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O Encosto é mais cruel na vida real

Jr. Sampaio em O Churrasco. Foto: Joao Guilherme de Paula

Júnior Sampaio em O Churrasco. Foto: João Guilherme de Paula

O ator Júnior Sampaio entra em cena visivelmente nervoso e reforça esse palpite com a confissão de que está preocupado com o fenômeno teatral daquela noite. Pede a um espectador para segurar sua garrafinha d’água, a outro para acompanhar o texto e servir de ponto (caso ele erre alguma parte) e ao terceiro para guardar uma banana prata que ele trouxe para comer depois da sessão, já que é uma fruta com muito potássio. Já envolveu e tornou cúmplice a plateia com esse procedimento, que foi milimetricamente estudado.

Inteligente e esperto esse salgueirense radicado em Portugal. Na peça O Churrasco, ele interpreta um insólito churrasqueiro que diz que seu destino é aguardar a chegada da carne para matar a fome da humanidade. Mas a figura não leva em consideração os vegetarianos.

O espetáculo foi apresentado nos dias 13 e 14 deste mês, no Teatro Marco Camarotti (SESC Santo Amaro), no Recife, e faz mais uma sessão nesta sexta-feira em Caruaru, no Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru), dentro do 23ª edição do Janeiro de Grandes Espetáculos.

Pretensioso esse personagem, que oscila entra a arrogância e a modéstia. E que projeta no mundo variações do seu próprio umbigo. Mas será que não somos feitos dessa matéria? Só nos conectamos e reconhecemos frações de nós mesmos? Assunto para matutar. Desejamos nos relacionar de forma plena com o outro? O teatro pode ser um bom lugar dessa dessa troca subjetiva.

As “almas sentadas” acompanham o embate do Churrasqueiro com seu Encosto. A peleja é entre Auxivites, que garante que é um ser humano mesmo com o nome que carrega, e o Encosto, que nasceu em 20 de abril de 1889. “Vocês já sabem quem é este Encosto? Sabem ou não sabem? Se não sabe, estudem!”, provoca o personagem.

Com o palco limpo, apenas um tapete no chão e poucos objetos, as mudanças de clima são pontuadas pela luz, que também materializa a fogueira. O ator está vestido de uma bermuda e uma camiseta de marca, uma marca que grita em algum momento dentro desse discurso crítico.

Enquanto aguarda o carga de carne que encomendou, o Churrasqueiro discorre sobre variados assuntos. De sua origem de filho do cornudo com a vaca. “O meu pai, o cornudo, morreu queimado, deve ser isso que resolvi ser churrasqueiro”. Passando por reflexões sobre democracia, capitalismo, pobreza, opinião alheia, direito de ter filho.

Mas também define o Encosto: “Eu penso que nenhuma criatura neste mundo tem o direito de fazer o que tu fizeste. Deve ser por isso que tu não consegues reencarnar. Alma penada! Eu sei que todos merecem o perdão, mas eu não sou Cristo, apesar de ter dito que era, sou apenas um cristão discreto”.

O tom é de deboche, há ironias estendidas nas frases e intenções. Nada é demasiadamente denso. Mas instiga o espectador a explorar, e se deixar abalar das convicções arraigadas.

As balizas “cristãs” do que se entende por carne versus espírito avançam por caminhos que remetem para o mundo real ameaçado pela cobiça e pela concentração de riquezas nas mãos de poucos. Uma criatura pode num acesso de fúria fazer voar o nosso belo planeta, expõem as manchetes dos jornais do mundo inteiro, de forma velada ou nem tanto. “Que todas as fúrias do céu caiam sobre a raça dos poderosos! Que rolem as cabeças dos ditadores e dos delatores diante dos meus pés”, pontua Auxivites a certa altura.

Júnior Sampaio em O Churrasco. Foto: CMV / Divulgação

Cena despojada da montagem do português de Salgueiro.         Foto: CMV / Divulgação

Em O Churrasco, a literatura dramática atua como principal elemento organizador da encenação. Mas a alocução construída clama por ser chocalhada pelos possíveis coautores da escritura teatral, o público. O autor/ intérprete convoca a plateia a produzir significações e exercer sua liberdade para não aceitar os sentidos unívocos captados à primeira camada.

A arte de Júnior Sampaio trabalha com pequenos mecanismos contra a alienação. Sua dramaturgia formada por três dezenas de peças não descarta o divertimento, nem a ludicidade, mas persegue o essencial de uma apreciação do mundo e da crítica ao humano.

As frases de efeito do texto, as alusões a conceitos de pecado e perdão funcionam como trampolim para outras transgressões. Com sotaque português e alma que eletriza, Sampaio ficcionaliza suas demandas artísticas para tratar da vida.

O ator fisga em pequenos gestos, detalhes, coreografias corporais a sua fome de palco. E dispara em palavras as urgências políticas para nos assustar com o contemporâneo. “Todos nós temos uma ambiguidade”, vomita lá o Churrasqueiro. Para depois considerar: “Nem todo ser humano é humano”. Temo chegar a concordar com essa conclusão do filho da vaca com o cornudo. Enquanto aprecio o sobrevoo que esse intérprete cativante faz sobre os aspectos da prática da cena contemporânea na companhia de figuras como Samuel Beckett e Eugène Ionesco.

FICHA TÉCNICA
Texto, músicas, encenação e vivência cênica: Júnior Sampaio
Supervisão cênica, cenografia e pintura cenográfica:Leonardo Brício
Desenho de luz:Leonardo Brício e Júnior Sampaio
Técnicos de luz:Luciana Raposo e João Guilherme de Paula

SERVIÇO
O Churrasco – ENTREtanto TEATRO (Valongo/Portugal)
Onde: Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru)
Quando: Dia 20 de janeiro de 2017 (sexta-feira), às 20h
Quanto: R$: 10,00 (Inteira) e 5,00 (Meia)
Classificação etária: a partir dos 12 anos
Duração:50 min.
Classificação etária:a partir dos 12 anos

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Um programa de muitos Janeiros

Programa reúne atrações de teatro adulto e infantil, dança, música, oficinas, etc.

Evento reúne atrações de teatro adulto e infantil, dança, música, oficinas, etc. de 12 a 29 deste mês

O Janeiro de Grandes Espetáculos são muitos. Do tempo percorrido: 23. Muitas camadas desse percurso que revelam contradições. Da trindade que está à frente desse festival: Paulo de Castro, Paula de Renor, Carla Valença. Não é um Janeiro de Grandes Espetáculos, mas pelo menos três. No seu núcleo duro convivem a paixão plena pelo teatro, a lucidez para perceber o mercado. O cabe tudo.

Não é um programa que siga uma linha curatorial clara, bem definida, ou se comporte dentro de um tema, de uma reflexão, de uma provocação. Não! É um festival que tem ranço de velho. E audácia de novo. Misturado, a cada ano resulta numa coisa. Até agora tem atraído uma pequena multidão ao teatro neste primeiro mês de cada ano. 

São 58 atrações que se apresentam entre 12 e 29 deste mês, em palcos do Recife e Caruaru. Produções de teatro adulto, teatro para a infância, dança, circo, shows musicais e duas leituras dramatizadas. Lançamento de um acervo online do Balé Popular do Recife e um vídeo documentário, uma exposição de quadros do artista Cleusson Vieira, três oficinas e um workshop.

Há ainda a programação paralela que reúne mais dez espetáculos ou performances diferentes, entre elas a estreia de A Gaivota, de Tchékhov, com elenco formado por atores-alunos do Curso de Interpretação para Teatro do SESC Piedade e mostras no Espaço O Poste, Teatro Mamulengo e Espaço Cênicas, três saraus de artes, do Grupo de Teatro João Teimoso, e o lançamento de uma videodança e pesquisa da Cia. Etc. O festival ocupará 14 teatros/espaços culturais diferentes no Recife e Caruaru.

Pelos números, parece que não existe crise. 

Realizado pela Apacepe (Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco), o trio de produtores (Carla Valença, Paula de Renor e Paulo de Castro), garante que o que sustenta, dá consistência e viabiliza esse festival tão diverso é a cumplicidade com os artistas pernambucanos, que ao longo das últimas edições têm topado parcerias.

O orçamento até agora é de R$ 600 mil (no ano passado, R$ 900 mil foram captados) a partir do incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, através do Funcultura, co-patrocínio da Prefeitura do Recife e apoio do SESC Pernambuco.

Não é possível acompanhar tudo. Alguns espetáculos se chocam em horário. Então cada um faça o seu Janeiro. Construa sua programação.

Algumas sinalizações: de teor político, shows musicais, infantis, estreias, comédias ou musicais, convidados, portugueses…

Sebá Alves é o homenageado do Janeiro de Grandes Espetáculos e protagoniza o musical Olha pro Céu Meu Amor

Sebá Alves é o homenageado do Janeiro de Grandes Espetáculos e protagoniza a peça Olha pro Céu Meu Amor

Algumas montagens ganham relevância por seu viés políticos e pelas conexões que qualquer pessoa minimamente atenta pode fazer com a realidade. Olha Pro Céu, Meu Amor, do saudoso dramaturgo e diretor Vital Santos, com o Grupo Feira de Teatro Popular, abre a programação. Uma encenação que trata de resistências e sonhos, com o ator, produtor teatral e mamulengueiro Sebastião Alves, o Sebá, natural de Sertânia mas cidadão de Caruaru, que o homenageado desta edição. As duas montagens do Coletivo Grão Comum e Gota Serena: pa(IDEIA) – Pedagogia da Libertação, que enfoca a prisão do professor Paulo Freire em 1964, traça paralelo com o Brasil de hoje e as contradições da educação e h(EU)stória – o Tempo em Transe, que desvela o universo apocalíptico, caótico e profético do cineasta Glauber Rocha.

E o aguardado musical O Avesso do Claustro, da Cia. do Tijolo (SP), que revela um pouco do legado de Dom Helder Câmara, arcebispo emérito de Olinda e Recife, um incentivo às utopias para criar novas realidades em tempos tao sombrios. Veja matéria em que adiantamos a vinda de O Avesso do Claustro: Peça sobre Dom Helder Camara vem ao Janeiro 

Podemos acrescentar outras encenações com algum traço de crítica política, social, econômica. Puro Lixo, o Espetáculo Mais Vibrante da Cidade, que celebra o Grupo de Teatro Vivencial, ícone da irreverência dos anos 1970, em encenação de Antonio Cadengue; Ossos, do Coletivo Angu de Teatro sobre o compromisso de um escritor gay com os restos mortais de seu amante. E o solo da atriz Soraya Silva, Olhos de Café Quente, que trata da presença feminina negra, a partir do cruzamento do universo de Carolina Maria de Jesus, escritora e catadora de papel, com a poesia de Elisa Lucinda que frutifica numa alma política.

Ou o arremesso político mais direto com O Mascate, a Pé Rapada e os Forasteiros, pela Cia. de Artes Cínicas Com Objetos, do município do Paulista, que explora com teatro de objetos os desgovernos das cidades de Olinda e Recife. E A Mulher Monstro, com o ator José Neto Barbosa, da S.E.M. Cia. de Teatro, que leva aos palcos as vozes intolerantes que foram às ruas ou bateram panelas, a partir de um conto de Caio Fernando Abreu.

Dessa conotação mais política faltou Retomada, do Grupo Totem, uma potente performance em que pulsam as indignações desses tempos tenebrosos. Criada a partir de pesquisa com povos indígenas do Nordeste – Pankararu, Xucuru e Kapinawá – o espetáculo traz a marca da urgência, da luta e da união. Ter ficado de fora da programação foi um erro reconhecido pela produção do JGE, que como pedidos de desculpas já convidou a montagem da trupe de Fred Nascimento para integrar o Janeiro de 2018. 

A Dispersos Cia. de Teatro vem com a colorida montagem Severinos, Virgulinos e Vitalinos; Agrinez Melo explora suas próprias memórias em Histórias Bordadas em Mim e A Rã, da Cia. Animatos Invictus, de Olinda leva os efeitos do medo para a cena.

Mônica Lage Cunha em O Príncipe Feliz. Foto: Leandro Fernandes

Mônica Lage Cunha em O Príncipe Feliz. Foto: Leandro Fernandes

Para a criançada minha principal curiosidade fica por conta da montagem portuguesa de O Príncipe Feliz, Oscar Wilde, de Paulo Lage. Na programação também constam Chico e Flor Contra os Monstros na Ilha do Fogo, desvendando lendas e histórias encantadas do Rio São Francisco, da Cia. Biruta de Petrolina; Vento Forte Para Água e Sabão, da Companhia Fiandeiros de Teatro, do Recife e Brinquedos & Brincadeiras, da Chocolate Produções Artísticas, sobre sonhos, medos e desejos de um grupo de crianças em meio a jogos e brinquedos.

As estreias desta edição são 10 no total: Alguém Pra Fugir Comigo, do Resta 1 Coletivo de Teatro; Martelada, solo do ator e escritor Claudio Ferrario na pele de um velho Mateus de cavalo-marinho; DORalice, da Cia. 2 Em Cena de Teatro, Circo e Dança, sobre o abuso sexual intra-familiar, sem texto falado; Terror e Miséria no Terceiro Reich – O Delator, clássico de Bertolt Brecht, sob direção de José Francisco Filho, da Circus Produções Artísticas, com os atores Germano Haiut e Stella Maris Saldanha. Além dos espetáculos de dança Microclima, com Iara Campos; Grito, do Coletivo Soma; e Amor, Segundo as Mulheres de Xangô, solo de Maria Paula Costa Rêgo brindando os 20 anos de criação do Grupo Grial.

Peça coreográfica é inspirada em conto fantástico de Hermilo Borba Filho. Foto: Danio Galvão / Divulgação

Peça coreográfica é inspirada em conto fantástico de Hermilo Borba Filho. Foto: Danio Galvão / Divulgação

Enchente, provocação de Flávia Pinheiro sobre catástrofes migratórias tendo como mote um conto do escritor Hermilo Borba Filho é uma boa dica da programação de dança, que este ano reúne Dúvido, da Companhia Sopro-de-Zéfiro, do município do Jaboatão dos Guararapes, que reflete coreograficamente sobre o que nos espera após o fim. A Cia. Etc. investe no humor em Os Superficiais, a partir do mundo de cópias na mídia. O Balé Popular do Recife comparece com o clássico Nordeste, a Dança do Brasil, para celebrar 40 anos; o Bacnaré (Balé de Cultura Negra do Recife) comemora 31 anos de Resistência na Dança Afro. Já Segunda Pele, do Coletivo Lugar Comum, discute padrões dominantes na sociedade; e Tijolos de Esquecimento, com o Acupe Grupo de Dança envereda pelo universo urbano.

Entre convidados de outros estados, o solo OE, de Eduardo Okamoto (SP), um delicado poema cênico inspirado na obra do escritor japonês Kenzaburo Oe; Stereo Franz, do coletivo [pH2]: estado de teatro (SP), expõe os conflitos de um homem que é incapaz de argumentar qualquer coisa a seu favor e Cabaré da Humanidade, da Niño de Artes Luiz Mendonça (RJ), uma comédia musical com a atriz Ilva Niño, de 83 anos (viúva do teatrólogo Luiz Mendonça, que empresta nome ao teatro no Parque Dona Lindu), que resgata a estrutura do teatro de revista em perspectiva crítica da realidade brasileira.

Uma Janela Portuguesa forma a vertente internacional do JGE. As produções vêm das cidades de Lisboa e Valongo. O importante grupo Comuna Teatro de Pesquisa, dirigido pelo encenador João Mota em Lisboa, com 45 anos de atuação traz três espetáculos do seu repertório: Do Desassossego, que destaca a escrita de Fernando Pessoa; Homenagem a João Villaret, um artista do teatro de revista à portuguesa; e Bão Preto, sopro de esperança voltado às crianças a partir dos seis anos. Outra peça para os pequenos O Príncipe Feliz, Oscar Wilde, de Paulo Lage, que toca na impossibilidade do amor. O nosso português pernambucano, o ator e encenador Júnior Sampaio, do ENTREtanto TEATRO, de Valongo, interpreta uma estranha figura em O Churrasco.

Shows musicais são 12, dos quais nove ocupam o Teatro de Santa Isabel: Sons da Latada, de Josildo Sá; Porcelana, com Alaíde Costa e Gonzaga Leal; Cristina Amaral interpreta Núbia Lafayette em Para Núbia, com amor, Cristina, com roteiro e direção de Cleodon Coelho; vários artistas celebram o forrozeiro Accioly Neto; homenagem a Antônio Maria com Dalva Torres e Xico de Assis; Margareth Menezes canta Sivuca, Dominguinhos e Luiz Gonzaga, com participação do sanfoneiro Beto Hortis; Romero Ferro com Arsênico; Spok Quinteto, Elyanna Caldas e Claudionor Germano; e Angu de Canções, com Juliano Holanda e atores do Coletivo Angu.

Além desses ainda tem Estesia, produção que arranja processamentos eletrônicos em diálogo com a luz; Sheyla Costa com repertório de Elis Regina e uma noite psicodélica com Zé da Flauta e a banda Ave Sangria. Algumas dessas atrações são repetidas ano a ano. Além de Juliano Holanda ainda falta o sangue novo da música pernambucana ou nacional.

O circo é representado por Picadeiro Pernambuco – A Tradição Milenar, do Centro Carcará, do Cabo de Santo Agostinho; e como convidado do Festival Estudantil de Teatro e Dança, Viva La Vida, do Coletivo Multus, espetáculo de teatro performático a partir do universo da pintora mexicana Frida Kahlo.

Duas leituras dramatizadas estão na programação e acontecem no Teatro Arraial Ariano Suassuna. A inédita Três Tristes Gregas…, de Moisés Neto, e Medea – O Evangelho, de Albemar Araújo,

Walmir Chagas leva seu velho palhaço à Caruaru. Foto: Wellington Dantas

Walmir Chagas leva seu velho palhaço à Caruaru. Foto: Wellington Dantas

Em Caruaru, a programação do JGE ocorre entre 20 e 28 de janeiro, a partir de uma parceria com o SESC Pernambuco. Participam as produções Cabaré da Humanidade, do Niño de Artes Luiz Mendonça (RJ), uma peça de teatro de revista; O Churrasco, da ENTREtanto TEATRO (Valongo/Portugal), com o ator Júnior Sampaio; Saudosiar… A Noite Insone de Um Palhaço…, resultado de uma parceria da Paulo de Castro Produções Artísticas e Fafe Cidade das Artes, com do multiartista Walmir Chagas; Angelicus Prostitutus, com o Grupo Matraca de Teatro e SESC Piedade; e a peça caruaruense Olha Pro Céu, Meu Amor, do Grupo Feira de Teatro Popular, com parte das homenagens ao artista Sebá.

Os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente pelo site www.compreingressos.com (Fone: 2626 2605), ou na Central de Vendas funciona no Teatro de Santa Isabel, diariamente das 9 às 16h, nos dias antes do evento. Maiores informações na Apacepe: 3421 8456 ou www.janeirodegrandesespetaculos.com.

A seguir a programação completa, com detalhes de cada atração fornecida pela produção.

PROGRAMAÇÃO RECIFE

DIA 12 DE JANEIRO DE 2017 (QUINTA-FEIRA), 20H.

Teatro de Santa Isabel, R$ 40 e R$ 20

Sebá Alves (deitado) em Olha pro Céu meu amor. Foto: Antonio Roque

Sebá Alves (deitado) em Olha pro Céu meu Amor. Foto: Antonio Roque

Olha Pro Céu, Meu Amor Grupo Feira de Teatro Popular (Caruaru/PE)

Quando viaja ao Rio de Janeiro para realizar o sonho de encontrar o “Rei” Roberto Carlos e convencê-lo a gravar algumas de suas músicas, o compositor Bom Cabelo já é famaso em Caruaru. Mas na Cidade Maravilhosa a realidade é bem diferente. Para sobreviver ele tem que se virar com o subemprego. O afeto é alimentado pelos Correios nas cartas semanais da mãe Guió, que chora as saudades e teme pelo desmoronamento do núcleo familiar. A peça do dramaturgo e diretor Vital Santos estreou em sua versão original em 1983.
Duração: 1h20
Classificação etária: a partir dos 14 anos
Texto, direção, projeto de iluminação e cenografia: Vital Santos
Trilha sonora: Jadilson Lourenço
Coordenador de cena: Gabriel Sá
Figurinos: Iva Araújo
Confecção de figurinos: Sônnia Cursino
Confecção de cenário: Gilmar Teixeira
Montagem de palco e luz: Edu Oliveira, Marcelo Mota e Gilmar Teixeira
Execução de luz, assistente de produção e direção: Edu Oliveira
Sonoplastia: Marcelo Mota
Contrarregragem: Zi Rodrigues
Produção: Sebá Alves
Músicos: Jadilson Lourenço, Felipe Gonçalves, João Vítor Lourenço (violões) e Carlinhos Aril (percussão)
Elenco: Sebastião Alves (Sebá), Jô Albuquerque, Adeilza Monteiro, Luzia Feitosa, Charlene Santos, Gabriel Sá, Walter Reis, Rafael Amâncio, Ary Valença, Matheus Silva e Gilmar Teixeira

DIA 13 DE JANEIRO DE 2017 (SEXTA-FEIRA), 20H,

Teatro Hermilo Borba Filho, R$ 30 e R$ 15

Montagem é inspirada em obra de Italo Calvino. Foto: Rogério Alves/Divulgação

Montagem é inspirada em obra de Italo Calvino. Foto: Rogério Alves/Divulgação

Tijolos de Esquecimento – Acupe Grupo de Dança (Recife/PE)

Uma imersão no imaginário urbano a partir da obra Cidades Invisíveis, do escritor italiano Italo Calvino, onde a cidade deixa de ser um conceito geográfico para se tornar o símbolo complexo e inesgotável da existência humana. A memória, as identificações, as disputas, as ruas, becos e esquinas, o afeto, o abandono, a transgressão e as contradições estão neste trânsito congestionado, desordenado, pertencente ao espaço urbano.
Duração: 50 min.
Classificação etária: a partir dos 18 anos
Direção: Paulo Henrique Ferreira
Coreografias: O grupo em processo colaborativo
Direção de arte: Marcondes Lima
Dramaturgia e texto: Flávia Gomes
VJ e criação de vídeos: Alberto Saulo
Sonoplastia: Rodrigo Porto Cavalcanti
Iluminação: Luciana Raposo
Intérpretes-criadores: Anne Costa, Henrique Braz, Jadson Mendes, Silas Samarky e Valéria Barros

DIAS 13 (SEXTA-FEIRA), ÀS 19H E 14 DE JANEIRO DE 2017 (SÁBADO), ÀS 18H

Teatro Marco Camarotti (SESC Santo Amaro), R$ 30 e R$ 15

Jr. Sampaio em O Churrasco. Foto: Joao Guilherme de Paula

Júnior Sampaio em O Churrasco. Foto: João Guilherme de Paula

O ChurrascoENTREtanto TEATRO (Valongo/Portugal)

Em algum lugar, aparece do nada um estranho churrasqueiro, filho do cornudo com a vaca, possuidor de dois “eus” e um Encosto, com sonho de ser… e a realidade de fazer churrasco. O churrasqueiro, batizado com o nome de Auschwitz, após arrotar no seio esquerdo da sua mãe, carrega o seu próprio nome como Cristo carrega a cruz. Não podendo lutar contra o destino traçado pelas Parcas, este estranho churrasqueiro aguarda, sempre a lutar com o seu “anjo da guarda”, a chegada da carne, como as personagens de Beckett esperam Godot. A espera, a procura e o nada!
Duração: 50 min.
Classificação etária: a partir dos 12 anos
Texto, músicas, encenação e vivência cênica: Júnior Sampaio
Supervisão cênica, cenografia e pintura cenográfica: Leonardo Brício
Desenho de luz: Leonardo Brício e Júnior Sampaio
Técnicos de luz: Luciana Raposo e João Guilherme de Paula

DIA 13 DE JANEIRO DE 2017 (SEXTA-FEIRA), 20H,

Teatro de Santa Isabel, R$ 40 e R$ 20

Petrúcio Amorim participa da homenagem a Accioly Neto. Foto: Divulgação

Petrúcio Amorim participa da homenagem a Accioly Neto. Foto: Divulgação

Meu Forró – Homenagem a Accioly Neto – Sociedade dos Forrozeiros Pé de Serra e Ai (Recife/PE)

O show homenageia o cantor e compositor Accioly Neto, natural de Goiana, falecido no ano 2000, autor de sucessos como Espumas ao Vento, Lembrança de Um Beijo e A Natureza das Coisas, entre tantas outras canções. Reunindo amigos no palco, a apresentação musical aproveita o relançamento este ano do último CD gravado por Accioly Neto, ainda em 2001, intitulado Meu Forró, pela gravadora Special, agora sob a iniciativa da Passadisco. O projeto também vem valorizar o ritmo regional e vinculado à tradição cultural, o forró pé-de-serra, oferecendo ao público o que de melhor existe no gênero.
Duração: 1h30
Classificação etária: livre
Produção: Tereza Accioly
Supervisão: Luciana Dantas
Direção cênica: Talitha Accioly
Direção técnica: Tereza Accioly e Luciana Dantas
Iluminação: Natalie Revôredo
Músicos: Petrúcio Amorim, Rogério Rangel, André Macambira, Irah Caldeira e Santanna, o Cantador, Bia Marinho e o grupo Encanto e Poesia

DIAS 13 E 14 DE JANEIRO DE 2017 (SEXTA-FEIRA E SÁBADO), 20H,

Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu), R$ 60 e R$ 30

IIlva Nino lidera elenco de teatro d revista. Foto: Daryan Dornelles

IIlva Nino (ao centro) lidera elenco de teatro d revista. Foto: Daryan Dornelles

Cabaré da Humanidade – Niño de Artes Luiz Mendonça (Rio de Janeiro/RJ)

Comédia musical que resgata a estrutura do teatro de revista, utilizando-se da história, da sátira, da picardia, dos acontecimentos do cotidiano e muita música para criticar, de forma bem-humorada, a sociedade atual. No enredo, Deus e Lúcifer empreendem um embate desde a expulsão deste último do Reino dos Céus até os dias atuais, passando pela pré-história, Grécia, Roma, Idade Média, Renascimento, Iluminismo e Revolução Industrial, e tocando em temas como a aristocracia, a burguesia e o proletariado, guerras mundiais, cinema, teatro e atualidades. Tudo isso acontecendo num famoso inferninho da Lapa, o Cabaré de Madame Satã.
Duração: 1h30 (com breve intervalo entre os dois atos)
Classificação etária: a partir dos 14 anos
Texto: Luiz Carlos Niño
Músicas: Luiz Carlos Niño e Núbia Moreira
Direção: Ilva Niño e Josué Soares
Direção musical: Lucina
Coreografia: Jandir Di Angelis
Cenografia: Vera Monteiro
Iluminação e operação de som: Josué Soares
Operador e montador de luz: Celso Rodrigues
Arranjos musicais: Lucina e Saulo Battesini
Vinhetas musicais: Beto Menezes
Produção musical e instrumentos: Saulo Battesini
Visagismo: Ilva Niño
Elenco: Ilva Niño, Bruno de Aragão, Flávio Lázaro, Júlio Wenceslau, Márcia Valéria, Rita Grego, Rodrigo Telles e Vera Monteiro

DIAS 14 E 15 DE JANEIRO DE 2017 (SÁBADO E DOMINGO), 16H30,

Teatro Apolo, R$ 20 e R$ 10

Miguel Sermão em Bão-Preto. Foto: Teatro do Comuna

Miguel Sermão em Bão-Preto. Foto: Teatro do Comuna

Bão Preto – Comuna Teatro de Pesquisa (Lisboa/Portugal)

Numa sociedade em ruínas, em que reina o terror da guerra e a agressão brutal que covardemente destrói tudo, a vida torna-se uma impossibilidade. Contudo, entre as ruínas e a desordem, nasce sempre uma esperança jovem, e sempre nova, que acorda e desperta todos os dias para contrariar aquele horror. O Bão, personagem criada por João Mota e agora recriada por Miguel Sermão, acredita que do nada se pode sonhar e fazer o futuro; e que temos de alimentar sempre a criança que habita em nós. Precisamos gostar de nós próprios para assim podermos estar com os outros. É urgente acreditar e transgredir, porque a revolução começa na gente.
Duração: 1h
Indicação etária: a partir dos 06 anos
Versão cênica e encenação: João Mota
Direção técnica e músico: Hugo Franco
Técnico de montagem: Paulo Serra
Apoio ao guarda-roupa: Madalena Rocha
Assistência geral: Cremilde Paulo
Gabinete de produção Comuna: Rosário Silva e Carlos Bernardo
Produção executiva da itinerância: Andrêzza Alves e Rosário Silva
Intérprete: Miguel Sermão

DIAS 14, 15, 21, 22, 28 E 29 DE JANEIRO DE 2017 (SÁBADOS E DOMINGOS), 18H,

Teatro Arraial Ariano Suassuna, R$ 30 e R$ 15 para cada sessão – ESTREIA

Stella Maris Saldanha e Germano Haiut. Foto: Rento Filho

Stella Maris Saldanha e Germano Haiut. Foto: Rento Filho

Terror e Miséria no Terceiro Reich – O Delator – Circus Produções Artísticas (Recife/PE)

Obra escrita entre 1935 e 1938 pelo dramaturgo e poeta alemão Bertolt Brecht fazendo uso de recortes de jornal, notícias recebidas da resistência – ele vivia então na Dinamarca –, rádio ou qualquer forma que pudesse levar a informação além das fronteiras do Reich. A partir do trecho O Delator, sobre um casal de classe média em busca do filho que saiu de casa, exatamente quando a Alemanha vive a opressão do ditador Hitler, Brecht nos força a enxergar, mais do que o retrato de uma década mergulhada em equívocos, a decadência de toda uma sociedade sufocada pelo terror.
Duração: 50 min.
Classificação etária: a partir dos 16 anos
Texto: Bertolt Brecht
Encenação, adaptação e produção executiva: José Francisco Filho
Assistente de direção e sonoplastia: Ricardo Vendramine
Iluminação: Eron Villar
Direção de arte: Eduardo Ferreira
Elenco: Germano Haiut e Stella Maris Saldanha

DIA 14 DE JANEIRO DE 2017 (SÁBADO), 20H,

Teatro de Santa Isabel, R$ 40 e R$ 20

Spok Quinteto. Fot: Divulgação

Spok Quinteto. Fot: Divulgação

Mistura Fina – Elyanna Caldas, Spok e Claudionor Germano 
Paulo de Castro Produções Artísticas (Recife/PE)

Abertura com a pianista Elyanna Caldas que executa peças de Ernesto Nazareth. Na sequência, o maestro Spok, acompanhado por quatro músicos, revela o caráter mais intimista do seu Quinteto Spok num repertório repleto de frevos de rua, canção e bloco, baiões, caboclinhos e cirandas, em roupagem onde a liberdade dos instrumentistas também se faz presente. E, para encerrar esta Mistura Fina, o cantor Claudionor Germano entra em cena tendo como convidados Expedito Baracho, Bozó, Beto do Bandolim e George Rocha para interpretar canções do mestre Capiba.
Duração: 1h30
Classificação etária: livre
Direção geral e produção: Paulo de Castro
Músicos: Elyanna Caldas (piano), Spok (sax), Adelson Silva (bateria), Renato Bandeira (viola), Beto Hortis (sanfona), Hélio Silva (baixo), Claudionor Germano (voz), Expedito Baracho (voz), Beto do Bandolim (bandolim), Bozó (violão de 7 cordas) e George Rocha (percussão)

DIAS 15, 22 E 29 DE JANEIRO DE 2017 (DOMINGOS), 10H,

Teatro Boa Vista (Colégio Salesiano), R$ 20 (preço único promocional)

A direção cênica é de Jorge Féo, que também é autor do texto junto com Rosa Félix. Foto: Divulgação

A direção cênica é de Jorge Féo, que também é autor do texto junto com Rosa Félix. Foto: Divulgação

Brinquedos & Brincadeiras – Chocolate Produções Artísticas (Recife/PE)

Inspirada no cotidiano da infância, a montagem trata da importância da amizade a partir das brincadeiras de cinco crianças que discutem assuntos, temores, desejos e sonhos do universo infantil. Num cenário com referências lúdicas de uma cidade colorida e utilizando brinquedos como mote para o jogo cênico entre elas, o público vai acompanhando uma sucessão de músicas autorais e cantigas conhecidas de domínio público, numa mistura com passos dos ritmos modernos e da cultura popular nordestina. E tudo é motivo para se divertir!
Duração: 1h
Classificação etária: livre
Texto e letras das músicas: Rosa Félix e Jorge Féo
Direção cênica, produção executiva e concepção de cenário e figurinos: Jorge Féo
Direção musical, arranjos e instrumentação: Henrique Macedo
Coreografias: Jennyfer Caldas
Confecção de cenário e adereços: Henrique Celibi, Antônio Olivier e Sara Paixão
Confecção de figurinos: Henrique Celibi
Iluminação: Antônio Antunes e Jorge Washington
Música Garotada do Brasil: Palhaço Chocolate
Produção geral: Chocolate Produções Artísticas e Teatro Boa Vista
Elenco: Ulisses Dornelas, Gabriela Melo, Gabriela Amarela, Tarcísio Vieira, Ítalo Lima, Beatriz Cavalcanti, Alessandra Santos, Ariane Gomes, Eddy Barbosa, Henrique Braz, Jares Santos e Jorge Kildery

DIA 15 DE JANEIRO DE 2017 (DOMINGO), 19H,

Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu), R$ 20 e R$ 10

Bacnaré. Foto: Fernando Azevedo/Divulgação

Bacnaré. Foto: Fernando Azevedo/Divulgação

Bacnaré: 31 Anos de Resistência Balé de Cultura Negra do Recife (Bacnaré) (Recife/PE)

O Balé de Cultura Negra do Recife (Bacnaré) traz para o palco um espetáculocom a essência da matriz africana cenicamente preservada, proporcionando ao público uma experiência sensorial única . A obra coreográfica, com trilha sonora ao vivo e cenas de quatro montagens anteriores, Plural Brasil, Sangue Africano, Sons da África e Memórias, mostra um pouco das histórias de luta para manter a cultura negra e popular sempre viva na cabeça e no coração das pessoas.
Duração: 1h20
Classificação etária: a partir dos 10 anos
Direção: Tiago Batista Ferreira
Coreografias: Antônia Batista e Tiago Batista Ferreira
Figurinos: Antônia Batista
Assistência de figurinos: Gustavo Gomes, Heloneide da Silva, Jaqueline Pascoal e Júlio Roberto
Confecção e adereços: O elenco
Produção: Camila Moraes de Oliveira e Tiago Batista Ferreira
Músicos: Caio César da Silva, Carlos Alberto da Silva, José Rinaldo Alves e Márcio da Silva
Bailarinos: Alessandro Bernardino de Albuquerque, Alexsandro de Oliveira, Alzenita Alves, Camila Moraes de Oliveira, Elexsandro Lopes, Emille de Souza, Everton de Lima, Gláucia Conti, Gustavo Gomes, Heloneide da Silva, Janaína Ramos, Jaqueline Pascoal, José Rinaldo Alves, Juan Nascimento, Júlio Roberto, Kassandra Leite, Islene dos Santos, Leandro da Silva, Mickaella de Melo, Milena da Silva, Mirela da Silva, Raquel dos Santos, Sandro Pascoal, Reginaldo de Miranda, Thamires Bezerra, William da Costa e Rosendo Francisco
Para sempre presente no coração de todos: Ubiracy Ferreira

DIA 15 DE JANEIRO DE 2017 (DOMINGO), 19H,

Teatro de Santa Isabel, R$ 40 e R$ 20

Xico de Assis e Dalva Torres. Foto: Reprodução do Facebook

Xico de Assis e Dalva Torres. Foto: Reprodução do Facebook

Ao Amor, Onde o Amor Foi Demais – Dalva Torres – Paó Produção & Comunicação (Recife/PE)

Neste show, a cantora, compositora e instrumentista Dalva Torres interpreta um dos mais emblemáticos compositores do Brasil, o recifense Antônio Maria, e convida o intérprete Xico de Assis. Juntos, os dois desfilarão uma louvação/tributo a um Brasileiro Profissão Esperança , a um Menino Grande que enganosamente escreveu que ninguém o amava, que ninguém o queria… Mas ele amava a noite que, com largueza, correspondia a esse afeto.
Duração: 1h20
Classificação etária: livre
Repertório: Dalva Torres e Gonzaga Leal
Direção cênica, roteiro, cenografia e figurino (estilo): Gonzaga Leal
Direção musical, regência e arranjos: Caca Barreto
Criação de luz e operação: Natalie Revôredo
Vídeo: Ítalo Lima
Técnico de som: Júnior Evangelista
Roadie: Josué Silva
Produção geral: Jorge Féo
Músicos: Maurício César (piano), Bozó Sete Cordas (violão), Alexandre Rodrigues (clarinete e sax), Caca Barreto (contrabaixo) e Tomás Melo (percussão)
Intérpretes: Dalva Torres e Xico de Assis (participação especial)

DIA 15 DE JANEIRO DE 2017 (DOMINGO), 19H,

Teatro Marco Camarotti (SESC Santo Amaro), R$ 30 e R$ 15

Foto: Jorge Almeida

José Neto Barbosa em A Mulher Monstro, peça inspirada em Caio Fernando Abreu. Foto: Jorge Almeida

A Mulher Monstro – S.E.M. Cia. de Teatro (Sentimento, Estéticas e Movimento) (Recife/PE)

A peça trata a atualidade político-social do Brasil através da figura de uma burguesa perseguida pela própria visão intolerante da sociedade, sem saber lidar com a solidão e as relações num tempo de ódio e golpe vistos sem vergonha. Baseada no conto Creme de Alface, de Caio Fernando Abreu, escrito durante a ditadura militar e ainda tão atual, a montagem traz ainda uma colagem de opiniões da internet, ruas e posturas de figuras públicas para revelar esta mulher monstro fabricada pelas grandes cidades.
Duração: 1h10
Classificação etária: a partir dos 16 anos
Dramaturgia, encenação, cenografia, figurino e atuação: José Neto Barbosa
Iluminação: Sérgio Gurgel Filho e José Neto Barbosa
Maquiagem: Diógenes e José Neto Barbosa
Assistência de cenografia e palco: Anderson Oliveira
Sonoplastia e desenho de som: Ágata Marcomini, Diógenes, José Neto Barbosa e Mylena Sousa

DIA 15 DE JANEIRO DE 2017 (DOMINGO), 20H30,

Teatro Hermilo Borba Filho, R$ 30 e R$ 15

A Rã. Foto: Ralf Fernandes

Claudio Lira e Diego Lucena em A Rã. Foto: Ralf Fernandes/ Divulgação

A Rã – Cia. Animatos Invictus (Olinda/PE)

As paredes respiram, modificando-se, e abrem espaço para as cenas que vão surgindo neste espetáculo bastante sensorial. Dois guardiões guiam o público por esse labirinto vivo enquanto contam a história do conto A Rã, de Hermilo Borba Filho, e filosofam sobre o medo através de excertos de Goethe, Poe, Lorca e Shakespeare, entre outros autores.
Duração: 50 min.
Classificação etária: a partir dos 16 anos
Dramaturgia (a partir das obras de Hermilo Borba Filho, Aristófanes, Edgar Alan Poe, Shakespeare, Goethe, Osman Lins e Federico García Lorca): Monalisa Rios e Luiz Manuel
Encenação: Luiz Manuel
Direção musical: Luiz Manuel e Alexandehn
Direção de arte e Contrarregra: Charles Eugênio
Contrarregra: Evandro de Mesquita
Iluminação: Natalie Revorêdo
Guitarra (composição de arranjos e gravação): Marcelo Ferreira
Designer de som/operador de áudio: Alexandehn
Produção executiva: Naruna Freitas
Elenco: Claudio Lira e Diego Lucena

DIA 16 DE JANEIRO DE 2017 (SEGUNDA-FEIRA), 20H,

Teatro Arraial Ariano Suassuna, R$ 20 e R$ 10

Albemar Araújo na leitura dramatiza Medea - O Evangelho. Foto: Reprodução do Facebook

Albemar Araújo na leitura dramatiza Medea – O Evangelho. Foto: Reprodução do Facebook

Medea – O Evangelho (Leitura Dramatizada) – Haja Teatro (Recife/PE)

Baseada em Medea, texto de Eurípides, a obra traz como foco a tragédia grega e seu autor maior e narra a trajetória da personagem-título dez anos após a ação de assassinato dos próprios filhos por vingança de amor. Após vagar pela terra, Medea chega ao Olimpo, na carruagem de Apolo, pai do seu pai, e se apresenta para os deuses expondo os fatos de sua ação tresloucada. Numa visão em flashback, a direção procura na força da interpretação promover diálogos lógicos entre Medea e as demais personagens da trama original, mesmo tratando-se de um monólogo.
Duração: 50 min.
Classificação etária: a partir dos 18 anos
Texto: Albemar Araújo, adaptado da obra de Eurípides
Direção: Normando Roberto Santos
Iluminação: Albanita Almeida
Cenografia: Haja Teatro
Figurino: Kattiany Torres
Interpretação: Albemar Araújo

DIA 17 DE JANEIRO DE 2017 (TERÇA-FEIRA),

Teatro de Santa Isabel, 20h, R$ 40 e R$ 20

Romero Ferro em Arsênico. Foto: Reprodução do Facebook

Romero Ferro em Arsênico. Foto: Reprodução do Facebook

Arsênico – Romero Ferro – Rabixco Produtora (Recife/PE)

O show integra a Arsênico Tour do cantor e compositor pernambucano Romero Ferro, que está divulgando pelo país seu primeiro disco batizado de Arsênico, gravado no Fábrica Estúdios, produzido pelo produtor carioca Diogo Strauzs e lançado em 2016. Arsênico é composto de 10 faixas inéditas e completamente autorais, que passeiam pelo soul, funk, rock, dance music e mais diversas outras experimentações. Romero é natural de Garanhuns (PE) e começou a carreira em 2013.
Duração: 1h20
Classificação etária: livre
Direção: Maurício Spinelli e Romero Ferro
Arranjos: Amaro Freitas
Figurino: Carol Silveira
Make: Monique Caires
Luz: Cleison Ramos
Técnico de som: Sérgio Botelho e Vinícius Aquino
Roadie: Mário Zappa
Produção geral: Maurício Spinelli
Músicos: Romero Ferro (voz), Amaro Freitas (teclados), Bruno Lopes (guitarra), Guilherme Eira (baixo), Paulinho Bustorff (percussão) e Pedrinho Ribeiro (bateria)

DIAS 17 E 24 DE JANEIRO DE 2017 (TERÇAS-FEIRAS), 20H,

Teatro Arraial Ariano Suassuna, R$ 20 e R$ 10 – ESTREIA

Iara Campo na performance Microclima. Foto: Danilo Galvão/Divulgação

Iara Campo na performance Microclima. Foto: Danilo Galvão/Divulgação

Microclima – Iara Campos (Recife/PE)

A partir da dança, uma visão sobre estar numa cidade que parece o cenário de um filme distópico: ilhas de calor insuportáveis, trânsito caótico, a natureza que é menosprezada aumentando o mal-estar físico e mental, uma população vítima das políticas públicas e agente das suas próprias escolhas… Como disse René Char: “Movo-me numa paisagem onde revolução e amor fazem discursos desconcertantes”.
Duração: 45 min.
Classificação etária: a partir dos 12 anos
Concepção: Iara Campos e Sebastião Soares
Direção: Sebastião Soares
Música original: Júlio Morais
Figurino: Carlito Person
Design de luz: Eron Villar
Intérprete: Iara Campos

DIAS 17 E 18 DE JANEIRO DE 2017 (TERÇA E QUARTA), 20H,

Teatro Hermilo Borba Filho, R$ 30 e R$ 15 

Foto: Rosário Silva / Divulgação

Espetáculo recria cenas do ator português Foto: Rosário Silva / Divulgação

Homenagem a João Villaret – Comuna Teatro de Pesquisa (Lisboa/Portugal)

João Villaret foi, pelo seu talento, o seu rigor, a sua grande exigência e, sobretudo, pelo grande amor que tinha pela nossa língua, uma figura fundamental da cultura portuguesa do século XX, que soube, como muito poucos, dignificar a atividade do ator em Portugal e dar-lhe uma dimensão ímpar no panorama teatral português de então. Este espetáculo, com dois atores e um músico, pretende recriar algumas das principais peças que compõem a carreira deste ator e divulgador de poesia. É, também, um reencontro com aquilo que a revista à portuguesa teve de melhor na sua qualidade e ousadia, e que a tornou o gênero de teatro mais popular em Portugal durante mais de 80 anos consecutivos.
Duração: 50 min.
Classificação etária: a partir dos 12 anos
Concepção: Carlos Paulo
Interpretação: Carlos Paulo e Tânia Alves
Músico: Hugo Franco
Direção técnica: Hugo Franco
Técnico de montagem: João Monteiro
Gabinete de produção Comuna: Rosário Silva e Carlos Bernardo
Produção executiva da itinerância: Andrêzza Alves e Rosário Silva
Produção local Recife: Companhia Circo Godot de Teatro

DIA 18 DE JANEIRO DE 2017 (QUARTA-FEIRA), 19H,

Teatro Marco Camarotti (SESC Santo Amaro), R$ 30 e R$ 15

Os Superficiais. Foto: Drailton Gomes

Cia. Etc. apresenta Os Superficiais. Foto: Drailton Gomes

Os Superficiais – Cia. Etc. (Recife/PE)

O irreverente espetáculo propõe um jogo ou uma brincadeira que aposta na tão recorrente exposição pessoal, na cópia compartilhada como original, na velocidade e volume da informação, na superficialidade do conteúdo, na interrupção das ações e na dificuldade de manter um só foco de atenção. Do balé de repertório, carnaval, ao programa de auditório, os superficiais vão misturando, interrompendo, passando por cima, juntando destroços e espalhando confetes em cima disso tudo que compõe nossas memórias.
Duração: 1h30
Classificação etária: livre
Direção e trilha sonora: Marcelo Sena
Cenografia: Cia. Etc.
Figurinos: Marcondes Lima
Costura de figurino: Maria Lima
Adereços: Álcio Lins
Consultoria musical: Caio Lima
Vídeo-documentário: Filipe Marcena
Produção: Hudson Wlamir
Elenco: Elis Costa, José W. Júnior, Marcelo Sena e Renata Vieira

DIA 18 DE JANEIRO DE 2017 (QUARTA-FEIRA), 20H,

Teatro de Santa Isabel, R$ 40 e R$ 20

Gonzaga Leal e Alaíde Costa. Geórgia Branco/ Divulgação

Gonzaga Leal e Alaíde Costa. Geórgia Branco/ Divulgação

Porcelana – Alaíde Costa e Gonzaga Leal – Paó Produção & Comunicação (Recife/PE)

Dois artistas unidos pela arte, pela amizade e pelo tempo num show que realizam há mais de dez anos, agora traduzido em CD. Entre a paixão e o poema, a carioca Alaíde Costa e o pernambucano Gonzaga Leal cantam não os seus ofícios, mas os seus vícios. Humano, sobre humano, por isso recorrem à poética de Capiba, Zé Miguel Wisnik, Caetano Veloso, Alceu Valença, Consuelo de Paula, Socorro Lira, João Cavalcanti, entre outros. Cantam por necessidade de se expressarem, de se dizerem, de nos dizer. O show também comemora os 80 anos de uma das mais importantes artistas brasileiras da música, Alaíde Costa.
Duração: 1h20
Classificação etária: livre
Repertório e intérpretes: Alaíde Costa e Gonzaga Leal
Direção cênica, roteiro, cenografia e figurino dos artistas e músicos (estilo): Gonzaga Leal
Assistente de direção cênica: Ceronha Pontes
Direção musical e regência: Cláudio Moura
Arranjos: Maurício César, Adilson Bandeira e Marcos FM
Criação de luz e operação: Cleison Ramos
Vídeo: Ítalo Lima
Técnico de som: Júnior Evangelista
Roadie: Josué Silva
Produção geral: Jorge Féo
Músicos: Maurício Cesar (piano), Cláudio Moura (violão), Alexandre Rodrigues (clarinete e sax), Adilson Bandeira (clarinete), Aristide Rosa (viola nordestina), Fabiano Menezes (violoncelo), Júlio César Mendes (acordeon), Marcos FM (contrabaixo), Tomás Melo e George Rocha (percussão)

DIAS 18 E 25 DE JANEIRO DE 2017 (QUARTAS-FEIRAS), 20H,

Teatro Arraial Ariano Suassuna, R$ 30 e R$ 15 – ESTREIA

Cláudio Ferrário em A Martelada. Foto: Nilton Pereira / Divulgação

Claudio Ferrario em A Martelada. Foto: Nilton Pereira / Divulgação

Martelada Parêa Teatro e Janela Projetos (Recife/PE)

Um velho guardador de mistérios divide suas histórias, memórias, sonhos e devaneios com os que passam por sua casa. Entre a loucura e a sanidade, este homem é um velho Mateus de cavalo-marinho já afastado da brincadeira, mas que diante de um público retoma a energia do palhaço que foi para encenar e reencenar seu inferno peculiar. Inspirado num relato feito por Martelo – um dos mais antigos Mateus de cavalo-marinho de Pernambuco –, o monólogo se conecta com a sabedoria popular de muitas figuras que nos cruzam o caminho e apresenta uma história cheia de realismo fantástico.
Duração: 55 min.
Classificação etária: a partir dos 12 anos
Texto e interpretação: Claudio Ferrario
Direção: Déa Ferraz
Trilha sonora original: Rafa Agra
Iluminação: Rodrigo Oliveira
Sonoplastia: Marcelo Sampaio
Cenotécnico: Mário Almeida
Produção executiva: Dida Maia e Fernanda Ferrario

DIA 19 DE JANEIRO DE 2017 (QUINTA-FEIRA), 19H,

Teatro Marco Camarotti (SESC Santo Amaro), R$ 30 e R$ 15

Foto: Divulgação

Diógenes D. Lima em O Mascate, a Pé-Rapada e os Forasteiros. Foto: Divulgação

O Mascate, a Pé Rapada e os Forasteiros Cia. de Artes Cínicas Com Objetos (Paulista/PE)

Divertido espetáculo que se utiliza da linguagem do teatro de objetos para contar uma versão histórica/fictícia sobre as cidades de Olinda e Recife. Na trama, as duas cidades são um casal (Olinda, a mulher, e Recife, o homem) que com a chegada de forasteiros exploradores (Portugal e Holanda) se vê corrompido por sentimentos de ganância e cobiça. Uma disputa de poder então se estabelece por longo período de tempo, causando desdobramentos cômicos e inusitados.
Duração: 1h
Classificação etária: a partir dos 16 anos
Texto e atuação: Diógenes D. Lima
Supervisão artística: Marcondes Lima e Jaime Santos
Coreografias: Jorge Kildery
Adereços: Triell Andrade e Bernardo Júnior
Iluminação: Játhyles Miranda
Execução de iluminação: Rodrigo Oliveira
Execução de sonoplastia: Júnior Melo
Cenotécnico: Gustavo Oliveira
Gerente de produção: Luciana Barbosa

DIA 19 DE JANEIRO DE 2017 (QUINTA-FEIRA), 20H,

Teatro Apolo, R$ 30 e R$ 15

Sheyla Costa. foto Maristela Martins

Sheyla Costa. Foto Maristela Martins / Divulgação

Sheyla Costa na Pele de Elis e Mais – Associação Satélite (Olinda/PE)

A compositora, intérprete e multiinstrumentista Sheyla Costa, após duas décadas morando na França, apresenta um show relembrando momentos da “Pimentinha” Elis Regina e outras releituras irreverentes de grandes clássicos da música brasileira e francesa, indo do frevo a Chico Science, passando por Edith Piaf. Revela, assim, o encontro de suas culturas musicais. O público também poderá apreciar seu trabalho autoral, com influências múltiplas de todo um percurso artístico e pessoal construído ao longo de 33 anos de carreira, onde a expressividade e força feminina e masculina coexistem harmonicamente.
Duração: 1h30
Classificação etária: a partir dos 12 anos
Músicos: Sheyla Costa (voz e violão), Rodrigo Souza (guitarra elétrica), Ryvson Lacerda (teclado), Filipe de Lima (baixo) e Diego Silva Barros (bateria)
Participação especial: Mahatma (acordeon), André Cruz (guitarra) e Ibrahin Genuíno (trombone)

DIAS 19, 20 E 21 DE JANEIRO DE 2017 (QUINTA, SEXTA E SÁBADO), 20H,

Espaço O Poste, R$ 30 e R$ 15 para cada sessão

Agri Melo em Histórias bordadas em mim. Foto: Rubens Henrique / Divulgação

Agri Melo em Histórias bordadas em mim. Foto: Rubens Henrique / Divulgação

Histórias Bordadas em Mim – Agrinez Melo (Recife/PE)

Um baú, uma borboleta e uma conversa… É assim que se inicia este espetáculo que é um convite para um chá com tareco e um aninhavar de histórias. A personagem é por acaso a própria atriz e, sentada em um baú, conta histórias que viveu em sua vida, bebe da fonte de uma pesquisa no griot, que oralmente inclui o público nas histórias. Uma pausa para um chá, uma música e um mergulho nas histórias de alegrias, amor, dor, morte, vida e saudade…
Duração: 1h
Classificação etária: livre

Atuação, produção, dramaturgia, figurino, cenografia e direção: Agrinez Melo
Assessoria em dramaturgia: Ana Paula Sá
Assessoria em direção: Naná Sodré, Quiercles Santana e Samuel Santos
Concepção musical: Cacau Nóbrega e Talles Ribeiro
Sonoplastia: Talles Ribeiro
Assessoria em toadas: Maria Helena Sampaio (YaKêkêrê do Terreiro Ilê Oba Aganju Okoloyá)
Maquiagem: Vinícius Vieira
Aderecista: Álcio Lins
Cenotécnico: Felipe Lopes
Execução figurino: Agrinez Melo e Vilma Uchôa
Assistente de produção: Nayara Oliveira

DIA 20 DE JANEIRO DE 2017 (SEXTA-FEIRA), 20H,

Teatro de Santa Isabel, R$ 40 e R$ 20

Do desassossego. Foto: J Marques e Ana Neves

Português Carlos Paulo em Do desassossego. Foto: J Marques e Ana Neves / Divulgação

Do Desassossego – Comuna Teatro de Pesquisa (Lisboa/Portugal)

Baseado no Livro do Desassossego, de Bernardo Soares e Fernando Pessoa, este monólogo é interpretado por um ator (Carlos Paulo) e um músico (Hugo Franco). O próprio Fernando Pessoa será o músico, sem palavras, mas recorrendo aos mais variados instrumentos preencherá silêncios, anunciará as mudanças, marcará os ritmos — maestro por excelência — dos seus heterônimos. O ator representa seis personagens que compõem o caleidoscópio de vivências da obra literária: o Escriturário, a Criança, o Mendigo, o Palestrante, Homem/Mulher e Revoltado, numa reflexão sobre um século que teve em Fernando Pessoa um dos seus maiores expoentes, pela clareza, inteligência e a frieza com que soube interrogar e interrogar-nos.
Duração: 1h05
Indicação etária: a partir dos 12 anos
Autoria: Bernardo Soares e Fernando Pessoa
Adaptação: Carlos Paulo
Versão cênica e encenação: João Mota
Operação de luz e som: Paulo Graça
Técnico de montagem: João Monteiro
Gabinete de produção Comuna: Rosário Silva e Carlos Bernardo
Produção executiva da itinerância: Andrêzza Alves e Rosário Silva
Produção local Recife: Companhia Circo Godot de Teatro
Trilha sonora e músico: Hugo Franco
Figurinos e interpretação: Carlos Paulo
Personagem muda: Miguel Sermão e João Monteiro

DIA 20 DE JANEIRO DE 2017 (SEXTA-FEIRA), 20H,

Teatro Hermilo Borba Filho, R$ 40 e R$ 20

Segunda pele. foto: Ju Brainer / Divulgação

Coletivo Lugar Comum faz investigação sobre “cascas” em Segunda pele. Foto: Ju Brainer / Divulgação

Segunda Pele – Coletivo Lugar Comum (Recife/PE)

Quantas peles habitam nosso corpo? Pêlo, casca, casa, cidade, olhar, pudor, prazer, cortes, avessos, toques, sorrisos, sons, leite, vento, chuva, memórias. Este espetáculo leva para a cena corpos em troca de peles, em transformação, em desnudamentos, movimentando entendimentos sobre a diversidade de corpos, pelas infinitas possibilidades do ser, e por tudo que ainda precisa ser discutido sobre padrões vigentes em nossa sociedade.
Duração: 1h
Classificação etária: a partir dos 18 anos
Concepção: Liana Gesteira, Maria Agrelli, Maria Clara Camarotti, Renata Muniz e Sílvia Góes
Preparação corporal: Sílvia Góes
Concepção e criação de figurino: Juliana Beltrão, Maria Agrelli e Maria Ribeiro
Execução de figurino: Xuxu e Fátima Magalhães
Colaboração na execução de figurino: Ilka Muniz e Maria Lima
Trilha sonora original: Rua (Caio Lima e Hugo Medeiros) + convidados (Cyro Morais e Paulo Arruda) + letra de Sílvia Góes
Criação e operação de iluminação: Luciana Raposo
Assistente de iluminação e cenotécnico: Sueides Leal (Pipia)
Execução de cenário: Gustavo Araújo e Marcos Antônio
Produção geral: Vi Laraia
Vídeo: Ju Brainer e Tuca Soares
Intérpretes-criadoras: Liana Gesteira, Maria Agrelli, Maria Clara Camarotti e Renata Muniz

DIA 20 DE JANEIRO DE 2017 (SEXTA-FEIRA), 20H,

Teatro Arraial Ariano Suassuna, R$ 30 e R$ 15

Júnior Aguiar e em paideia. Foto: Rogério Alves - Sobrado 423 / Divulgação

Júnior Aguiar e Daniel Barros em pa(ideia). Foto: Rogério Alves – Sobrado 423 / Divulgação

pa(IDEIA) – Pedagogia da Libertação – Coletivo Grão Comum e Gota Serena (Recife/PE)

Este segundo espetáculo da Trilogia Vermelha narra a prisão do professor Paulo Freire em 1964, o Brasil de hoje e as contradições da educação como temas centrais da obra. A encenação propõe um diálogo – sempre a partir da reflexão social – que não deixa ninguém à margem da vida nacional. Política, dialética e amor servem de estímulo para atingir a libertação através das idéias, e o espectador vai sendo permanentemente colocado a ocupar/desocupar, agir/reagir a cada novo avanço da História.
Duração: 1h30
Classificação etária: a partir dos 14 anos
Pesquisa, roteiro, encenação e iluminação: Júnior Aguiar
Música original: Juliano Muta, Leonardo Vila Nova e Tiago West, com participações de Glauco César II, Aline Borba, Otiba, Geraldo Maia, Paulo Marcondes, Rodrigo Samico, Publius, Hugo Linns e Amarelo
Operação de áudio e luz: Roger Bravo
Terapeuta corporal: Mônica Maria
Maquiadora: Luana Barbosa
Vídeo: Ricardo Maciel
Produção executiva: Andrêzza Alves
Idealização e produção geral: Coletivo Grão Comum e Gota Serena
Elenco: Daniel Barros e Júnior Aguiar

DIA 20 DE JANEIRO DE 2017 (SEXTA-FEIRA), 20H30,

Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu), R$ 40 e R$ 20

Tomás Brandão e Miguel Mendes. Foto: Thiago Gullen / Divulgação

Tomás Brandão e Miguel Mendes. Foto: Thiago Gullen / Divulgação

Estesia – Carlos Filho & PACHKA (Recife/PE)

O encontro do duo PACHKA, formado pelos músicos Miguel Mendes e Tomás Brandão, com o vocalista e compositor da Bandavoou, Carlos Filho, e o iluminador cênico Cleison Ramos. Este projeto, cujo embrião surgiu em dezembro de 2015, propõe um diálogo entre gerações musicais. O público vê, ouve e sente a música em formato de batidas eletrônicas, memórias, afetividades, canções, melodias, ritmos e movimento. Mais do que uma simples reunião de grandes instrumentistas, o espetáculo constrói uma narrativa pautada numa grande força musical, de impactante poder cênico.
Duração: 50 min.
Classificação etária: livre
Músicos: Miguel Mendes (baixo, piano e sintetizadores), Tomás Brandão (guitarra e sintetizadores) e Carlos Filho (vocal)
Iluminação: Cleison Ramos

DIA 21 DE JANEIRO DE 2017 (SÁBADO), 11H E 16H30,

Teatro Marco Camarotti (SESC Santo Amaro), R$ 20 e R$ 10 

Montagem portuguesa de O Príncipe Feliz, de Oscar Wilde. Foto Leandro Fernandes / Divulgação

Montagem portuguesa de O Príncipe Feliz, de Oscar Wilde. Foto Leandro Fernandes / Divulgação

O Príncipe Feliz, Oscar Wilde – Paulo Lage (Lisboa/Portugal)

Com foco nas crianças, a obra trata da impossibilidade do amor. No enredo, uma andorinha, durante a migração para o Egito, encontra uma estátua e resolve se instalar ali mesmo debaixo dela. Noite após noite, a nossa andorinha aceita ser a mensageira de um príncipe que, embora seja conhecido como “O príncipe feliz”, não para de chorar e viver numa tristeza profunda. Esta amizade transformada num amor impossível mostrará às duas personagens e aos espectadores o quão belo é ser generoso.
Duração: 40 min.
Classificação etária: a partir dos 03 anos
Texto: Oscar Wilde
Adaptação: Cátia Terrina e Cheila Lima
Encenação: Paulo Lage
Cenografia: Carlos Nunes
Figurinos: Piedade Costa Pinto
Iluminação: Antônio Gomes
Interpretação: Mônica Lage Cunha e Paulo Lage

DIAS 21 E 22 DE JANEIRO DE 2017 (SÁBADO E DOMINGO), 18H E 20H RESPECTIVAMENTE,

Teatro Apolo, R$ 20 e R$ 10 para cada sessão*

OE Espetáculo inspirado na obra do escritor japonês Kenzaburo Oe Com Eduardo Okamoto Encenação de Marcio Aurelio Dramaturgia inédita de Cássio Pires

OE, espetáculo inspirado na obra do escritor japonês Kenzaburo Oe, com Eduardo Okamoto. Foto: Divulgação

OE – Eduardo Okamoto (Campinas/SP)

Trabalho solo com dramaturgia inspirada na obra do escritor japonês Kenzaburo Oe, especialmente no livro Jovens de Um Novo Tempo, Despertai!. O espetáculo, porém, não dramatiza a ficção do autor nipônico. Encontra nela impulso para a abertura de imaginários. Na história, ao reconhecer a possibilidade iminente da morte, um homem escreve para o seu filho primogênito, que possui severa deficiência intelectual, um livro contendo a definição de todas as coisas existentes no mundo. Neste projeto urgente e impossível, um legado e um sonho: no dia da sua morte, toda a sua experiência acumulada em si fluiria para o espírito inocente do garoto.
Duração: 1h10
Classificação etária: a partir dos 12 anos
Encenação, iluminação, figurino e cenografia: Márcio Aurélio
Dramaturgia: Cássio Pires, inspirado na obra de Kenzaburo Oe
Assistência de direção: Lígia Pereira
Assistência de iluminação: Silviane Ticher
Orientação corporal: Ciça Ohno
Assistente de figurino e cenário: Maurício Schneider
Orientação pedagógica do projeto: Suzi Frankl Sperber
Coordenação técnica: Silvio Fávaro
Assistência de produção: Mariella Siqueira
Direção de produção: Daniele Sampaio e SIM! Cultura
Atuação: Eduardo Okamoto
*Com debate ao final da primeira sessão, abordando o processo criativo do espetáculo, da obra de Kenzaburo Oe e, sobretudo, das relações arte/sociedade.

DIA 21 DE JANEIRO DE 2017 (SÁBADO), 20H,

Teatro de Santa Isabel, R$ 40 e R$ 20

Cristiana Amaral. Foto: Cleodon Coelho / Divulgação

Cristiana Amaral. Foto: Cleodon Coelho / Divulgação

Para Núbia, Com Amor, Cristina – Cristina Amaral  Beck Produções (Olinda/PE)

O ano de 2017 marca os 10 anos da morte de uma das cantoras mais importantes da música romântica: a potiguar Núbia Lafayette. A diva, que se estivesse viva faria 80 anos também em 2017, tem um dos repertórios mais derramados da MPB, no qual se destacam pérolas como Devolvi e Casa e Comida. Para celebrá-la como um dos maiores nomes da nossa música, a cantora Cristina Amaral preparou este show que inclui canções imortalizadas pela artista e realça a forte ligação que ela tinha com o Recife, cidade onde realizou seu último show, dentro da programação do Festival da Seresta.
Duração: 1h10
Classificação etária: livre
Roteiro e direção: Cleodon Coelho
Produção musical: Elvis Pires
Produção artística: Saulo Gouveia
Iluminação: Rai
Figurino: Cassiano Silva
Participação especial: Lilli Rocha e José Barbosa
Músicos: Júnior Cabeleira, Márcio Fênix e Elvis Pires
Intérprete: Cristina Amaral

DIAS 21 E 22 DE JANEIRO DE 2017 (SÁBADO E DOMINGO), 20H E 18H RESPECTIVAMENTE,

Teatro Hermilo Borba Filho, R$ 20 e R$ 10 para cada sessão – ESTREIA

Maria Paula Costa Rêgo. Foto: André Nery / Divulgação

Maria Paula Costa Rêgo. Foto: André Nery / Divulgação

Amor, Segundo as Mulheres de Xangô – Grupo Grial (Recife/PE)

Em comemoração aos 20 anos de história do Grupo Grial e partindo de um estudo chamado Um Corpo Que Conta, desdobramentos de uma caligrafia corporal com cerne nas tradições populares, esta peça coreográfica mergulha nas mitologias que habitam os rituais de herança africana, mais especificamente naquelas sobre o amor de Iansã, Oxum e Obá por Xangô, poesia afro-brasileira. Sem ser um espetáculo de demonstração ritualística, guarda elementos vindos diretamente dos seus lugares de origem, porque possuem uma inerente contemporaneidade.

Duração: 53 min.
Classificação etária: livre
Intérprete-criadora: Maria Paula Costa Rêgo
Direção: Eric Valença
Trilha sonora: Tarcísio Resende
Figurino: Gustavo Silvestre

DIA 22 DE JANEIRO DE 2017 (DOMINGO), 16H30, R$ 20 E R$ 10 – ESTREIA

Teatro Marco Camarotti (SESC Santo Amaro),

Foto: André Ramos

Paula da Tássia em DORalice. Foto: André Ramos /  Divulgação

DORalice – Cia. 2 Em Cena de Teatro, Circo e Dança (Recife/PE)

Brincadeira de casinha e comidinha com Cidinha, a boneca preferida de Alice. A menina também brinca com um amiguinho de pique esconde, pega-pega, amarelinha. Alice e as histórias do Pai e os cuidados da Mainha. Tudo é brincadeira na vida da menina, até que um dia uma mão malvada invade a casinha de Cidinha e tudo muda na vida de Alice. O espetáculo não usa palavras para contar esta história…
Duração: 50 min.
Classificação etária: a partir dos 6 anos
Dramaturgia e encenação: Alexsandro Silva
Direção de arte: Marcondes Lima
Designer de luz: Beto Trindade
Direção musical: Mateus Marques
Direção de movimento: Arnaldo Rodrigues
Adereços: André Ramos
Sonoplasta: Davison Wescley
Apoio técnico: Jerlâne Silva
Operação de luz: Beto Trindade e Cindy Fragoso
Produção executiva: Arnaldo Rodrigues e Alexsandro Silva
Elenco: Arnaldo Rodrigues e Paula de Tássia

DIA 22 DE JANEIRO DE 2017 (DOMINGO), 16H30,

Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu), R$ 20 e R$ 10

Picadeiro. Foto: Léo Caldas / Divulgação

Picadeiro. Foto: Léo Caldas / Divulgação

Picadeiro Pernambuco – A Tradição Milenar – Centro Sócio-Cultural de Promoção à Cidadania – Carcará (Cabo de Santo Agostinho/PE)

O espetáculo traz à cena diversos números circenses sob a melodia de uma banda especialmente formada para tal, reunindo artistas itinerantes, que nasceram e foram criados sob a lona, e jovens artistas de trupes circenses que escolheram o circo como vida e arte. Números de equilíbrio, força, palhaçaria, pirofagia, contorção, música e ilusionismo promovem suspense, entretenimento e encantamento em crianças e adultos de todas as idades.
Duração: 1h
Classificação etária: livre
Roteiro e encenação: Williams Sant’Anna
Produção executiva: Jonas Alcântara e Tiago Marques
Direção musical: Fábio Andrade
Direção de técnica Circense: Danilo Vidal e Jaqueson Santana
Iluminação: Thiago Santos
Músicos: Fábio Andrade, Jorge Guerra, Alan Ameson e Marcos Monte
Elenco: Daniel Velasques, Danilo Vidal, Ivo Amaral, Jaqueline Trindade, Jaqueson Santana, Jonas Alcântara, Mister Braynner, Teresa Cristina, Tiago Marques e Williams Sant’Anna

DIA 22 DE JANEIRO DE 2017 (DOMINGO), 19H,

Teatro de Santa Isabel, R$ 40 e R$ 20

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Balé Popular do Recife. Foto PCR/ Divulgação

Memória em Cena – Balé Popular do Recife 40 Anos – Balé Popular do Recife (Recife/PE)

Dividida em 2 atos, uma noite para homenagear e vivenciar a história desta que é uma das mais importantes companhias de dança de Pernambuco e do Brasil. Pioneiro na criação de uma linguagem e uma metodologia de ensino, a partir das manifestações da cultura popular nordestina, o Balé Popular do Recife formou gerações inteiras de bailarinos e coreógrafos que continuam a perpetuar tanto dançar. No 1º ato desta celebração, as produtoras Carla Navarro e Christianne Galdino vão lançar o acervo online e um vídeo documentário da equipe, frutos de pesquisa contemplada no Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2014. No 2º ato, o elenco atual do Balé Popular do Recife entra em cena com um compacto do seu emblemático espetáculo Nordeste, a Dança do Brasil, retrato dançado dos feitos encantadores desses guerreiros da dança brasileira.
Duração: 1h30
Classificação etária: livre
Projeto Balé Popular do Recife 40 Anos – Estruturação de Acervo e Pesquisa Documental Interativa
Coordenadoras da Pesquisa: Carla Navarro e Christianne Galdino
Pesquisadores: Pedro Pernambuco e Carmen Queiroz
Nordeste, a Dança do Brasil
Direção cênica e coreografia: André Madureira
Assistente de direção: Angélica Madureira
Direção geral: Ângela Fischer
Direção técnica e concepção de iluminação: Marconi Stylebrasil
Trilha sonora: Antúlio Madureira e Antônio Madureira
Figurinos: Lourdes Madureira e Ângela Fischer
Cenário: Walmir Chagas
Operação de luz: José Caetano
Elenco: Angélica Madureira, Andreina Kelly, Cinthya Santos, Marcella Filgueira, Simone Santos, Tita Pereira, Rejane Quitéria, Renata Vieira, Márcio Nascimento, Guilherme Torre, Jefferson Arruda, Marconi Stylebrasil e Júlio Silva

DIA 22 DE JANEIRO DE 2017 (DOMINGO), 18H,

Espaço O Poste, R$ 30 e R$ 15 – ESTREIA

Claudia Soares em A Partida. Foto-Samuel-Santos / Divulgação

Claudia Soares em A Partida. Foto-Samuel-Santos / Divulgação

A Partida – Cláudia Soares (Recife/PE)

Baseado no conto Cícera Condóia, de Ronaldo Correia de Brito, o espetáculo revela a relação de D. Raimunda e sua filha Ciça, numa vila inóspita onde quase todos partiram fugindo da seca que permeava não só a região, mas também qualquer relação estabelecida. Acompanhando a partida das pessoas e reforçando suas memórias, D. Raimunda, entre delírios, certezas e tresvarios, conta suas lembranças de um passado verde, farto e com passagens que deixaram marcas e abandono. Fé e esperança eram o que fortalecia seu apego ao lugar que nasceu, onde viveu alegrias e tristezas e pôde entender que tudo tem seu tempo e que nas escolhas feitas sempre haverá consequências.
Duração: 1h
Classificação etária: a partir dos 16 anos
Texto, adaptação, maquiagem e atuação: Cláudia Soares
Direção e iluminação: Naná Sodré
Figurino: Agrinez Melo
Cenografia: Samuel Santos
Produção executiva: Cláudia Soares e Naná Sodré (O Poste Soluções Luminosas)

DIA 23 DE JANEIRO DE 2017 (SEGUNDA-FEIRA), 20H,

Teatro Arraial Ariano Suassuna, R$ 20 e R$ 10 – ESTREIA

Isa Fernandes, Suzana Costa e Sonia Biebard em Três Tristes Gregas. Foto: Gustavo Túlio / Divulgação

Isa Fernandes, Suzana Costa e Sônia Bierbard em Três Tristes Gregas. Foto: Gustavo Túlio / Divulgação

Três Tristes Gregas… (Leitura Dramatizada) – Metraton Produções (Recife/PE)

Uma releitura da tragédia grega através de três das suas personagens femininas centrais: Fedra, Antígona e Elektra, misturá-las com alcoviteiras, farrapos humanos e vícios, na intenção de atingir o limite entre o justo e o injusto diante dos deuses de Sócrates e das fábulas morais acerca deles, jogando com a ideia de que viver é morrer e querer é viver. A peça não deixa de ser filiada ao drama satírico, tragédia curta próxima ao ditirambo, misturando o grotesco, a seriedade e flertando com o humor.
Duração: 1h
Classificação etária: a partir dos 14 anos
Texto: Moisés Monteiro de Melo Neto
Direção: Cira Ramos
Figurinos e adereços: Xuruca Pacheco
Produção executiva: Mísia Coutinho
Elenco: Isa Fernandes, Sônia Bierbard e Suzana Costa

DIA 24 DE JANEIRO DE 2017 (TERÇA-FEIRA), 20H,

Teatro de Santa Isabel, R$ 40 e R$ 20

josildo-sa-reproducao-do-facebook

Josildo Sá em Sons de Latada. Foto: Reprodução do Facebook

Sons da Latada – Josildo Sá – Samba de Latada Produções (Recife/PE)

Josildo Sá trilha uma carreira que mistura aboio, baião, forró, blues e samba de latada. Para brindar quinze anos de trajetória artística, ele conta a sua história musical, influências e realizações através do seu novo trabalho, o DVD Sons da Latada, que traz a inquietude criativa, sua mente aberta aos ritmos, mas sem nunca tirar os pés do Sertão e deixar de cantar sua gente, o seu povo, as belezas e dificuldades do homem sertanejo. O show mostra a versatilidade da música e artistas pernambucanos, com seus ritmos, misturas e novas interpretações.
Duração: 1h30
Classificação etária: a partir dos 12 anos
Direção e produção musical: Herbert Lucena
Produção executiva: Luciane Ferraz e Rita Chaves
Assistentes de produção: Gabriel Oliveira e Cláudia Macena
Coordenação: Josildo Sá/Samba de Latada Produções
Coordenador técnico e iluminação: Antônio Antunes
Cenário: Leopoldo Nóbrega
Figurino: Período Fértil e Jailson Marcos
Técnico de som: Fumato Snaidefight
Músicos: Josildo Sá (voz), Lu Miliano (acordeon e vocal), Adilson Bandeira (clarinete e sax), Pablo Ferraz (zabumba, congas, surdo, ilú e vocal), Nino Silva (congas, prato, caixa, pandeiro, tonel, caxixi, alfaia, chocalhos), Daniel Coimbra (cavaquinho e vocal), Danillo Silva (contrabaixo), Karine Vieira (bateria) e Andreza Karla (backing vocal e pandeiro)

DIA 24 DE JANEIRO DE 2017 (TERÇA-FEIRA), 20H,

Teatro Hermilo Borba Filho, R$ 40 e R$ 20

Puro Lixo. Foto Ana Araújo / Divulgação

Marinho Falcão, Paulo Castelo Branco, Eduardo Filho, Samuel Lira, Gil Paz em Puro Lixo. Foto Ana Araújo 

Puro Lixo, o Espetáculo Mais Vibrante da Cidade  Stella Maris Saldanha (Recife/PE)

Seis artistas em cena, seis anjos do teatro: um azul, outro violeta, verde, amarelo, laranja e vermelho. Anjos de todos os sexos, de todos os gêneros. Anjos camaleônicos, trocando cores e dores a cada número de um surpreendente cabaret vivencialesco. Numa encenação de Antonio Cadengue e com dramaturgia de Luís Augusto Reis, o espetáculo encerra o projeto Transgressão em Três Atos, de Stella Maris Saldanha, propondo uma alegre reflexão sobre o legado do Grupo de Teatro Vivencial, que modificou a cena teatral pernambucana a partir dos anos 1970.
Duração: 1h15
Classificação etária: a partir dos 16 anos
Texto: Luís Augusto Reis
Consultoria: João Silvério Trevisan
Encenação: Antonio Cadengue
Dramaturgismo, assistência de direção e operação de som: Igor de Almeida Silva
Figurinos, adereços e maquiagem: Manuel Carlos de Araújo
Cenografia: Otto Neuenschwander
Trilha sonora original e gravação: Eli-Eri Moura
Música ao vivo (acordeão): Samuel Lira
Vozes em off: Valdir Oliveira, Cássio Uchôa e José Mário Austregésilo
Iluminação: Luciana Raposo (Coletivo Lugar Comum)
Coreografias, direção de movimentos e preparação corporal: Paulo Henrique Ferreira
Preparação vocal: Leila Freitas
Operação de luz: Luciana Raposo e Sueides Leal
Assistência de produção executiva: Antonio Cadengue, Manuel Carlos de Araújo
Produção executiva: Clara Angélica e Jô Conceição
Produção geral: Stella Maris Saldanha
Elenco: Eduardo Filho, Gil Paz, Marinho Falcão, Paulo Castelo Branco, Samuel Lira e Stella Maris Saldanha

DIAS 25 E 26 DE JANEIRO DE 2017 (QUARTA E QUINTA-FEIRA), 19H,

Teatro Marco Camarotti (SESC Santo Amaro), R$ 30 e R$ 15 – ESTREIA

Alguém para fugir comigo. Foto: Mariá Vilar

Alguém para fugir comigo. Foto: Mariá Vilar

Alguém Pra Fugir Comigo – Resta 1 Coletivo de Teatro (Recife/PE)

Um espetáculo de viés político que coloca no palco assuntos em pauta na ordem do dia. É desenvolvido em fragmentos, numa narrativa aberta, não-linear, inspirada em diversas matrizes: textos políticos, líricos, filosóficos, relatos de fatos verídicos e imaginários, ocorridos recentemente, ou há décadas, no Brasil de hoje e na Europa do Séc. XIX. A questão é colocar em evidência a crise ética, social e humana presente desde sempre na história humana. É um espetáculo sobre urgências.
Duração: 1h30
Classificação etária: a partir dos 14 anos
Textos: vários fragmentos de histórias justapostas e intercambiáveis
Encenação: Analice Croccia e Quiercles Santana
Assistência dramatúrgica: Ana Paula Sá
Desenho de luz: Elias Mouret
Direção musical: Katarina Menezes e Kleber Santana
Desenho de som: Kleber Santana
Preparação de corpo e movimento: Patrícia Costa
Cenotécnico: Flávio Freitas
Direção artística e produção: Resta 1 Coletivo de Teatro
Elenco: Analice Croccia, Ane Lima, Caíque Ferraz, Ludmila Pessoa, Luís Bringel, Nataly Sousa, Pollyanna Cabral e Willams Rosendo

DIA 25 DE JANEIRO DE 2017 (QUARTA-FEIRA), 20H,

Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu), R$ 30 e R$ 15

Dúvido. Foto: Fernando-Azevedo

Dúvido tem concepção, coreografia e direção artística de Ana Emília Freire e direção geral de Cecília Brennand. Foto: Fernando-Azevedo

Dúvido Companhia Sopro-de-Zéfiro/Cecília Brennand (Jaboatão dos Guararapes/PE)

Este trabalho coreográfico em dança contemporânea explora a intuição e o mistério do universo impalpável, abstrato e transcendente, no qual, além da alma, há o vazio de não saber o que nos espera após o fim. A obra aguça questionamentos sobre a vida além da vida e provoca reflexões sobre um começar de novo onde o reencontro torna-se possível.
Duração: 1h
Classificação etária: livre
Direção geral: Cecília Brennand
Concepção, coreografia e direção artística: Ana Emília Freire
Assistente de direção: Carla Machado
Plano e operação de luz: Cleison Ramos
Coordenação de produção: Deborah Priston Carruthers
Produção executiva: Vânia Oliveira
Elenco: Alyne Firmo, Carlos Canto, Julyanne Rocha, Karla Cavalcanti, Lidy Bergman, Luzii Santos, Madson Erick, Rodolpho Silva, Rodrigo Gomes, Silas Samarky, Thiago Barbosa, Natália Jonas, Gabriel Ramos, Amanda França, Jonas Alves e Laís Roselli

DIA 25 DE JANEIRO DE 2017 (QUARTA-FEIRA), 20H30,

Teatro de Santa Isabel, R$ 80 e R$ 40 

Margareth Menezes. foto: Estudio Gato Louco

Margareth Menezes. foto: Estudio Gato Louco

Margareth Menezes em Mestres do Mundo – SOMMIX Música Artes Produções e Margot Produções (Recife/PE)

O show busca valorizar a obra de três compositores nordestinos que utilizaram o mesmo instrumento, a sanfona, ainda que com estilos diferentes, mas cheios de riquezas rítmicas e poéticas: Sivuca, Dominguinhos e Luiz Gonzaga. Para acompanhar a cantora Margareth Menezes neste mergulho musical afetivo, o sanfoneiro Beto Hortis com sua versatilidade no instrumento de 120 baixos e uma trupe de excelentes outros instrumentistas. A ideia é transformar o palco em um grande arraial sob a luz do Sertão, do amanhecer ao anoitecer, no encantamento do pôr-do-sol até as estrelas da noite, pois os Mestres do Mundo estão lá.
Duração: 1h10
Classificação etária: livre
Criação do projeto e produção executiva: Margot Rodrigues
Direção musical e arranjos: Beto Hortis
Direção artística: Maria Paula Costa Rêgo
Direção de arte: Carol Silveira
Textos: Bráulio Tavares
Plano de luz e operação: Cleyson Belo
Som: André Coroa
Câmera: João Vicente
Produção: Salviano Medeiros e Gilvan Fernandes
Músicos: Margareth Menezes (vocal), Beto Hortis (sanfona), Aglaia Costa (rabeca, violino e percussão), Gleidson Zabumbeiro (zabumba), Tiago Filho (viola de 7 cordas e guitarra), Mongol (contrabaixo), Jerimum de Olinda (percussão e efeitos) e Allyson Aguiar (bateria)

DIA 25 DE JANEIRO DE 2017 (QUARTA-FEIRA), 21H,

Teatro Hermilo Borba Filho, R$ 30 e R$ 15

Andrêzza Alves e Mário Miranda em Zumba. Foto: Eduardo Portella

Andrêzza Alves e Mário Miranda em Zumba. Foto: Eduardo Portella

Zumba – A Gloriosa Vida e o Triste Fim de Zumba-Sem-Dente
Centro de Pesquisa Teatral do Recife e Artistas Independentes (Recife/PE)

A partir do conto O Traidor, de Hermilo Borba Filho, o espetáculo narra a história de Zumba, um sapateiro bolchevista candidato a prefeito, preso, torturado e morto pelas forças oligárquicas e autoritárias na cidade de Palmares. A narrativa é conduzida pela viúva em depoimento à Comissão da Verdade que investiga crimes contra os Direitos Humanos. Ao final, depois da morte do nosso protagonista, entre tantas versões, a plateia se confronta com desencontradas informações. A montagem aposta na cena aberta e antiilusionista, no trabalho do ator, na partitura corporal baseada nas danças atitudes dos “brincantes” populares do Nordeste do Brasil, e na utilização dos recursos do audiovisual e da música presencial.
Duração: 1h30
Classificação etária: a partir dos 14 anos
Texto: Hermilo Borba Filho
Adaptação, direção e desenhos: Carlos Carvalho
Direção de corpo: Raimundo Branco
Desenho de iluminação: Eron Villar
Direção musical e execução: Juliano Holanda
Edição dos vídeos: Victória Drahomiro e Pedro Muniz
Produção executiva: C2 Comunicação e Artistas Independentes
Elenco: Andrêzza Alves, Flávio Renovatto, Daniel Barros e Mário Miranda

DIA 26 DE JANEIRO DE 2017 (QUINTA-FEIRA), 20H,

Teatro Apolo, R$ 30 e R$ 15

Foto: Fernanda Acioly

Lívia Lins e Madson de Paula em peça de Samuel Santos. Foto: Fernanda Acioly

Severinos, Virgulinos e Vitalinos – Dispersos Cia. de Teatro (Recife/PE)

Com trilha sonora ao vivo, a colorida peça conta a saga de dois filhos de artistas. Um filho de um palhaço, o outro de uma atriz mambembe. Ambos fugiram com o Circo e a Carroça da Divina Inspiração. Os dois rebentos partem, então, para os confins do Sertão na busca dos seus pais e acabam deparando-se com a morte (Severina), a violência (Virgulino) e com o sonho (Vitalino). O texto traça simbolicamente a realidade do homem e sua arte nos caminhos e veredas do tempo e da vida. No espetáculo, circo, teatro e música se apresentam juntos no mesmo picadeiro.
Duração: 1h20
Classificação etária: a partir dos 12 anos
Texto e direção: Samuel Santos
Direção musical: Leila Chaves e Victor Chitunda
Direção de arte: Álcio Lins
Luz: Cleison Ramos
Cenotécnico: Felipe Lopes
Consultoria de mágicas: Rapha Santacruz
Preparação vocal: Leila Chaves
Produção executiva: Duda Martins
Coordenação de produção: Lívia Lins
Produção: Dispersos Produções Criativas
Bandinha: Leila Chaves (violão, banjo, zabumba, caixa, kazoo e efeitos), Victor Chitunda (violão, congas, kazoo e efeitos), Tiago Nunes (pandeiro, cajón, alfaia, kazoo e efeitos) e Danielle Sena (claves, triângulo, agogô, alfaia, kazoo e efeitos)
Atores: Lívia Lins e Madson de Paula

DIA 26 DE JANEIRO DE 2017 (QUINTA-FEIRA), 20H,

Teatro de Santa Isabel, R$ 40 e R$ 20

Juliano Holanda. Foto: Divulgação

Juliano Holanda. Foto: Divulgação

Angu de Canções – Juliano Holanda e Coletivo Angu – Coletivo Angu de Teatro (Recife/PE)

O inédito show promove o encontro do Coletivo Angu de Teatro com um dos maiores artistas da cena musical contemporânea pernambucana/nacional, Juliano Holanda. Esta junção se deu, concretamente, durante a montagem de Ossos, pois ele compôs a trilha original do espetáculo e o encanto foi mútuo. Decidiram então continuar essa parceria com os atores cantando músicas da trilha da peça e também canções de outros espetáculos de seu repertório, criadas pelo cantor e músico Henrique Macedo, que fará participação especial no show, assim como o cantor Almério.
Duração: 1h40
Classificação etária: a partir dos 14 anos
Direção musical e arranjos: Juliano Holanda
Direção de cena: André Brasileiro e Marcondes Lima
Direção de arte: Marcondes Lima
Coordenação de produção: André Brasileiro, Mery Lemos e Tadeu Gondim
Produção executiva: Nínive Caldas
Realização: Coletivo Angu de Teatro, Atos Produções e Anilina
Cantores: Juliano Holanda e Coletivo Angu de Teatro (André Brasileiro, Arilson Lopes, Gheuza Sena, Hermila Guedes, Ivo Barreto, Lilli Rocha, Marcondes Lima e Nínive Caldas)
Participações especiais: Almério e Henrique Macedo

DIA 26 DE JANEIRO DE 2017 (QUINTA-FEIRA), 20H,

Teatro Hermilo Borba Filho, R$ 30 e R$ 15

Enchente é inspirada na obra de Hermilo Borba Filho. Foto Rogério Alves - Sobrado 423

Enchente é inspirada na obra de Hermilo Borba Filho. Foto Rogério Alves – Sobrado 423

Enchente – Flávia Pinheiro (Recife/PE)

O trabalho propõe a realização de um estudo transdisciplinar que articula o conto A Enchente, de Hermilo Borba Filho, à performance e ao vídeo. Enchente é a metáfora para as catástrofes humanas atuais: migratórias e econômicas, a globalização da indiferença e o fracasso do mundo capitalista desenvolvido.
Duração: 45 min.
Classificação etária: a partir dos 16 anos
Concepção, direção e dramaturgia geral: Flávia Pinheiro
Diretor de arte: Guilherme Luigi
Dramaturgia corporal: Maria Paula Costa Rêgo
Desenho de luz: Pedro Vilela
Desenho sonoro e vídeo: Leandro Olivan
Performers: Gardênia Coleto, Marcela Aragão e Marcela Felipe

DIA 27 DE JANEIRO DE 2017 (SEXTA-FEIRA), 20H,

Teatro Arraial Ariano Suassuna, R$ 30 e R$ 15

Júnior Aguiar e Márcio Fecher..Foto: Divulgação

Júnior Aguiar e Márcio Fecher..Foto: Divulgação

h(EU)stória – o tempo em transe – Coletivo Grão Comum e Gota Serena (Recife/PE)

Primeiro espetáculo da Trilogia Vermelha que desvela o universo apocalíptico, caótico e profético do cineasta baiano Glauber Rocha, inclusive narrando as relações dele com Pernambuco através das cartas escritas para o poeta e educador Jomard Muniz de Britto e o ex-governador Miguel Arraes. Tudo na montagem traz verdades desconcertantes, um campo em transe que vaza do palco para a plateia. E o resultado é uma obra que impressiona pela atualidade do discurso.
Duração: 1h15
Classificação etária: a partir dos 16 anos
Pesquisa, roteiro, encenação e iluminação: Júnior Aguiar
Música original: Juliano Muta, Leonardo Vila Nova e Geraldo Maia
Audiovisual: Gê Carvalho Galego
Operação de áudio e luz: Felipe Hellslaught
Terapeuta corporal: Mônica Maria
Maquiadora: Luana Barbosa
Produção executiva: Andrêzza Alves
Idealização e produção geral: Coletivo Grão Comum e Gota Serena
Elenco: Júnior Aguiar e Márcio Fecher

DIAS 27, 28 E 29 DE JANEIRO DE 2017 (SEXTA-FEIRA, SÁBADO E DOMINGO), 20H NA SEXTA E SÁBADO, 19H NO DOMINGO,

Espaço Experimental, R$ 20 e R$ 10 para cada sessão – ESTREIA

O Grito. Foto: Rafael Bandeira.

Anne Costa e Marta Guimarães em O Grito. Foto: Rafael Bandeira / Divulgação

Grito – Coletivo Soma (Recife/PE)

Quantas mortes cabem numa vida? Quantas falas ainda permanecem mudas? Este espetáculo parte da troca, do atravessamento e dos questionamentos sobre o lugar e entendimento da mulher na sociedade. Quais os papeis e conceitos que engessam a questão do gênero, da identidade, do comportamento social e da violência sofrida pelas mulheres diariamente? Nosso lugar de fala é do palco para o mundo. Mas não queremos só dizer. Queremos ser ouvidas. Porque somos um corpo maior.
Duração: 45 min.
Classificação etária: a partir dos 18 anos
Concepção: Coletivo Soma
Direção e orientação coreográfica e dramatúrgica: Lilli Rocha
Orientação da pesquisa teórica: Kiran Gorki
Orientação da pesquisa corporal: Henrique Lima
Desenho de luz: Saulo Uchôa
Vídeos: Dani Neves
Edição: Xico Pessoa
Intérpretes-criadoras: Anne Costa e Marta Guimarães

DIA 27 DE JANEIRO DE 2017 (SEXTA-FEIRA), 21H,

Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu), R$ 80 e R$ 40

Zé da Flauta e Ave Sangria. Foto: Leonardo Lima e Eva Feitosa / Divulgação

Zé da Flauta e Ave Sangria. Foto: Leonardo Lima e Eva Feitosa / Divulgação

Zé da Flauta e Ave Sangria – Noite da Psicodelia Nordestina – Wellima Produções (Recife/PE)

A programação conta com dois shows distintos: Zé da Flauta com o lançamento do seu primeiro CD solo, intitulado Psicoativo, e a banda Ave Sangria, com o seu autoral O Novo Voo da Ave Sangria. O músico e compositor Zé da Flauta, 43 anos de carreira, apresenta seus sopros recentes, cheios e plenos de personalidade sonora originais, atualizada em parceria com jovens músicos de Surubim. Sem sanfona, zabumba, triângulo, pífano e rabeca, Zé da Flauta traz um rock psicodélico com uma sonoridade nordestina. Já a banda recifense Ave Sangria, formada no início dos anos 1970, volta aos palcos com nova formação, mas ainda misturando sons do Nordeste com o rock e a psicodelia.
Duração: 40 min. (Zé da Flauta) + 20 min. (intervalo) + 1h20 (Ave Sangria) = 2h20
Classificação etária: a partir dos 12 anos
Produção musical e direção artística: Wellington Lima
Produção executiva: Luana Lima
Show “Psicoativo” – Zé da Flauta e Banda (instrumental): Rodrigo Barros (bateria), Tontonho (contrabaixo), Tuca Araújo (guitarra), Daniel Macedo (teclado), Léo Dim (som), Tiago Light (luz) e Renato Santos (roadie)
Show “O Novo Voo da Ave Sangria”: Marco Polo (vocal), Paulo Rafael (viola e guitarra), Almir de Oliveira (violão e vo), Juliano Holanda (contrabaixo), Júnior do Jarro (bateria), Gilú Amaral (percussão), Zé da Flauta (flauta, em participação especial), Léo Dim (som), Tiago Light (luz) e Félix Aureliano (produção)

DIA 28 DE JANEIRO DE 2017 (SÁBADO), 16H30,

Teatro Marco Camarotti (SESC Santo Amaro), R$ 20 e R$ 10

Vento Forte. Foto. Rogerio Alves Sobrado 423

Tiago Gondim, Daniela Travassos,em Vento Forte. Foto. Rogerio Alves Sobrado 423

Vento Forte Para Água e Sabão – Companhia Fiandeiros de Teatro (Recife/PE)

Sabendo dos riscos que corre por ser uma frágil bolha de sabão, Bolonhesa já havia decidido ficar parada no seu cantinho, com medo de se arriscar a conhecer o mundo, até se encontrar com Arlindo, uma rajada de vento, que com muita diversão e cumplicidade, ajuda a bolhinha a viver uma divertida aventura por diversos lugares.
Duração: 55 min.
Classificação etária: livre
Texto: Giordano Castro e Amanda Torres
Direção geral e músicas: André Filho
Direção musical e arranjos vocais: Samuel Lira
Direção de arte: João Denys e Manuel Carlos
Direção de produção: Daniela Travassos
Iluminação: João Guilherme de Paula
Operação de luz: João Victor Alves
Preparação corporal: Jefferson Figueirêdo
Aderecistas: João Denys e Manuel Carlos
Equipe de apoio na confecção de adereços: Maria José Araújo, Marco Antônio, Emerson Soares e Jerônimo Barbosa
Costureira: Ira Galdino e Georgete Bezerra
Cenotécnico: Israel Marinho
Produção executiva: Renata Teles e Jefferson Figueirêdo
Apoio técnico: Charly Jadson
Elenco: Tiago Gondim, Daniela Travassos, Geysa Barlavento, Kéllia Phayza, Victor Chitunda e Ricardo Angeiras

DIA 28 DE JANEIRO DE 2017 (SÁBADO), 18H,

Teatro Apolo, R$ 30 e R$ 15

Ossos. Foto: Divulgação

Daniel Barros, Ivo Barreto, Robério Lucado Marcondes Lima e Arilson Lopes em Ossos. Foto: Divulgação

Ossos – Coletivo Angu de Teatro e Atos Produções Artísticas (Recife/PE)

Uma história da amor, exílio e morte. Mediado por um coro de urubus, o dramaturgo Heleno de Gusmão empreende uma viagem de volta às suas lembranças e origens, a pretexto de entregar os restos mortais do seu amante aos familiares do mesmo. Os fatos são apresentados de modo não linear, embaralhando começo, meio e fim.
Duração: 1h30
Classificação etária: a partir dos 16 anos
Texto: Marcelino Freire
Direção cênica, direção de arte, cenários e figurinos: Marcondes Lima
Assistência de direção: Ceronha Pontes
Trilha sonora original (composição, arranjos e produção): Juliano Holanda
Criação de plano de luz: Játhyles Miranda
Preparação corporal: Arilson Lopes
Preparação de elenco: Arilson Lopes e Ceronha Pontes
Coreografia: Lilli Rocha e Paulo Henrique Ferreira
Coordenação de produção: Tadeu Gondim
Produção executiva: André Brasileiro, Arquimedes Amaro, Fausto Paiva, Gheuza Sena e Nínive Caldas
Visagismo: Jades Sales
Técnico de som Muzak: André Oliveira
Confecção de figurinos: Maria Lima
Confecção de cenário e elementos de cena: Flávio Mendes e Jorge Batista de Oliveira
Operação de som: Fausto Paiva e Tadeu Gondim
Operação de luz: Sávio Uchôa
Camareira: Irani Galdino
Elenco: André Brasileiro, Arilson Lopes, Daniel Barros, Ivo Barreto, Marcondes Lima, Robério Lucado e Ryan Leivas (ator stand in)

DIAS 28 E 29 DE JANEIRO DE 2017 (SÁBADO E DOMINGO), RESPECTIVAMENTE ÀS 20H E 18H,

Teatro de Santa Isabel, R$ 60 e R$ 30 para cada sessão

 O Avesso do Claustro -Foto: Alecio Cezar

O Avesso do Claustro -Foto: Alecio Cezar

O Avesso do Claustro – Cia. do Tijolo (São Paulo/SP)

Missa profana e poema, celebração da utopia e da canção, o espetáculo revela um pouco do legado de Dom Helder Câmara, arcebispo emérito de Olinda e Recife. Três personagens que se juntam para visitá-lo, fazer-lhes perguntas, por vezes discordar de suas ideias, outras vezes concordar com elas, mas principalmente ouvir de novo a voz do “Bispo Vermelho”, do “Bispo Poeta”. Junto com ele, atores, personagens, palco e plateia certamente buscarão reaprender a imaginar novos mundos possíveis em tempos obscuros.
Duração: 2h30
Classificação etária: a partir dos 12 anos
Dramaturgia: Cia. do Tijolo
Orientação teórica: Frei Betto
Direção: Dinho Lima Flor e Rodrigo Mercadante
Direção musical: William Guedes
Figurino: Silvana Marcondes
Concepção e construção de cenário: Cia. do Tijolo e Silvana Marcondes
Desenho de luz: Aline Santini
Orientação cênica: Joana Levi e Fabiana Vasconcelos Barbosa
Orientação vocal: Fernanda Maia
Orientação gestual: Thaís Pimpão
Composição de trilha sonora original: Caíque Botkay e Jonathan Silva
Produção executiva: Cris Raséc
Assistência de produção: Lucas Vedovoto
Direção de palco: Alécio César e Lucas Vedovoto
Músicos: Maurício Damasceno, William Guedes, Clara Kok Martins, Eva Figueiredo e Leandro Goulart
Atores: Lílian de Lima, Karen Menatti, Dinho Lima Flor, Rodrigo Mercadante e Flávio Barollo

DIAS 28 E 29 DE JANEIRO DE 2017 (SÁBADO E DOMINGO), RESPECTIVAMENTE ÀS 20H E 18H,

Espaço Cênicas, R$ 30 e R$ 15 para cada sessão – ESTREIA

Sonia Carvalho. Foto: Toni Rodrigues

Sônia Carvalho. Foto: Toni Rodrigues

Baba Yaga – Cênicas Cia. de Repertório (Recife/PE)

Monólogo que conta a trajetória da mais temida das bruxas eslavas, arquétipo da bruxa canibal presente no folclore russo e de todo o Leste Europeu. A cena se passa em sua velha cabana, onde Baba Yaga chama por seu filho Olaf. O público é levado para a intimidade deste ambiente sombrio, tornando-se testemunha e confidente de uma degradada relação familiar. A cena ainda traz à tona segredos e mistérios das origens dos causos da tradição oral russa. A montagem é o primeiro monólogo da série “Cênicas em Cena”, com solos dos seus integrantes em comemoração aos 15 anos do grupo.
Duração: 1h
Classificação etária: a partir dos 12 anos
Texto, maquiagem, adereços, gerência de produção e preparação de manipulação: Álcio Lins
Encenação e sonoplastia: Antônio Rodrigues
Assistência de direção: Rogério Wanderley
Figurinos: Marcondes Lima
Cenário: Álcio Lins e Felipe Lopes
Execução de cenografia: Felipe Lopes
Execução de figurino: Maria Lima
Operação de som: Monique Nascimento
Fonoaudióloga: Sandra Carmo
Iluminação: Nardônio Almeida e Antônio Rodrigues
Operação de luz: Nardônio Almeida
Contrarregras: Manu Costa e Raul Elvis
Produção executiva: Sônia Carvalho e Antônio Rodrigues
Intérprete: Sônia Carvalho

DIAS 28 E 29 DE JANEIRO DE 2017 (SÁBADO E DOMINGO), RESPECTIVAMENTE ÀS 20H E 18H,

Teatro Hermilo Borba Filho, R$ 40 e R$ 20 para cada sessão

Stereo Foto-Isa Kauffman / Divulgação

Stereo Franz – Foto-Isa Kauffman / Divulgação

Stereo Franz – [pH2]: estado de teatro (São Paulo/SP)

Inspirado na obra de Georg Büchner Woyzeck, o espetáculo conta de uma perspectiva contemporânea a trajetória de Franz, um homem que não domina a sua própria língua. Oprimido por poderes científicos, obcecado por indagações sobre a morte e rejeitado por si mesmo e por pessoas que admira, Franz é incapaz de argumentar qualquer coisa a seu favor. Quando a palavra torna-se impossível, Franz se vê impelido para a ação: eis então que uma tragédia é inevitável.
Duração: 1h15
Classificação etária: a partir dos 16 anos
Dramaturgia: Nicole Oliveira
Direção: Paola Lopes Zamariola
Figurino: Júlio Barga
Cenografia: Paola Lopes
Iluminação: Luana Gouveia
Vídeo: Renato Sircili
Som: Cainã Vidor
Técnico de som: Diego Caldas
Banda STURM & DRANG: Beatriz Limongelli, Bruno Caetano e Cainã Vidor
Elenco: Beatriz Limongelli, Bruno Caetano, Daniel Mazzarolo, Felipe Stocco, Maria Emília Faganello, Rodrigo Batista e Tiago Luz

DIA 29 DE JANEIRO DE 2017 (DOMINGO), 16H30,

Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu), R$ 20 e R$ 10

Chico e Flor. Foto Rubens Henrique / Divulgação

Antonio Veronaldo e Juliene Moura em Chico e Flor Contra os Monstros na Ilha do Fogo. Foto Rubens Henrique 

Chico e Flor Contra os Monstros na Ilha do Fogo – Cia. Biruta de Teatro (Petrolina/PE)

Chico é um barqueiro que conhece o rio São Francisco como ninguém. Ancorado nas suas margens, vive inventando histórias e figuras criadas de sua memória e imaginação. Ele sonha um dia voltar a encontrar seus pais que sumiram em uma noite de chuva. Para isto, tem que realizar uma missão: destruir os monstros na Ilha do Fogo, e libertar as lendas que o levarão a reencontrar sua família. Flor é amiga de Chico, uma menina destemida que deseja unir-se a ele nessa aventura. Ele então a prepara em um intenso treinamento de batalha lúdica e apresenta seus conhecimentos sobre as lendas e histórias encantadas.
Duração: 50 min.
Classificação etária: livre
Texto, direção e concepção de cenário, bonecos e formas animadas: Antonio Veronaldo
Criação de figurinos: Juliene Moura
Produção executiva e apoio técnico: Cristiane Crispim
Trilha sonora e efeitos de sonoplastia: Moésio Belfort e Carlos Hiury
Cenário: Uriel Bezerra
Concepção de Luz: Carlos Tiago Alves Novais
Execução de iluminação: Deborah Harummy
Apoio técnico: Camila Rodrigues e Letícia Rodrigues
Criação de figurinos, adereços e formas animadas: Paulo Júnior
Elenco: Antonio Veronaldo e Juliene Moura

DIA 29 DE JANEIRO DE 2017 (DOMINGO), 17H E 19H,

Teatro Marco Camarotti (SESC Santo Amaro), R$ 30 e R$ 15 

Olhos de café quente. D’angelo Fabiano / Divulgação

Olhos de café quente. D’angelo Fabiano / Divulgação

Olhos de Café Quente – N’Útero de Criação e Phaelante & Phaelante Ltda. (Recife/PE)

O universo de Carolina Maria de Jesus, escritora, catadora de papel, habitante da extinta favela do Canindé, se enlaça em uma simbiose de perfeita fusão com a poesia de Elisa Lucinda, responsável por uma literatura avassaladoramente feminina! Duas autoras negras no corpo de uma atriz negra que interpreta uma mulher mergulhada nas suas lembranças universalizadas pela arte e em uma vida socialmente injusta. Através de perspectivas diferentes, tudo conflui para o mesmo ponto: nossa alma política.
Duração: 1h
Classificação etária: a partir dos 16 anos
Textos: Carolina Maria de Jesus e Elisa Lucinda
Organização e seleção de textos: Quiercles Santana e Soraya Silva
Direção, preparação corporal, cenografia e figurino: Quiercles Santana
Assistência de direção: Asaías Lira
Iluminação: Natalie Revorêdo
Vídeo e montagem: D’Angelo Roberto
Trilha sonora original: Kleber Santana
Consultoria: Raffaella Fernandez (Dra. pesquisadora das obras de Carolina Maria de Jesus)
Produção geral: Renata Phaelante
Assistente de produção: Aracelly Silva
Atriz pesquisadora: Soraya Silva

DIA 29  DE JANEIRO DE 2017 (DOMINGO), 20H,

Teatro Apolo, R$ 10 (preço único promocional)

Viva la Vida. Foto: Fernando Figueiroa

Viva la Vida. Foto: Fernando Figueiroa

Viva La Vida – Coletivo Multus (Recife/PE)*
*Atração convidada do Festival Estudantil de Teatro e Dança

Espetáculo de teatro performático cuja estrutura se deu a partir do universo da pintora mexicana Frida Kahlo e a Festa de Los Muertos, remetendo a um ambiente surreal onde vida e morte se encontram. Num salão imaginário, reunidos em festa, Frida e amigos falam de suas lutas por um mundo melhor e celebram a vida. A montagem também presta homenagem aos nossos mortos, a partir da mitologia pessoal dos atores, através de fotos de pessoas que já morreram, mas que permanecem vivas. Os textos trazem diversos discursos sobre a resistência de minorias.
Duração: 1h
Classificação etária: a partir dos 14 anos
Dramaturgia: Fred Nascimento, a partir de recortes de textos de Antonin Artaud, Eduardo Galeano, Pablo Neruda, Vladimir Maiakóvski e Victória Santa Cruz, entre outros autores
Direção, sonoplastia e cenografia: Fred Nascimento
Direção de palco e assistentes de direção: Juliana Nardin e Lau Veríssimo
Direção de elenco: Lau Veríssimo
Preparação corporal: Juliana Nardin
Coreografia afro: Sueli Duarte
Iluminação: Taína Veríssimo
Maquiagem e figurino: Samuel Siebra
Auxiliares técnicos: Ronaldo Pereira, Eli Yon e Luana Duarte
Elenco: Bruna Luiza, Caio Rique, Damyeres Barbosa, El Maria, Leonardo Melo, Lucas de Valois, Robson Thiago e Sueli Duarte

PROGRAMAÇÃO CARUARU

Em parceria com o SESC Pernambuco
Teatro Rui Limeira Rosal – SESC Caruaru (Av. Rui Limeira Rosal, s/n, Petrópolis. Tel. 3721 3967)

DIA 18 DE JANEIRO DE 2017 (QUARTA), 20H, R$ 30 e R$ 15

Cabaré das Humanidades. Forot: Reprodução do Facebook

Cabaré das Humanidades. Forot: Reprodução do Facebook

Cabaré da Humanidade – Niño de Artes Luiz Mendonça (Rio de Janeiro/RJ)

Comédia musical que resgata a estrutura do teatro de revista, utilizando-se da história, da sátira, da picardia, dos acontecimentos do cotidiano e muita música para criticar, de forma bem-humorada, a sociedade atual. No enredo, Deus e Lúcifer empreendem um embate, desde a expulsão deste último do Reino dos Céus até os dias atuais, passando pela pré-história, Grécia, Roma, Idade Média, Renascimento, Iluminismo e Revolução Industrial, e tocando em temas como a aristocracia, a burguesia e o proletariado, guerras mundiais, cinema, teatro e atualidades. Tudo isso acontecendo num famoso inferninho da Lapa, o Cabaré de Madame Satã.
Duração: 1h30 (com breve intervalo entre os dois atos)
Classificação etária: a partir dos 14 anos
Texto: Luiz Carlos Niño
Músicas: Luiz Carlos Niño e Núbia Moreira
Direção: Ilva Niño e Josué Soares
Direção musical: Lucina
Coreografia: Jandir Di Angelis
Cenografia: Vera Monteiro
Iluminação e operação de som: Josué Soares
Operador e montador de luz: Celso Rodrigues
Arranjos musicais: Lucina e Saulo Battesini
Vinhetas musicais: Beto Menezes
Produção musical e instrumentos: Saulo Battesini
Visagismo: Ilva Niño
Elenco: Ilva Niño, Bruno de Aragão, Flávio Lázaro, Júlio Wenceslau, Márcia Valéria, Rita Grego, Rodrigo Telles e Vera Monteiro

DIA 20 DE JANEIRO DE 2017 (SEXTA-FEIRA), 20H, R$ 10 e R$ 5

Júnior Sampaio em O Churrasco. Foto: CMV / Divulgação

Júnior Sampaio em O Churrasco. Foto: CMV / Divulgação

O Churrasco – ENTREtanto TEATRO (Valongo/Portugal)

Em algum lugar, aparece do nada um estranho churrasqueiro, filho do cornudo com a vaca, possuidor de dois “eu” e um Encosto, com sonho de ser… e a realidade de fazer churrasco. O churrasqueiro, batizado com o nome de Auschwitz, após arrotar no seio esquerdo da sua mãe, carrega o seu próprio nome como Cristo carrega a cruz. Não podendo lutar contra o destino traçado pelas Parcas, este estranho churrasqueiro aguarda, sempre a lutar com o seu “anjo da guarda”, a chegada da carne, como as personagens de Beckett esperam Godot. A espera, a procura e o nada!
Duração: 50 min.
Classificação etária: a partir dos 12 anos
Texto, músicas, encenação e vivência cênica: Júnior Sampaio
Supervisão cênica, cenografia e pintura cenográfica: Leonardo Brício
Desenho de luz: Leonardo Brício e Júnior Sampaio
Técnicos de luz: Luciana Raposo e João Guilherme de Paula

DIA 21 DE JANEIRO DE 2017 (SÁBADO), 20H, R$ 10 e R$ 5

Walmir Chagas em Saudosear.

Walmir Chagas em Saudosear.

Saudosiar… A Noite Insone de Um Palhaço… –  Paulo de Castro Produções Artísticas e Fafe Cidade das Artes – Recife- Brasil/ Fafe -Portugal)

Espetáculo musical e poético com o multiartista Walmir Chagas vivendo um velho palhaço insone que, em seu quarto de dormir, medita e delira sobre sua vida e solidão, lembrando, durante toda uma longa madrugada, fatos tristes e felizes, amores, sonhos, venturas e desventuras artísticas empreendidas em sua carreira mambembe. A montagem é resultado de uma residência artística na cidade de Fafe, no norte de Portugal, com laboratório musical e teatral, durante os meses de setembro e outubro de 2015, numa parceria da Apacepe (Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco) e Projeto Fafe Cidades das Artes.
Duração: 50 min.
Classificação etária: livre
Texto: Walmir Chagas e Moncho Rodriguez
Encenação: Moncho Rodriguez
Direção musical e arranjos: Walmir Chagas e Narciso Fernandes
Produção: Paulo de Castro
Intérprete: Walmir Chagas

DIA 27 DE JANEIRO DE 2017 (SEXTA-FEIRA), 20H, R$ 10 e R$ 5

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Marcelino Dias, Carlos Lira em Angelicus Prostitutus. Foto: Maker Mídia

Angelicus Prostitutus – Grupo Matraca de Teatro e SESC Piedade – Jaboatão dos Guararapes/PE

A peça traz à cena a tradição do cômico, ao mesmo tempo em que rompe com essa tradição. Tendo como tema a prostituição, a obra aposta que há várias maneiras de prostituir-se, seja através do território sexual – o mais convencional – ou outras maneiras impostas pelos aparelhos ideológicos, como a igreja, a família, o estado ou a polícia. Aqui, a prostituição, através do anti-herói Angelicus, que acabará sendo julgado pelos seus pecados junto às divindades celestiais, como numa moralidade medieval, encarna várias facetas abordando aspectos destrutivos dos desejos humanos num tom de comédia buffo, sem esquecer do metateatro, da farsa, da commedia dell’art, da máscara, do circo e da música ao vivo.
Duração: 1h15
Classificação etária: a partir dos 14 anos
Texto: Hamilton Saraiva
Encenação: Rudimar Constâncio
Assistência de direção: Almir Martins
Direção de arte: Célio Pontes
Assistente de direção de arte: Manuel Carlos
Direção musical, músicas e arranjos: Demétrio Rangel e Douglas Duan
Iluminação e confecção de materiais de luz: Luciana Raposo
Preparação corporal e coreografias: Saulo Uchôa
Preparação da voz para a cena: Leila Freitas
Preparação da voz para o canto: Douglas Duan
Preparação circense: Bóris Trindade Júnior
Preparação percussiva: Charly Du Q
Contrarregragem e cenotécnica: Elias Vilar e Clóvis Júnior
Confecção de adereços: Manuel Carlos e Jerônimo Barbosa
Confecção de figurinos: Manuel Carlos, Helena Beltrão e Irani Galdino
Confecção de máscaras: Douglas Duan e Célia Regina
Execução de cenários: Manuel Carlos
Direção de produção: Ana Júlia da Silva
Produção executiva: Lucrécia Forcioni
Elenco: Marcelino Dias, Carlos Lira, Célia Regina, Douglas Duan, Lucrécia Forcioni, Bruna Bastos, Luciana Lemos, Edes di Oliveira, Marinho Falcão, Maurício Azevedo, Gabriela Fernandes e Gabriel Conolly

DIA 28 DE JANEIRO DE 2017 (SÁBADO), 20H, R$ 10 e R$ 5

Olha pro Céu Meu Amor. Foto: Antonio Roque

Olha pro Céu Meu Amor. Foto: Antonio Roque

Olha Pro Céu, Meu Amor – Grupo Feira de Teatro Popular (Caruaru/PE)

Compositor elogiado em Caruaru, Bom Cabelo viaja para o Rio de Janeiro com um sonho: encontrar o “Rei” Roberto Carlos e levá-lo a gravar algumas de suas músicas. Vai mesmo é viver de subemprego e sobreviver às custas das cartas semanais da mãe Guió, chorando tantas saudades e vendo o desmoronamento do seu núcleo familiar. Esta peça, estreada em sua versão original no ano de 1983, é uma das mais elogiadas obras do saudoso dramaturgo e diretor caruaruense Vital Santos.
Duração: 1h20
Classificação etária: a partir dos 14 anos
Texto, direção, projeto de iluminação e cenografia: Vital Santos
Trilha sonora: Jadilson Lourenço
Coordenador de cena: Gabriel Sá
Figurinos: Iva Araújo
Confecção de figurinos: Sônnia Cursino
Confecção de cenário: Gilmar Teixeira
Montagem de palco e luz: Edu Oliveira, Marcelo Mota e Gilmar Teixeira
Execução de luz, assistente de produção e direção: Edu Oliveira
Sonoplastia: Marcelo Mota
Contrarregragem: Zi Rodrigues
Produção: Sebá Alves
Músicos: Jadilson Lourenço, Felipe Gonçalves, João Vítor Lourenço (violões) e Carlinhos Aril (percussão)
Elenco: Sebastião Alves (Sebá), Jô Albuquerque, Adeilza Monteiro, Luzia Feitosa, Charlene Santos, Gabriel Sá, Walter Reis, Rafael Amâncio, Ary Valença, Matheus Silva e Gilmar Teixeira

PROGRAMAÇÃO PARALELA

Formação SESC

DIAS 24, 25 E 26 DE JANEIRO DE 2017 (QUARTA, QUINTA E SEXTA-FEIRA), 20H,

Teatro Barreto Júnior, R$ 10 e R$ 5 para cada sessão – ESTREIA

Montagem de A Gaivota com o alunos do curso do SESC Piedade

Montagem de A Gaivota com o alunos do curso do SESC Piedade

A Gaivota Curso de Interpretação Para Teatro do SESC Piedade (Jaboatão dos Guararapes/PE)

A peça narra os conflitos de um jovem escritor contra a concepção do teatro convencional, contra a apatia generalizada; contra a defesa de uma vida pacata e tradicional em oposição ao vício da cidade. A Gaivota é a metáfora disto na oposição de Treplev, o escritor novo, incompreendido e original, e Trigorine, o escritor tradicional, que se movimenta nas correntes artísticas conhecidas e é por isso bem-sucedido. É o conflito da nova atriz desconhecida e talentosa, mas deslumbrada com a possibilidade de ter fama versus a atriz famosa e decadente. O novo e velho em questão.
Duração: 1h20
Classificação etária: a partir dos 12 anos
Texto: Anton Tchékhov
Direção cênica: Sandra Possani
Assistência de direção: Almir Martins
Equipe envolvida na criação/interpretação da encenação: Sandra Possani, Anamaria Sobral, Ana Elizabeth Japiá, Caio Andrade e todos os alunos
Laboratório de personagem: Cira Ramos
Iluminação: Eron Villar
Colaborador na criação da iluminação: Thiago Leal
Cenografia, figurinos e maquiagem: Célio Pontes
Visagismo de cabelo: Belas Art’s Cabeleireiros e Estética
Sonoplastia e criação sonora/musical: Adriana Millet
Composição musical: Lucas Ferr, Géssica Beda e Amanda Spacca
Técnica vocal: Leila Freitas
Assistentes de produção: Caio Andrade, Saulo Mendonça, Rakelly Nogueira, Ariele Mendes, Almir Martins e Guilherme Kokeny
Coordenação de produção: Ana Júlia da Silva e Ivana Motta
Supervisão geral: Rudimar Constâncio
Elenco de atores-alunos: Conceição Santos, Lucas Ferr, Anderson G-zuis, Amanda Spacca, Rômulo Ramos, Elisa Lucena, Géssica Beda, Jailton Júnior, Winy Mattos e Daniel Gomes

Teatros Alternativos – Espaços de Resistência

ESPAÇO O POSTE (Rua da Aurora, 529, Boa Vista. Tel. 9 8649 6713 / 9 8484 8421)

DIAS 19, 20 E 21 DE JANEIRO DE 2017 (QUINTA-FEIRA, SEXTA-FEIRA E SÁBADO), 20H, R$ 30 e R$ 15

Histórias Bordadas em Mim – Texto, direção e atuação: Agrinez Melo

DIA 22 DE JANEIRO DE 2017 (DOMINGO), 18H, R$ 30 e R$ 15

A Partida – Texto e atuação: Cláudia Soares. Direção: Naná Sodré

DIA 25 DE JANEIRO DE 2017 (QUARTA-FEIRA), 20H, R$ 30 e R$ 15

Cores de Amor e Saudade – Texto e atuação: Rômulo Moraes. Direção: Agrinez Melo

DIA 26 DE JANEIRO DE 2017 (QUINTA-FEIRA), 20H, R$ 30 e R$ 15

O Mensageiro – Texto e atuação: Aline Gomes. Direção: Agrinez Melo

DIA 27 DE JANEIRO DE 2017 (SEXTA-FEIRA), 20H, R$ 30 e R$ 15

Morreu! Antes Ela do Que Eu – Texto e direção: Álcio Lins. Direção: Agrinez Melo

ESPAÇO CULTURAL TEATRO MAMULENGO (Rua da Guia, 211, Bairro do Recife. Informações: 9 9121 2173)

Dias 13 e 19 de janeiro de 2017 (sexta e quinta-feira), 20h, R$ 10 (preço único promocional)

O Diário Quase Ridículo de AuroraCia. de Teatro Omoiós (Recife/PE)
Texto e direção: Manoel Constantino. Intérpretes: Rose Quirino e João Cabral

ESPAÇO CÊNICAS (Av. Marquês de Olinda, 199, sala 201, 2º andar, Bairro do Recife. Tel. 9 9609 3838)

Programação Mostra Cênicas Cia. 15 Anos

DIA 14 DE JANEIRO DE 2017 (SÁBADO), 20H, R$ 20 e R$ 10

Salmo 91  Texto: Dib Carneiro Neto. Direção: Antônio Rodrigues.

DIA 16 DE JANEIRO DE 2017 (SEGUNDA-FEIRA), 20H, R$ 20 e R$ 10

Mostra Pequenos Grandes Trabalhos – Cenas curtas construídas a partir de contos da literatura brasileira. Direção: Antônio Rodrigues

DIA 21 DE JANEIRO DE 2017 (SÁBADO), 20H, R$ 20 e R$ 10

Que Muito Amou – Livre adaptação do livro Os Dragões Não Conhecem o Paraíso, de Caio Fernando Abreu. Adaptação e direção: Antônio Rodrigues

DIAS 28 E 29 DE JANEIRO DE 2017 (SÁBADO E DOMINGO), RESPECTIVAMENTE ÀS 20H E 18H, R$ 30 e R$ 15

Baba Yaga – Texto: Álcio Lins. Direção: Antônio Rodrigues. Intérprete: Sônia Carvalho

AÇÕES PARALELAS

Exposição Corpus Maracatus

Pinturas do artista Cleusson Vieira entre traços, formas e cores do universo do Maracatu de Baque Solto, com destaque aos corpos de caboclos de lança, índios e pastoras. Em cartaz de 12 a 29 de janeiro de 2017, no hall do Teatro de Santa Isabel. Contato: 9 8362 6212

Sarau das Artes

Encontro recheado de muita arte e poesias com o Grupo de Teatro João Teimoso e convidados
Dias 14, 21 e 28 de janeiro de 2017 (sábados), 19h, na Batatóp (Rua do Hospício, 46, pertinho do Teatro do Parque), entrada franca. Informações: 9 7904 7906 / 9 8897 1513 / www.facebook.com/saraudasartes

Lançamento do coletivo “O Rito Núcleo de Criação”

Junção da Cia. Animatos Invictus, de Luiz Manuel, Charles de Lima, Diego Lucena e Naruna Freitas, com o Teatro Kamikaze, de Claudio Lira
Teatro Marco Camarotti (SESC Santo Amaro), dia 15 de janeiro de 2017 (domingo), 20h30, ao final da apresentação do espetáculo A Rã”

Lançamento da videodança e resultados da pesquisa “Sobreposição: Estéticas Convergentes do Corpo na História da Dança e do Cinema”, com a Cia. Etc.

Artistas-pesquisadores: Elis Costa, Filipe Marcena, José W Júnior, Marcelo Sena, Renata Vieira, Edson Vogue e Germana Glasner. Produção: Hudson Wlamir
Sala Multimídia da Caixa Cultural Recife (Av. Alfredo Lisboa, 505, Praça do Marco Zero, Bairro do Recife), dia 28 de janeiro de 2017 (sábado), das 16 às 18h, entrada franca

No Bico do Corvo, espetáculo da Lambe-Lambe: Pequena Caixa de Teatro

A proposta é realizada numa caixa de 60x30cm, durante 4m50, com um único espectador por sessão e o manipulador (Luiz Manuel) sentado à sua frente, manipulando pequenos bonecos. No enredo, Teodor acorda de sonhos intranquilos
Teatro Hermilo Borba Filho, dia 28 de janeiro de 2017 (sábado), 19h30 (acontecendo aproveitando a fila de público do espetáculo “Stereo Franz”), na perspectiva do “pague o que puder”

Performance Cênica A Chegada de Godot

No enredo, após ser muito esperado, Antonni Godot (Luiz Manuel manipulando um boneco inserido em partes de seu corpo) chega para assistir ao espetáculo em cartaz
Dia 29 de janeiro de 2017 (domingo), 17h30 e 19h30, nos teatros Hermilo Borba Filho e Apolo (aproveitando a fila de público dos espetáculos “Stereo Franz” e “Viva La Vida”)

Oficinas/Workshop

O Prazer do Texto

Orientador: Carlos Paulo – Comuna Teatro de Pesquisa (Lisboa/Portugal)
Período: 09 a 21 de janeiro de 2017 (segunda-feira a sábado), das 15 às 17h, no Teatro Barreto Júnior
Duração total: 24h
Vagas: 16
Investimento: R$ 100,00
Inscrição: apresentação de currículo e uma carta de intenção para circogodotdeteatro@gmail.com
Voltada a todas as pessoas ligadas à expressão oral (professores, estudantes, atores, etc.), a oficina pretende abordar técnicas de leitura, o uso da respiração, da voz e da articulação, a análise dramatúrgica, a concentração e o prazer, com uma apresentação pública ao final.

Oficina Teatral – Interpretação/Encenação

Orientador: João Mota – Comuna Teatro de Pesquisa (Lisboa/Portugal)
Período: 09 a 21 de janeiro de 2017 (segunda-feira a sábado), das 10 às 13h, no Teatro Barreto Júnior
Duração total: 36h
Vagas: 16
Investimento: R$ 150,00
Inscrição: apresentação de currículo e uma carta de intenção para circogodotdeteatro@gmail.com
O objetivo da oficina é alcançar o essencial através de exercícios de improvisação; passar da cultura exterior à interior e da pessoa interior à individualidade; trabalhar sobre o corpo e seus gestos sem acreditar na expressão corporal como um fim em si mesmo; pesquisar os sons como meio de expressão, sem partir do princípio que se elimina a linguagem habitual; usar a improvisação livre para melhor se aprender a relação entre a verdade da forma de expressão e a qualidade da comunicação; e evitar o narcisismo perigoso.

Oficina: Teatro do Brincar

Orientadora: Márcia Cruz – Cia. Maravilhas (Recife/PE)
Período: 24 a 27 de janeiro de 2017 (terça a sexta-feira), das 14 às 17h, na sala de dança da Caixa Cultural Recife (Av. Alfredo Lisboa, 505, Praça do Marco Zero, Bairro do Recife), para crianças dos 9 aos 13 anos
Investimento: R$ 120,00
Inscrição: ciamaravilhas@gmail.com
Pré-requisito: usar roupas adequadas para o trabalho físico
A proposta é uma vivência lúdica na linguagem do teatro. Na dinâmica, os participantes serão introduzidos à lógica do jogo teatral e aos conceitos básicos desta linguagem, transitando entre os princípios do brincar: a consciência corporal (eixo e base) e a respiração; as relações entre o tempo e o ritmo; a presença e a integração com o outro; a energia; as emoções e, por fim, o improviso. O objetivo é proporcionar a cada um dos envolvidos uma experiência alegre e significativa com o teatro.

Intercâmbio de Gestão Cultural: Modos de Fazer

Orientadores: Eduardo Okamoto e Daniele Sampaio (Campinas/SP)
Dia 22 de janeiro de 2017 (domingo), das 14 às 18h, na sala multimídia da Caixa Cultural Recife (Av. Alfredo Lisboa, 505, Praça do Marco Zero, Bairro do Recife), com entrada franca. Informações: 3421 8456
Um diálogo com artistas, gestores de espaços e/ou coletivos de pesquisa em teatro sobre estratégias de viabilização de criações cênicas em contextos com pouca ou nenhuma política pública de fomento às artes, ou seja, a produção cultural como modo de viabilizar a criação, a circulação e a fruição de bens simbólicos.

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Pernambucanos atuam em festival português

L2860237

Angelicus Prostitutus é encenado pelo grupo Matraca, e tem direção de Rudimar Constâncio. Foto: Ivana Moura

Uma peça com raízes no teatro medieval, principalmente nas comédias de François Rabelais (1494-1553), misturando metateatro, farsa, comédia dell’art, máscara, circo, música e comédia bufo para tratar de prostituição além do aspecto sexual. O desentendimento entre duas comadres, quase irmãs, quando um bonito forasteiro chega à cidade e ambas querem fisgar um marido. Um personagem andarilho saído dos cordéis populares, transbordando de humor nordestino, e cheio de truques e trapaças para conquistar uma princesa. São algumas das histórias que participam do repertório de peças do ENTREtanto MIT Valongo – Mostra Internacional de Teatro, que ocorre de 6 a 11 de setembro, no Fórum Cultural de Ermesinde, em Portugal.

Coorganizada desde 1998 pelo ENTREtanto TEATRO e pela Câmara Municipal de Valongo, a mostra deste ano acolhe as montagens pernambucanas Angelicus Prostitutus, com texto de Hamilton Saraiva, dirigida por Rudimar Constâncio e encenada pelo grupo Matraca, do Sesc Piedade; Brincadeiras de Bonecos, com a Trupe Mulungu; Sebastiana e Severina, do Teatro Kamikaze, com texto e dramaturgia original de André Neves e adaptação dramatúrgica e encenação de Claudio Lira; Trupizupe, o Raio da Silibrina, da Mambembe Produções Artísticas e direção de Carlos Lira, criação e interpretação de Bernard Massuir e texto de Bráulio Tavares. Além do Café-Concerto para Infância Vamos Brincar de Música, com Demétrio Rangel.

A MIT incorpora exibição de e peças para adultos e crianças, café-teatro, café-concerto, espetáculo de rua e intercâmbio. Um cortejo cultural festeja a parceria entre Portugal e Brasil , com o pessoal do ENTREtanto, Associação Os Filhos da Pauta, o grupo Batnapel, e os convidados brasileiros.

Ator, diretor, dramaturgo e produtor Júnior Samaio, radicado em Portugal. Foto: Celso Rocha

Ator, diretor, dramaturgo e produtor Júnior Sampaio, radicado em Portugal. Foto: Celso Rocha

Júnior Sampaio corre do rigoroso inverno europeu e em dezembro está sempre pelo Recife, ou por Salgueiro, sua terra natal no Sertão Pernambucano. Coincide com a época do Natal e Ano, tempo, de estreitar os laços com a família e os mais queridos. E no primeiro mês do ano o ator / diretor /dramaturgo acompanha o Janeiro de Grandes Espetáculos e da programação de artes cênicas garimpa montagens para o seu festival.

Desde 1999 que ENTREtanto e Sampaio apostam na valorização cênica de Valongo e área metropolitana do Porto. Além disso, desenvolve parcerias com artistas do teatro pernambucano, coproduções e intercâmbios culturais. Nesse sentido, já homenageou a atriz pernambucana Geninha da Rosa Borges na 2ª Mostra Internacional de Teatro – Portugal. Outros pisaram na MIT de Valongo nas outras edições como João Denys, Gilberto Brito, Irandir Santos, Arilson Lopes, Pedro Oliveira, Carlos Carvalho, Quiercles Santana, Vivi Madureira, Soraya Silva, Fabiana Pirro, Asaias Lira, Augusta Ferraz, Severino Florêncio, Andréa Rosa, Andréa Veruska, Iara Campos, Jorge de Paula, Tatto Medinni e Marcelo Oliveira. Além de grupos e produtores como a Remo Produções Artísticas, Trupe Ensaia Aqui e Acolá, Parcas Sertanejas, Duas Companhias, N’Útero de Criação, Unaluna, Grupo da Quinta e Teatro Casa.

PROGRAMAÇÃO

6, 7 e 8 de Setembro 20h30 Encontro de Artistas Portugueses e Brasileiros
Histórias – Portugal x Brasil
ENTREtanto Teatro (PT), Associação Os Filhos da Pauta (PT), Matraca Grupo de Teatro (BR), Teatro Kamikaze (BR), Mambembe Produções Artísticas (BR) e Trupe Mulungu (BR)
Duração: 3h – Reservado aos artistas

07 e 08 de Setembro 19h Teatro de Rua – Espetáculo de Divulgação MIT 2016
(Junto à estação da CP – Ermesinde)
Brincadeiras de Bonecos – Trupe Mulungu / Brasil
Duração: 30min // Classificação etária: Todas as idades

9 de Setembro 21h15 Abertura Oficial (Parque Urbano de Ermesinde)
Cortejo Cultural: Histórias – Portugal x Brasil
ENTREtanto Teatro (PT), Associação Os Filhos da Pauta (PT), Matraca Grupo de Teatro (BR), Teatro Kamikaze (BR), Mambembe Produções Artísticas (BR) e Trupe Mulungu (BR)
Duração: 20min // Classificação etária: Todas as idades

9 de Setembro 21h45 Teatro
O Churrasco – ENTREtanto Teatro / Portugal
Duração: 50min // Classificação etária: M/12

10 de Setembro 17h Café-Concerto para a Infância
Vamos Brincar de Música – Demétrio Rangel / Brasil
Duração: 1h // Classificação etária: M/3

10 de Setembro 21h45 Teatro
Sebastiana e Severina – Teatro Kamikaze / Brasil
Duração: 1h // Classificação etária: M/6

10 de Setembro 23h15 Café-Teatro
Trupizupe, O Raio da Silibrina – Mambembe Produções Artísticas / Brasil
Duração: 45min // Classificação etária: M/14

11 de Setembro 21h45 Teatro
Angelicus Prostitutos – Matraca Grupo de Teatro / Brasil
Duração: 1h15min // Classificação etária: M/14

7 e 8 SET 19h Teatro de Rua
Espetáculo de Divulgação MIT 2016

SINOPSES DOS ESPETÁCULOS

BRINCADEIRAS DE BONECOS  – Trupe Mulungu / Brasil
Com quadros independentes e com ausência de texto, o espetáculo é recheado por música, Gramelô, onomatopeias e outros sons de brincadeiras, que narram as histórias de relação do poder, onde o maior se impõe ao menor e como a relação de amizade pode transformar esse convívio.
Atores manipuladores: Célia Regina, Edes di Oliveira
Produção: Trupe Mulungu
Roteiro: Marcelo de Souza, Pedro Dias, Janice Pezotte, Célia Regina e Edes di Oliveira
Sonoplastia: Célia Regina, Edes di Oliveira
Confecção dos Bonecos: Trupe Mulungu
Direção Geral: Célia Regina e Edes di Oliveira
Duração: 30min
Classificação etária: Todas as idades

9 SET 21h15 Abertura Oficial
CORTEJO CULTURAL: HISTÓRIAS – PORTUGAL X BRASIL
ENTREtanto Teatro / Portugal, Associação Os Filhos da Pauta / Portugal, Matraca Grupo de Teatro / Brasil, Teatro Kamikaze / Brasil, Mambembe Produções Artísticas / Brasil e Trupe Mulungu / Brasil.
Cortejo Cultural no Parque Urbano de Ermesinde celebra esse intercâmbio entre os dois países envolvidos na mostra. Este cortejo, Histórias – Portugal x Brasil, é o resultado do Encontro de Artistas portugueses e brasileiros, orientado pelo diretor artístico do ENTREtanto TEATRO, Júnior Sampaio.
Coordenação: Júnior Sampaio
Participantes: Alunos das formações do ENTREtanto Teatro, Batnapel e os artistas convidados da Mostra Internacional de Valongo 2016.

9 SET 21h45 Teatro
O CHURRASCO – ENTREtanto Teatro / Portugal
A peça narra a vida de um churrasqueiro, humano, filho do cornudo com a vaca, leitor, possuidor de dois “eu” e um Encosto (espírito maquiavélico que o persegue desde Adão e Eva), com sonho de ser… e a realidade de fazer churrasco.
Batizado de Auxivites (Auschwitz), após arrotar no seio esquerdo da sua mãe, carrega o seu próprio nome como Cristo carregou a cruz.
Esse estranho churrasqueiro, aguarda, sempre a lutar com o seu “anjo da guarda”, a chegada da carne como as personagens de Samuel Becket esperam a chegada de Godot.
O mundo tem fome! O povo quer carne! Onde está a carne? Vem carne!
Texto, Encenação e Vivência Cénica: Júnior Sampaio
Supervisão Cénica, Cenografia e Pintura Cenográfica: Leonardo Brício
Desenho de Luz: Leonardo Brício e Júnior Sampaio
Músicas: Júnior Sampaio
Produção: ENTREtanto TEATRO
Duração: 50 minutos
Classificação Etária: M/12

10 SET 17h Café-Concerto para Infância
VAMOS BRINCAR DE MÚSICA – Demétrio Rangel / Brasil
O show musical que narra sonhos contados e cantados. Ele é um mambembe que vai de cidade em cidade com suas cantorias. Forma o trem das histórias com crianças da plateia. Dentro de uma roda; convida as crianças para participarem das músicas, doteatrinho, da brincadeira das notas musicais e a dança da estátua. Na segunda parte canta o safári, conta uma historinha do sapo Berêre e canta cantigas de roda.
Criações e Pesquisas: Demétrio Rangel
Voz e Violão: Demétrio Rangel
Duração: 1h
Classificação etária: M/3

10 SET 21h45 Teatro
SEBASTIANA E SEVERINA – Teatro Kamikaze / Brasil

A peça Sebastiana e Severina participa do festival de Valongo, em Portugal. foto: Divulgação

Célia Regina e Zuleika Ferreira estão na peça Sebastiana e Severina .

O tempo havia passado para as duas rendeiras de SEBASTIANA E SEVERINA, , que já não ostentam a beleza da juventude. Mas ainda acalentam o sonho de encontrar “um príncipe encantado” para casar. O forasteiro Chico desperta o interesse das moças que disputam a atenção do homem.
Este espetáculo busca a poesia dos antigos moradores das cidades do interior, os hábitos e costumes de velhas mulheres rendeiras, a alegria do mamulengo e das figuras do Cavalo-Marinho, a festa viva e pulsante da narrativa oral e da cultura popular do nordeste brasileiro com os seus jogos de roda, brincadeiras de rua e contadores de histórias.
Texto e Dramaturgia Original: André Neves
Adaptação Dramatúrgica e Encenação: Claudio Lira
Interpretação: Zuleica Ferreira, Célia Regina, Luis Manuel e Demétrio Rangel
Iluminação: Játhyles Miranda
Direção Musical e Preparação Vocal (canto): Demétrio Rangel
Direção de Arte: Marcondes Lima
Preparação Corporal: Quiercles Santana
Trabalho de Alongamento: Zuleika Ferreira
Produção: Claudio Lira (Teatro Kamikaze)
Duração: 60min
Classificação etária: M/6

10 SET 23h15 Café-Teatro
TRUPIZUPE, O RAIO DA SILIBRINA – Mambembe Produções Artísticas / Brasil
Os cordéis populares e personagens do humor nordestino são homenageados no compacto deste texto, escrito por Bráulio Tavares, que narra a história do andarilho Trupizupe, tocador de ganzá que ao chegar a um reino corrupto, faz-se passar por um nobre e é preso. Na cadeia ele conhece um atrapalhado ladrão e descobre que a princesa Genoveva lança adivinhações para os nobres da corte. Quem conseguir o feito ganha a sua mão em casamento.
Criação e Interpretação: Bernard Massuir
Texto: Bráulio Tavares
Direção: Carlos Lira
Interpretação: Luciana Lemos, Gabriel Fernandes, Carlos Lira, Douglas Duan, Marinho Falcão, Célia Regina, Marcelino Dias, Maurício Azevedo, Lucrécia Forcioni, Bruna Bastos, Rudimar Constâncio, Edes di Oliveira, Gabriel Conolly
Direção musical: Walmir Chagas
Operação de som: Elias Vilar
Produção: Mambembe Produções Artísticas
Duração: 45min
Classificação etária: M/14

11 SET 21h45 Teatro
ANGELICUS PROSTITUTUS – Matraca Grupo de Teatro / Brasil

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Os atores Carlos Lira e Marcelino Dias participam da montagem Angelicus. Foto: Ivana Moura

O espetáculo Angelicus Prostitutus, texto de Hamilton Saraiva, realização do Grupo Matraca do SESC Piedade, leva à cena a tradição do cômico, ao mesmo tempo em que rompe com essa tradição. Tendo como tema a prostituição, a obra aposta que há várias maneiras de prostituir-se, seja através do território sexual – o mais convencional – ou outras maneiras impostas pelos aparelhos ideológicos, como a igreja, a família, o estado ou a polícia. Aqui, a prostituição, através do anti-herói Angelicus, que acabará sendo julgado pelos seus pecados junto às divindades celestiais, como numa moralidade medieval, encarna várias facetas abordando aspectos destrutivos dos desejos humanos num tom de comédia buffo, sem esquecer do metateatro, da farsa, da commedia dell’arte, da máscara, do circo e da música ao vivo.
Texto: Hamilton Saraiva
Encenação: Rudimar Constâncio
Interpretação: Marcelino Dias, Carlos Lira, Célia Regina, Douglas Duan, Lucrécia Forcioni, Bruna Bastos, Luciana Lemos, Luiz Gutemberg, Marinho Falcão, Maurício Azevedo, Gabriela Fernandes e Gabriel Conolly
Direção musical, músicas e arranjos: Demétrio Rangel e Douglas Duan
Iluminação e confecção de materiais de luz: Luciana Raposo
Preparação corporal e coreografias: Saulo Uchôa
Preparação da voz para a cena: Leila Freitas
Preparação da voz para o canto: Douglas Duan
Preparação circense: Bóris Trindade Júnior
Preparação percussiva: Charly Du Q
Direção de produção: Ana Júlia da Silva
Produção executiva: Lucrécia Forcioni
Duração: 1h15min
Classificação etária: M/14

Ficha Artística e Técnica do MIT
ENTREtanto MIT Valongo – XIX Mostra Internacional de Teatro – 2016
Organização: ENTREtanto TEATRO e Câmara Municipal de Valongo
Programação: Júnior Sampaio
Direção Técnica: Wilma Moutinho
Técnicos de Luz: Alex Candeias, Luís Ribeiro e André Rabaça
Técnico de Som: Paulo Oliveira (CMV)
Montagem/Apoio: Pedro Oliveira
Designer Gráfico: Gabinete de Comunicação (CMV)
Produção Executiva: Tânia Seixas
Voluntários: Andreia Lopes, Catarina Vaz, Daniel Marques, Dori Roque, Emília Lemos, Etelvina Baltazar, Flávio Costa, Inês Ferreira, Inês Pereira, Joana Pereira, João Catarino, Karllana Carvalho, Laura Avelar Ferreira, Lídia Rodrigues, Manuel Santos, Margarida Silva, Maria de Fátima Nunes, Nuno Guimarães, Paulo Emílio, Paulo Kanuko, Rosa Marujo, Rui Armada, Sandra Paiva, Sérgio Sousa, Vítor Barbosa, Vítor Russo.
Apoio: Quinta das Arcas e Teatro Art’Imagem
Produção: ENTREtanto TEATRO


Informações

www.cm-valongo.pt
facebook.com/entretantoteatro

Informações e Reservas
(+351) 960 191 056
entretantoproducao@gmail.com

Bilhetes
Teatro: 2€
Café-Teatro: 1€
Café-Concerto Infância: 1€
Free Pass (Todos os espetáculos): 5€ (o portador não necessita de aguardar na fila da bilheteira)

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Sistema tibetano para atores

Junior Sampaio - Foto de Pedro Portugal

janeiro-de-grandes-espetáculos-SSSS Há mais de 20 anos, Portugal acolheu o pernambucano Júnior Sampaio. Em terras lusas, Sampaio criou o ENTREtanto TEATRO, companhia que já realizou, por exemplo, 18 mostras internacionais de teatro. Em todos esses anos, como dramaturgo, Júnior Sampaio escreveu 20 textos adultos e oito textos voltados para a infância e juventude, e coordenou 45 produções com apresentações nacionais e internacionais.

Nos últimos três anos, o pernambucano com sotaque português, filho mais novo de uma família de sete irmãos de Salgueiro, se dedicou ao mestrado em Interpretação/Encenação na Escola Superior de Música, Artes e Espetáculo, na cidade do Porto. Foi aprovado com nota máxima por unanimidade.

Sampaio estudou as aplicações do método Kum Nye, um sistema da medicina tibetana, na criação artística. O método já foi aplicado numa produção pernambucana: A Troiana Hécuba, que estreou em 2014, com atrizes experientes da cena pernambucana. Neste 22º Janeiro de Grandes Espetáculos, Júnior Sampaio volta a trabalhar o método na oficina A Poética do Equilíbrio: O Método Kum Nye na Criação Artística, que começa nesta segunda-feira (11) e segue até o dia 22 de janeiro. No dia 22, a aula será aberta ao público. São apenas 20 vagas, voltadas para atores com experiência. As aulas serão de segunda a sexta, das 14h30 às 17h30, no Espaço Vila, em Santo Amaro. O investimento é de R$ 100. Outras informações pelo telefone 3048-6066.

Para quem ficou interessado no tema do mestrado de Sampaio, mesmo que não vá fazer a oficina, conversamos com ele sobre o método, as aplicações do procedimento para os atores e os intercâmbios entre Portugal e Brasil.

ENTREVISTA // JÚNIOR SAMPAIO

Do que se trata o método Kum Nye?
O Kum Nye é um sistema da medicina tibetana que envolve técnicas de relaxamento, através de automassagem, meditação, mantras, exercícios de respiração e movimentos sutis, adaptados aos tempos modernos e ocidentais por Tarthang Tulku – Lama-Chefe do Centro Tibetano de Meditação Nyingma e do Instituto de Nyingma de Berkeley, na Califórnia. A referência documental do Kum Nye está contida nos textos médicos tibetanos, bem como nos antigos textos do Budismo, e foca-se no viver de acordo com as leis físicas e universais, incluindo extensas descrições de práticas de tratamento.

Qual era o enfoque da sua pesquisa de mestrado?
A pesquisa A Poética do Equilíbrio: O Método Kum Nye na Criação Artística trata da análise dos resultados da experimentação e aplicação do método Kum Nye na direção de atores em três fases de uma experiência, que resultam em três montagens distintas de A Troiana Hécuba, criada a partir da tragédia grega As Troianas, de Eurípides. A experimentação e sistematização deste método com atores profissionais, formandos e amadores oriundos de diversas áreas, de variadas escolas e de diferentes fazeres teatrais, tem início em 2013, no primeiro e no segundo ano do meu mestrado, com duas fases, na cidade do Porto, em Portugal.

No ano seguinte, a análise e a construção do método são aprofundadas e aplicadas em mais um experimento artístico com atores profissionais, aqui no Recife. A pesquisa do Kum Nye para e na criação cênica é um trabalho estruturado e baseado nas competências técnicas ao nível de corpo, voz, mente, energia e interpretação, que se desenvolve enquanto experimentos dramáticos através de exercícios específicos do Kum Nye, pretendendo que o ator amplie a sua atitude reflexiva nas descobertas dos centros energéticos da vivência teatral a partir do equilíbrio.

A prática do Kum Nye requer honestidade e aceitação, paciência e disciplina e, principalmente, disponibilidade para o desconhecido, deixando o praticante perceber como, e até que ponto, este método pode aprimorar de forma sutil a interpretação versátil dos atores.

Os exercícios do Kum Nye selecionados para a pesquisa encontram-se registados nos livros Gestos de Equilíbrio (Tulku, 2009) e Kum Nye – Técnicas de Relaxamento (Tulku, 1993) e são executados conforme o ritmo suave do Kum Nye, a fim de conduzir o ator a obter um autocontrole corporal e mental, eliminando as zonas de tensões, ultrapassando as dores musculares, reorganizando a postura do corpo, entrando em contato direto com o estado emocional do momento, aumentando a serenidade e, principalmente, vivenciando os experimentos sem se importar com rótulos, visto que, neste método, o mais importante é a experiência em si.

Como o método foi aplicado especificamente no espetáculo A Troiana Hécuba, que estreou no último Janeiro de Grandes Espetáculos?
Apesar de utilizar o Kum Nye na minha experiência profissional – ator, formador e encenador, desde 1986, são as três montagens de A Troiana Hécuba que estruturam esse método para a direção de ator. Os universos do Teatro e do Kum Nye são extremamente amplos e o objetivo principal da pesquisa é apostar na articulação desses dois universos. A montagem no Recife foi intensiva e inserida dentro de um Festival Internacional de Teatro, numa residência artística, com atores profissionais convidados a experimentar o Kum Nye pela primeira vez, resultando em duas apresentações públicas no Teatro Marco Camarotti, no Sesc Santo Amaro. É preciso deixar claro que esta criação foi apresentada ao público como um exercício teatral, mas dado envolver atores reconhecidos, as expectativas geradas no meio teatral da cidade do Recife e no público em geral, com todos os prós e os contras, passam a fazer parte diretamente da experiência.

Auricéia Fraga em A Troiana Hécuba. Foto: Reprodução facebook

Auricéia Fraga em A Troiana Hécuba. Foto: Reprodução facebook

Como foi, na ocasião, trabalhar principalmente com mulheres tão experientes?
O ator, ao longo da sua carreira, pode ir adquirindo vícios – para muitos são verdadeiras descobertas da interpretação – que interferem na criação e o impedem de recomeçar um processo criativo sem as influências de tais ruídos. A necessidade de uma limpeza ordenada, nos processos de criação, torna-se crucial para que o ator adquira uma vivência cénica inusitada. O Kum Nye é por natureza um método de limpeza e a sua prática requer uma convivência espontânea com os processos naturais do cosmo, exercitando o desapego e deixando o novo surgir, tornando-se parte do experimento.

Será que o problema maior do ator, atualmente, passa por não desbloquear os seus pontos/centros energéticos, limitando a sua comunicação com os espetadores e com os outros elementos do universo teatral? Como é que o Kum Nye pode proporcionar, conscientemente, este desbloqueio?

Na nossa experiência, em princípio, cabe a cada participante descobrir, com a autoanálise, os seus limites, vícios e bloqueios, e também cabe a cada um o desejo de ultrapassar as suas próprias descobertas. O melhor mestre, neste caso, é o próprio participante. Aqui, concordando plenamente com Tarthang Tulku: “Em última análise, o nosso melhor mestre somos nós mesmos. Quando estamos abertos, atentos e alertas, então poderemos nos guiar corretamente.” (Tarthang Tulku, Gestos de Equilíbrio).

No caso, por se tratar de uma experiência artística, com prazos determinados, o diretor alerta cada participante para as suas virtudes e as suas falhas, se assim se podem qualificar, para a criação pretendida. Ao mesmo tempo, conclui-se que esta qualificação pode ser invertida na próxima criação: a virtude passa a ser falha e a falha passa a ser virtude.

A experiência comprova que todos os participantes que se disponibilizam para os experimentos, equilibram o seu corpo e a sua psique, melhoram a concentração e renovam a clareza dos sentidos. E mais, estimulam e transformam as energias correntes em energias artísticas, utilizando os exercícios de Kum Nye adaptados para e na criação artística. São encontros momentâneos que não perduram, mas ficam gravados na memória de todos.
E cabe a cada um deles saber se deseja remexer em si mesmo, remexer nos seus sentimentos, nas suas razões e continuar permitindo, mais uma vez, que a sua criatividade e a sua inteligência seja usada em prol da sua arte. E aqui, o equilíbrio pode levar o ator a uma maior versatilidade consciente ao longo da sua carreira artística, desde que fuja dos apegos que inflamam o ego.

O ator deve entrar em cena livre de julgamentos e deixar que a sua intuição, trabalhada por técnicas, o conduza a uma vivência cénica pré-estabelecida por ele e pelo encenador, deixando que as demais criações e os espetador alterem sutilmente as suas emoções. Os espaços a serem preenchidos por essas sutilezas são infinitos e, de maneira alguma, seguir as diretrizes do diretor transforma o ator em marioneta. Não o transforma em comandado porque o Kum Nye é um método que trabalha delicadezas, doses mínimas de energia, sensações e emoções.

No caso particular da nossa experiência, procurou-se a profundeza da alma de uma rainha sem chão e um mensageiro sem voz, ambos sofrendo a dor de uma guerra, onde vencedores e vencidos perdem. Um caminho difícil de percorrer, porque o percurso se dirige para o interior de cada ator, encontrando energias sutis da dor, da destruição, da solidão e do vazio, com o intuito de transformar tudo em poesia cénica, através das técnicas do Kum Nye.

Assim, durante o processo, as experimentações seguiram-se, exaustivas e aprazíveis, dolorosas e suaves, tensas e relaxadas, ricas e pobres, doces e salgadas. E o meu desejo final é de que os participantes mantenham a tão ouvida negação do verbo apegar: Não se apeguem, pois toda experiência se encerra em si e aquilo que cada um consegue hoje é exatamente aquilo que nunca mais se consegue, pois tanto no Teatro como no Kum Nye nada se repete.

Não posso deixar de agradecer publicamente aos 16 atores que participaram nesta experiência… E aqui, registro os nomes dos sete atores, Auricéia Fraga, Fátima Aguiar, Isa Fernandes, Lano de Lins, Nilza Lisboa, Sônia Bierbard, e Zuleica Ferreira. Em primeira e última análise, foram eles que disponibilizaram as suas corporificações – energia, alma, corpo, voz e interpretação… – para refletirmos sobre o ofício do Ator.

Como será a oficina que você vai ministrar no Janeiro? Existe a pretensão de que a oficina gere um espetáculo?
Os exercícios do Kum Nye, de uma maneira geral, têm como objetivo levar o praticante a uma consciência corporal e mental no instante da prática, sem se apegar a conceitos e/ou preconceitos e, ao mesmo tempo, criando e desenvolvendo uma consciência que permita uma análise em tempo real do estado corporal – corpo no sentido do Kum Nye: corpo, existência, maneira de se corporificar.

A prática do Kum Nye tem um enfoque básico na respiração e desenvolve-se pela automassagem, pelos movimentos corporais suaves, pela meditação e pelos mantras, resultando numa sensibilidade energética e possibilitando que o ator ganhe um controle sutil dos seus instrumentos de trabalho durante a sua vivência teatral. Esses exercícios estão interligados e complementam-se constantemente. Nenhum deles pode ser isolado durante a prática: um interfere no outro, que imediatamente pede auxílio a um terceiro e assim sucessivamente, tornando-os, muitas vezes, um único exercício, uma maneira de estar, com um leque ilimitado de possibilidades.

Nesta oficina para atores, A Poética do Equilíbrio – O Método Kum Nye na Criação Artística, será aplicado o método, com as suas devidas adaptações, na comédia Os Filhos da Festa, de Júnior Sampaio, a partir de Lisístrata, de Aristófanes. Os resultados dos experimentos artísticos podem se transformar num novo espetáculo teatral, mas só processo poderá indicar o caminho seguinte.

Há mais de 20 anos, o seu trânsito entre Portugal e Brasil, especificamente Pernambuco, é intenso. Como você enxerga as possibilidades de enriquecimento cultural tanto para Portugal quanto para o Brasil com esses processos de intercâmbio que parecem cada vez mais efetivos?
Esta Oficina para Atores vem dar continuidade às coproduções e aos intercâmbios culturais realizados pelo ENTREtanto TEATRO (Valongo – Portugal) e o teatro pernambucano, iniciados, em 1999, com a homenagem à atriz pernambucana Geninha da Rosa Borges no ENTREtanto MIT Valongo – 2ª Mostra Internacional de Teatro – Portugal.

Ao longo destes anos, já passaram pelos palcos da Mostra Internacional de Teatro de Valongo – Portugal vários espetáculos pernambucanos, com nomes que representam o teatro do estado e do Brasil. Entre muitos, podemos destacar Geninha da Rosa Borges, João Denys, Gilberto Brito, Irandir Santos, Arilson Lopes, Pedro Oliveira, Carlos Carvalho, Quiercles Santana, Vivi Madureira, Soraya Silva, Fabiana Pirro, Asaias Lira, Augusta Ferraz, Severino Florêncio, Andréa Rosa, Andréa Veruska, Iara Campos, Jorge de Paula, Tatto Medinni e Marcelo Oliveira.

Também podemos destacar grupos ou produtores como Remo Produções Artísticas, Trupe Ensaia Aqui e Acolá, Parcas Sertanejas, Duas Companhias, N’Útero de Criação, Unaluna, Grupo da Quinta e Teatro Casa, que levaram os seus espetáculos a Portugal, representando da melhor forma o teatro pernambucano. Estes intercâmbios enriquecem o teatro dos dois países e fortalecem culturas que de alguma forma se irmanam.

A bailarina vai às compras, montagem vista no Recife em 2012

A bailarina vai às compras, montagem vista no Recife em 2012

Desde A Bailarina Vai às Compras você não traz um espetáculo como ator ao Recife. Quando será o próximo?
Muito em breve… Um novo monólogo está sendo criado, mas pouco posso adiantar. Como a estrutura ainda se encontra embrionária, tudo que disser pode ser alterado. Assim, prefiro ir amadurecendo as ideias na solidão da criação artística. Ainda estou nos devaneios, nos sonhos, na imaginação do que pode vir a ser esta nova criação. Nesta fase, encontro-me protegido na casa de criação, na paz da meditação do Kum Nye, tentando dar largas às minhas imaginações poéticas…

Para criar, tenho que está no aconchego dos meus ninhos, interior e exterior… Neste momento, tento me alimentar da poesia cênica… Quando estiver saciado, saio dos meus ninhos particulares e volto a partilhar os alimentos com o universo cênico…

Muito em breve, espero…

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Em defesa do Teatro do Parque

Durante todo o sábado houve manifestação na frente do teatro

Durante todo o sábado houve manifestação na frente do teatro

O Teatro do Parque completou 98 anos no último sábado. Não houve festa até porque o equipamento municipal da cidade do Recife está fechado há três anos. Mas a data não passou em branco. O Movimento Ocuparque, iniciativa da sociedade civil, promoveu ações durante todo o dia, com performances, apresentações musicais e recitais de poesia.

Depois da caminhada, que saiu do Parque 13 de Maio, muita gente fez apresentações em frente ao teatro. Palhaços do Grupo de Teatro João Teimoso, Roger de Renor, S. R. Tuppan e Poetas Contemporâne@s. Pandora, cantora de nove anos, mostrou seu talento interpretando canções de Dalva de Oliveira e Marisa Monte.

A exposição de Painéis Fotográficos em bikedoor Pernambuco: Cultura, e Mar, deHistória Miguel Igreja, andou pela cidade e se instalou em frente ao teatro. O Maestro Gil Amâncio tocou uma música que compôs para o movimento ao piano. Por fim acompanhou a projeção de um filme de Chaplin, como nos tempos do cinema mudo.

Os organizadores do evento estão confiantes. Esta semana a Fundação de Cultura Cidade do Recife prometeu firmar um convênio com o Centro de Estudos Avançados da Conservação Integrada (Ceci), para criar uma estratégia de reforma do Teatro do Parque. Os líderes do Ocuparque adiantam que todo dia 24 haverá um evento para reafirmar o movimento.

Maestro Gil Amâncio tocou piano na porta do Teatro do Parque

Maestro Gil Amâncio tocou piano na porta do Teatro do Parque

Assista ao vídeo com ações do Ocuparque.

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