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Partida de Celibi. Primeiro impacto

Henrique Celibi na peça As Perucas de Bibi. Foto: Ivana Moura

Na peça As Perucas de Bibi, em abril, no Teatro Apolo. Foto: Ivana Moura

A última vez em que encontrei o ator, diretor e dramaturgo Henrique Celibi foi na segunda sessão da peça As Perucas de Bibi, no sábado de Aleluia. Falei com ele rapidinho depois da apresentação, pois aquela noite teria dose dupla de teatro, já que fui ver a Paixão de Cristo do Recife, com José Pimentel. Menos de um mês depois, recebo com pesar a notícia de sua morte. “Levou uma queda, pediu socorro à vizinha que, por sua vez, chamou os Bombeiros. Ele estava todo ensanguentado, com uma perfuração na veia femoral. Foi socorrido, mas sofreu duas paradas cardíacas e não resistiu”, conta a atriz Sharlene Esse, que dividia o palco com Henrique em As Perucas de Bibi. “Quem deu a notícia da morte de Celibi a Américo (Barreto) foi a tia dele, uma senhorinha velhinha”, diz Sharlene. Celibi morava sozinho no bairro do Arruda e inquieto como era já estava articulando os ensaios de uma nova peça, The Celibi Show.

Com ele era assim. Não tinha tempo ruim, nem circunstâncias ideais para fazer algo. Muitas peças surgiram dessa motivação. Cara, coragem e um talento múltiplo. A Bicha Burralheira, a estória que sua mãe não contou; Madleia + ou – doida; Cabaré Diversiones; As Perucas de Bibi.

Poderia achar que foi um acidente estúpido. Mas os acidentes caseiros são traiçoeiros. Logo Celibi, que parecia um homem-aranha a se pendurar em tudo que é lugar, com aquele seu corpinho ágil.

Henrique Celibi, um guerrilheiro dos palcos pernambucanos

Um guerrilheiro dos palcos pernambucanos, em Cabaré Diversiones. Foto: Ivana Moura

Henrique Celibi, ao centro, é autor, diretor, figurinista do espetáculo

Henrique Celibi, ao centro, em Cabaré Diversiones. Foto: Divulgação

Henrique Celibi

Medleia + ou – Doida. Foto: Ivana Moura

Henrique Celibi, Fábio Costa e Guilherme Coelho. Foto: Henrique Celibi/acervo pessoal

Henrique Celibi, Fábio Costa e Guilherme Coelho na época do Vivencial. Foto: Henrique Celibi/ acervo pessoal

Melhor Ator

Melhor Ator do Janeiro de Grandes Espetáculos. Foto: Ivana Moura 

Quando conheci Celibi, em meados da década de 1980, o artista andava às voltas com o texto Cinderela – a história que sua mãe não contou, ainda como esquete  A Bicha Burralheira que apresentou na Boate Misty. Ajudei a divulgar. Gostava daquele menino elétrico e cheio de imaginação. Depois Cinderela virou o megassucesso com a Trupe do Barulho.

Viajamos juntos para o festival de São José do Rio Preto, com uma peça que não sei se foi O Coronel de Macambira ou o Casamento de Catirina. E o que lembro dele desses tempos era uma elegância no andar, uma alegria das pequenas coisas, resistência não alardeada mas que poderia ser captada, persistência na arte e nos sonhos. Mesmo que tudo estivesse desmoronando por dentro, era preciso manter uma pose, uma esperança, alimentar a alegria.

Egresso do Grupo Vivencial, Celibi era um sobrevivente. E criaturas assim têm uma grande capacidade de adaptação aos lugares mais hostis. Com ousadia, garra e criatividade.

Henrique Celibi. Foto: Facebook

Henrique Celibi. Foto: Facebook

Batizado de Valdenou Henrique de Moura, ele entrou no Vivencial aos 14 anos e lá aprendeu a ser ator, diretor, figurinista, cenógrafo, maquiador, dramaturgo e outros sete.

Como decretou Oswald de Andrade, “A alegria é a prova dos nove”. Celibi tinha humor. Um humor que me encantava. Por ser crítico e autocrítico. E era uma voz importante de reflexão no meio da cena teatral recifense, em parte tão autoindulgente e com lentes tão generosas para o seu próprio umbigo.

Quem vai fazer a crítica de dentro das próximas montagens em homenagem ao Vivencial? Enquanto a maioria das vivecas se instalou no conforto de sua sala de jantar, Celibi prosseguia a treinar a iconoclastia que aprendeu no Vivencial.

É bem interessante seu comentário depois da estreia de Puro Lixo, montagem dirigida por Antonio Cadengue, inspirada ou em homenagem ao grupo Vivencial. Celibi ponderou em sua página do Facebook:

“Nunca fomos anjos! Muito pelo contrário, não gostávamos das auréolas. Principalmente as feitas com arminhos. Gostávamos mesmo era de sermos demoníacas: “espelho meu existe alguém pior que eu? Espelho, espelho meu, existe alguém mais terrível do que eu?”… Não. Não existiam! Éramos terríveis, as vivecas! Gostávamos mesmo era de tirar os “chatos” na London, London da virilha de Gal porque éramos nós as tropicais e fatais.

Sabíamos dos demônios que em nós habitavam e como fazer para alimentá-los ou não. E esses deixavam as migalhas das sobras em nossas convivências. Era o que fazíamos com esses demônios que não valem a pena serem alimentados e sim combatidos com gaiatices.
Dávamos muxoxos para as hipocrisias e conceitos estabelecidos. (sem o menor medo de o galo cantar e nos transformarmos em peixes soias da boca torta).

Tínhamos a consciência de que éramos nós as “Cinderelas”, lindas com o vestido de baile, mas, sem o sapatinho de cristal e sim, com os pés sujos da lama em que a sociedade insistia em afundar-se. (ainda insistem).

O espetáculo Puro Lixo é muito bem cuidado, produzido, com um elenco bem dirigido apesar de faltar frescura na “viadagem” vivenciada Por Eduardo Filho, Gil Paz, Marinho Falcao, Paulo Castelo Branco, Samuel Lira. Poderia ser mais vibrante como sugere o título. Com muitos méritos sim. Todos! Mas, o que a mim incomoda no espetáculo é o bem feito, politicamente correto do ser em estar nesse tempo presente.

(…) Nossos manifestos eram quá, quá, quá… Nossos negros eram loiros de cabelos e cabeleiras. Sabíamos de que o certo é na frente mais o que a nós importava era mostrar que o justo mesmo era atrás. Mesmo assim e assim mesmo, com todo o glamour, (que não tínhamos) fico muito gratificado em ser personagem dessa crônica teatral que é um luxo só!”

Ou quando comentou sobre o filme Tatuagem, de Hilton Lacerda. Disse que a obra tem uma atmosfera “Vivencialesca”, mas se cotejada ao grupo Vivencial, o filme é certinho demais. Celibi guardou em si essa anarquia que pautava as peças, ações e intervenções culturais da trupe olindense. “Mangávamos e debochávamos de tudo e de todos”, gostava de dizer.

Seu olhar crítico e debochado, sua língua cheia de humor e, às vezes ferina, sua criatividade transbordante a inventar arte de lixo. Seu carinho pelas pessoas de arte (do teatro, da dança, da performance, do carnaval, do cinema), seu incentivo aos que queriam mergulhar nesse mar.

Ele que vivia sem rede de segurança nos inspirava coragem.

Agora em abril ele postou no Facebook: “Às vezes sinto meu corpo pequeno demais para abrigar meu espirito… E a sensação é muito estranha… Ver que não caibo mais em mim…” Parece um recado para quem acredita em anúncios sobrenaturais.

Mas acho que ele deve estar mangando dele mesmo, desse descuido. Pode estar já se divertindo da saudade que provoca em nós.

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Peça reconstrói assassinato de João Pessoa

05022016-Antonio_David_104O dramaturgo e diretor do espetáculo De João Para João não compactua com a ideia de que a professora e poeta Anayde Beiriz tenha sido o pivô do estopim da Revolução de 1930, tese defendida por alguns historiadores. A montagem paraibana que faz única apresentação no Teatro de Santa Isabel, no próximo sábado dia 6 de maio, aponta como a mídia incendiou os ânimos já acirrados entre os adversários paraibanos. A peça é construída levando em conta o ponto de vista do assassino. A ação ocorre na tarde do dia 26 de Julho, na confeitaria Glória, no centro do Recife.

Na versão oficial mais oficial do episódio, João Pessoa, da Aliança Liberal, governante da Paraíba e candidato à vice-presidência da República na chapa de Getúlio Vargas, foi assassinado por questões políticas pelo advogado João Dantas, afilhado do principal dirigente do Partido Republicano da Paraíba, o coronel Zé Pereira. A historiografia transformou João Pessoa em herói, Dantas em vilão e Anayde foi apagada do mapa (ou demonizada) por muito tempo.

Eram muitos interesses nesse jogo de poder dos dois partidos. O grupo de João Dantas é apontado como arcaico na defesa dos  negócios tradicionais de latifundiários e comerciantes do Sertão da Paraíba e de Recife. Grupos que recebiam os benefícios da  política do café-com-leite, do governo federal. Os defensores da Aliança Liberal são tidos como os que anunciavam mudanças.

Mas os conflitos se dão no campo oligárquico, com autoritarismo de lado a lado e esferas pública e privada entrelaçadas. Entre as ações truculentas estão invasões a territórios particulares. Um ataque à fazenda da família de João Dantas, com ameaças de morte. A casa do advoga também é violada pela polícia, que confisca os diários íntimos e poesias do casal, além das fotos de nudez de Anayde  para expor publicamente na delegacia.

Por sua vez, João Dantas publicou no Jornal do Comércio, do Recife, um texto com o título Às Voltas com um Doido, com acusações ao governante João Pessoa. A carta é uma dos principais documentos de inspiração da peça de Tarcísio Pereira, que atua ao lado de Flávio Melo.

No cinema a atitude de Anayde ganhou protagonismo no filme Parayba, mulher macho (1983), da cineasta brasileira Tizuka Yamazaki, que é baseado em documentos históricos e no livro no livro Anayde Beiriz, paixão e morte na revolução de 30, de autoria de José Joffily. Anayde é apresentada como uma jovem de ideias libertárias, inconformada com os costumes da sociedade brasileira na década de 1920. Essa obra deixa a  o confronto político entre a Aliança Liberal e o Partido Republicano, como pano de fundo. Tizuka defende em sua obra que a motivação do assassinato foi essencialmente de ordem passional.

Na entrevista abaixo, Tarcísio Pereira fala sobre a pesquisa realizada para a montagem do espetáculo De João Para João, as opções dramatúrgicas para construir cenicamente esse episódio que teve o Recife como cenário, mudou a história do Brasil e desencadeou a chamada Revolução de 1930.

Entrevista: Tarcísio Pereira, dramaturgo e diretor

Tarcísio Pereira, dramaturgo e diretor

Tarcísio Pereira é autor, diretor e ator da peça De João para João. Foto: Reprodução do Facebook

De João para João. O que propõe o espetáculo?
Recontar uma história que abalou a estrutura política deste país há 87 anos, buscando lançar um novo ângulo de visão em torno de um episódio que divide opiniões até hoje. Colocamos o teatro como plataforma de reflexão em torno de fatos ocasionados pela influência da mídia. Recontamos os últimos instantes de um crime sob o ponto de vista do assassino – colocando em cena, pela primeira vez, o vilão e a vítima que entraram para a história do nosso país, num fato ocorrido na cidade do Recife. Além disso, procuramos desenvolver uma experiência cênica sob o foco de uma tragédia nacional que tem levado a diversas interpretações, utilizando o testemunho pessoal de um homem que mudou a história de um estado brasileiro e que redundou numa tomada de poder no âmbito nacional.

A partir da sua pesquisa, o que o senhor conclui sobre a participação da poeta Anayde Beiriz nesse episódio?
Anayde foi inocente em toda essa história, embora tenha se tornado uma grande mártir como consequência desse assassinato. Essa história teve muitos mártires, começando pelo próprio João Pessoa. Depois, o assassino foi também um mártir, pela forma brutal como foi assassinado na prisão, na época a Casa de Detenção no Recife, quando as forças “revolucionárias” de Getúlio (Vargas) tomaram a Presidência da República. Outro mártir, na sequência, foi João Suassuna, pai do escritor Ariano Suassuna, que era deputado federal e levou um tiro nas costas, numa rua do Rio de Janeiro. Ele tinha governado a Paraíba antes de João Pessoa, eram aliados e acabou virando adversário. Além de outras famílias e lideranças políticas na Paraíba que eram adversários de João Pessoa.
Mas voltando a Anayde, para mim foi a maior vítima – uma mulher que, ao que parece, não tinha muito envolvimento político e que pagou pelo fato de ser a namorada do assassino de João Pessoa. Ela não suportou a pressão na capital paraibana, sendo chamada de “amante” ou “putinha” de João Dantas e teve que se exilar no Recife num instituto de freiras, onde acabou tomando veneno. Hoje, Anayde é uma mulher reverenciada na Paraíba, tem até escola e conjunto residencial com o nome dela. Mas durante uns trintas anos ela foi um tanto amaldiçoada na própria terra, mesmo depois de morta. Para se ter uma ideia, nenhuma criança que nascesse do sexo feminino podia ser batizada com o nome de Anayde.

Em linhas gerais, o que foi publicado no jornal A União, sobre a correspondência íntima entre João Dantas e Anayde?
Há uma confusão sobre esse fato. Na verdade, a correspondência íntima nunca foi publicada no jornal A União. O jornal oficial apenas noticiou que foram encontradas cartas “comprometedoras” de João Dantas, quando invadiram a casa e o escritório dele. E todo esse material ficou exposto numa das dependências do jornal para quem quisesse ver. O jornal apenas divulgou que o mural estava disponível à visitação, mas não chegou a publicar as cartas propriamente.

O que o senhor diria sobre o filme Parahyba Mulher Macho.
Gosto imensamente desse filme da Tizuka Yamasaki. Muito, muito mesmo. Mas falo enquanto realização fílmica, enquanto obra da nossa cinematografia. Do ponto de vista histórico, particularmente de alguns aspectos abordados na película, eu tenho alguns questionamentos, principalmente em relação à figura de Anayde Beiriz, que o filme apresenta de uma maneira como eu não tenho encontrado em toda a pesquisa que fiz. Mas isso é um detalhe e apenas um ponto de vista meu, não falo como um defeito. Além do mais, talvez o filme não tenha tido o propósito de ser tão fiel assim à história, o que é uma opção e não um problema. Mas, no geral, é um filme bonito e emocionante, muito bem feito e que também integrou a minha fonte de pesquisa para realizar o espetáculo De João para João.

                                          “A encenação é mais simples e direta porque                                                                                    teve esse propósito de focar na palavra                                                                                            e na força da interpretação”

Quais os motivos que o senhor atribui à posição histórica de herói que ostenta a figura de João Pessoa?
O assassinato, por si só (pela formal como aconteceu), já foi algo que causou comoção e contribuiu para a construção desse mito. Mas, além disso, a forma como João Pessoa governou a Paraíba, num momento em que os coronéis davam as cartas, acabou colocando-o como aquele administrador que teve coragem de quebrar os velhos vícios da política de caudilhos. Quando João Pessoa veio do Rio para governar a Paraíba, disse que ia dar uma “vassourada”, e realmente fez. Não sei com que intenção, mas realmente foi um administrador de coragem, organizou as finanças do estado em pouco tempo, colocou a folha dos funcionários em dia (que estava com meses de atraso), e passou a cobrar imposto dos coronéis do Sertão, os quais costumavam exportar o algodão pelas fronteiras com Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte. João Pessoa criou uma guerra tributária com a presença intensa do Fisco nas fronteiras, cobrando pedágios até de carroça de burro. Com isso, ele ganhou muita popularidade. Depois, ele teve também a coragem de negar apoio ao presidente da República na campanha presidencial, a ponto de figurar como candidato a vice na chapa de Getúlio Vargas. O tal “Nego”, que ganhou tanta repercussão, também contribuiu para essa popularidade. Depois veio o seu assassinato e, no rastro de tudo isso, a figura de herói. Mas era um homem muito difícil também, de temperamento forte e intransigente.

Qual o teor da carta Às Voltas com um Doido, publicada pelo advogado João Duarte Dantas, no Jornal do Comercio, do Recife?
É uma carta muito, muito violenta. Escrita com muito ódio por quem se sentia perseguido pelo governo. João Dantas traz muitas denúncias nessa carta, questionando a fortuna de João Pessoa e acusando-o, inclusive, de ter tentado matar o pai por duas vezes. Como bem diz o título do artigo publicado (que na verdade era uma carta ao governante paraibano), ele trata João Pessoa como “Doido”. Imagino que João Pessoa deve ter sofrido horrores quando leu esse texto no jornal do Comércio. Por coincidência, dias depois veio a invasão da casa de João Dantas, num momento que este se encontrava em Olinda e se aproveitaram da ausência dele. E depois dessa invasão, veio o crime. Ou seja: uma retaliação atrás da outra, que culminou numa grande tragédia.

Afinal, o assassinato de João Pessoa foi um crime político? Por quê?
Creio que a motivação foi pessoal, por conta da invasão da casa dele. Mas tudo isso tendo a política como pano de fundo. João Pessoa estava no meio de uma guerra com o coronel Zé Pereira, do município de Princesa Isabel, e João Dantas vinha atuando em favor de Zé Pereira, de quem era aliado. Ou seja: João Dantas, pelos jornais, atacava o governo o tempo inteiro devido às medidas duras de João Pessoa, e os artigos dele sempre faz referências à “Guerra de Princesa”. Isso levou a uma situação que extrapolou a seara política e entrou no campo pessoal. Então esse crime foi político e pessoal ao mesmo tempo, uma mistura das duas coisas.

                                       “Outro mártir, na sequência, foi João Suassuna,                                                                              pai do escritor Ariano Suassuna, que era deputado                                                                        federal e levou um tiro nas costas, numa rua do Rio de Janeiro”

Como o senhor situa a encenação? Utiliza os procedimentos convencionais?
Temos uma linguagem que vai da estética convencional ao experimentalismo cênico. Utilizamos elementos que dialogam com a simbologia e aquela forma tradicional do gabinete. Aliás, diria que este último fator tem mais predominância, isso em virtude da própria narrativa e do nosso cuidado com o público alvo. O texto é como um roteiro cinematográfico, que joga com a ação presente e a fantasia numa fusão de tempos alternados. Mas a encenação é mais simples e direta porque teve esse propósito de focar na palavra e na força da interpretação, pois estamos tratando de uma história real que geralmente atrai um público curioso por aquela história e não para ver uma experiência cênica. De toda forma, é um espetáculo que tem agradado aos dois tipos de público.

Quais os principais trunfos da montagem?
Talvez eu seja suspeito para apontar dois trunfos que passam diretamente pelo meu trabalho, mas é como posso avaliar. O primeiro deles está na dramaturgia, por ser um texto de cunho histórico, detalhadamente pesquisado, como uma força dramática que se sustenta do início ao fim, segurando o fôlego dos espectadores. O outro trunfo está na interpretação, são apenas dois atores em cena que não deixam a peteca cair em nenhum momento. E não sou eu que digo, é o público e a crítica que têm nos visto. Atores e texto são os dois grandes trunfos desse espetáculo.

Que aproximações que o senhor faz entre o clima da década de 1930 e os dias atuais?
Tudo a ver. Guardadas, claro, as diferenças entre os acontecimentos, mas o código dramático é o mesmo, o que mostra que a história sempre se repete com capítulos novos. Hoje temos uma situação política instável no Brasil, de muito descrédito e em que se questiona lisuras e procedimentos administrativos. Tínhamos uma presidente que foi banida do poder e um atual administrador que é tido por muitos como golpista ou usurpador, essas coisas… A política de 1930 passava por questionamentos como esses. Houve um presidente que foi banido do poder (Washington Luís), e um que havia sido eleito e não chegou a assumir (Júlio Prestes), quando Getúlio assumiu no lugar dele, embora tenha sido o segundo colocado nas urnas… E essas mudanças aconteceram por causa da morte de João Pessoa. Como João Pessoa tinha sido o vice na chapa de Getúlio, usaram o cadáver dele para comover o Brasil e Getúlio tomou a faixa presidencial. Além disso, todo um clima de instabilidade econômica e mudanças nas leis ocorreram naquele momento. Então o sentimento coletivo é o mesmo dos dias de hoje.

Peça trata de

Qual o papel da imprensa nisso tudo?
Tudo aconteceu por causa da imprensa, é como eu interpreto. Havia uma guerra de mídias entre órgãos de comunicação que pertenciam a facções diferentes. O jornal A União, na capital paraibana, atacava a honra pessoal de João Dantas e este, para não deixar por menos, respondia num jornal pernambucano que era ligado aos Pessoa de Queiroz (por sinal primos de João Pessoa, que mesmo sendo primos eram inimigos dele). Então essa guerra extrapolava os limites da ética, o que era bem comum naquela ocasião. A peça reproduz muitos trechos das notas e artigos publicados na época, um contra o outro, o que ajuda o espectador a tirar uma conclusão sobre as razões dessa tragédia.

O que o senhor diria para atrair um possível espectador para sair de casa e ir até o Teatro de Santa Isabel no dia 6 de maio?
Antes de falar para esse espectador, eu digo o que nós, do grupo, temos conversado sobre o tipo de reação do público recifense. A gente quer ter esse termômetro aqui por uma razão simples: toda a história se passa no Recife; Recife foi o cenário da tragédia política. O núcleo central da ação está na Confeitaria Glória, local em que o crime aconteceu e que ficava na Rua Nova, centro da capital pernambucana. Eu diria isso para o espectador da cidade: nosso espetáculo traz um fato histórico do Recife e não apenas da Paraíba. Os personagens são dois paraibanos, mas o episódio foi no Recife e a cidade está devidamente retratada no espetáculo, concebido e desenvolvido com uma pesquisa rica de detalhes sobre aquele período, o que certamente vai revelar muita coisa que o pernambucano ainda não sabe, principalmente as novas gerações.

SERVIÇO

De João Para João
Quando: 06/05/17, Sábado, às 20h
Onde: Teatro de Santa Isabel
Ingressos: Inteira R$ 40,00 e meia-entrada R$ 20,00.

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As lutas pela Terra dos índios

Terra, Maria Paula Costa Rêgo. Foto: Guto Muniz /Dvulgação

Maria Paula Costa Rêgo espalha beleza no espetáculo que fala sobre indígenas Foto: Guto Muniz /Divulgação

Quanta deslealdade, covardia, desumanidade enfrentam os indígenas brasileiros até hoje. Os gananciosos da terra impingem a pecha de inimigo aos povos primordiais. E partem para o ataque pelas vias legais, com criações de leis que retiram direitos das tribos. Operam na parcialidade da mídia e constroem narrativas que tentam justificar o saque aos territórios. As ideias tacanhas de superioridade persistem na mente dos que defendem commodities, manipulados pela política neoextrativista do governo e pelos saqueadores legitimados em ruralistas e poderosas mineradoras. 
Os estragos são medonhos aos recursos naturais do País. É possível que não tenhamos noção.

Um pouco desse quadro inspirou a coreógrafa e bailarina Maria Paula Costa Rêgo, do Grupo Grial de Dança, a montar o solo Terra. O espetáculo rendeu o prêmio de melhor criadora-intérprete da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) para Maria Paula. Além de cinco troféus do Prêmio Apacepe de Dança 2014, do Festival Janeiro de Grandes Espetáculos, nas categorias Melhor Espetáculo, Trilha Sonora, Figurino, Bailarina e Iluminação. 

A peça coreográfica traz uma radicalidade política dos guerreiros que persistem na luta contra a destruição da Amazônia, suas riquezas e culturas e de outros territórios. Dos que resistem pela terra a dentro desse Brasil afora. Nos passos e gestos pulsam uma ligação com o solo venerável e com a natureza.

Após penúltima apresentação de Terra, sexta-feira (10/02), na curta temporada do espetáculo na Caixa Cultural Recife, pergunto o que Maria Paula encontrou no lugar mais próximo que chegou do índio brasileiro. Ela responde, tristeza. E explica que sua pesquisa ficou à margem de tribos de resistências, que não dão confiança ao “homem branco”, com razão; que sofrem com as manipulações governistas de entidades que deveriam defendê-las. 

Na sua investigação Maria Paula e seu diretor Eric Valença encontraram os indígenas desgarrados de suas tribos, bêbados e degradados vivendo das migalhas do capitalismo e ainda assim levando na bagagem sombras dos símbolos de sua cultura. Dessas raspas, dessas frestas, dos assombros cometidos pela barbárie de grupos anti-indígenas são erguidas imagens de uma força metafísica.

tera foto guto muniz

foto: Guto Muniz / Divulgação

 Meia tonelada de areia no palco. Foto: Marcos Aurélio / Divulgação

Meia tonelada de areia no palco. Foto: Marcos Aurélio / Divulgação

Maria Paula ocupa o espaço com seu virtuosismo e abraça a luz de Luciana Raposo. Com essa iluminação, o local é povoado de outros seres, a guerrear, brincar e fazer seus rituais. Os movimentos e a materialidade formada pela areia jogada ao ar e a iluminação precisa criam corpos que dialogam com a bailarina. A lona, que ora representa a terra invadida, que resiste, que esconde riqueza, possibilita ótimas combinações coreográficas.

A trilha sonora de Naná Vasconcelos convoca tribos diversas desses Brasil das desigualdades. Elas vão para a guerra, mas também mostram inocência e alegria da descoberta e muitos atributos estéticos, traduzidos nos efeitos sonoros desconcertantes, que criam  onomatopeias e sons da natureza com muito rigor.

São muitas problematizações desse estanho mundo contemporâneo levantadas pela encenação Terra, guiadas nos passos da tradição dos brincantes populares, que já fazem parte da pesquisa do Grial.

Plena e consciente do domínio da emoção que pode extrair do seu corpo, Maria Paula vivencia os vários estados de espírito dos índios nossos irmãos de misérias e de grandezas.

Para o índio, a terra é sagrada. Não pode ser encarada como algo que a cobiça desmedida do homem civilizado sangra até exaurir. A intérprete insiste nesse acorde e cria imagens que traçam um caleidoscópio histórico, desde os exploradores das primeiras colonizações europeias, aos violentados atuais nos seus direitos conquistados.

Esse é um dado aterrador. Mas, segundo o relatório da Comissão Nacional da Verdade, durante a ditadura militar brasileira, pelo menos oito mil indígenas foram assassinados, por ação ou por omissão do Estado. 

A invasão dos territórios continua, os massacres e todas as violências se inscrevem nos giros no ar desse espetáculo tão repleto de sentidos, nos rolamentos e em toda a habilidade da bailarina de jogar com meia tonelada de areia instalada na cena.

Como defende o organizador do livro Memórias sertanistas: Cem anos de indigenismo no Brasil (Ed. Sesc), “Não é preciso ‘genocidar’ os indígenas para que outros brasileiros, nas cidades, sejam felizes”. Terra grita pela defesa do índio e mostra as armas se for necessário ir pro ataque. Com coragem, humanidade e beleza.

Ficha técnica:
Direção: Maria Paula Costa Rêgo e Eric Valença
Intérprete: Maria Paula
Trilha sonora: Naná Vasconcelos
Figurino: Gustavo Silvestre
Luz: Luciana Raposo
Pintura de cenário: Manuel Dantas Suassuna.

Serviço
Terra – Grupo Grial de Dança
Onde: CAIXA Cultural Recife (Av. Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife, Recife/PE)
Quando: 2 a 4 e 9 a 11 de fevereiro de 2016, às 20h
Ingresso: R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia)
Informações: (81) 3425-1915
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 45 minutos

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Coragem de ser Terra para mãos, pés e vistas

 

Maria Paula Costa Rêgo no espetáculo Terra. Foto: Guto Muniz / Divulgação

Maria Paula Costa Rêgo no espetáculo Terra. Foto: Guto Muniz / Divulgação

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As conquistas e perdas dos povos indígenas e a certeza de que a luta continua. Foto: Guto Muniz/ Divulgação

O quanto de índio há em você, cidadão brasileiro? questiona o espetáculo Terra, derradeira parte da trilogia Uma história, duas ou três, do Grupo Grial, concebido e dançado pela bailarina e coreógrafa Maria Paula Costa Rêgo. E se posiciona a favor dos povos primordiais, que historicamente foram ameaçados, subjugados e rebelados; que tiveram seus territórios confiscados por leis feitas pelos beneficiários. Resistiu, Resiste.

Terra condena nos passos da dança contemporânea o genocídio desses povos e o preconceito que persiste até hoje. No corpo da bailarina pulsa a identidade e os movimentos das manifestações populares indígenas do Nordeste brasileiro.

Diálogo com o presente e com a luta. A peça coreográfica tem direção assinada por Maria Paula Costa Rêgo e Erick Valença. A trilha sonora, criada pelo percussionista Naná Vasconcelos, está carregada de efeitos sonoros, com onomatopeias e sons da natureza. E o cenário é assinado pelo artista plástico Manuel Dantas Suassuna.

A temporada integra as comemorações de 20 anos do grupo Grial, criada por Ariano Suassuna e Maria Paula Costa Rêgo e vai de 2 a 4 e de 9 a 11 de fevereiro de 2017, na CAIXA Cultural Recife.

A encenação é uma das mais premiadas do grupo. Terra ganhou o Prêmio APCA de 2013, na categoria Intérprete-Criadora, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte. O solo também arrebatou cinco troféus do Prêmio Apacepe de Dança 2014, do Festival Janeiro de Grandes Espetáculos.

Entrevista: Maria Paula Costa Rêgo

 Bailarina e coreógrafa do Grupo Grial. Foto: Victor Muzzi

Bailarina e coreógrafa do Grupo Grial. Foto: Victor Muzzi

Ariano Suassuna criou junto com você o Grupo Grial em 1997. Que falta faz Ariano Suassuna para você?
Eu gostava de mostrar a obra finalizada para Ariano, e discutir aquele material. A conversa era sempre muito maior, ele mostrava vídeos e músicas e dava muitas voltas em torno da arte almejada por nós. Este PAR, está me fazendo muita falta.

Qual a importância do Balé Popular na sua vida?
Foi minha segunda grande vivência, e sem ter passado pelo Balé Popular do Recife, eu certamente não teria chegado ao Grupo Grial.

Prêmio é importante? Por quê e para quê?
Quando uma instituição de respeito reúne pessoas conceituadas na sua área, para decidirem quem deve ganhar um prêmio pela sua obra, este prêmio tem um valor imensurável. Abre portas, chama olhares, além de confirmar que as suas escolhas estéticas reverberam de alguma forma.

Como você ultrapassou os limites territoriais e venceu o Prêmio APCA de 2013?
Os limites territoriais são ultrapassados quando acreditamos que ele não existe. Existe a dificuldade financeira, mas criamos espetáculos pensando em alcançar o mundo, então estas dificuldades diminuem.

Qual o seu pensamento em dança e como ele foi construído?
A minha primeira experiência de dança foi com Improvisação, e com o aprimoramento desta técnica, eu tive conhecimento do meu corpo e da capacidade que este corpo tem de materializar sentimentos através da qualidade dos seus movimentos. Ao vivenciar o Balé Popular, eu me joguei naquilo que, para mim, era muito mais que o movimento da dança popular, era o jogo cênico da brincadeira. Estava largada a minha jornada no universo das tradições.
Quando viajei para a França, meus estudos giravam em torno desta questão, mas eram sempre na teoria que eu evoluía. A prática deste discurso veio a se concretizar com a criação do Grupo Grial em 1997. De lá para cá, são as criações que me dão as respostas para minhas questões de construção de uma dança onde o cerne é a tradição popular. Cada criação coreográfica, uma pergunta e, certamente, 2500 respostas!

Poderia elucidar a frase de que o Grupo Grial faz criações com temas e inspirações populares trabalhadas numa chave erudita, porque isso parece um bordão.
O Grupo Grial trabalha com o UNIVERSO DAS TRADIÇÕES festivas e sagradas brasileiras. Quando adentramos nestes universos, os percebemos pelos nossos “olhos” de estrangeiros. Vivenciamos de dentro, ao mesmo tempo que ligamos uma segunda intenção que fica no alerta, “à cata” de elementos de criação contemporânea, de composição coreográfica (e tudo que ela engloba). Essa percepção pode acontecer muito rápido, como pode durar anos! Esse material (imaterial) se amalgama com nosso fazer de dança diário (estudos técnicos e teóricos), e que, juntos, ficam à serviço das nossas criações coreográficas.

Terra é um solo da Maria Paula, criação do grupo Grial que leva para a cena uma discussão densa sobre as origens do Brasil, através da metáfora da terra, do chão que pisamos. O que você acrescenta para falar de Terra.
TERRA, é também uma metáfora do homem moderno que tem se deixado roubar seus espaços (a palavra espaço significa também conquistas sociais).

O tempo traz experiência, mas deixa suas marcas no corpo, na presteza do gesto. Como criadora o que significa dançar hoje? Quais as diferenças de 20 atrás?
TODAS AS DIFERENÇAS! Antes eu colocava o vigor à serviço do que eu estava interpretando, hoje eu coloco a minha dramaturgia corporal a serviço da história.

Sempre me parece muito estranho traduzir corpo em movimento, energia, desenho coreográfico, a dança contemporânea para texto. Colocações como “O trabalho aborda temáticas como memória, tempo e transformações da nossa história” me parecem muito vagas.
Então o que significaria: “As coreografias trazem referências das manifestações populares do Nordeste transformadas em DNA para os passos de Maria Paula Costa Rêgo”?

DNA é algo que nos pertence, do que somos feitos. O Brasil tem muita dificuldade de assumir sua descendência indígena ou africana. Para a maioria de nós, somos descendentes apenas dos povos europeus!! Quando falamos que trago nos meus movimentos este DNA é que assumo a minha herança e a do lugar em que vivo, e coloco minhas criações à serviço deste norte.

Ficha técnica:
Direção: Maria Paula Costa Rêgo e Eric Valença
Intérprete: Maria Paula
Trilha sonora: Naná Vasconcelos
Figurino: Gustavo Silvestre
Luz: Luciana Raposo
Pintura de cenário: Manuel Dantas Suassuna.

Serviço
Terra – Grupo Grial de Dança
Onde:CAIXA Cultural Recife (Av. Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife, Recife/PE)
Quando: 2 a 4 e 9 a 11 de fevereiro de 2016, às 20h
Ingresso: R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia)
Bilheteria: vendas a partir das 10h do dia 1/02 (para os dias 2 a 4) e do dia 8/02 (para os dias 9 a 11)
Informações:(81) 3425-1915
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 45 minutos

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Oficinas da Mostra Brasileira de Dança

Kiran de Souza é o coordenador pedagógico da Mostra

Kiran de Souza é o coordenador pedagógico da Mostra

A Mostra Brasileira de Dança (MBD), chega a sua 11ª edição, com apresentações de 1º a 10 de agosto, de grupos profissionais, amadores e escolas de dança, nos mais diversos estilos (balé clássico, dança contemporânea, dança popular, dança de salão, dança de rua, dança árabe e outros). O programa é organizado por Iris Macedo e Paulo de Castro e conta com patrocínio dos Correios, Governo Federal, Funcultura/Governo do Estado de Pernambuco, programa O Boticário na Dança e Prefeitura do Recife. Este ano a homenageada é Mônica Japiassú.

Além da exibição de espetáculos completos e coreografias isoladas, a MBD oferece um série de oficinas de iniciação e reciclagem (no período de 28 de julho a 1º de agosto de 2014 -segunda a sexta-feira), seminários, exposições e exibição de vídeos sobre a arte do dançar.

As oficinas estão com inscrições abertas até sexta-feira, 25 de julho e podem ser feitas no próprio local das aulas ou pelo e-mail: pedagogico@mostrabrasileiradedanca.com.br (com dados e contatos do interessado). A coordenação pedagógica é Giorrdani de Souza – Kiran (PE). Outras informações: (81) 3421 8456 ou www.mostrabrasileiradedanca.com.br

OFICINAS DE INICIAÇÃO

Pele e Ossos – Corpos Fluidos, com José W. Júnior (PE). Número de vagas: 15. No Espaço Experimental (Rua Tomazina, 199, 1º andar, Recife Antigo. Fone: 3224 1482), das 19 às 21h. Gratuita.

Videodança: Contribuições Entre o Corpo e o Vídeo, com Marcelo Sena (PE). Número de vagas: 15. No Espaço Experimental (Rua Tomazina, 199, 1º andar, Recife Antigo. Fone: 3224 1482), das 15 às 17h. Gratuita.

Oficina Contemporânea de Dança Para Jovens Inspiradores, com André Aguiar (PE). Número de vagas: 25. Na sede da Umarle (Rua Deputado Luiz Dias Lins, s/n, Lagoa Encantada. Fone: 8768 5147), das 18 às 20h. Gratuita.

Iniciação à Dança em Cadeiras de Rodas, com Liliana Martins (PE). Número de vagas: 20, entre cadeirantes e andantes. Na Faculdade Uninassau (Rua Fernando Lopes, 778, sala 102, Bloco Capunga, Graças. Fone: 8867 5202), das 16 às 18h. Gratuita.

Andantes e cadeirantes podem participar da Oficina de Iniciação à Dança em Cadeiras de Rodas

Andantes e cadeirantes podem participar da Oficina de Iniciação à Dança em Cadeiras de Rodas

OFICINAS DE APERFEIÇOAMENTO PROFISSIONAL (para artistas já experientes)

Técnica Clássica Como Processo de Autoconhecimento, com Valéria Mattos (SP). Número de vagas: 25. No Studio de Danças (Rua das Pernambucanas, 65, Graças. Fone: 3231 4884), das 9 às 12h. Valor: R$ 30,00.

Videodança (Movimentos Para a Câmera), com Sofía Orihuela (Bolívia). Número de vagas: 25. No Teatro Hermilo Borba Filho (Av. Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife. Fones 3355 3321 / 3320), das 14 às 17h. Valor: R$ 30,00.

Danças Entrelaçadas – Dança Moderna (técnica de José Limón) e Dança Contemporânea, com Airton Tenório (PE/RJ). Número de vagas: 25. No Teatro Hermilo Borba Filho (Av. Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife. Fones: 3355 3321 / 3320), das 9 às 12h. Valor: R$ 30,00.

Danças Urbanas, com Octávio Nassur (PR). Número de vagas: 20. Na Academia Fátima Freitas (Rua Desembargador João Paes, 214, Boa Viagem. Fone: 3467 1140), das 9 às 12h. Gratuita, com seleção por currículo. Realizada graças à parceria entre a MBD e o Programa de Oficinas de Capacitação Artística e Técnica em Dança da Funarte 2014.

Professor paranaense Octávio Nassur. Foto: Espelho de Papel.

Professor paranaense Octávio Nassur. Foto: Espelho de Papel.

Dança Contemporânea, com Mário Nascimento (MG). Número de vagas: 20. Na Academia Fátima Freitas (Rua Desembargador João Paes, 214, Boa Viagem. Tel: 3467 1140), das 14 às 17h. Gratuita, com seleção por currículo. Realizada graças à parceria entre a MBD e o Programa de Oficinas de Capacitação Artística e Técnica em Dança da Funarte 2014.

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