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Dança faz festa em Petrolina

Espetáculo Rio de Contas abre programação da mostra em Petrolina

Espetáculo Rio de Contas abre programação da mostra em Petrolina

Produzir arte é para obstinados. Não é fácil desenvolver uma linguagem artística e, por motivos históricos, quanto mais longe das capitais e dos incentivos, as dificuldades aumentam. Esse é um dos motivos – mas não o único – para aplaudir um grupo que celebra 20 anos no interior de Pernambuco. É preciso tirar o chapéu para a perseverança. A Cia. de Dança do Sesc Petrolina nas últimas duas décadas vem se dedicando à formação de bailarinos naquela região do Sertão. Para marcar a data, o Sesc Petrolina realiza a mostra Cartografia de uma História de 4 à 12 de Julho, no Teatro Dona Amélia.

Cinco dos 15 espetáculos da companhia serão apresentados. A mostra abre com O Rio de Contas, no sábado (04/07), Prêmio APACEPE de Teatro e Dança em 2015, pelo figurino criado por Maria Agrelli. Domingo (05/07) o grupo exibe Eu Vim da Ilha, outra montagem premiada com o Prêmio APACEPE de Teatro e Dança 2012, como Melhor Espetáculo e Melhor Trilha Sonora de Dança, no Festival Janeiro de Grandes Espetáculos, do Recife. No dia 10 é a vez do espetáculo Bailantes Brincantes Dançantes, que há cinco anos não é apresentado na cidade. No sábado (11/07) o bando mostra Fuá na Casa de Zé Mané (que integra o repertório da companhia que desde 2003). Tatudobrega, reunindo um elenco de 23 bailarinos, encerra programação no dia 12.

Os espetáculos dão um panorama da trajetória do grupo. “A escolha foi a partir da ideia de que eles continuam dialogando com o tempo”, defende o diretor Jailson Lima.

Programação
04/07 – Rio de Contas
05/07 – Eu Vim da Ilha
10/07 – Bailantes Brincantes Dançantes
11/07 – Fuá na Casa de Zé Mané
12/07 – Tatudobrega

Serviço
Quando: 4 a 12 de Julho de 2015, às 20h.
Onde: Teatro Dona Amélia – Sesc Petrolina, Rua Pacífico da Luz, 618, Centro, Petrolina-PE.
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).
Informações: (87) 3866-7454.

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Vale da dança

A ideia era fazer um evento para celebrar o Dia Internacional da Dança, comemorado no dia 29 de abril. Mas a necessidade se mostrou maior: os espetáculos da cidade precisavam de visibilidade, havia o desejo por complementação na formação, por debates, por oficinas. Essa é a historinha da criação do Vale Dançar, festival realizado em Petrolina, Sertão pernambucano, que já vai para a sua quarta edição.

Além de movimentar a cena, o Vale Dançar tenta mostrar às autoridades que existe gente produzindo dança por lá, enquanto o poder público simplesmente não se manifesta. Uma cidade tão forte economicamente, um polo médico, educacional…e todas essas coisas que a prefeitura adora alardear… e não tem um teatro sequer! Ou melhor, tem. Porque existe o Sesc, instituição que trabalha há anos na região e realiza o Vale Dançar. Mas o Teatro do Sesc está fechado por conta de uma reforma que acabou de começar e deve durar pelo menos um ano e meio. Resultado? Os espetáculos que pedem um maior aparato de luz, som, terão que cruzar a ponte. Serão apresentados na Bahia, em Juazeiro, no Centro Cultural João Gilberto. E deve ser assim também no festival Aldeia do Velho Chico, que acontece em agosto, por mais de 15 dias.

“80% da programação do Vale Dançar é de espetáculos locais. Temos pelo menos quatro grupos de dança produzindo na cidade”, explica o supervisor de Cultura do Sesc em Petrolina, Jailson Lima, que é também diretor da Qualquer Um dos 2 Cia de Dança, que já tem três espetáculos no repertório: Vire ao contrário (2007), De dentro (2009) e Deixar ir (2010). Um dos diferenciais da companhia é que ela é formada só por homens.

Aluga-se um coração, da Qualquer Um dos 2 Cia de Dança

Além de Aluga-se um coração, novo espetáculo da Qualquer Um dos 2, inspirada no livro Amor Líquido, de Bauman e Deixar ir; da produção petrolinense, o festival apresenta ainda Esbórnia, da Cia de Dança do Sesc (grupo com 16 anos); Atração, da Cia de Dança Canuto; e as mostras de solos, duos e de dança contemporânea.

De Surubim, vai o espetáculo Valsa para cadáveres e desejos, da Solus Cia de Dança. É o primeiro trabalho coreografado e dirigido por André Chaves. São três bailarinos em cena. “É um estudo sobre as contrações involuntárias. Parkinson, cãibra, soluços. A gente parte daí como ponto de pesquisa do movimento”, conta Chaves. O espetáculo, complementa, é resultado de uma provocação feita por Raimundo Branco, da Compassos, que fez uma residência artística em Surubim ano passado.

Valsa para cadáveres e desejos. Foto: Luana Andrade

A convidada do Recife é a Cia Etc., com o espetáculo Silêncio, uma intervenção intitulada Involuntário, e ainda a participação de Marcelo Sena em alguns debates e na palestra Processos criativos em dança.

O Vale Dançar começa hoje, às 20h, e segue até o dia 1º de maio. Os espetáculos são gratuitos; já as oficinas custam R$ 15 para o público em geral e R$ 10 para comerciários e dependentes. Confira aqui a programação completa.

Silêncio, da Cia Etc. Foto: Breno César

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