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Centro de Pesquisa Teatral – CPT
retoma atividades em formato digital

Legado de Antunes Filho é tema de seminário Foto: Emidio Luisi / Divulgação

A Pedra do Reino, montagem de 2006. Foto Isabel DElia / Divulgação

O escritor Ariano Suassuna e Antunes Filho na estreia d’A Pedra do Reino. Foto: Emidio Luisi / Divulgação

Última peça de Antunes, Eu Estava em Minha Casa e Esperava que a Chuva Chegasse. Foto: Matheus José Maria

Antunes dirigindo Xica da Silva, em 1988

Desde a década de 1980 que muitos aspirantes a atrizes e atores de todo Brasil sonhavam ou se arriscavam na concorrida seleção para integrar as turmas de formação do Centro de Pesquisa Teatral – CPT-Sesc. Criado em 1982 e coordenado por Antunes Filho, até a morte do encenador, em maio do ano passado, o laboratório permanente de concepções teatrais, aprendizado de atores e de dramaturgos ganhou corpo e fez história. Virou referência no Brasil e exterior. O trabalho inestimável de Antunes é destacado neste momento em que o CPT investe na expansão de ações para o digital, numa busca de ampliação de acesso.

O CPT-SESC formou mais de mil profissionais das artes cênicas entre atores, dramaturgos, cenógrafos e iluminadores e criou 46 espetáculos – Macunaíma, Antígona, Xica da Silva, A Pedra do Reino, Blanche, Eu Estava em Minha Casa e Esperava que a Chuva Chegasse, entre outros.

No material de divulgação, o diretor regional do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda destaca esse momento urgente de valorização do teatro. “É num mundo que exclama por autocrítica e autorreflexão que o CPT-SESC, inspirado no legado do eterno Antunes Filho e irmanado a tantas mentes talentosas, reitera a força transformadora e necessária do teatro”.

Disposta em cinco frentes, a programação, está dividida em Formação de Atores; Criação e Experimentação; Dramaturgia; Cenografia; e Memória, Acervo e Pesquisa.

As atividades começam já nesta terça-feira, 1º de setembro, e abrangem seminários, bate-papos, debates, ateliês de dramaturgia, mostras digitais do acervo, laboratórios, cursos, entre outras. Alguns profissionais que participam dessas jornadas e que nutrem ligações com o CPT são os fotógrafos Emídio Luisi, Lenise Pinheiro e Bob Sousa, as dramaturgas Silvia Gomez e Michelle Ferreira e o cenógrafo JC Serroni.

O seminário CPT 2020 é a primeira ação desta nova fase e ocorre desta terça a quinta, dias 1º, 2 e 3 de setembro, às 11h, com transmissão pelas redes do CPT-SESC. Os assuntos devem rondar o legado de Antunes e as novas perspectivas para a criação e experimentação teatrais.

Samir Yazbek, Marcio Abreu, Gabriel Villela, Bia Lessa, Christiane Jatahy e Janaina Leite participam do seminário

No primeiro dia, participam os diretores Samir Yazbek, Gabriel Villela e Bia Lessa e o diretor regional do Sesc-SP, Danilo Santos de Miranda. Na quarta-feira, dia 2, o foco é a teatralidade nos dias de hoje, com Marcio Abreu (diretor-encenador da Cia Brasileira de Teatro), Christiane Jatahy (diretora-encenadora) e Grace Passô (atriz, diretora e dramaturga). Na quinta, dia 3, encerrando o seminário está agendada a primeira edição do Diálogos e Intercâmbios, evento mensal criado para promover o intercâmbio entre diretores de coletivos ibero-americanos -, este dia com conversa entre os colombianos Rolf Abderhalden e Ximena Vargas, do Mapa Teatro, e os brasileiros Marcos Felipe (diretor da Cia Mungunzá) e Janaina Leite (pesquisadora e fundadora do Grupo XIX).

 

Outras ações

        • Videodepoimento Antunes Filho em Primeira Pessoa concedido em 2014 ao CPF – Centro de Pesquisa e Formação do Sesc, entra no ar, na plataforma do Sesc Digital, no dia 9 de setembro, quarta-feira
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        • De 5 de setembro a 29 de novembro, sábados e domingos, às 14h, quinzenalmente ocorre a primeira etapa do Círculo de Dramaturgia, a ser desenvolvido por sete dramaturgos convidados – entre eles Dione Carlos e Francisco Carlos. Eles conduzirão um ateliê imersivo de criação dramatúrgica, com duração de um final de semana, inspirado em seus próprios conceitos e metodologias de escrita.
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        • Cenografia Contemporânea em Primeira Pessoa tem organização e mediação de Aby Cohen. A série de debates acontece de 8 de setembro a 15 de dezembro, terças-feiras, às 20h, e e vai mergulhar no pensamento cenográfico contemporâneo, seus entrecruzamentos e especificidades.
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        • No dia 14 de setembro, acontece o primeiro debate da série Círculo de Debates – Memória, Acervo e Pesquisa, A Pedra do Reino, peça baseada na obra de Ariano Suassuna, que esteve em cartaz em 2006. No primeiro encontro-preservação de acervos teatrais, estarão Chico Pelúcio, Elisabeth Azevedo e Fausto Vianna e a mediação será de Ilona Hertel. Os temas seguintes – Fotografia de Teatro, Crítica Teatral e Dramaturgia – acontecem nos dias 21, 28 de setembro e 5 de outubro.
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        • Até dezembro, ficam em cartaz mostras digitais do acervo de peças encenadas pelo CPT, com figurinos, cartas, peças gráficas e outros itens. Integram a mostra:
          de 14 de setembro a 13 de outubro A Pedra do Reino (de 2006);
          de 14 de outubro a 13 de novembro, A Hora e a Vez de Augusto Matraga (de 1986);
          de 14 de novembro a 13 de dezembro, Xica da Silva (de 1988);
          e de 10 a 31 de dezembro, Tragédias (de 2001, 2002 e 2005), acompanhadas por novos encontros que compõem o Círculo de Debates – Memória, Acervo e Pesquisa. 
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        • Uma série de minicursos individuais e complementares de iniciação às técnicas e recursos tecnológicos que podem ser empregados na criação de espetáculos online e presenciais, é a proposta dos Minicursos Laboratórios, de 15 de setembro a 5 de novembro, terças e quintas-feiras, às 19h. Entre os temas estão: Videoatuação – O uso da câmera de vídeo em cena e no ambiente virtual, com Yghor Boy; Iluminação, com Aline Santini; Ambiência Sonora, com Julia Zakia e Guile Martins; e Zoom – A Quinta Parede, com Bruno Kott. As atividades estarão conectadas ao programa do Espaço de Tecnologias e Artes do Sesc – ETA.
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        • A partir do dia 16 de setembro, acontece o laboratório cênico Vagamundos coordenado pela diretora Maria Thais. Com duração de nove meses, a residência artística terá três etapas. Os primeiros encontros, virtuais, compõem o “Abrindo Terreiros” e contam com participantes de diversos saberes e fazeres. Acontecerão às quartas e quintas-feiras, às 15h e estarão abertos a todos, no canal do CPT no YouTube. A partir da segunda parte, denominada “Talhar”, um grupo inscrito e selecionado participa de um ateliê prático para criação e fabricação de estudos cênicos a partir de materiais narrativos diversos. 
        • Em Decupando Espetáculos, que acontece a partir do dia 18 de setembro, artistas que foram cocriadores nos espetáculos do CPT selecionaram trechos das obras disponíveis na plataforma do Sesc Digital para tecer comentários sobre suas participações nessas realizações. O primeiro deles é Eu Estava em Minha Casa e Esperava que a Chuva Chegasse – último espetáculo dirigido por Antunes e estreado em 2018. Entre os comentadores das peças estão Simone Mina, Suzan Damasceno, Marcos de Andrade, Raul Teixeira, Telumi Hellen, Rodrigo Mercadante e Fernanda Maia.
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        • No curso livre Primeiro Recorte – Corpo, de 20 de outubro a 5 de novembro, o conhecimento de diferentes linguagens – dança, performance, ioga – amplia o corpo cênico/poético do intérprete no teatro.
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        • Ex-integrantes que participaram de processos e pesquisas no CPT e seguiram caminhos diferentes que não só o teatro, dividem suas experiências no Outras Trajetórias, vídeo que será lançado a partir de novembro.
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        • Reforçando o intercâmbio e o incentivo à circulação de informações, serão realizadas Aproximações Pedagógicas com entrevistas exclusivamente sonoras com profissionais ligados às coordenações pedagógicas das escolas de formação em teatro. Serão disponibilizados oito episódios, no período de 28 de outubro a 16 de dezembro.
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        • De 7 de novembro a 19 de dezembro (sábados, às 13h, quinzenalmente), quatro mestres, ex-integrantes do CPT, participam da série Pílulas de Pesquisas Acadêmicas, na qual falarão sobre suas teses. Seus estudos tratam justamente sobre essa formação e a pesquisa acerca do trabalho de Antunes Filho e do próprio CPT.

PROGRAMAÇÃO DE ABERTURA

SEMINÁRIO CPT 2020
Atividade online no youtube.com/cptsesc
Série de três encontro: reflexão sobre o legado de Antunes Filho com as perspectivas para a criação e experimentação nas artes cênicas.

1º setembro – terça-feira, às 11h
O LEGADO DE ANTUNES FILHO
Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc-SP, recebe os diretores Samir Yazbek, Gabriel Villela e Bia Lessa para uma conversa sobra a influência de Antunes Filho no processo criativo deles.
apresentação e mediação: Sérgio Luís

2 setembro – quarta-feira, às 11h
NOVAS TEATRALIDADES E ESTRATÉGIAS PARA A EXISTÊNCIA DO TEATRO
Marcio Abreu (diretor-encenador da Cia Brasileira de Teatro), Christiane Jatahy (diretora-encenadora) e Grace Passô (atriz, diretora e dramaturga) discutem a continuidade e transformação de seus fundamentos nos novos tempos.
apresentação e mediação: Tommy Pietra

3 setembro – quinta-feira, às 11h
DIÁLOGOS E INTERCÂMBIOS
Estreia da série Diálogos e Intercâmbios – atividade mensal para promover o intercâmbio entre diretores de coletivos ibero-americanos – com a participação dos diretores Rolf Abderhalden e Ximena Vargas, do Mapa Teatro (Colômbia) e dos encenadores brasileiros Marcos Felipe, diretor da Cia Mungunzá e Janaina Leite, pesquisadora e fundadora do Grupo XIX.
apresentação e mediação: Emerson Pirola

PROGRAMAÇÃO CPT 2020

5 e 6 setembro – sábado e domingo, às 14h
UMA DRAMATURGIA – ATELIÊ DE ESCRITA
com Silvia Gomez, dramaturga e jornalista, mineira de Belo Horizonte, radicada em São Paulo desde o início dos anos 2000. Autora das peças O céu cinco minutos antes da tempestade (2008) e Mantenha fora do alcance do bebê (2015), prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) de melhor texto, entre outas.

8 setembro a 15 dezembro – terças-feiras, às 17h [quinzenalmente]
CENOGRAFIA CONTEMPORÂNEA EM PRIMEIRA PESSOA
atividade online no youtube.com/cptsesc
Coordenada por Aby Cohen, a série de oito encontros discute temas do pensamento cenográfico contemporâneo, seus entrecruzamentos e especificidades

9 de setembro – quarta-feira, às 11h
ANTUNES FILHO EM PRIMEIRA PESSOA
disponível na plataforma Sesc Digital
Registrado em 2014 pelo Centro de Produção Audiovisual do Sesc, esse depoimento em áudio revela os processos, os objetivos e os caminhos do trabalho realizado no CPT.

14 setembro a 13 outubro
A PEDRA DO REINO – coleções e acervos históricos CPT_SESC
disponível na plataforma Sesc Digital
Figurinos, objetos de cena, materiais gráficos em coleção virtual que apresenta o acervo do espetáculo A Pedra do Reino, romance homônimo de Ariano Suassuna, montado em 2006 pelo CPT/Sesc, com direção de Antunes Filho.

14 setembro – segunda-feira, às 18h
CIRCULO DE DEBATES

MEMÓRIA, ACERVO E PESQUISA – PRESERVAÇÃO DE ACERVOS TEATRAIS
atividade online no youtube.com/cptsesc
com Elisabeth Azevedo, Fausto Vianna e Chico Pelúcio
apresentação e mediação: Ilona Hertel

15 a 24 setembro – terças e quintas-feiras, às 19h
MINICURSO LABORATÓRIO – ILUMINAÇÂO

atividade online na plataforma Teams
coordenado por Aline Santini, o curso oferece iniciação à técnica e recursos tecnológicos de iluminação que podem ser empregados na criação de espetáculos online e presenciais
Inscrições a partir de 8 de setembro

Serviço
Reabertura do Centro de Pesquisa Teatral CPT_SESC
A partir de 1º de setembro de 2020
www.sescsp.org.br/cpt | instagram/cptsesc

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Sobre os fantasmas do teatro e o estilo hippie chic

Os gigantes da montanha. Foto: Pollyanna Diniz

Os gigantes da montanha . Foto: Pollyanna Diniz


Yolandas no FIG. Arte: Bosco

Já fazia um bom tempo que o Galpão não vinha a Pernambuco. Não vimos por aqui, por exemplo, os trabalhos do grupo baseados em textos de Anton Tchékhov: Tio Vânia (aos que vierem depois de nós) e Eclipse, que estrearam em 2011 e são bem soturnos, contidos, pesados. Bem diferentes do espetáculo Os gigantes da montanha, apresentado no último sábado no Festival de Inverno de Garanhuns, na Praça do Mosteiro de São Bento. Não que o texto de Luigi Pirandello (1867-1936) seja solar, leve, muito pelo contrário, mas o diretor Gabriel Villela, que reencontrou o Galpão depois de ter assinado para a trupe Romeu e Julieta (1992) e A rua da amargura (1994), deu o seu tratamento à encenação. Desde a atuação até, claro, cenários e figurino. E já são 30 anos de Galpão – eles sabem fazer teatro de rua, levar a música ao palco, encantar e seduzir o público.

No espetáculo, uma trupe de atores decadentes chega a uma vila habitada por fantasmas. É uma montagem que questiona o tempo inteiro a noção de realidade e fantasia. O que realmente acontece? Aqueles atores da trupe estão mesmo vivos o tempo inteiro? O que é só imaginação? Há várias camadas sobrepostas dentro da encenação – realidade, sonho, ilusão, interpretação dentro da interpretação – quando eles começam a encenar A fábula do filho trocado dentro da peça. E há ainda o fato, sim, claro, de que é teatro. E o grupo faz questão de parar a montagem ao final do segundo ato para contar ao público que, quando morreu em 1936, Pirandello não tinha terminado Os gigantes da montanha. No leito de morte, ele teria contado ao filho Stefano como seria o final. Uma das cenas mais bonitas da montagem, aliás. Com uma solução super simples, forte e poética.

Cenários e figurinos são traços marcantes da montagem, com a “grife” incontestável de Gabriel Villela. Os figurinos foram idealizados por Villela, Schicó do Mamulengo e José Rosa e a cenografia, por Villela, Helvécio Izabel e Amanda Gomes. É uma mistura de estilos folk-boho-hippie chic-étnico levada ao palco. Visualmente é incrível, executado de forma impecável, mas é, de verdade, uma “grife” Gabriel Villela: então lembra Sua Incelença, Ricardo III, do Clowns de Shakespeare, Hécuba, com Walderez de Barros, Macbeth, com Marcello Antony, só para citar algumas montagens que passaram pelo Recife há não muito tempo.

Espetáculo deve vir ao Recife

Espetáculo deve vir ao Recife

O cenário é dividido em planos e funciona extremamente bem na intenção de contrapor os núcleos: são muitas vezes os fantasmas versus os atores da trupe, por exemplo, os atores dispostos como coro. E a própria citação ao teatro, com uma cortina que abre e fecha, trazendo novas cenas.

Outro destaque da encenação é, sem dúvida, a musicalidade. Os atores tocam e cantam em cena, com um detalhe que faz toda a diferença: optaram majoritariamente por músicas italianas. A direção e preparação musical, os arranjos e a composição são assinados por Ernani Maletta, parceiro antigo do grupo. Numa matéria do portal Uai, a repórter cita algumas das músicas da encenação: La arrabiatta, de Nino Rota; Il mondo, de Jimmy Fontana; Jesus bambino, de Lucio Dalla; Ciao amore ciao, de Luigi Tenco; Io che amo solo te, de Sergio Endrigo; Bella ciao e Nana, nana tidoletto, canções populares da resistência italiana; La golondrina, de Narciso Serradell Sevilla; Les pêcheurs de perles, de Georges Bizet.

Todo o primor – visual e musical – é coroado por atuações competentes. Inês Peixoto está muito bem como a Condessa Ilse: a loucura, o medo, a obstinação. São atuações expandidas, gestos largos e a construção de muitas imagens. O texto do espetáculo, com várias cenas paralelas à história principal, permite a participação efetiva de vários atores. A cena do suicídio, por exemplo, com o ator Júlio Maciel, encanta o público. Teuda Baura, como a Sonâmbula, merecia um papel maior, sempre tão bom é vê-la em cena.

Em Os gigantes da montanha, o Galpão está falando do que mais sabe: teatro. É, inclusive, um espetáculo bastante crítico e irônico, com relação ao exercício teatral e à cultura do país em muitos momentos. Como uma citação a um teatro sempre fechado, servindo somente aos ratos, ou à burocracia dos projetos, captações, prestações de conta e contrapartidas sociais. É uma peça que nos faz lembrar dos nossos próprios fantasmas, da ilusão, do sonho, da arte. Precisamos mesmo dos artistas para dar coerência – não só aos sonhos – mas principalmente à realidade.

Boa notícia! – Para quem perdeu a montagem em Garanhuns, há a promessa de que o espetáculo participe do Festival Recife do Teatro Nacional. Leda Alves, secretária de Cultura do Recife, estava na plateia e teria feito a promessa a um dos atores do grupo. Espero que seja cumprida! E que o grupo possa, quem sabe, vir com repertório.

Confira uma entrevista com a atriz Inês Peixoto ao final do espetáculo:

Ficha Técnica

ELENCO:
Antonio Edson – Cromo
Arildo de Barros – Conde
Beto Franco – Duccio Doccia / Anjo 101
Eduardo Moreira – Cotrone
Inês Peixoto – Condessa Ilse
Júlio Maciel – Spizzi / Soldado
Luiz Rocha (ator convidado) – Quaquèo
Lydia Del Picchia – Mara-Mara
Paulo André – Batalha
Regina Souza (atriz convidada) – Diamante / Madalena
Simone Ordones – A Sgriccia
Teuda Bara – Sonâmbula

Confira um trechinho do espetáculo: o elenco interpretando Il Mondo, de Jimmy Fontana. Lindo momento!

EQUIPE DE CRIAÇÃO:

Direção: Gabriel Villela
Texto: Luigi Pirandello
Tradução: Beti Rabetti
Dramaturgia: Eduardo Moreira e Gabriel Villela
Assistência de direção: Ivan Andrade e Marcelo Cordeiro
Assistência e Planejamento de ensaios: Lydia Del Picchia
Antropologia da Voz, direção e análise do texto: Francesca Della Monica
Direção e preparação musical e arranjos e composição: Ernani Maletta
Preparação vocal e texto: Babaya
Iluminação: Chico Pelúcio e Wladimir Medeiros
Figurino: Gabriel Villela, Shicó do Mamulengo e José Rosa
Coordenação Artística do Ateliê Arte e Magia: José Rosa
Cenografia: Gabriel Villela, Helvécio Izabel e Amanda Gomes
Assistência de Cenário: Amanda Gomes
Pintura do cenário: Daniel Ducato e Shicó do Mamulengo
Adereços: Shicó do Mamulengo
Bordados: Giovanna Vilela
Costureiras: Taires Scatolin e Idaléia Dias
Luthier: Carlos Del Picchia
Fotos: Guto Muniz
Registro e cobertura audiovisual: Alicate
Design sonoro: Vinícius Alves
Programação Visual: Dib Carneiro Neto, Jussara Guedes, Suely Andreazzi
Tratamento de Imagens do Programa: Alexandre Godinho e Maurício Braga
Logo do espetáculo: Carlinhos Müller
Direção de Produção: Gilma Oliveira

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Atriz e Condessa

Yolandas no FIG. Arte: Bosco

No último sábado, o Grupo Galpão apresentou o espetáculo Os gigantes da montanha, na Praça do Mosteiro de São Bento, no Festival de Inverno de Garanhuns. Foi uma noite linda. Logo no início da peça, parecia que ia cair um dilúvio. Mas foi uma garoa fininha só para coroar a primeira cena; e aí, logo que o público aplaudiu ao final, a chuva tomou lugar!

Então fomos ao camarim do grupo e gravamos uma entrevista – bem caseira, hein?! – com a atriz Inês Peixoto, que interpreta a Condessa Ilse. Ela fala sobre a direção de Gabriel Villela, as dificuldades em fazer a peça e a sua personagem.

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Galpão será às 19h

Horário da sessão de Os gigantes da montanha foi alterado. Foto: Guto Muniz

Horário da sessão de Os gigantes da montanha foi alterado. Foto: Guto Muniz

Yolandas no FIG. Arte: Bosco

As Yolandas estão em Garanhuns para acompanhar a programação de artes cênicas do Festival de Inverno 🙂 E, para começar, é bom avisar para quem pretende vir de outros lugares, que há uma mudança de horário importante da principal atração deste fim de semana: antes prevista para ser às 10h, a sessão de Os gigantes da montanha, do Grupo Galpão, será às 19h, na Praça do Mosteiro de São Bento.

O novo espetáculo do Galpão é uma retomada da parceria do grupo mineiro com o diretor Gabriel Villela, que já dirigiu para a trupe os espetáculos Romeu e Julieta, de 1992, e A rua da amargura, de 1994. Agora, o texto de Pirandello celebra o teatro e discute o lugar da arte. É uma fábula que conta a história de uma trupe mambembe decadente, que chega a uma vila isolada, governada pelo mago Cotrone. A primeira atriz da trupe, a condessa Ilse, insiste em montar A fábula do filho trocado; e aí Cotrone constrói os fantasmas dos personagens que faltam para montar a peça.

Um dos destaques da montagem deve ser a música. Os atores voltaram a contar com parceiros como Babaya e Ernani Maletta e participaram de uma pesquisa sobre a antropologia da voz com a performer e musicista Francesca Dell Monica. Pelas fotos (lindas, por sinal), outro destaque é o figurino. O release diz: “Num mesmo caldeirão estão reunidas Sicília, Carmo do Rio Claro, macumba, magia, Commedia Del’Arte e circo- teatro, Vaudeville, Totó e Vicente Celestino, Ana Magnani e Procópio Ferreira, Mamulengo e ópera, festival de San Remo e seresta mineira”. É esperar para ver.

Programação – Hoje, às 16h30, tem A barca, do Grupo Grial, no pavilhão de Dança e Teatro para a Infância, No Parque Euclides Dourado. Um pouco mais cedo, às 16h, tem o espetáculo Acrobatas aéreos, do Circo Bambolê (PE), na Avenida Caruaru, próximo ao Terminal Rodoviário de Garanhuns. E às 19h, no Teatro Luiz Souto Dourado, o Grupo Espanca!, de Belo Horizonte, apresenta o espetáculo Por Elise.

*As Yolandas viajaram à convite da produção do FIG

A barca, do Grial, será apresentado nesta sexta, às 16h30. Foto: Lizandra Martins

A barca, do Grial, será apresentado às 16h30. Foto: Lizandra Martins

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Artes cênicas no FIG

Os gigantes da montanha. Foto: Guto Muniz

Os gigantes da montanha. Foto: Guto Muniz

Com algum atraso, mas sempre importante registrar, publicamos aqui a programação completa (ou quase, porque há algumas apresentações de artes cênicas em outros polos, como o Polo Castainho, que terá, por exemplo, Eu vim da ilha, da Cia de Dança do Sesc Petrolina) do Festival de Inverno de Garanhuns deste ano.

Como já havíamos adiantado, para quem acompanha o circuito de artes cênicas, a maior expectativa deve ser mesmo Os gigantes da montanha, do Grupo Galpão, porque é um espetáculo que estreou muito recentemente, em maio, e ainda não circulou fora de Minas Gerais. Além disso, é mais uma parceria do Galpão com Gabriel Villela.

Há ainda Por Elise, primeira montagem do Grupo Espanca!, de Minas Gerais, e O filho eterno, da Cia Atores de Laura, monólogo que já foi apresentado no Recife em pelo menos duas ocasiões. Nos eventos especiais, show de Cida Moreira, sempre imperdível.

Entre os grupos pernambucanos, como tínhamos dito, duas montagens do Magiluth, inclusive Luiz Lua Gonzaga, que ainda foi pouco apresentada; e A filha do teatro, da Cênicas Cia de Repertório. Na programação infantil, vale a pena conferir Pindorama, caravela e malungo, do Quadro de Cena.

Um dos alvos de reclamação dos artistas, mais uma vez, é o apoio aos grupos locais de Garanhuns. “Garanhuns não tem nenhum espetáculo adulto na programação. Foi porque não houve inscrição? Não, porque a Troupe Azimute inscreveu espetáculo adulto e nem a segunda-feira, que era o dia oficial dos espetáculos de Garanhuns, nossa cidade conseguiu. Pra não dizer que não inseriram alguma coisa da Troupe Azimute no FIG 2013, colocaram o espetáculo de teatro de rua Tudo vira tudo no Palco de Cultura Popular, às 19h, ou seja, um belíssimo cala-a-boca”, escreveu a atriz Duvennie Pessôa.

E vocês? O que acharam da programação??? Comentem!

ARTES CÊNICAS

TEATRO ADULTO
Local: Teatro Luiz Souto Dourado
Horário: 19h

Sexta-feira, 19/07
Por Elise / Grupo Espanca! | Belo Horizonte-MG

Domingo, 21/07
Na Comédia de Edgar, Alan põe o Bico / Associação Teatral Cia. P’Atuá | Belo Horizonte-MG

Segunda-feira, 22/07
Uma de Duas – A Vida Comum de LucyLady / Christiane de Lavor e Ricardo Tabosa | Fortaleza-CE

O filho eterno. Foto: Pollyanna Diniz

O filho eterno. Foto: Pollyanna Diniz

Terça-feira, 23/07
O Filho Eterno / Cia. Atores de Laura | Rio de Janeiro-RJ

Quarta-feira, 24/07
A Filha do Teatro / Cênicas Cia. de Repertório | Recife-PE

A filha do teatro. Foto: Ivana Moura

A filha do teatro. Foto: Ivana Moura

Quinta-feira, 25/07
De Malas Prontas / Cia. Pé de Vento Teatro | Florianópolis-SC

Sexta-feira, 26/07
Como Nasce um Cabra da Peste / Agitada Gang – Trupe de Atores e Palhaços da Paraíba | João Pessoa-PB

Sábado, 27/07
Viúva, Porém Honesta / Grupo Magiluth | Recife-PE

Viúva, porém honesta. Foto: Pollyanna Diniz

Viúva, porém honesta. Foto: Pollyanna Diniz

EVENTO ESPECIAL
Local: Teatro Luiz Souto Dourado
Horário: 17h30

Sábado, 20/07
Cida Moreira – Show Dama Indigna | São Paulo-SP

TEATRO DE RUA

Sábado, 20/07
Os Gigantes da Montanha / Grupo Galpão | Belo Horizonte-MG
Local: Praça do Mosteiro de São Bento
Horário: 10h

Quinta-feira, 25/07
Tudo vira Tudo / Troupe Azimute | Garanhuns-PE
Local: Av. Santo Antônio (Espaço de Cultura Popular)
Horário: 19h

Sexta-feira, 26/07
Luiz Lua Gonzaga / Grupo Magiluth | Recife-PE
Local: Av. Santo Antônio (Espaço de Cultura Popular)
Horário: 19h

TEATRO PARA INFÂNCIA
Local: Pavilhão da Dança e do Teatro para Infância (Parque Euclides Dourado)
Horário: 16h30

Sábado, 20/07
Tá Namorando! Tá Namorando! / Grupo Bagaceira de Teatro | Fortaleza-CE

Segunda-feira, 22/07
Em Busca do Ingrediente Secreto / Cia. Chica e Olga Ateliê de Criações | São Paulo-SP

Quarta-feira, 24/07
Pindorama, Caravela e Malungo / Grupo Teatral Quadro de Cena | Recife-PE

Pindorama, caravela e malungo. Foto: Pollyanna Diniz

Pindorama, caravela e malungo. Foto: Pollyanna Diniz

DANÇA
Local: Pavilhão da Dança e do Teatro para Infância (Parque Euclides Dourado)
Horário: 16h30

Sexta-feira, 19/07
A Barca / Grupo Grial | Recife-PE

Domingo, 21/07
Amazônia / Espaço Bailarte | Garanhuns-PE

Trupecada / Geração Salu | Olinda-PE

Terça-feira, 23/07
Lady Jan e João / Rogério Alves | Recife-PE

Tu Sois de Onde? / Lineu Gabriel | Recife-PE

Quinta-feira, 25/07
Sonhos / Mangue Boys | Recife-PE

Sobre um Paroquiano / Compassos Cia. de Danças | Recife-PE

Sexta-feira, 26/07
As Canções que Você Dançou pra Mim /Focus Cia. de Dança | Rio de Janeiro-RJ

Sábado, 27/07
Compartilhados / Grupo Experimental | Recife-PE

PERFORMANCES DE DANÇA
Local: Galeria das Artes (Av. Dantas Barreto, 44 – Santo Antônio)

Domingo, 21/07 | 18h
Âmbar: Três Bailarinas de Degas / Gardência Coleto (PE)
Saída / Denilce Freitas (PB)
Ela sobre o silêncio / Helijane Rocha (PE)

Ela sobre o silêncio. Foto: Ivana Moura

Ela sobre o silêncio. Foto: Ivana Moura

CIRCO
Local: Av. Caruaru – Heliópolis (área próxima ao Terminal Rodoviário)

Sexta-feira, 19/07
16h – Acrobatas Aéreos / Circo Bambolê | PE

Sábado, 20/07
16h – Circo Arlequin / Trupe Arlequin | João Pessoa-PB

Domingo, 21/07
14h e 16h30 – O Mundo Mágico de Entretenimento do Circo Alakazam /Circo Mágico Alakazam | PE

Segunda-feira, 22/07
16h – A Tradição Centenária da Família Alves / Circo Itinerante Alves | PE

Terça-feira, 23/07
16h – Sonho de Circo / Trupe Circus | Recife-PE

Quarta-feira, 24/07
16h – Disney Circo – A Tradição da Família Vidal / Disney Circo | PE

Quinta-feira, 25/07
14h e 16h30 – No Pocket – Um Espetáculo para Todos os Bolsos / Coletivo Nopok | Rio de Janeiro-RJ

Sexta-feira, 26/07
14h e 16h30 – Um Concerto em Ri Maior / Cia. dos Palhaços | Curitiba-PR

Sábado, 27/07
14h e 16h30 – Picadeiro Pernambuco – A Tradição Milenar / Centro Carcará | Cabo de Santo Agostinho-PE

AÇÕES ESPECIAIS

Teatro
Papo de Bar
Teatro Lambe Lambe | Jaraguá do Sul-SC
Domingo, 21/07 | 15h | Parque Euclides Dourado
Segunda-feira, 22/07 | 15h | Castainho
Terça-feira, 23/07 | 10h | Av. Santo Antônio (Espaço de Cultura Popular)

Circo
Palhaços na Feira, Saltimbancos em Brincadeira – Uma Intervenção de Palhaçaria
Cia. 2 em Cena de Teatro, Circo e Dança | Recife-PE
Sexta-feira, 26/07 | manhã | Mercado Público
Sábado, 27/07 | manhã | Feira Livre

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