o princ\u00edpio, a origem desse mal. Na \u00e9poca, o sucesso dela, o encontro dela com o p\u00fablico, era natural por causa das circunst\u00e2ncias, da luta pela anistia, da campanha Tortura nunca mais. N\u00e3o precisava nenhuma teatralidade especial. Poderia ser quase uma leitura. Agora \u00e9 mais profundo, estamos menos presos \u00e0 superf\u00edcie, ao aparente. E s\u00e3o muitas as refer\u00eancias a coisas que aconteceram naquela \u00e9poca, que n\u00e3o necessariamente as pessoas sabem hoje. H\u00e1 uma refer\u00eancia clara, por exemplo, ao chileno V\u00edctor Jara (professor, diretor de teatro, poeta, cantor, compositor, m\u00fasico e ativista), que teve as m\u00e3os cortadas. \u00c9 cheio de refer\u00eancias tamb\u00e9m ao Marighella (Carlos). Apesar de que, no Brasil, a ditadura foi menos dura do que na Argentina e no Chile. Os militares aqui tinham origem de classe m\u00e9dia, classe m\u00e9dia baixa. Em muitas situa\u00e7\u00f5es, eles se encontravam tendo que reprimir a pr\u00f3pria fam\u00edlia. Diferente do ex\u00e9rcito argentino, que tinham inimigos de ra\u00edzes. Aqui, os militares se viam \u00e0s voltas com parentes presos, tendo que resolver \u201cpepinos\u201d familiares.<\/p>\n<div id=\"attachment_10143\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/2013\/06\/05\/quando-teatro-era-resistencia\/murroempontadefaca3\/\" rel=\"attachment wp-att-10143\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-10143\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/murroempontadefaca3.jpg\" alt=\"\u00c9 a segunda vez que Paulo Jos\u00e9 dirige texto de Boal\" width=\"600\" height=\"351\" class=\"size-full wp-image-10143\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/murroempontadefaca3.jpg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/murroempontadefaca3-300x175.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10143\" class=\"wp-caption-text\">\u00c9 a segunda vez que Paulo Jos\u00e9 dirige texto de Boal<\/p><\/div>\n<p><strong>Como voc\u00ea enfrentou a ditadura. Mesmo n\u00e3o tendo sido exilado, teve essa sensa\u00e7\u00e3o aqui mesmo? <\/strong><br \/>\nClaro! Eu era do Teatro de Arena. E a pe\u00e7a que estava em cartaz na \u00e9poca do golpe era <em>O filho c\u00e3o<\/em>. Era do Guarineiri (Gianfrancesco) e eu dirigia e atuava. A pol\u00edcia foi l\u00e1 para fechar o teatro. Mas n\u00f3s escapamos todos. Guarnieiri e o Juca de Oliveira foram para Bol\u00edvia. Augusto Boal foi para uma fazenda. Fiquei na casa de Cacilda Becker, que morava numa cobertura, esquina com a Avenida Paulista. Fiquei l\u00e1 um m\u00eas. Depois de 15 dias na Bol\u00edvia, o Guarnieri e o Juca decidiram voltar. Disseram que preferiam morrer. Depois disso, o Boal foi preso, torturado. \u00c9ramos privados da liberdade de ir e vir, de todos os bens, de qualquer conforto que o dinheiro pudesse dar, dos teus discos, filmes, instrumentos musicais. Esse sentimento n\u00e3o tem idade. E hoje as pessoas, noutra situa\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m s\u00e3o desprovidas de tudo. Mas naquela \u00e9poca, essas pessoas iam para a S\u00e9rvia, para a Cro\u00e1cia. Ficavam sem dinheiro, precisavam da fam\u00edlia no Brasil. Mas mandar dinheiro tamb\u00e9m n\u00e3o era f\u00e1cil. Ent\u00e3o, \u00e0s vezes, era fome, necessidade mesmo. Era uma indigna\u00e7\u00e3o, uma vergonha, a gente ser tutelado por imbecis. Apresentar uma pe\u00e7a para a censura, para que eles dessem o parecer. Pessoas desqualificadas, ignorantes. \u00c0s vezes a gente colocava, por exemplo, um palavr\u00e3o na pe\u00e7a, s\u00f3 para poder negociar. Porque eles iam implicar com aquilo e deixavam outras coisas passar. Os policiais entravam na tua casa. Os livros perigosos ficam no fundo falso do guarda-roupa. Lembro de perguntarem que eram Arist\u00f3fanes.<\/p>\n<p><strong>O Boal chegou a ver a pe\u00e7a sendo encenada? Qual a import\u00e2ncia dele para o nosso teatro? <\/strong><br \/>\nO Boal escreveu no ex\u00edlio. E quando voltou em 1983, acho (na realidade, 1986), a pe\u00e7a j\u00e1 tinha sido encenada. O Boal era devotado ao teatro. Enquanto n\u00f3s \u00e9ramos \u201cad\u00falteros\u201d, namor\u00e1vamos o cinema, a tv, ele era fiel. Quem sustentou o Arena foi o Boal, por mais de dez anos. N\u00f3s \u00edamos para o TBC, para o Oficina. Mas o Boal estava no Arena. <\/p>\n<p><strong>Falando nisso, atuar na televis\u00e3o, cinema ou teatro \u00e9 a mesma coisa? <\/strong><br \/>\nS\u00e3o formas diferentes de trabalhar, mas n\u00e3o h\u00e1 dificuldade. Tenho prefer\u00eancia por cinema e teatro. A televis\u00e3o \u00e9 redundante, n\u00e3o \u00e9 muito inovador. A comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 horizontal. Se todo mundo tem que entender, o foco \u00e9 menor. No teatro, se uma pessoa entender, tudo bem. A programa\u00e7\u00e3o da televis\u00e3o tamb\u00e9m tende a ter um discurso homog\u00eaneo, desde a manh\u00e3 ate a hora que acaba. E o meio se transforma na pr\u00f3pria mensagem. <\/p>\n<p><strong>A m\u00fasica \u00e9 importante? Neste trabalho, o senhor est\u00e1 \u201cbrincando\u201d no teclado\u2026 <\/strong><br \/>\nSempre trabalho com m\u00fasica. Gosto muito, por exemplo, do trabalho do Galp\u00e3o, porque \u00e9 muito musical, porque todos tocam. Gosto muito do teclado, mas eu n\u00e3o toco mesmo, por causa do Parkinson. At\u00e9 para escrever no computador \u00e9 dif\u00edcil. Quero digitar uma tecla e vou para outra. <\/p>\n<p><strong>Como foi a descoberta de que tinha a doen\u00e7a e lidar com isso? <\/strong><br \/>\nFoi em 1992. Uma doen\u00e7a degenerativa, progressiva e irrevers\u00edvel. Foi o que me disse o m\u00e9dico. Ele estava l\u00e1, receitando o rem\u00e9dio e eu perguntei \u201cpor quanto tempo vou tomar?\u201d. \u201cDurante toda a vida\u201d, ele me disse. E a\u00ed, olhando para ele, um homem quase careca, perdendo o cabelo, descobri que ele tamb\u00e9m tinha o Parkinson dele: o envelhecimento. Que \u00e9 progressivo, irrevers\u00edvel, degenerativo. A diferen\u00e7a \u00e9 que eu tinha a certeza que ia morrer e ele n\u00e3o. Como se fosse eterno. Voc\u00ea passa a ter limita\u00e7\u00f5es, mas voc\u00ea descobre outras coisas, a introspec\u00e7\u00e3o, a concentra\u00e7\u00e3o. Passei a escrever bem. A minha acuidade musical aumentou. Os meus sentidos foram agu\u00e7ados. Cada um tem o seu Parkinson. E eu tenho 74 anos, j\u00e1 estou fora da garantia. \u00c9 s\u00f3 manuten\u00e7\u00e3o, n\u00e3o troca mais pe\u00e7a nenhuma. <\/p>\n<p><strong>Mas quais s\u00e3o os cuidados? <\/strong><br \/>\nRem\u00e9dios. E hoje fa\u00e7o aula de voz, gin\u00e1stica, hidrogin\u00e1stica. <\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea j\u00e1 fazia gin\u00e1stica? <\/strong><br \/>\nN\u00e3o! Gin\u00e1stica faz mal! (Risos) Queima! Nunca fiz. Fazia exerc\u00edcio, mas tinha que ser pr\u00e1tico, com bola, ou andar a cavalo. <\/p>\n<p><strong>Tem medo da morte? <\/strong><br \/>\nN\u00e3o tenho medo. Mas voc\u00ea tem que se preparar bem. As pessoas morrem mal porque n\u00e3o se preparam. S\u00e3o surpreendidas. Estou procurando deixar um testemunho pessoal das coisas que fiz. Estou passando a limpos coisas que escrevi para publicar. Cadernos de dire\u00e7\u00e3o, de cinema. Dei aula de cinema em Cuba, por exemplo. Na Globo, dei aula para diretores e atores. <\/p>\n<p><strong>Nas duas \u00faltimas pe\u00e7as em que voc\u00ea esteve envolvido, voc\u00ea trabalhou com as suas filhas (<em>Um navio no espa\u00e7o ou Ana Cristina C\u00e9sar <\/em>e <em>Hist\u00f3rias de amor l\u00edquido<\/em>). \u00c9 diferente? E o seu trabalho de dire\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m tem sido diferente com o tempo?<\/strong><br \/>\nAcho que n\u00e3o\u2026Cada pe\u00e7a tem suas exig\u00eancias, necessidades. Mas a diferen\u00e7a que \u00e9 estou ficando calmo, sossegado, n\u00e3o fico sofrendo. At\u00e9 porque percebi que \u00e9 s\u00f3 uma pe\u00e7a de teatro, tem limites previamente estabelecidos. Ent\u00e3o fico mais calmo, tranq\u00fcilo. O que me interessa no teatro s\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es humanas, \u00e9 ajudar a desenvolver potencialidades nos outros. E as pessoas me ouvem, me respeitam. Ent\u00e3o me aproveito disso. Eu \u201cchupo\u201d o sangue destes atores jovens, a energia deles para mim.<\/p>\n<p><strong>Vamos falar de televis\u00e3o. Como \u00e9 o pr\u00f3ximo papel?<\/strong><br \/>\n\u00c9 nessa novela nova..Morde e assopra. Entro e fico at\u00e9 o fim da novela. Representa o amor na terceira idade. \u00c9 o Pl\u00ednio. Ele volta para a cidadezinha onde tinha deixado a namorada. Gosto de trabalhar como ator. Tenho contrato com a Globo desde 1969. Ent\u00e3o tenho que fazer algo de vez em quando. Fa\u00e7o a novela..a\u00ed passo mais algum tempo fazendo teatro e cinema.<\/p>\n<p><strong>Falando em cinema\u2026o que o senhor acha da produ\u00e7\u00e3o pernambucana?<\/strong><br \/>\nAh\u2026o Cl\u00e1udio Assis, o L\u00edrio Ferreira, j\u00e1 est\u00e3o consagrados, sabem fazer. Cl\u00e1udio Assis \u00e9 um louco! <em>Aspirinas e urubus<\/em> \u00e9 um filme muito bom. Tem baianos tamb\u00e9m muito bons no cinema. Meu pr\u00f3ximo papel \u00e9 no filme<em> Palha\u00e7o<\/em>, de Selton Mello, que deve ser lan\u00e7ado em maio. \u00c9 um filme autoral, que o Selton escreveu, produziu. Temos uma safra muito boa.<\/p>\n<p><strong>E deixa eu perguntar\u2026o que o senhor acha da ministra Ana de Hollanda?<\/strong><br \/>\nA linhagem \u00e9 boa\u2026\u00e9 filha de S\u00e9rgio Buarque, de uma fam\u00edlia que tem respeito pela cultura. Mas est\u00e1 apenas come\u00e7ando\u2026Mesmo o governo da Dilma ainda \u00e9 muito cedo. J\u00e1 percebemos que ela tem diferen\u00e7as de Lula, mas ainda \u00e9 cedo\u2026<\/p>\n<p><strong>Uma pergunta cl\u00e1ssica: algum papel que gostaria de fazer e ainda n\u00e3o teve oportunidade?<\/strong><br \/>\nTem personagens da literatura, personagens reais, que a gente gosta. Mas eu n\u00e3o estou sofrendo com isso. Tenho tanta coisa para fazer sempre!<\/p>\n<p><strong>E vai fazer teatro at\u00e9 quando?<\/strong><br \/>\nAt\u00e9 morrer! <\/p>\n<p><strong>N\u00e3o existe aposentadoria para o teatro?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o existe! At\u00e9 porque, no teatro, tem papel para todo mundo, independentemente da idade. Aos 90, ainda ter\u00e3o papeis que s\u00e3o ideais pra mim.<\/p>\n<div id=\"attachment_10150\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/2013\/06\/05\/quando-teatro-era-resistencia\/paulojosepecablog4-2\/\" rel=\"attachment wp-att-10150\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-10150\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/paulojosepecablog4.jpg\" alt=\"Montagem faz curta temporada no Recife\" width=\"600\" height=\"338\" class=\"size-full wp-image-10150\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/paulojosepecablog4.jpg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/paulojosepecablog4-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10150\" class=\"wp-caption-text\">Montagem faz curta temporada no Recife<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foram duas horas de conversa. N\u00e3o lembro exatamente qual era o teatro em Curitiba, mas ficava afastado do Centro. Fui ver Murro em ponta de faca e pedi uma entrevista. Gentil, ele disse que me atenderia na tarde do dia seguinte, antes da nova sess\u00e3o do espet\u00e1culo. Paulo Jos\u00e9 faz parte da hist\u00f3ria do teatro [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"categories":[1,4249],"tags":[747,213,743,486,759],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10125"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10125"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10125\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15065,"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10125\/revisions\/15065"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10125"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10125"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10125"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}