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FarOFFa no Sofá prossegue até domingo

Ham-let, com direção de José Celso Martinez Corrêa, em montagem do Teatro Oficina

Cia. do Atores utiliza um computador portátil como instrumento de articulação cênica e de interação com o público, no espetáculo de 2009

Atriz Nena Inoue transforma o luto em luta na peça Para não morrer. Foto: Divulgação

FarOFFa no Sofá é uma verdadeira maratona de teatro, dança e performance em formato digital. A mostra começou na terça-feira (11) e segue até domingo (16), contabilizando 130 obras na programação. Há uma diversidade de gêneros e estilos, um programa afinado com a prática democrática, com o debate de ideias, com as experimentações estéticas e uso ético dessas escolhas. Trabalhos incríveis para ver ou rever.

Neste fim de semana é possível conferir gravações de espetáculos da Cia dos Atores (RJ), com Talvez; do Teatro Oficina Uzyna Uzona (SP) com Bacantes e Ham-let, do Bando de Teatro Olodum (BA) com Áfricas, da Motoserra Perfumada (SP) com Respublica, da Lia Rodrigues Companhia de Danças (RJ) com Encarnado; Companhia Brasileira de Teatro (PR) com KRUM,; Cia. Les Commediens Tropicales (SP), com (VER[ ]TER) À DERIVA, Nena Inoue, do Espaço Cênico (PR) em Para Não Morrer, Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare (RN), com Abrazo; a atriz Maria Alice Vergueiro e o Grupo Pândega (SP) em Why The Horse e muitas peças memoráveis.

Além dos espetáculos também foram disponibilizadas as gravações de mesas de debates do Ecum (Encontro Mundial das Artes Cênicas) e alguns ainda podem ser vistos como a palestra Tradições e Inovações: Artes do Espetáculo e Novas Tecnologias, com Béatrice Picon-Vallin (França).

“A FarOFFa se debruça em trajetórias, em memória, contexto de criação dos espetáculos, dos artistas, da pesquisa, um envolvimento intenso com a obra e com quem a criou”, atesta a “cuidadoria”. Gabi Gonçalves, da Corpo Rastreado. Ela diz que a cuidadoria tem investido em “não considerar esse período como um hiato, uma espera para o futuro, mas ser um tempo de valorizar os recursos digitais e considerá-los parceiros importantes e indissociáveis das obras artísticas”.

Mesmo gratuita, a mostra sugere o sistema “pague quanto puder”. A quantia arrecadada será doada às instituições #SolidarizaGoiânia (GO), Arte Salva (PR), Associação Redes de Desenvolvimento da Maré (RJ), Campo Arte Contemporânea (PI), Casa Aurora (BA), É Da Nossa Cor (SC), Em Cena Arte e Cidadania (PE), Fundo Marlene Colé / APTI – Associação de Produtores Teatrais Independentes (SP), Haja Amor – A Revolução (RJ), IBCM – Instituição Beneficente Conceição Macedo (BA), Instituto Raiz da Serra (SP), N’Zinga – Coletivo de Mulheres Negras de BH (MG), Pela Vida de Nossas Mães (RJ) e Sim! Rede Solidária (PI), que atendem pessoas em situação de extrema vulnerabilidade.

PROGRAMAÇÃO

Sala Teatro Vila Velha

14/08/20 às 18h
JULIA | Christiane Jatahy (RJ)
Teatro | 18 anos | 75 min

14/08/20 às 20:30
TALVEZ | Cia dos Atores (RJ)
Teatro | 12 anos | 40 min

Versão do Teatro Oficina Uzyna Uzona para o texto de Eurípedes . Jennifer Glass / Divulgação 

14/08/20 às 21h30
BACANTES | Teatro Oficina Uzyna Uzona (SP)
Teatro | 18 anos | 295 min

15/08/20 às 10h30
FILMINHO | Natália Mallo (SP)
Para Crianças | 60 min

15/08/20 às 12h | Maurício Florez (COL)
BOLERO
Dança | Livre | 40 min

15/08/20 às 13h
AZIRILHANTE | Flavia Melman (SP)
Teatro | 14 anos | 80 min

15/08/20 às 15h
CORPOS OPACOS | Sara Antunes (SP) e Carolina Virguez (RJ/COL)
Teatro | 12 anos | 50 min

15/08/20 às 16h30 
LOS POSIBLES | Grupo KM29 + La Unión de los Rios (ARG)
Dança | Livre | 50 min

15/08/20 às 18h
NÃO POSSO ESQU CER | Valeria Braga e Maria Ângela Ambrosis (GO)
Performance | 14 anos | 20 min

15/08/20 às 19h
CRAVO, LÍRIO E ROSA | Lume Teatro (SP)
Teatro  Livre | 90 min

15/08/20 às 22h
NEVA | Ernani Sanchez, Michelle Gonçalves, Flavia Melman, Diego Moschkocivh (SP)
Teatro | 16 anos | 70 min

16/08/20 às 11h
INIMIGOS | Cia de Feitos (SP)
Para Crianças | Livre | 55 min

Áfricas, do Bando Olodum, da Bahia. Foto: João Meirelles / Divulgação

16/08/20 às 13h30
ÁFRICAS | Bando de Teatro Olodum (BA)
Teatro | Livre | 50 min

16/08/20 às 15h
RESPUBLICA 2023 | A Motoserra Perfumada (SP)
Teatro | 18 anos | 110 min

16/08/20 às 18h
LO ÚNICO QUE NECESITA UNA GRAN ACTRIZ, ES UNA GRAN OBRA Y LAS GANAS DE TRIUNFAR | Vaca 35 (MX)
Teatro | 14 anos | 50 min

16/08/20 às 19h30
AFROLOVE | Muato (RJ)
Música | Livre | 60 min

Espetáculo de 2005 explora os múltiplos sentidos da palavra Encarnado.Foto: Sammi Landweer

16/08/20 às 20h
ENCARNADO | Lia Rodrigues Companhia de Danças (RJ)
Dança | 18 anos | 60 min

Sala Galpão Cine Horto

14/08/20 17h
ME MATO EL 24
Teatro
16 anos
90 min.
Corporación Teatriados (COL)

14/08/20 19h
PALESTRA: Música Tradicional da infância no Brasil
Livre
70 min.
Lydia Hortélio (Brasil)

14/08/20 20h30
PALESTRA: Porque eu Odeio Palhaços
Palestra
Livre
90 min.
Sue Morrisson (Canadá)

15/08/20 11h
PRESENTE! FEITO DA GENTE
Para Crianças
60 min.
Balangandança Cia (SP)

15/08/20 12h30
O FIGURANTE
Teatro
12 anos
60 min.
Teatro Voador Não Identificado (RJ)

15/08/20 14h
ANIMAL
Teatro
16 anos
80 min.
Animal
Gustavo Miranda (COL)

Parede livremente inspirada na vida e obra de Qorpo-Santo. Foto:  Helena Wolfenson / Divulgação

15/08/20 16h
PAREDE
Teatro
14 anos
110 min.
28 Patas Furiosas (SP)

15/08/20 19h
PALESTRA: Enquanto recusarmos a pagar com a ingratidão com benefícios morreremos na escravidão.
Palestra
Livre
30 min.
Adama Traoré (Mali)

15/08/20 20h
NOMES DO PAI
Teatro
12 anos
80 min.
Companhia da Memória (SP)

15/08/20 22h
LA BALADA LA P…
Teatro
18 anos
40 min.
Casa del Teatro de Medellín (COL)

16/08/20 10h
A FAMOSA INVASÃO DOS URSOS NA SICÍLIA
Para Crianças
55 min.
Companhia Delas de Teatro (SP)

16/08/20 12h
HISTÓRIAS POR TELEFONE
Para Crianças
55 min.
Companhia Delas de Teatro (SP)

16/08/20 14h
MARY E OS MONSTROS MARINHOS
Para Crianças
60 min.
Companhia Delas de Teatro (SP)

ver ter à deriva na região da Pauilsta_Foto: Mariana Chama 

16/08/20 16h
(VER[ ]TER) À DERIVA
Teatro
Livre
60 min.
Cia. Les Commediens Tropicales (SP)

16/08/20 17h30
DESVIOS TÁTICOS – ESTRATÉGICOS PARA SOBREVIVER A VIDA URBANA
Dança
Livre
30 min.
Três em Cena (GO)

16/08/20 19h
PALESTRA: Expressão como a transmissão da experiência humana

Palestra
Livre
65 min.
Viliam Docolomansky (Eslováquia)

Pesquisadora francesa especialista em Teatro, Beatrice Picon Vallin

16/08/20 20h30
PALESTRA: Tradições e Inovações: Artes do Espetáculo e Novas Tecnologias

palestra
Livre
100 min.
Béatrice Picon-Valin (França)

Sala Teat(r)o Oficina

14/08/20 17h
HYSTERIA
Teatro
18 anos
100 min.
Grupo XIX de Teatro (SP)

14/08/20 19h
PARA NÃO MORRER
Teatro
14 anos
75 min.
Nena Inoue / Espaço Cênico (PR)

14/08/20 20h30
KRÍSIS – Fragmento Hades
Teatro
16 anos
7 min.
Companhia Nova de Teatro (SP)

14/08/20 20h30
CONVERSA COM GRUPO TEAT(R)O OFICINA UZYNA UZONA
Teatro
Livre
30 min.
Teatro Oficina Uzyna Uzona (SP)

14/08/20 21h
HAM-LET
Teatro
18 anos
Ham-let
Teatro Oficina Uzyna Uzona (SP)

15/08/20 12h
QUANDO EU MORRER VOU CONTAR TUDO A DEUS
Para Crianças
60 min.
O Bonde (SP)

15/08/20 13h30
ESPÉCIE
Performance
14 anos
20 min.
Valeria Braga e Rodrigo Cunha (GO)

15/08/20 14h
PULSO
Teatro
14 anos
50 min.
VULCÃO [criação e pesquisa cênica] (SP)

15/08/20 15h
TRINDADE (a drag, o cavalo e o xaile).
Dança
16 anos
55 min.
Só Homens Cia de Dança (PI)

15/08/20 16h
SÍSIFOS
Teatro
12 anos
70 min.
Companhia Candongas e Outras Firulas (MG)

15/08/20 18h
SEGUNDA QUEDA
Teatro
16 anos
65 min.
Ave Terrena (SP)

15/08/20 20h
DEZEMBRO
Teatro
12 anos
70 min.
Ernani Sanchez, Carolina Fabri, Michelle Gonçalves, Diego Moschkocivh (SP)

15/08/20 22h
GUANABARA CANIBAL
Teatro
14 anos
80 min.
Aquela Cia (RJ)

Espetáculo do Grupo Clowns de Shakespeare, de Natal, sofreu censura na temporada na Caixa Cultural Recife

16/08/20 11h
ABRAZO
Para Crianças
50 min.
Abrazo
Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare (RN)

16/08/20 13h
CELESTE – Cosmologia de um salto
Dança
Livre
45 min.
Marina Guzzo (SP)

16/08/20 14h30
PASSAGEIROS
Teatro
12 anos
75 min.
César Gouvêa e Gustavo Miranda (SP/COL)

Habitam o mundo de KRUM seres pequenos, sem pudor na palavra, vivendo sob um teto baixo. Foto: Nana Moraes / Divulgação

16/08/20 16h
KRUM
Teatro
14 anos
100 min.
Companhia Brasileira de Teatro (PR)

16/08/20 16h
O PINTOR
Circo
LIvre
60 min.
Esio Magalhães / Barracão Teatro (SP)

16/08/20 18h
OS CORVOS
Dança
16 anos
70 min.
Luis Ferron (SP)

16/08/20 19h30
PARAÍSØ EM PEDAÇØS
Teatro
16 anos
50 min.
Cia Paraladosanjos (SP)

16/08/20 20h30
KRÍSIS – Fragmento Tirésias
Teatro
16 anos
7 min.
Companhia Nova de Teatro (SP)

A atriz Maria Alice Vergueiro, falecida recentemente, encenou o próprio enterro

16/08/20 22h
WHY THE HORSE
Teatro
14 anos
90 min.
Grupo Pândega (SP)

Ficha técnica da FarOFFa no Sofá
Cuidada e feita por: Todes
Pensada por: Corpo Rastreado e Périplo Produções
Junte de: Canal Aberto, Casarini Produções, Ecum – Encontro Mundial das Artes Cênicas, MITsp – Mostra Internacional de Teatro, Junta Festival Internacional de Dança, Trema Festival e Manga de Vento.
Equipe digital:
Alba Roque, Aline Mohamad, Ariane Cuminale, Danusa Carvalho, David Costa, Gabi Gonçalves, Gisely Alves, Graciane Diniz, Leonardo Devitto, Ludmilla Picosque, Monique Vaillé, Murilo Chevalier, Natasha Bueno, Pedro de Freitas, Ricardo Suzart, Rodrigo Fidelis, Tamara Andrade, Thaís Cris e Thaís Venitt.

 

Serviço

FarOFFa no Sofá
Abertura: 10 de agosto, a partir das 19h, com shows de Marina Mathey, Luiza Loroza e Juliana Linhares
De 11 e 16 de agosto de 2020
Onde: www.faroffa.com.br
Quanto: pague quanto quiser.
A verba será destinada às instituições #SolidarizaGoiânia (GO), Arte Salva (PR), Associação Redes de Desenvolvimento da Maré (RJ), Campo Arte Contemporânea (PI), Casa Aurora (BA), É Da Nossa Cor (SC), Em Cena Arte e Cidadania (PE), Fundo Marlene Colé / APTI – Associação de Produtores Teatrais Independentes (SP), Haja Amor – A Revolução (RJ), IBCM – Instituição Beneficente Conceição Macedo (BA), Instituto Raiz da Serra (SP), N’Zinga – Coletivo de Mulheres Negras de BH (MG), Pela Vida de Nossas Mães (RJ) e Sim! Rede Solidária (PI).
Redes sociais da FarOFFa:
Instagram: @faroffasp
Facebook: facebook.com/faroffasp

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A beleza da dor

Tadashi Endo no Recife em Fukushima Mon Amour. Fotos:  Renata Pires

Tadashi Endo no Recife em Fukushima Mon Amour. Fotos: Renata Pires

Diante do bombardeio de imagens sobre toda sorte de violência criamos camadas protetoras. As dores dos outros são flechas das quais procuramos desviar, mesmo que catástrofes e tragédias eclodam na esquina e do outro lado do mundo. Quando não estamos envolvidos buscamos passar incólumes. Mais insensibilizados, como se o destino da humanidade não nos dissesse respeito. Uma arte potente, no entanto, grita: acorde. Uma arte urgente rasga as capas impermeáveis e religa uma luz de dentro.

O segundo solo que Tadashi Endo trouxe ao Recife – Fukushima Mon Amour – é ainda mais impactante que o outro Ikiru – Um Réquiem para Pina Bausch (que ele apresentou em 2013, também na Caixa Cultural Recife). Mas esse impacto não está associado a grandiloquência e sim às sutilezas. Ele dança motivado pelos horrores de um desastre nuclear ocorrido no Japão em 2011, que vitimou milhares de pessoas.

Um foco está nesse passado recente, da destruição, de imagens de corpos mutilados, cadáveres, danos e perdas. E outro no devir mais promissor, num futuro mais harmonioso, construído a partir da solidariedade, da fraternidade.

Em Fukushima Mon Amour , bailarino tabalha com claros-escuros

Em Fukushima Mon Amour , bailarino tabalha com claros-escuros

Fukushima Mon Amour foi erguido em parceria com o músico Daniel Maia, que compôs a trilha sonora original. O som é fundamental nessa partitura cênica. Para criar o clima, arrancar sentimentos adormecidos do espectador. Há o som de risos de crianças, de algo que parece água, da contemplação do bailarino duplicado. Há o som forte de ruína e desespero.

O bailarino e diretor Tadashi Endo tem 68 anos e dança leve como um pássaro, explorando sua técnica de encenação Butoh MA. Ele cria desenhos de uma beleza comovente com seu corpo magro, que ora ele investe frágil ora realça a vida em fúria. Em Fukushima Mon Amour, Tadashi traça o ser humano em situações-limite.

A vida e a morte tomam conta de seus gestos. Precisos, elegantes, quase espirituais. Ele dança com ternura. Faz reverência aos que se foram. Patina pelo palco nas asas da música. Suas indumentárias esboçam mudanças de sentimentos, do preto e do cinza da dor ao colorido da esperança.

Tadashi Endo enche e desmancha essas imagens, ocupando todo o palco.

Espetáculo levou plateia às lágrimas

Espetáculo levou plateia às lágrimas

A encenação conta com outros recursos potentes que contribuem para elevar a obra. São as projeções, que traçam trevas, sombras, relâmpagos e por outro lado, clarões.

Se por algum tempo – como está escrito nas projeções “Now I am become death” – a morte predomina, ela cede lugar a algo luminoso. A vida que insiste em vingar, as flores de cerejeira em projeção e uma vontade incomensurável de que o mundo seja melhor.

Contra qualquer evidência negativa,  Tadashi Endo  aposta na esperança

Contra qualquer evidência negativa, Tadashi Endo aposta na esperança

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Um lírico japonês no Recife

Tadashi Endo apresenta Fukushima Mon Amour. Fotos: Maciej Rusinek

Tadashi Endo apresenta Fukushima Mon Amour. Fotos: Maciej Rusinek

A solidariedade se fez presente no Japão depois do horror da bomba atômica. Mas esse sentimento de cooperação se esgarçou nas últimas décadas no mundo todo. Resgatar o amor ao próximo e à natureza é urgente. O coreógrafo japonês, radicado na Alemanha, Tadashi Endo defende a retomada da profunda humanidade para qualquer miséria. E faz esse apelo na montagem Fukushima Mon Amour.

O acidente nuclear que ocorreu em 2011 é inspiração do espetáculo que faz temporada no Recife de 7 a 10 de janeiro, na Caixa Cultural. A música é assinada pelo compositor Daniel Maia, co-criador da performance.

Nesse solo, o corpo de Tadashi Endo está impregnado pela dor da tragédia e a esperança da reconstrução. O título da encenação faz referência ao filme Hiroshima, Mon Amour (1959), de Alain Resnais, que enfoca uma relação afetiva após os ataques de Hiroshima e Nagasaki.

A dança de Tadashi Endo tem por alicerce o Butoh-Ma – o estar entre. Sua técnica extrai o máximo de efeitos, conflitos e tons com o mínimo de movimentos. Delicados e flutuantes, numa conjugação de emoções.

Uma dança para lembrar da dor dos que sofreram com o acidente nuclear

Uma dança para lembrar a dor dos que sofreram com o acidente nuclear

Em 2013, Tadashi Endo veio ao Recife com Ikiru – Um Réquiem para Pina Bausch. O artista desenvolve uma relação criativa com o Brasil desde 2002. Depois da capital pernambucana, ele segue por Fortaleza, São Paulo, Brasília, Suíça, Costa Rica e Estados Unidos com seu Fukushima Mon Amour.

O espetáculo é uma produção do Theaterwerkstatt Hannover, em colaboração com o Butoh Centrum MAMU Göttingen, patrocinado pela cidade de Hannover e pelo Ministério da Cultura da Baixa Saxônia. No Brasil, a turnê é assinada pela Périplo Produções e conta com o patrocínio da Caixa Cultural.

Serviço
Fukushima Mon Amour
Quando: de 7 a 10 de janeiro de 2015, às 20h
Onde: Caixa Cultural Recife (Av. Alfredo Lisboa, 505 – Bairro do Recife)
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia)
Informações: (81) 3425-1900

Desta terça (6) a sábado os ingressos para o espetáculo “Fukushima Mon Amour” serão vendidos, das 12h às 20h, na bilheteria da Caixa Cultural Recife. Para os quatro dias de espetáculos foram disponibilizados 320 ingressos (80/dia). O limite de compra é de dois bilhetes por pessoa, por dia de apresentação.

FICHA TÉCNICA
Concepção, coreografia e dança: Tadashi Endo
Diretor Musical e compositor: Daniel Maia
Iluminação: Matthias Alber e Tadashi Endo
Vídeo arte e efeitos visuais: Jürgen Salzmann
Dramaturgia: Sabine Trötschel

Turnê Brasil 2015
Iluminação: Maurício Shirakawa
Sonorização: Daniel Maia
Vídeo: André Menezes
Produção Executiva: Mariana Novais
Diretor de Produção: Pedro de Freitas
Produção no Brasil: Périplo Produções

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