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Premiação do Janeiro 2018

Carlos Lira recebe o afeto e o troféu do coordenador do Janeiro de Grandes Espetáculo, por seus 40 anos de carreira

Carlos Lira recebe o afeto e o troféu especial do coordenador do JGE, Paulo de Castro. Foto: Pedro Portugal

Iara Campos e Flávio Renovatto, da peça Mucurana, o Peixe. Foto: Pedro Portugal

Iris Campos e Flávio Renovatto, da peça Mucurana, o Peixe. Foto: Pedro Portugal

Célia Regina, com um dos apresentadores da noite, Tiago Gondim. Foto: Pedro Portugal

Célia Regina, com um dos apresentadores da noite, Tiago Gondim. Foto: Pedro Portugal

O prêmio de Melhor Atriz para Célia Regina parecia o único dado como certo no 24º Janeiro de Grandes Espetáculos. Sua atuação na peça Um minuto para dizer que te amo é deveras  comovente, como a velha mulher que tem lapsos de memória, pois sofre de Alzheimer. Ela fez jus ao troféu. Um minuto para dizer que te amo, do Matraca Grupo de Teatro, faturou mais cinco estatuetas, das 13 indicadas: Melhor Diretor para Rudimar Constâncio,  Atriz Coadjuvante para Vanise Souza, Sonoplastia/Trilha Sonora para Samuel Lira, Iluminação para João Guilherme de Paula e Maquiagem para Vinicius Vieira.

Mucurana, o peixe, do Coletivo Construtores de Histórias, levou o mais cobiçado Prêmio Apacepe de Teatro e Dança 2018, o de Melhor Espetáculo. Ele concorreu com Dinamarca e Um minuto para dizer que te amo. Mucurana também ficou com os troféus de Melhor Ator para Flávio Renovatto e Figurino.

Carlos Reis foi condecorado com o prêmio especial Hors Concours de Melhor Ator. Reis, 81 anos, é diretor da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém há mais de 20 anos. Veterano, ele participou do lendário Teatro Popular do Nordeste. Não pisava num palco recifense desde 2008, quando participou de uma adaptação de O crime do Padre Amaro, de Eça de Queiroz, com direção de Lúcio Lombardi. É admirável sua interpretação em A Ceia dos Cardeais, apresentada no JGE e mesmo que o texto seja datado, vale ver a montagem por seus atores (além de Carlos Reis, Rogério Costa e Paulo de Pontes).

O ator Carlos Lira, que está no elenco de Um minuto para dizer que te amo, também recebeu um troféu especial em homenagem aos 40 anos de teatro.

Nínive Caldas faturou o troféu de atriz revelação por sua atuação escrachada em Eu Gosto Mesmo do Pezinho de Galinha Porque Eu Como a Carninha e Limpo o Dente com a Unhinha, da Alô Produções. Ela já esteve no elenco das montagens Essa Febre que não passa, do Coletivo Angu de Teatro, de 2011 e A Mandrágora, produção de Taveira Júnior, ambas dirigidas por Marcondes Lima. Mas os jurados concluíram que agora a intérprete se destacou no papel. Raphael Gustavo, da Cia Experimental de Teatro, de Vitória de Santo Antão/PE, conquistou o prêmio de ator revelação. Ele também já participou de outras montagens, como Bruta Flor.

Dinamarca, a mais recente encenação do Grupo Magiluth, foi indicada apenas para melhor espetáculo. A releitura contemporânea de Hamlet , a partir da recriação textual de Giordano Castro, não levou nada nesta premiação.

Hamlet? Fragmentado foi indicado para Melhor Diretor, Melhor ator,  Melhor Atriz revelação, melhor iluminação, melhor figurino, melhor maquiagem. Também não foi premiado.

Mas como sabemos, tudo são interpretações. A composição das equipes de seleção e premiação são determinantes para o resultado. Aqui em Pernambuco, em Nova York, no Japão, em todas as linguagens.  A decisão possivelmente seria diferente com uma outra banca. E isso também vale para as outras comissões. O júri para teatro adulto foi formado pelo encenador e professor Antonio Edson Cadengue, pelo diretor e mamulengueiro do Só-Riso Fernando Augusto Gonçalves e pelo ator, cantor e compositor Walmir Chagas. Os atores Paulo de Pontes, José Maciel e Lilian Ferreira, com coordenação de José Manoel Sobrinho, integraram a equipe de análise do teatro para infância e juventude. E os bailarinos e coreógrafos Emerson Dias, Íris Campos e Raimundo Branco julgaram os trabalhos de dança.

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André Filho, Daniela Travassos,  João Denys e Manuel Carlos. Foto Pedro Portugal

Os integrantes da Cia Fiandeiros de Teatro saíram felizes da vida com o resultado da peça Histórias por um fio na categoria Teatro para Infância e Juventude. Levou sete troféus: Melhor Espetáculo, Diretor, Ator, Ator Coadjuvante, Cenário, Iluminação e Sonoplastia/Trilha Sonora.

Retomada, do Totem, Zoe, de Francini Barros dividiram o prêmio de Melhor Espetáculo de dança. Pareceu-me justo. Também foi dividido o laurel entre os admiráveis bailarinos Orun Santana (Meia-Noite) e Jorge Kildere (Zoe). 

Ainda na dança, Beth Gaudêncio, da Cia Sopro-de-Zéfiro de Cecilia Brennand ganhou os troféus de Melhor cenário e melhor figurino com a encenação de O Nosso Villa – Um Musical Villa-Lobos.

A premiação ocorreu na noite de terça terça-feira (30/01), na Torre Malakoff, em uma festa à fantasia muito agradável. Clima animado, afetuoso, programação artística legal. Foi um bom fechamento.

Sandra Possini, Rudimar Constâncio e Carla Valença. Foto: Pedro Portugal

Sandra Possani, Rudimar Constâncio e Carla Valença. Foto: Pedro Portugal

Fred Nascimento, de Retomada, recebe prêmio de Antonio Cadengue. Foto: Pedro Portugal

Fred Nascimento, de Retomada, recebe prêmio de Antonio Cadengue. Foto: Pedro Portugal

Samuel Santos e Naná, um dos coletivos homenageados. Foto: Pedro Portugal

Samuel Santos e Naná, um dos coletivos homenageados. Foto: Pedro Portugal

Fantasia. Foto: Pedro Portugal

Fantasia. Foto: Pedro Portugal

Vinicius, Samuel, Cláudio Lira e João Guilherme

Vinicius, Samuel, Cláudio Lira e João Guilherme

Barros, e Vanise de Souza. Foto: Pedro Portugal

Daniel Barros, Flávio Renovatto e Vanise de Souza. Foto: Pedro Portugal 

Bloco da Saudade. Foto: Pedro Portugal

Bloco da Saudade. Foto: Pedro Portugal

Paula de Renor. Foto: Pedro Portugal

Paula de Renor. Foto: Pedro Portugal

Apresentadores Tiago, Naná e Arilson. Foto: Pedro Portugal

Apresentadores Tiago Gondim, Naná Sodré e Arilson Lopes. Foto: Pedro Portugal

Almérico. Foto: Pedro Portugal

Almério. Foto: Pedro Portugal

TEATRO ADULTO

Prêmio Especial Hors Concours de Melhor Ator 
Carlos Reis (A ceia dos cardeais)

Prêmio Especial pelos 40 anos de carreira
Carlos Lira

Melhor Espetáculo
Mucurana, o peixe (Coletivo Construtores de Histórias)

Melhor Diretor
Rudimar Constâncio (Um minuto para dizer que te amo)

Melhor Ator
Flávio Renovatto (Mucurana, o peixe)

Melhor Atriz
Célia Regina Rodrigues Siqueira (Um minuto para dizer que te amo“)

Melhor Ator Coadjuvante
Daniel Barros (Pro(fé)ta – O bispo do povo)

Melhor Atriz Coadjuvante
Vanise Souza (Um minuto para dizer que te amo)

Ator Revelação
Raphael Gustavo (A última cólera no corpo de meu negro)

Atriz Revelação
Nínive Caldas (Eu gosto mesmo do pezinho de galinha porque eu como a carninha e limpo o dente com a unhinha)

Melhor Sonoplastia ou Trilha Sonora
Samuel Lira (Um minuto para dizer que te amo)

Melhor Iluminação
João Guilherme de Paula (Um minuto para dizer que te amo)
Melhor Cenário
Claudio Lira (A ópera do sol)

Melhor Figurino
O grupo (Mucurana, o peixe)

Melhor Maquiagem
Vinicius Vieira (Um minuto para dizer que te amo)

Comissão Julgadora:Antonio Edson Cadengue, Fernando Augusto Gonçalves Santos, Walmir Chagas.


TEATRO PARA INFÂNCIA E JUVENTUDE

Melhor Espetáculo
Histórias por um Fio (Cia. Fiandeiros de Teatro)

Melhor Diretor
João Dennys (Histórias por um fio)

Melhor Ator
André Filho (Histórias por um fio)

Melhor Atriz
Paula de Tássia (“Do vestido ao nariz”)

Melhor Ator Coadjuvante
Manuel Carlos (Histórias por um fio)

Melhor Atriz Coadjuvante
Gerlane Silva (Do vestido ao nariz

Ator Revelação
Não houve indicações

Atriz Revelação
Thais Silva (Do vestido ao nariz)

Melhor Maquiagem

Cia 2 em Cena (Do vestido ao nariz)

Melhor Figurino

Anderson Gomes (Era uma vez na Terra)

Melhor Cenário

Manuel Carlos (Histórias por um fio)

Melhor Iluminação

Yuri Vilarim (A Bela & a Fera) e André Filho (Histórias por um fio)

Melhor Sonoplastia ou Trilha Sonora
André Filho (pela Sonoplastia e Trilha Sonora de Histórias por um fio)

Comissão Julgadora: Paulo de Pontes, José Maciel e Lilian Ferreira, com coordenação de José Manoel Sobrinho.

DANÇA
Melhor Espetáculo
Zoe (de Francini Barros) e Retomada (de Totem)

Melhor Bailarino
Orun Santana (Meia-Noite) e Jorge Kildere (Zoe)

Melhor Bailarina
Maria Agreli (Zoe) e Julyane Rocha (O Nosso Villa – Um Musical Villa-Lobos)

Bailarino Revelação
Anderson Dimas (Aluga-se)

Bailarina Revelação
Isabela Loepert (O Diário das Frutas)

Melhor Iluminação
Natalie Revorêdo (Retomada)

Melhor Figurino
Beth Gaudêncio (O Nosso Villa – Um Musical Villa-Lobos)

Melhor Cenário
Beth Gaudêncio (O Nosso Villa – Um Musical Villa-Lobos)

Melhor Sonoplastia ou Trilha Sonora
Cauê Nascimento, Gustavo Vilar e Fred Nascimento (Retomada)

Comissão Julgadora: Emerson Dias, Íris Campos e Raimundo Branco.

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Janeiro faz festa para as artes cênicas

O Som na Rural, de Roger de Renor, vai animar a premiação

O Som na Rural, de Roger de Renor, vai animar a premiação

image Prêmios projetam e dão credibilidade e o cinema tira muito proveito desse mecanismo. Um filme que ganha destaque em Um festival de peso desperta o desejo do público, e, em consequência, rentabilidade financeira. Já faz um tempo que o teatro brasileiro diminuiu essa prática de entregar troféus. E nunca chegou próximo do glamour da sétima arte. Mas pode ter seu charme. O Janeiro de Grandes Espetáculos é um dos poucos no país, e o mais importante em Pernambuco, que distribui estatuetas.

Chegou o dia. A Associação Produtores Artes Cênicas de Pernambuco entrega nesta quarta-feira o Prêmio Apacepe de Teatro e Dança aos melhores do 21º Janeiro de Grandes Espetáculos – Festival Internacional de Artes Cênicas de Pernambuco.

É o Oscar do teatro pernambucano. A cerimônia será a partir das 20h, na rua em frente à Galeria Café Castro Alves (Rua do Lima, 280, Santo Amaro. O Som na Rural, de Roger de Renor, com apresentação do ator Arilson Lopes garante a animação, com várias homenagens e distribuição de troféus. Após a premiação, a festa de confraternização, ocorre no Castro Alves, com discotecagem de Carlinhos Harmed. A entrada é franca.

As comissões que escolheram os vencedores é formada por Moisés Neto, Antônio Rodrigues e Ana Elizabeth Japiá, para o teatro para infância e juventude. Flávia Pinheiro, Marcia Rocha e Daniela Santos selecionaram os ganhadores de dança. E Luiz Felipe Botelho, Paulo Michelotto e Breno Fittipalfi são os responsáveis pelos nomes do teatro adulto.

INDICADOS – TEATRO ADULTO

Melhor Maquiagem
Não houve indicação

Melhor Figurino
Agrinez Melo (Ombela)
Aníbal Santiago e Manuel Carlos (Doroteia)
Fabiana Pirro (A Dona da História)
Marcondes Lima (A Mandrágora)
Pedro Gilberto (Tapioca)

Ombela. Foto: Thaís Lima

Ombela. Foto: Thaís Lima

Melhor Cenário
Nara Menezes e Luciana Lyra (Cara da Mãe)
Dóris Rollemberg (Doroteia)
Fernando Melo da Costa (Rei Lear)
Nara Menezes (Obscena)
Pedro Gilberto (Tapioca)
Samuel Santos (Ombela)

Cara da mãe. Foto: Giovanni Chamberlain

Cara da mãe. Foto: Giovanni Chamberlain

Melhor Sonoplastia/Trilha sonora
Alexandre Lemos e João Arruda (Gaiola de Moscas)
Beto Lemos (A Dona da História)
Ricardo Brazileiro (Obscena)
Samuel Lira (A Mandrágora)
Sônia Guimarães (Tapioca)
Tomás Brandão e Miguel Mendes (Rei Lear)

Rei Lear. Foto: Guga Melgar

Rei Lear. Foto: Guga Melgar

Melhor Iluminação
Aurélio di Simoni (Rei Lear)
Ednilson Leite (Frei Molambo)
Játhyles Miranda (A Mandrágora)
Luciana Raposo (A Dona da História)
Luciana Raposo (Doroteia)

A dona da história. Foto: Pollyanna Diniz

A dona da história. Foto: Pollyanna Diniz

Ator Revelação
Houve apenas uma indicação

Atriz Revelação
Houve apenas uma indicação

Melhor Ator Coadjuvante
Eduardo Albergaria (Gaiola de Moscas)
Mário Miranda (A Mandrágora)
Mauro Monezi (Doroteia)
Múcio Eduardo (A Mandrágora)
Normando Roberto Santos (A Mandrágora)

Doroteia. Foto: Laryssa Moura

Doroteia. Foto: Laryssa Moura

Melhor Atriz Coadjuvante
Não houve indicação

Melhor Ator
Bóris Trindade Jr./Borica (Tapioca)
Carlos Lira (Doroteia)
Lineu Gabriel (Gaiola de Moscas)
Naldo Venâncio (Frei Molambo)
Tiago Gondim (A Mandrágora)

Melhor Atriz
Bruna Castiel (Rei Lear)
Lívia Falcão (A Dona da História)
Naná Sodré (A Receita)
Paula de Renor (Rei Lear)
Sandra Possani (Rei Lear)

Naná Sodré, em A Receita. Foto: Ivana Moura

Naná Sodré, em A Receita. Foto: Ivana Moura

Melhor Direção
Ana Cristina Colla (Gaiola de Moscas)
Antonio Cadengue (Doroteia)
Duda Maia (A Dona da História)
Marcondes Lima (A Mandrágora)
Moacir Chaves (Rei Lear)

Melhor Espetáculo Teatro Adulto
A Dona da História (Duas Companhias)
A Mandrágora (Galharufas Produções)
Doroteia (Antonio Cadengue e Companhia Teatro de Seraphim)
Gaiola de Moscas (Grupo Peleja)
Rei Lear (Remo Produções Artísticas e Centro de Diversidade Cultural Teatro Armazém)

A Mandrágora , de Galharufas Produções. Foto: Ivana Moura

A Mandrágora , de Galharufas Produções. Foto: Ivana Moura

*A comissão deseja conceder três (3) prêmios especiais.

INDICADOS – DANÇA

Melhor Figurino
Beth Gaudêncio (Três Mulheres e Um Bordado de Sol)
Carol Monteiro (Breguetu)
Maria Agrelli (Cara da Mãe)
Maria Agrelli (Rio de Contas)

Rio de Contas. Foto: Lizandra Martins.

Rio de Contas. Foto: Lizandra Martins.

Melhor Cenografia
Henrique Celibi (Breguetu)
Nara Menezes (Cara da Mãe)
Tonlin Cheng (PEBA)

Melhor Iluminação
Beto Trindade (Breguetu)
Eron Villar (Três Mulheres e Um Bordado de Sol)
Luciana Raposo (Rio de Contas)
Natalie Revorêdo (Elégùn, Um Corpo Em Trânsito)
Tonlin Cheng (PEBA)

Melhor Sonoplastia/Trilha sonora
Caio Lima (Elégùn, Um Corpo Em Trânsito)
Isaar França (Cara da Mãe)
Sônia Guimarães (Rio de Contas)
Tonlin Cheng (PEBA)
Valéria Vicente, Flaira Ferro, Spok e Lucas dos Prazeres (Frevo de Casa)

Frevo de casa. Ju Brainer.

Frevo de casa. Ju Brainer.


Melhor Bailarino
Saulo Uchôa (Anticorpo)
Alexandre Santos (Rio de Contas)
André Vítor Brandão (Rio de Contas)
Giordani de Souza/Kiran (Elégùn, Um Corpo Em Trânsito)
Jorge Kildery (Breguetu)
Jorge Kildery (Elégùn, Um Corpo Em Trânsito)
Anticorpo. Foto: Chico-Ludermir

Anticorpo. Foto: Chico-Ludermir

Melhor Bailarina
Flaira Ferro (Frevo de Casa)
Iara Sales (PEBA)
Júlia Gondim (Rio de Contas)
Marcela Felipe (Três Mulheres e Um Bordado de Sol)
Mary Ane Nascimento (Rio de Contas)
Rafaella Trindade (Breguetu)

Melhor Coreografia
Giordani de Souza/Kiran (Elégùn, Um Corpo Em Trânsito)
Iara Sales e Sérgio Andrade (PEBA)
Jailson Lima (Rio de Contas)
Mônica Lira (Breguetu)
Valéria Vicente e Flaira Ferro (Frevo de Casa)

bregaetu. Foto: Sobrado423/Rogerio Alves

bregaetu. Foto: Sobrado423/Rogerio Alves

Melhor Espetáculo de Dança
Breguetu (Grupo Experimental)
Elégùn, Um Corpo Em Trânsito (Giordani de Souza/Kiran e Jorge Kildery)
Frevo de Casa (Valéria Vicente, Flaira Ferro, Spok e Lucas dos Prazeres)
PEBA (Iara Sales, Tonlin Cheng e Sérgio Andrade)

Elégùn, Um Corpo Em Trânsito.  Foto: Ivana Moura

Elégùn, Um Corpo Em Trânsito. Foto: Ivana Moura

**A comissão deseja conceder dois (2) prêmios especiais.

NDICADOS – TEATRO PARA A INFÂNCIA

Melhor Maquiagem
Centro de Criação Galpão das Artes (Mané Gostoso)
Lano de Lins (A Energia de Um Polegar)
Marcondes Lima (Haru – A Primavera do Aprendiz)

Mané Gostoso. Foto: Helder Santana

Mané Gostoso. Foto: Helder Santana

Melhor Figurino
Claudio Lira (Como a Lua)
Enne Marx, Tâmara Floriano e Fernando Escrich (Trueque)
Joana Gatis (As Travessuras de Mané Gostoso)
Marcondes Lima (Haru – A Primavera do Aprendiz)

Melhor Cenário
Marcondes Lima (Haru – A Primavera do Aprendiz)
Rai Bento (As Travessuras de Mané Gostoso)

Haru - A Primavera do Aprendiz. foto: Silvio Barreto

Haru – A Primavera do Aprendiz. foto: Silvio Barreto

Melhor Sonoplastia/Trilha Sonora
Fernando Escrich (As Travessuras de Mané Gostoso)
Fernando Escrich (Trueque)
Marcelo Sena (Haru – A Primavera do Aprendiz)
Samuel Lira (Como a Lua)

Trueque. Foto: reprodução Facebook

Trueque. Foto: reprodução Facebook

Melhor Iluminação
Eron Villar (Haru – A Primavera do Aprendiz)
Luciana Raposo (As Travessuras de Mané Gostoso)
Luciana Raposo (Trueque)

Ator revelação
Houve apenas uma indicação

Atriz revelação
Não houve indicação

Melhor Ator Coadjuvante
Jadenilson Gomes (Mané Gostoso)
Pascoal Filizola (Como a Lua)
Tarcísio Queiroz (Mané Gostoso)
Tiago Gondim (Como a Lua)

Melhor Atriz Coadjuvante
Geysa Barlavento (Como a Lua)
Sandra Rino (Como a Lua)

Melhor Ator
Arilson Lopes (As Travessuras de Mané Gostoso)
Charlon Cabral (Mané Gostoso)
Luciano Pontes (As Travessuras de Mané Gostoso)

As travessuras de Mané Gostoso. Foto: Rogério Alves

As travessuras de Mané Gostoso. Foto: Rogério Alves

Melhor Atriz
Enne Marx (Trueque)
Tâmara Floriano (Trueque)

Melhor Direção
Fernando Escrich (As Travessuras de Mané Gostoso)
Fernando Escrich (Trueque)
José Manoel Sobrinho (Como a Lua)
Marcondes Lima (Haru – A Primavera do Aprendiz)

Melhor Espetáculo de Teatro Para a Infância
Haru – A Primavera do Aprendiz (Rapha Santacruz Produções Artísticas)
Trueque (Cia. Animée/As Levianas)
As Travessuras de Mané Gostoso (Cia. Meias Palavras)
Como a Lua (Mambembe Produções Artísticas)

Como a Lua. Foto: Divulgação

Como a Lua. Foto: Divulgação

***A comissão deseja conceder um (01) prêmio especial.

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Talentos do teatro estudantil

Reis andarilhos foi o grande vencedor do festival. Foto: Pedro Portugal

Festivais de teatro tem múltiplas funções. Entre elas, descobrir talentos (muitas vezes em estado bruto). A atriz Fabiana Karla, a Olga de Gabriela, da TV Globo, ganhou espaços em iniciativas desse tipo, coordenadas por Lourdes Rossiter. O produtor Pedro Portugal pegou esse filão há alguns anos.

E o resultado do 10º Festival Estudantil de Teatro e Dança publicamos agora:

Vencedores do 10º Festival Estudantil de Teatro e Dança

Melhor espetáculo adultoReis Andarilhos, produção do Grupo Teatral Ariano Suassuna e Escola Santos Cosme e Damião, de Igarassu, com texto de Luiz Felipe Botelho e direção de Albanita Almeida e André Ramos
Melhor ator – Manoel Teixeira, Reis Andarilhos
Melhor atriz coadjuvante – Kattiane Torres, por Reis Andarilhos
Melhor figurino – Kattiane Torres –  Reis Andarilhos
Melhor maquiagem – André Ramos, por Reis Andarilhos
Melhor direção adulta – Antônio Rodrigues, do Curso de Iniciação Teatral Cênicas Cia. de Repertório por Nem às Paredes Confesso,
Melhor ator coadjuvante – Raul Elvis – Nem às Paredes Confesso
Melhor cenário – César Leão e Fabiano Falcão, por Nocaute, da Cia. Experimental de Teatro, de Vitória de Santo Antão
Melhor iluminação – Jeferson Alves, de Lamentos Para um Amor Inacabável, da Cia. Teatral Sobre o Palco, do Cabo de Santo Agostinho
Melhor atriz – Rafaela Silva, de Um Molière Imaginário, da Escola de Referência em Ensino Médio Austro Costa, de Limoeiro
Prêmio destaque pela preparação de elenco – Mayra Waquin na peça Ici ou Quando as Borboletas Cessarem de Bater suas Negras Asas Dentro de Nossas Cabeças, do Engenho de Criação Formação e Pesquisa Teatral

– Não houve indicação para texto inédito adulto.

Teatro para Crianças

Melhor direção – Analice Croccia e Rodrigo Cunha, do espetáculo Pássaros dos Sonhos, do Coletivo de Teatro Domínio Público e Sesc de Santo Amaro, com texto coletivo, sob supervisão de Analice Croccia
Melhor cenário – Analice Croccia e Rodrigo Cunha
Melhor maquiagem – Altino Francisco
Direção musical e trilha sonora – Alex Sobreira
Melhor espetáculo para criançasPássaro dos sonhos
Melhor ator – João Fernando, por Um Chapéu Cheio de Chá, da Academia Santa Gertrudes, de Olinda
Melhor atriz – Amara Juliana, por Cinderela Atrapalhada, do Grupo Diocesano de Artes, de Garanhuns
Melhor atriz coadjuvante – Ana Margarida, por Cor de Chuva, do Lubienska Centro Educacional;
Melhor ator coadjuvante – Guilherme Falcão, por Sangue de Dragão,
Melhor iluminação – Fátima Aguiar por Sangue de Dragão
Melhor figurino – Zel Garrett, por Sangue de Dragão

– A comissão de Teatro foi composta por Rodrigo Torres, Beto Nery, Eduardo Machado, André Freitas e Wellington Júnior.

Dança

Solos, duos ou trios
Melhor coreografiaYottabyte (work in progress), resultado do Curso de Licenciatura em Dança da Universidade Federal de Pernambuco, sob direção de Jorge Kildery
Melhor coreógrafo – Jorge Kildery – por Yottabyte (work in progress)
Melhor bailarino – Henrique Braz por Yottabyte (work in progress)
Melhor bailarina – Stefany Ribeiro, do solo Intro, aluna do Curso de Licenciatura em Dança da UFPE
Melhor figurino – Jane Dickie, por Satanella Pas de Deux, do Studio de Danças

Grupos
Melhor coreografiaDebá, do Aria Espaço de Dança e Arte, com direção de Ana Emília Freire
Melhor coreógrafa – Ana Emília Freire, por Debá,
Melhor bailarino – Danilo Rojas, por Debá,
Melhor bailarina (Alyne Firmo), por Debá,
Melhor figurino – Alexsandra Carvalho, de Transfiguração, coreografia da Aquarius Tribal Fusion Cia. de Dança e Núcleo de Cultura da Fafire
Destaque para o bailarino Daniel Soares, da Cia. de Dança e Teatro Luardat

– A comissão julgadora de Dança foi formada por Kiran Queiroz, Otacílio Júnior e Vanessa Alcântara.

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Hoje é dia de prêmio

O Teatro Armazém era assim em outubro de 2009 Foto: Rubem Moraes

Hoje é dia de festa para quem participou da maratona do Janeiro de Grandes Espetáculos, principalmente para os artistas que estão indicados ao Prêmio APACEPE de Teatro e Dança. A festa começa às 20h, Teatro Armazém. A noite que também marca a despedida do Armazém como teatro alternativo comandado por Paula de Renor, terá como atrações a Orquestra Contemporânea de Olinda, DJ’s Roger e Tiago de Renor e participação de DJ Dolores. Os ingressos para a festa custam R$ 20 e R$ 10.

Das montagens adultas que estão concorrendo, no nossa enquete no blog Satisfeita Yolanda?, por enquanto O Amor de Clotilde por um Certo Leandro Dantas está em primeiro lugar; Senhora dos Afogados em segundo; nenhuma dessas opções em terceiro; Cordel do Amor Sem Fim em quarto e Um Rito de Mães, Rosas e Sangue, em quinto.

Os encenadores mais experientes e renomados da cidade ficaram de fora dessa lista da comissão julgadora, a exemplo de por Antonio Cadengue, que dirigiu Lágrimas de um Guarda-Chuva, e João Denys, que dirigiu Os Fuzis da Senhora Carrar.

Vou falar um pouco de alguns dos indicados.

Espetáculo O Fio Mágico..................Foto: Carla Denise

Antes disso revelo que o melhor espetáculo do Janeiro de Grandes Espetáculos, para mim, é O Fio Mágico, do Mão Molenga Teatro de Bonecos. É delicado, divertido, engraçado, sério, reflexivo, tem um ótimo texto, com ótimas atuações. Assisti duas vezes (pretendo ver mais) e percebi as crianças tão atentas e encantadas quanto eu.

O Fio Mágico está disputando em várias categorias. De Melhor Espetáculo concorrendo com Reprilhadas e Entralhofas- Um Concerto Para Acabar Com a Tristeza, da Cia. 2 Em Cena de Teatro, Circo e Dança e No Meio da Noite Escura Tem Um Pé de Maravilha, produção de Andrêzza Alves, Fábio Caio e Jorge de Paula. O Fio Mágico também foi indicado para Melhor Diretor (Marcondes Lima ); Melhor Ator ( Marcondes Lima e Fábio Caio); Melhor Atriz Coadjuvante (Fátima Caio); Trilha Sonora (Henrique Macedo); Melhor Iluminação (Sávio Uchôa); Melhor Cenário (Marcondes Lima); Melhor Figurino (Marcondes Lima).

Dos indicados para espetáculos adultos, Senhora dos Afogados (Cênicas Companhia de Repertório), é uma produção bem cuidada, com direção arrojada de Érico José, mas que não se realiza por completo devido às limitações do elenco. Um exemplo disso é a atuação de Antônio Rodrigues como Misael, chefe da família Drummond – uma tradição “de 300 anos” de homens de respeito e mulheres supostamente castas. Ele não carrega o peso, a voz, a experiência desse assassino com pose de guardião dos bons costumes. O papel não é para ele, pelo menos não é ainda.

Espetáculo Senhora dos Afogados ..........Foto: Ivana Moura

Por outro lado, o desempenho da jovem atriz Bruna Castiel, como Moema, é surpreendente, e não deixa de ser uma revelação.

Um Rito de Mães, Rosas e Sangue, produzido por Claudio Lira e Andrêzza Alves, é uma investida no universo de Federico Garcia Lorca, especificamente sobre as suas três tragédias rurais: Bodas de Sangue, Yerma e A Casa de Bernarda Alba. O espetáculo dirigido por Claudio Lira tem lindas imagens e algumas sequências emocionantes.

O espetáculo O Amor de Clotilde Por Um Certo Leandro Dantas, da Trupe Ensaia Aqui e Acolá, é inspirado no folhetim de Carneiro Vilela, A emparedada da Rua Nova, uma história que acalenta o imaginário pernambucano desde o século XIX, sobre o sufocamento do feminino. Diz a lenda que a moça foi emparedada viva pelo próprio pai, depois que ele descobriu que a filha estava grávida.

Esse mote fica em segundo plano, quando a Trupe Ensaia Aqui e Acolá elege ressaltar a história de amor. O melodrama tem cenas bem exageradas em todos os aspectos – cenários, figurinos, maquiagem, interpretação. Carrega nos ingredientes de paixão, falsa amizade, cobiça, traição, reviravoltas. Uma trilha sonora brega e coreografias de clássicos como Unchained Melody (do filme Ghost) e suas dublagens dessincronizadas colaboram para a cumplicidade do público.

Talvez o aspecto de ser o espelho crítico do pop e da celebridade contribua para essa empatia desmedida. Ou a aparente despretensão da montagem. O elenco afinado (Andrea Rosa, Andréa Veruska, Iara Campos, Jorge de Paula (que também é o diretor), Tatto Medinni e Marcelo Oliveira) e a direção segura de Jorge de Paula dá aquele tom de alegria ao espetáculo.

Espetáculo O Amor de Clotilde por um Certo Leandro Dantas....................Foto: Val Lima

Cordel do Amor Sem Fim, produzido por O Poste Soluções Luminosas, traduz um resultado de pesquisa de intepretação bem caprichada e harmonia dos elementos de cena. Também trata do amor e seus descaminhos. Direção criativa de Samuel Santos.

Henrique Celibi concorre a melhor ator (por Madleia + ou – Doida). Ele é um intérprete poderoso e faz de sua Medéia uma louca que passeia com o público pelas canções que tratam do amor desesperado da Música Popular Brasileira. O talento de Celibi está no seu gestual, no seu timing, e no domínio que ele tem da cena. Os outros concorrentes são Domingos Soares (por O Santo e a Porca), Thomás Aquino (por Cordel do Amor Sem Fim), Jorge de Paula ( por O Amor de Clotilde por Um Certo Leandro Dantas), José Ramos (por Os Fuzis da Senhora Carrar).

Todas as indicadas a Melhor Atriz são figuras de grande vitalidade. São elas Maria Alves (por Solteira, Casada, Viúva e Divorciada), Francine Monteiro (por O Santo e a Porca), Naná Sodré (por Cordel do Amor Sem Fim), Sandra Possani (por O Acidente), Stella Maris Saldanha (por Os Fuzis da Senhora Carrar). Mas a atuação de Stella Maris Saldanha como Senhora Carrar é luminosa. Montagem considerada datada num debate do festival (opinião da qual discordo completamente), por ter os rostos pintados de branco – e talvez não por um desses produtos brilhosos das estrelas do mundo pop- traz de volta uma discussão interessante, por que devemos lutar neste século 21.
Vamos à festa.

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