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Partilhas de afeto

Silvinha Góes em Diário corporal . Foto de Daniela Nader

Silvinha Góes em Diário corporal . Foto: Daniela Nader

Estar vivo a cada dia é um novo milagre, constata Silvinha Góes, depois de muitas andanças em que pedaços seus ficaram pelos caminhos. Mas também o reencontro com seus antepassados, com as raízes indígenas da tribo Fulni-ô , abasteceu seu coração, fortificou as pernas para outras danças.

Seu corpo-história está marcado de fluxos de vida, entre dores profundas e necessárias, e alegrias abençoadas por toda a beleza concedida pelo universo.

Nesta segunda-feira a artista expõe sua esperança no encontro verdadeiro, humano, embalado por afetos de pessoas que insistem em acreditar que não é preciso ferir o outro para ser feliz.

A mostra Diário corporal – um caminho de retorno é encarado como uma possibilidade de troca, mais do que um espetáculo. É a pulsão Vital de Silvinha Goes que acolhemos, acalentamos, num movimento mútuo de alegria e gratidão pela existência.

Neste 12 de junho, às 19h, no Coletivo Lugar Comum (Rua Capitão Lima, 210 – Santo Amaro).

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Celebrando Hilda Hilst

O caderno rosa de Lory Lamby, leitura com Silvia Gos. Foto: Divulgação

O caderno rosa de Lori Lamby, leitura com Silvia Góes. Foto: Divulgação

A escritora Hilda Hilst, que morreu em 2004 aos 74 anos, sempre falava da necessidade da poesia em tempos de brutalidade. A barbárie se faz disfarçada sob uma capa da legalidade interpretada ao bel prazer da plutocracia no Brasil. E a poesia expandida é urgente e arma de algumas pessoas. Entre elas, as atrizes Fabiana Pirro, Nínive Caldas, Silvinha Góes e o ator Cláudio Ferrário que juntos fazem uma leitura dramatizada da Trilogia Obscena, no Coletivo S6xto Andar (sexto andar do Edifício Pernambuco, na Avenida Dantas Barreto).

O programa faz parte do projeto Ocupação Casa do Sol: um encontro com Hilda Hilst, realizado pela Corujas, com algumas ações. Nesta sexta-feira, às 20h, os intérpretes vão dramatizar os personagens dos livros O caderno rosa de Lori Lamby, Contos D’escárnios, Cartas de um sedutor, Textos grotescos e Bufólicas.

O Caderno Rosa de Lori Lamby, por exemplo, flagra uma menina de oito anos que comercializa seu corpo estimulada por seus pais proxenetas.

O nome do projeto remete para a Casa do Sol, no interior de São Paulo, onde Hilda viveu dos 35 anos até a morte, atualmente sede do Instituto Hilda Hilst. A ação inclui outras atividades.

No sábado (07/05), a partir das 16h, o Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (Mamam) abriga atrações de ‪‎Música‬ + Poesia + Pole Arte com Ana Carolina Mac Dowell; Audição da Rádio HH – 911 MHZ, com Poema aos Homens do Nosso Tempo, do artista Paulo Meira; Exposição da artista Ceci Silva inspirada na obra Contos de Escárnio/Textos Grotescos; Vídeoarte de Mariana de Matos estudo sobre a obra Do Desejo. E encerra com uma conversa aberta entre a artista plástica Olga Bilenky, do Instituto Hilda Hilst, o artista plástico Paulo Meira, a produtora Bruna Leite e o público.

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