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Carne ou Vodka? distende a dor do outro

Daniel Barros, Hermínia Mendes e Eric Valença dividem a cena em Carne ou Vodka?

A barbárie marca o percurso da dita humanidade. Já a espetacularização da barbárie ganha menu variado em todas as mídias e é consumida com gosto por muitos ou enfiada goela abaixo. O espetáculo Carne ou Vodka? faz vibrar algumas manifestações dessas violências em três historietas.

A peça tem sessão extra de encerramento da temporada nesta quarta-feira (29/05) no Teatro Hermilo Borba Filho, no Bairro do Recife, às 20h.

A temática do abuso se desdobra em três eixos alçado ao limite do absurdo: feminicídio, pedofilia e violência contra idosos . Hermínia Mendes, Daniel Barros e Eric Valença dividem a criação coletiva na dramaturgia, na direção e interpretação. O trabalho vem sendo desenvolvido há um ano, sem patrocínios públicos ou privados, e está aberto a novos desdobramentos.

O trio adjunta a potência acusatória de Carne ou Vodka? na violência dos atos que chegam ao limite do suportável. Os corpos dos atores encaram o estado de tensão para provocar o espectador a um posicionamento mais ativo e com mais empatia pela dor do outro.

E sabemos que as possíveis associações entre as cenas do teatro e o acirramento da intolerância não são obras do acaso. Mas sim envenenamentos causados por atitudes preconceituosas do mandatário temporário no Brasil e seus asseclas. 

SERVIÇO
Carne ou Vodka
Quando: Nos dias 08 e 15 de maio às 20h
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho – Cais do Apolo
Ingressos: R$ 40 inteira e R$ 20 meia entrada
Classificação Etária: 16 anos.

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Cadengue deixa um vazio imenso no teatro

Encenador pernambuco estava remontando espetáculo Em Nome do Desejo. Foto: Reprodução do Facebook

Encenador pernambuco estava remontando espetáculo Em Nome do Desejo. Foto: Reprodução do Facebook

Que é a vida? Um frenesi.
Que é a vida? Uma ilusão,
uma sombra, uma ficção;
o maior bem é tristonho,
porque toda a vida é sonho
e os sonhos, sonhos são.
                                                 Calderón de La Barca

Antonio Edson Cadengue, um dos mais intensos encenadores brasileiros, morreu na madrugada desta quarta-feira (1). De forma súbita. Assim, de repente, como a morte chega e arrebata quem está muito ocupado com sua arte. O diretor, escritor e professor Cadengue preparava a nova montagem de Em Nome do Desejo, a partir da obra de João Silvério Trevisan. No fim de semana exibiu o primeiro ensaio aberto para o dramaturgo e passearam pelas praias de Pernambuco. Parecia feliz em levar de volta aos palcos seu maior sucesso, da década de 1990.

O que é a vida?, pergunta Calderón. Sabemos pouco. Antonio Edson deixa um vazio imenso e isso não é força de expressão. É real. A paixão pelo teatro exalava por seus poros; os olhos brilhavam. E como todo amante defendia sua arte com toda a força. Discordava, brigava. Nunca foi uma unanimidade. Colecionou afetos e alguns desafetos. Viveu profundamente as emoções, que articulava para os palcos.

Cadengue faleceu às 3h30, aos 64 anos. Levou uma queda em casa. Coisa que pode acontecer a qualquer um. Um acidente doméstico. Foi internado na unidade médica do Hospital Hapvida, no Recife. Complicou e chegou a óbito. “Infarto agudo secundário a uma arteriosclerose coronariana, que levou a um edema agudo do pulmão” é o que diz o laudo oficial como causa da morte.

O Teatro Valdemar de Oliveira será o palco para as despedidas, a partir das 8h de quinta (2). É uma merecida homenagem, já que o pesquisador escreveu sua tese de doutorado sobre o Teatro de Amadores de Pernambuco – TAP, do qual o Teatro Valdemar de Oliveira é sede. No livro ele avalia cinco décadas da história do longevo grupo teatral recifense. O trabalho foi publicado em dois volumes pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe).

O sepultamento será no Cemitério de Santo Amaro, às 15h desta quinta-feira.

Antônio Cadengue nasceu em Lajedo, no Agreste de Pernambuco. Foi um dos fundadores da Companhia Práxis Dramática, nos anos 1970, e criou no início da década de 1990 a Companhia Teatro de Seraphim.

Montou clássicos, como Sonho de uma Noite de Verão, de Shakespeare, muitas peças de Nelson Rodrigues – Toda Nudez Será Castigada, Senhora dos Afogados, Viúva, Porém Honesta e Doroteia e textos contemporâneos como os de Luís Reis: A filha do teatro, A morte do artista popular e Puro lixo, o espetáculo mais vibrante da cidade e de Aimar Labaki: Vestígios.

Mas qualquer palavra, essas palavras, tudo isso é muito pouco para falar de um artista tão brilhante, quer se goste ou não da arte que ele fazia. Ele deixa um vazio imenso. O teatro pernambucano está de luto.

Abaixo, um vídeo com um trecho da peça A Morte do Artista Popular, o merengue do Cadengue. Siga na luz.

 

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Premiação do Janeiro 2018

Carlos Lira recebe o afeto e o troféu do coordenador do Janeiro de Grandes Espetáculo, por seus 40 anos de carreira

Carlos Lira recebe o afeto e o troféu especial do coordenador do JGE, Paulo de Castro. Foto: Pedro Portugal

Iara Campos e Flávio Renovatto, da peça Mucurana, o Peixe. Foto: Pedro Portugal

Iris Campos e Flávio Renovatto, da peça Mucurana, o Peixe. Foto: Pedro Portugal

Célia Regina, com um dos apresentadores da noite, Tiago Gondim. Foto: Pedro Portugal

Célia Regina, com um dos apresentadores da noite, Tiago Gondim. Foto: Pedro Portugal

O prêmio de Melhor Atriz para Célia Regina parecia o único dado como certo no 24º Janeiro de Grandes Espetáculos. Sua atuação na peça Um minuto para dizer que te amo é deveras  comovente, como a velha mulher que tem lapsos de memória, pois sofre de Alzheimer. Ela fez jus ao troféu. Um minuto para dizer que te amo, do Matraca Grupo de Teatro, faturou mais cinco estatuetas, das 13 indicadas: Melhor Diretor para Rudimar Constâncio,  Atriz Coadjuvante para Vanise Souza, Sonoplastia/Trilha Sonora para Samuel Lira, Iluminação para João Guilherme de Paula e Maquiagem para Vinicius Vieira.

Mucurana, o peixe, do Coletivo Construtores de Histórias, levou o mais cobiçado Prêmio Apacepe de Teatro e Dança 2018, o de Melhor Espetáculo. Ele concorreu com Dinamarca e Um minuto para dizer que te amo. Mucurana também ficou com os troféus de Melhor Ator para Flávio Renovatto e Figurino.

Carlos Reis foi condecorado com o prêmio especial Hors Concours de Melhor Ator. Reis, 81 anos, é diretor da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém há mais de 20 anos. Veterano, ele participou do lendário Teatro Popular do Nordeste. Não pisava num palco recifense desde 2008, quando participou de uma adaptação de O crime do Padre Amaro, de Eça de Queiroz, com direção de Lúcio Lombardi. É admirável sua interpretação em A Ceia dos Cardeais, apresentada no JGE e mesmo que o texto seja datado, vale ver a montagem por seus atores (além de Carlos Reis, Rogério Costa e Paulo de Pontes).

O ator Carlos Lira, que está no elenco de Um minuto para dizer que te amo, também recebeu um troféu especial em homenagem aos 40 anos de teatro.

Nínive Caldas faturou o troféu de atriz revelação por sua atuação escrachada em Eu Gosto Mesmo do Pezinho de Galinha Porque Eu Como a Carninha e Limpo o Dente com a Unhinha, da Alô Produções. Ela já esteve no elenco das montagens Essa Febre que não passa, do Coletivo Angu de Teatro, de 2011 e A Mandrágora, produção de Taveira Júnior, ambas dirigidas por Marcondes Lima. Mas os jurados concluíram que agora a intérprete se destacou no papel. Raphael Gustavo, da Cia Experimental de Teatro, de Vitória de Santo Antão/PE, conquistou o prêmio de ator revelação. Ele também já participou de outras montagens, como Bruta Flor.

Dinamarca, a mais recente encenação do Grupo Magiluth, foi indicada apenas para melhor espetáculo. A releitura contemporânea de Hamlet , a partir da recriação textual de Giordano Castro, não levou nada nesta premiação.

Hamlet? Fragmentado foi indicado para Melhor Diretor, Melhor ator,  Melhor Atriz revelação, melhor iluminação, melhor figurino, melhor maquiagem. Também não foi premiado.

Mas como sabemos, tudo são interpretações. A composição das equipes de seleção e premiação são determinantes para o resultado. Aqui em Pernambuco, em Nova York, no Japão, em todas as linguagens.  A decisão possivelmente seria diferente com uma outra banca. E isso também vale para as outras comissões. O júri para teatro adulto foi formado pelo encenador e professor Antonio Edson Cadengue, pelo diretor e mamulengueiro do Só-Riso Fernando Augusto Gonçalves e pelo ator, cantor e compositor Walmir Chagas. Os atores Paulo de Pontes, José Maciel e Lilian Ferreira, com coordenação de José Manoel Sobrinho, integraram a equipe de análise do teatro para infância e juventude. E os bailarinos e coreógrafos Emerson Dias, Íris Campos e Raimundo Branco julgaram os trabalhos de dança.

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André Filho, Daniela Travassos,  João Denys e Manuel Carlos. Foto Pedro Portugal

Os integrantes da Cia Fiandeiros de Teatro saíram felizes da vida com o resultado da peça Histórias por um fio na categoria Teatro para Infância e Juventude. Levou sete troféus: Melhor Espetáculo, Diretor, Ator, Ator Coadjuvante, Cenário, Iluminação e Sonoplastia/Trilha Sonora.

Retomada, do Totem, Zoe, de Francini Barros dividiram o prêmio de Melhor Espetáculo de dança. Pareceu-me justo. Também foi dividido o laurel entre os admiráveis bailarinos Orun Santana (Meia-Noite) e Jorge Kildere (Zoe). 

Ainda na dança, Beth Gaudêncio, da Cia Sopro-de-Zéfiro de Cecilia Brennand ganhou os troféus de Melhor cenário e melhor figurino com a encenação de O Nosso Villa – Um Musical Villa-Lobos.

A premiação ocorreu na noite de terça terça-feira (30/01), na Torre Malakoff, em uma festa à fantasia muito agradável. Clima animado, afetuoso, programação artística legal. Foi um bom fechamento.

Sandra Possini, Rudimar Constâncio e Carla Valença. Foto: Pedro Portugal

Sandra Possani, Rudimar Constâncio e Carla Valença. Foto: Pedro Portugal

Fred Nascimento, de Retomada, recebe prêmio de Antonio Cadengue. Foto: Pedro Portugal

Fred Nascimento, de Retomada, recebe prêmio de Antonio Cadengue. Foto: Pedro Portugal

Samuel Santos e Naná, um dos coletivos homenageados. Foto: Pedro Portugal

Samuel Santos e Naná, um dos coletivos homenageados. Foto: Pedro Portugal

Fantasia. Foto: Pedro Portugal

Fantasia. Foto: Pedro Portugal

Vinicius, Samuel, Cláudio Lira e João Guilherme

Vinicius, Samuel, Cláudio Lira e João Guilherme

Barros, e Vanise de Souza. Foto: Pedro Portugal

Daniel Barros, Flávio Renovatto e Vanise de Souza. Foto: Pedro Portugal 

Bloco da Saudade. Foto: Pedro Portugal

Bloco da Saudade. Foto: Pedro Portugal

Paula de Renor. Foto: Pedro Portugal

Paula de Renor. Foto: Pedro Portugal

Apresentadores Tiago, Naná e Arilson. Foto: Pedro Portugal

Apresentadores Tiago Gondim, Naná Sodré e Arilson Lopes. Foto: Pedro Portugal

Almérico. Foto: Pedro Portugal

Almério. Foto: Pedro Portugal

TEATRO ADULTO

Prêmio Especial Hors Concours de Melhor Ator 
Carlos Reis (A ceia dos cardeais)

Prêmio Especial pelos 40 anos de carreira
Carlos Lira

Melhor Espetáculo
Mucurana, o peixe (Coletivo Construtores de Histórias)

Melhor Diretor
Rudimar Constâncio (Um minuto para dizer que te amo)

Melhor Ator
Flávio Renovatto (Mucurana, o peixe)

Melhor Atriz
Célia Regina Rodrigues Siqueira (Um minuto para dizer que te amo“)

Melhor Ator Coadjuvante
Daniel Barros (Pro(fé)ta – O bispo do povo)

Melhor Atriz Coadjuvante
Vanise Souza (Um minuto para dizer que te amo)

Ator Revelação
Raphael Gustavo (A última cólera no corpo de meu negro)

Atriz Revelação
Nínive Caldas (Eu gosto mesmo do pezinho de galinha porque eu como a carninha e limpo o dente com a unhinha)

Melhor Sonoplastia ou Trilha Sonora
Samuel Lira (Um minuto para dizer que te amo)

Melhor Iluminação
João Guilherme de Paula (Um minuto para dizer que te amo)
Melhor Cenário
Claudio Lira (A ópera do sol)

Melhor Figurino
O grupo (Mucurana, o peixe)

Melhor Maquiagem
Vinicius Vieira (Um minuto para dizer que te amo)

Comissão Julgadora:Antonio Edson Cadengue, Fernando Augusto Gonçalves Santos, Walmir Chagas.


TEATRO PARA INFÂNCIA E JUVENTUDE

Melhor Espetáculo
Histórias por um Fio (Cia. Fiandeiros de Teatro)

Melhor Diretor
João Dennys (Histórias por um fio)

Melhor Ator
André Filho (Histórias por um fio)

Melhor Atriz
Paula de Tássia (“Do vestido ao nariz”)

Melhor Ator Coadjuvante
Manuel Carlos (Histórias por um fio)

Melhor Atriz Coadjuvante
Gerlane Silva (Do vestido ao nariz

Ator Revelação
Não houve indicações

Atriz Revelação
Thais Silva (Do vestido ao nariz)

Melhor Maquiagem

Cia 2 em Cena (Do vestido ao nariz)

Melhor Figurino

Anderson Gomes (Era uma vez na Terra)

Melhor Cenário

Manuel Carlos (Histórias por um fio)

Melhor Iluminação

Yuri Vilarim (A Bela & a Fera) e André Filho (Histórias por um fio)

Melhor Sonoplastia ou Trilha Sonora
André Filho (pela Sonoplastia e Trilha Sonora de Histórias por um fio)

Comissão Julgadora: Paulo de Pontes, José Maciel e Lilian Ferreira, com coordenação de José Manoel Sobrinho.

DANÇA
Melhor Espetáculo
Zoe (de Francini Barros) e Retomada (de Totem)

Melhor Bailarino
Orun Santana (Meia-Noite) e Jorge Kildere (Zoe)

Melhor Bailarina
Maria Agreli (Zoe) e Julyane Rocha (O Nosso Villa – Um Musical Villa-Lobos)

Bailarino Revelação
Anderson Dimas (Aluga-se)

Bailarina Revelação
Isabela Loepert (O Diário das Frutas)

Melhor Iluminação
Natalie Revorêdo (Retomada)

Melhor Figurino
Beth Gaudêncio (O Nosso Villa – Um Musical Villa-Lobos)

Melhor Cenário
Beth Gaudêncio (O Nosso Villa – Um Musical Villa-Lobos)

Melhor Sonoplastia ou Trilha Sonora
Cauê Nascimento, Gustavo Vilar e Fred Nascimento (Retomada)

Comissão Julgadora: Emerson Dias, Íris Campos e Raimundo Branco.

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Pimentel carrega cruz de Cristo há 40 anos

Paixão de Cristo do Recife chega à 21ª edição. Foto: Laís Telles

Paixão de Cristo do Recife chega à 21ª edição. Foto: Laís Telles

Fico pensando quando o ator José Pimentel parar de fazer o papel de Jesus Cristo. Vai ficar um vazio nesses dias da Semana Santa no Marco Zero. Será que alguém será tão ágil para ocupar o lugar? Não sei. Mas a tenacidade desse artista beira a uma ideia de missão. Não bem entendida por todos. Muitos o condenam por ter se agarrado a esse papel com tanta paixão. Ter colado sua imagem à personagem bíblica, jovem de 33 anos, ele que já passou dos 80. Mas outros (muitos) incentivam e aplaudem sua atuação. Pimentel carrega a cruz de Cristo há 40 anos – 19 em Nova Jerusalém e 21 no Recife. Por prazer. Por acreditar que essa história tem que continuar. Nesta Sexta-feira da Paixão ele sobe mais uma vez ao palco armado na Praça do Marco Zero, no Bairro do Recife, para a temporada 2017 da Paixão de Cristo do Recife. As apresentações ocorrem de hoje (14) a domingo (16), às 20h. E a previsão é que mais de 30 mil pessoas compareçam a cada noite.

Ele é tratado como um pop star por seu público e fãs. Ao terminar cada sessão, muita gente vai falar emocionada com o ator, tirar selfies. Durante muitos anos a produção explorou a “chamada” de “A Paixão de Todos”, por ser gratuita. Concebida em 1997, a Paixão de Cristo do Recife foi encenada no estádio do Arruda durante cinco anos. Depois migrou para o Marco Zero, onde ficou de 2002 a 2005. Em 2006 ocorreu em frente ao Forte do Brum. E desde 2007 ocupa o Marco Zero e se torna uma espécie de renovação de fé em um Ser que se sacrificou pela humanidade. O calvário de Jesus é uma das poucas coisas que comovem esse mundo tão embrutecido. Essa representação mobiliza multidões.

Cena da Crucificação em Nova Jerusalém, onde o ator interpretou Jesus por 19 anos. Foto: Arquivo José Pimentel

Cena da Crucificação em Nova Jerusalém, onde o ator interpretou Jesus por 19 anos. Foto: Arquivo José Pimentel

Pimentel está certo que “encarnar” Cristo o tornou uma pessoa melhor. Gosta de repetir que o mandamento “Amai-vos uns aos outros” deveria ser utilizado em todos os momentos da nossa existência. Agora mais do que nunca, com tanta violência e ódio multiplicado em todas as instâncias. Para ele, a peça também é uma lição de vida.

As dificuldades para fazer o papel foram maiores neste ano. Em dezembro passado, o ator, diretor e autor do texto passou 12 dias internado depois de se submeter à cirurgia para tratar uma hérnia inguinal e de complicações como uma embolia pulmonar. Mas seu histórico como fisiculturista e o hábito de realizar exercícios físicos regulares ajudaram na recuperação.

O papel exige muito. As cenas da crucificação e levitação de Jesus Cristo, por exemplo, são exaustivas. E mesmo que o pulmão não esteja 100%, ele descartou qualquer possibilidade de ter um dublê. “Não iria enganar a plateia com um dublê. Muitas das pessoas que lotam o Marco Zero me acompanham há anos. Não seria justo com elas”.

Temporada em 2017 vai de sexta a domingo, no Marco Zero. Foto: Wellington Dantas/ Divulgação

Temporada em 2017 vai de sexta a domingo, no Marco Zero. Foto: Wellington Dantas/ Divulgação

Cem atores e 300 figurantes ocupam a estrutura montada no Marco Zero, com três plataformas onde as cenas são desenvolvidas. Os cenários são assinados por Octávio Catanho e os figurinos por Edilson Rygaard (saudoso ator da Trupe do Barulho) e Roberto Costa.

No elenco estão Angélica Zenith no papel de Maria; Gabriela Quental faz Madalena; Renato Phaelante, do Teatro de Amadores de Pernambuco, interpreta Caifás; Pedro Souza, Pilatos; e Ivo Barreto, do Coletivo Angu de Teatro, defende o personagem Judas.

José Pimentel investiu sua carreira nos megaespetáculos ao ar livre e também leva sua assinatura como dramaturgo, ator e diretor de O calvário de Frei Caneca, Jesus e o Natal, Batalha dos Guararapes, A Revolução de 1817 e o mais recente, O massacre de Angico – A morte de Lampião, encenado em Serra Talhada, no Sertão pernambucano.

Desde o início da Paixão de Cristo do Recife Pimentel vive nessa peleja. Todo ano é a mesma dificuldade de produção. Os apoios governamentais são insuficientes, segundo o artista. Os patrocínios não chegam. E ele não desiste. Pelo menos até agora. O artista conta que precisaria de R$ 800 mil para cobrir todos os custos, mas a produção só conseguiu metade deste valor. É um milagre que Pimentel realize essa Paixão de Cristo há 21 anos. “Posso segurar a cruz! ”, diz resistente.

SERVIÇO
21ª PAIXÃO DE CRISTO DO RECIFE
Quando: 14, 15 e 16 de abril, às 20h
Onde: Praça do Marco Zero, Bairro do Recife
Quanto: Gratuito

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O Janeiro de grandes espetáculos se garante

Matheus Nachtergaele abres festival com Processo de Conscerto do Desejo.Foto Marcos Hermes

Matheus Nachtergaele abres festival com Processo de Conscerto do Desejo.Foto Marcos Hermes

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De 8 a 24 de janeiro vai acontecer a 22ª edição do Janeiro de Grandes Espetáculos – Festival Internacional de Artes Cênicas de Pernambuco. Até a semana passada, a realização do programa era incerta por conta de uma crise, que ouço falar todos os anos para a cultura, mas este ano parece que agravou-se. Serão ao todo 36 espetáculos, entre shows, peças teatrais para adultos e crianças e produções de ópera e dança, além de oito concertos por Recife, Olinda, Goiana e Caruaru pelo Circuito BNDES de Música – Do Erudito ao Popular.

A realização é da Associação de Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco (Apacepe), sob o comando dos produtores Paula de Renor, Paulo de Castro e Carla Valença, com patrocínio do BNDES, Prefeitura do Recife, Empetur e Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco/ Fundarpe.

Quatro espetáculos brasileiros (de outros estados do país) participam do festival. Processo de Conscerto do Desejo, solo com Matheus Nachtergaele (RJ), abre o festival. Sua mãe, Maria Cecília morreu quando o ator ainda era bebê e os poemas dela são para ele um elo de ligação e um oásis afetivo. A partir da obra do poeta Manoel de Barros, o diretor Moacir Chaves ergueu Inutilezas, da Inutilezas Produções e Arte Limitada (RJ), com os intérpretes Bianca Ramoneda e Gabriel Braga Nunes.

Questionamentos sobre identidades e investigação com recursos do metateatro marcam a peça Maria que Virou Jonas ou A Força da Imaginação, da Cia. Livre (SP), dirigida por Cibele Forjaz, com Lúcia Romano e Edgar Castro. E a estreia nacional de O Lugar Escuro, na qual três gerações de mulheres da mesma família precisam enfrentar o Mal de Alzheimer. Estão no elenco, as atrizes Sandra Dani, Vika Schabbach e Gabriela Poester, sob direção de Luciano Alabarse.

Os ingressosvariam de R$ 10 a R$ 50 (estarão à venda pelo site www.compreingressos.com em breve), mas há apresentações gratuitas também.

Espetáculo espanhol Uma casa na Ásia. Foto: Nacho Gómez

Espetáculo espanhol Uma casa na Ásia. Foto: Nacho Gómez

O projeto Janela Espanhola, traz dois convidados da cena contemporânea Da Espanha. Uma Casa na Ásia toma episódio da invasão à casa de Osama Bin Laden  para compor uma visão pop da década recheada de atentados. Os integrantes do Agrupación Señor Serrano utilizam  maquetes, videoprojeções, manipulação de vídeo em tempo real, videojogos, mundos virtuais e performance.

O outro é Por Favor, Continue (Hamlet), de Roger Bernat e Yan Duvyendak, que leva Hamlet a ser julgado em um tribunal, depois de ter matado Polônio, pai de sua noiva Ofélia. As apresentações dos dois espetáculos no Janeiro recebem o apoio da Acción Cultural Española em seu Programa de Internacionalização da Cultura Espanhola (PICE).

Montagem pernambucana O açougueiro. Foto: Lucas Emanuel-Curinga Comunique

Montagem pernambucana O açougueiro. Foto: Lucas Emanuel-Curinga Comunique

PROGRAMAÇÃO

Processo  de  Conscerto  do  Desejo  (Pássaro  da  Noite  Produções  –  Rio  de  Janeiro/RJ)
Quando: Dias 8 e 9 de janeiro de 2016 (sexta e sábado), 21h
Onde: Teatro de Santa Isabel
Ingressos: R$ 50 e R$ 25

Sabores e Saberes do Milho (Comedoria Popular Arte e Gastronomia – Recife/PE)
Quando: Dias 9 e 10 de janeiro de 2016 (sábado e domingo), 16h30,
Onde: Teatro Marco Camarotti (SESC Santo Amaro)
Ingressos: R$ 20 e R$ 10

Musical o Abraço - Nunca Estaremo Sós, Foto: Fernanda Acioly

Musical o Abraço – Nunca Estaremo Sós, Foto: Fernanda Acioly

Abraço – Nunca Estaremos Sós (Dispersos Cia. de Teatro – Recife/PE)
Quando: Dia 9 de janeiro de 2016 (sábado), 20h
Onde: Teatro Apolo
Ingressos: R$ 20 e R$ 10

Saudosiar… A Noite Insone de Um Palhaço…(Paulo de Castro Produções Artísticas  e Fafe Cidade das Artes – Recife/Brasil/Fafe/Portugal)
Quando: Dias 9 e 10 de janeiro de 2016 (sábado, 20h, domingo, 18h)
Onde: Teatro Capiba (SESC Casa Amarela)
Ingressos: R$ 20 e R$ 10

Passo (Compassos Cia. de Danças – Recife/PE)
Quando: Dia 10 de janeiro de 2016 (domingo), 17h
Onde: Passo do Frevo
Quanto: R$ 6 e R$ 3 (entrada no local)

Fraturas, com o coletivo trippé (PE). Foto: Fernando Pereira

Fraturas, com o coletivo trippé (PE). Foto: Fernando Pereira

Fraturas (Coletivo Trippé – Petrolina/PE)
Onde: Teatro Apolo
Quando: Dia 10 de janeiro de 2016 (domingo), 20h,
Quanto: R$ 20 e R$ 10

Obsessão (Produção: Nilza Lisboa, Simone Figueiredo e Sílvio Pinto – Recife/PE)
Quando: Dia 10 de janeiro de 2016 (domingo)
Onde: Teatro de Santa Isabel
Quanto: 20h, R$ 20 e R$ 10

Please,  Continue  (Hamlet)  /  Por  Favor,  Continue  (Hamlet)  (Roger  Bernat  –  Espanha) Quando: Dias  12  e  13  de  janeiro  de  2016  (terça  e  quarta),  19h30,
Onde: Local a confirmar
Quanto: gratuito  (distribuição  de  senhas a partir de 2h antes)

Cabaré Diversiones (Produção: Henrique Celibi – Olinda/PE)
Quando: Dia 12 de janeiro de 2016 (terça), 20h,
Onde: Teatro Apolo
Quanto: R$ 20 e R$ 10

A Visita, com o ator Severino Florêncio (PE). Foto: Marcos Nascimento

A Visita, com o ator Severino Florêncio (PE). Foto: Marcos Nascimento

A Visita (Grupo de Teatro Arte­Em­Cena – Caruaru/PE)
Quando: Dias 12 e 13 de janeiro de 2016 (terça e quarta), 20h
Onde: Teatro Capiba (SESC Casa Amarela)
Quanto: R$ 20 e R$ 10

Sistema  25  (Grupo  Cênico  Calabouço  e  Grupo  Teatral  Risadinha  –  Recife/Camaragibe/PE) Quando: Dia 13 de janeiro de 2016 (quarta), 17h,
Onde: Teatro Marco Camarotti (SESC Santo Amaro)
Quanto: R$ 20 e R$ 10

Cante Comigo – Ayrton Montarroyos (Produção: Rita Chaves – Recife/PE)
Quando: Dia 13 de janeiro de 2016 (quarta), 20h
Onde: Teatro de Santa Isabel
Quanto: R$ 40 e R$ 20

A House in Asia / Uma Casa na Ásia (Agrupación Señor Serrano – Espanha)
Quando: Dias 14 e 15 de janeiro de 2016 (quinta e sexta), 20h
Onde: Teatro Apolo
Quanto: R$ 20 e R$ 10

(L)a (P)lage (Grupo Acaso, Apacepe e Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto –  Recife/ Brasil/ Basto/ Portugal)
Quando: Dias 14 e 15 de janeiro de 2016 (quinta e sexta), 20h
Onde: Teatro Marco Camarotti (SESC Santo Amaro)
Quanto: R$ 20 e R$ 10

O Ano Em Que Sonhamos Perigosamente (Grupo Magiluth – Recife/PE)
Quando: Dia 14 de janeiro de 2016 (quinta-­feira), 21h
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho
Quanto: R$ 20 e R$ 10

A  Invenção  da  Palavra  (Parêa Teatro, Janela  Projetos e  Fafe Cidade  das  Artes –  Recife/ Brasil/Fafe/ Portugal)
Quando: Dias 15 e 16 de janeiro de 2016 (sexta e sábado), 20h
Onde: Teatro Capiba (SESC Casa Amarela)
Quanto: R$ 20 e R$ 10

Inutilezas (RJ) - Foto: Marco Terra Nova

Inutilezas (RJ) – Foto: Marco Terra Nova

Inutilezas (Inutilezas Produções e Arte Limitada – Rio de Janeiro/RJ)
Quando: Dias 15 e 16 de janeiro de 2016 (sexta e sábado), 21h
Onde: Teatro de Santa Isabel
Quanto: R$ 40 e R$ 20

Luzia no Caminho das Águas (Grupo Engenho de Teatro – Recife/PE)
Quando: Dias 16 e 17 de janeiro de 2015 (sábado e domingo), 16h30
Onde: Teatro Marco Camarotti (SESC Santo Amaro)
Quanto: R$ 20 e R$ 10

Maria Que Virou Jonas ou A Força da Imaginação (SP), com direção de Cibele Forjaz. Foto: Cacá Bernardes

Maria Que Virou Jonas ou A Força da Imaginação (SP), com direção de Cibele Forjaz. Foto: Cacá Bernardes

Maria Que Virou Jonas ou A Força da Imaginação (Cia. Livre – São Paulo/SP)
Quando: Dias 16 e 17 de janeiro de 2016 (sábado e domingo), 19h
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho
Quanto: R$ 20 e R$ 10

Salmo 91 (Cênicas Cia. de Repertório – Recife/PE)
Quando:Dia 16 de janeiro de 2016 (sábado), 20h
Onde: Espaço Cênicas (Av. Marquês de Olinda, 199, sala 201, 2º andar, Bairro do Recife)
Quanto: R$ 20 e R$ 10

Ópera Cordelista Lua Alegria (Paulo Matricó – Recife/PE)
Quando: Dias 16 e 17 de janeiro de 2016 (sábado, 21h,  domingo
Onde: Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu)
Quanto: R$ 20 e R$ 10

Elke Canta e Conta, com Elke Maravilha (SP) - Foto: Estúdio Mandala

Elke Canta e Conta, com Elke Maravilha (SP) – Foto: Estúdio Mandala

Elke Canta e Conta (Produção: Maurílio Domiciano – São Paulo/SP)
Quando: Dia 17 de janeiro de 2016 (domingo), 20h
Onde: Teatro de Santa Isabel
Quanto: R$ 50 e R$ 25

Soledad – A Terra é Fogo Sob Nossos Pés (Cria do Palco – Recife/PE)
Quando: Dia 18 de janeiro de 2016 (segunda), 20h
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho
Quanto: R$ 20 e R$ 10

Luas de Há Muito Sóis (Papelão Produções e Fafe Cidade das Artes – Recife/Brasil/  Fafe/ Portugal)
Quando: Dias 18 e 19 de janeiro de 2016 (segunda e terça), 20h
Onde: Teatro Capiba (SESC Casa Amarela)
Quanto: R$ 20 e R$ 10

O Açougueiro (Alexandre Guimarães – Recife/PE)
Quando: Dia 19 de janeiro de 2016 (terça), 19h
Onde: Teatro Marco Camarotti (SESC Santo Amaro)
Quanto: R$ 20 e R$ 10

Quarteto Encore (Produção: Rafaela Fonsêca – Recife/PE)* *Integrando o Circuito BNDES de Música – Do Erudito ao Popular
Quando: Dia 20 de janeiro de 2016 (quarta), 20h
Onde: Teatro de Santa Isabel
Quanto: gratuito

Jr. (Operários de Teatro – OPTE – Recife/PE)
Quando: Dias 20 e 21 de janeiro de 2016 (quarta e quinta), 20h
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho
Quanto: R$ 20 e R$ 10

Bailaora, com a Cia. Karina Leiro (PE). Foto: Lane Hans

Bailaora, com a Cia. Karina Leiro (PE). Foto: Lane Hans

Bailaora (Cia. Karina Leiro – Recife/PE)
Quando: Dia 20 de janeiro de 2016 (quarta), 20h30
Onde: Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu)
Quanto: R$ 20 e R$ 10

Gota  d’Água  –  Fragmentos  e  Outras  Canções  (VI  Turma  de  Iniciação  Teatral  Cênicas Cia. de Repertório –Recife/PE) Dia 21 de janeiro de 2016 (quinta), 20h
Onde: Teatro Apolo
Quanto: R$ 10 (preço único promocional)

Homenagem ao Malandro (Curso de Interpretação para Teatro do SESC Piedade – Jaboatão dos Guararapes/PE)
Quando: Dia 22 de janeiro de 2016 (sexta), 20h
Onde: Teatro Apolo
Quanto: R$ 10 (preço único promocional)

Grito de Guerra, Grito de Amor (Duas Companhias, Coletivo Grão Comum, Apacepe e Fafe Cidada das Artes – Recife /Brasil / Fafe /Portugal)
Quando: Dias 22 e 23 de janeiro de 2016 (sexta e sábado), 20h
Onde: Teatro Capiba (SESC Casa Amarela)
Quanto: R$ 20 e R$ 10

Cavaco e Sua Pulga Adestrada (Caravana Tapioca – Recife/PE)
Quando: Dia 23 de janeiro de 2016 (domingo), 16h30
Onde: Teatro Marco Camarotti (SESC Santo Amaro)
Quanto: R$ 20 e R$ 10

O Lugar Escuro (Artworks Produções – Porto Alegre/RS)
Quando: Dias 23 e 24 de janeiro de 2016 (sábado e domingo), 19h
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho
Quanto: R$ 20 e R$ 10

Angelicus Prostitutus (Grupo  Matraca  de Teatro  e SESC Piedade  –  Jaboatão  dos  Guararapes/PE)
Quando: Dia 23 de janeiro de 2016 (sábado), 21h
Onde: Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu)
Quanto: R$ 20 e R$ 10

Pernambuco Sonoro (P Castro Produções – Recife/PE)
Quando: Dia 23 de janeiro de 2016 (sábado), 21h
Onde: Teatro de Santa Isabel
Quanto: R$ 40 e R$ 20

Sebastiana e Severina(Teatro Kamikaze – Olinda/PE)
Onde: Dia 24 de janeiro de 2016 (sábado), 16h30
Onde: Teatro Marco Camarotti (SESC Santo Amaro)
Quanto: R$ 20 e R$ 10

Quatro Pianos no Choro (Paulo de Castro Produções Artísticas – Recife/PE)* *Integrando o Circuito BNDES de Música – Do Erudito ao Popular
Quando: Dia 24 de janeiro de 2016 (domingo), 18h
Onde: Teatro de Santa Isabel
Quanto: Gratuito

Em Nome do Pai (PE). Crédito: Zé Barbosa

Em Nome do Pai (PE). Crédito: Zé Barbosa

Em Nome do Pai (REC Produtores Associados – Recife/PE)
Quando: Dia 24 de janeiro de 2016 (domingo), 21h,
Onde: Teatro Apolo
Quanto: R$ 20 e R$ 10

Circuito BNDES de Música – Do Erudito ao Popular Programação no interior pernambucano

Caruaru (local e horário a confirmar)

Dia 10 de janeiro de 2016 (domingo)
Orquestra de Câmara de Pernambuco

Dia 11 de janeiro de 2016 (segunda)
Spock Quinteto

Goiana (local e horário a confirmar)

Dia 12 de janeiro de 2016 (terça)
Spock Quinteto

Dia 13 de janeiro de 2016 (quarta)
Quarteto Encore

Olinda (local e horário a confirmar)

Dia 14 de janeiro de 2016 (quinta)
Orquestra de Câmara de Pernambuco

Dia 15 de janeiro de 2016 (sexta)
Spock Quinteto

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