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Feteag com peças gratuitas no Recife e Caruaru

A merda foto Gal Oppido

A Merda (La Merda), com Christiane Tricerri. Foto: Gal Oppido

Aquela que é considerada “feia” por um certo padrão vigente expõe sua revolta em forma de confidência pública no espetáculo A Merda (La Merda), com Christiane Tricerri, que dirigiu e protagoniza o solo. A peça é apresentada no dia 6 de outubro no Teatro de Santa Isabel, na abertura do braço recifense da programação da 26ª edição do Festival de Teatro do Agreste – FETEAG 2016. Essa fêmea do monólogo, escrito pelo italiano Cristian Ceresoli, busca um lugar no mundo machista em que vivemos. Como uma musicista, a intérprete toca uma nota poética, para falar desse nosso tempo com seus horrores e misérias.

As ações artísticas do Feteag  começam nesta sexta-feira (30 de setembro). Em Caruaru, a performer Flávia Pinheiro, do argentino Colectivo Mazdita, apresenta o trabalho  Contato Sonoro. Nele, a artista experimenta a produção de ruído em qualquer superfície e explora o corpo humano como circuito de som.

Land foto Divulgação

Land um ensaio poético sobre o tecido da cidade. Foto Divulgação

No Recife, o ator, performer e músico português Bruno Humberto expõe LAND – Instalação Coreográfica no tecido urbano da cidade, para uma audiência em movimento, no Pátio de São Pedro, às 16h. A apresentação é resultado da oficina Land, desenvolvida durante esta semana no Teatro Hermilo Borba Filho. São coreografias efêmeras e instalação criadas num diálogo entre indivíduos e a paisagem urbana, arquitetônica e cultural da cidade. Serão mostradas micronarrativas criadas a partir da oficina.

Land é um projeto já passou por Gateshead-Newcastle (Inglaterra), San Jose (Costa Rica) e Porto (Portugal) e que fez brotar poéticas diferentes em cada centro urbano. A oficina também será ministrada de 3 a 7 de outubro, em Caruaru.

O programa comemora 35 anos de existência e resistência e tem toda sua programação gratuita. São 12 espetáculos profissionais, quatro peças estudantis e uma roda de diálogo dos alunos com especialistas. Ao todo somam 21 sessões em Caruaru e mais quatro no Recife. Essa temporada festeja os 54 anos de fundação do TEA (Teatro Experimental de Arte), coordenado por Argemiro Pascoal (falecido) e Arary Marrocos, pais de Fábio Pascoal, diretor do Feteag. Este ano, o Feteag conta com incentivo do Fundo de Incentivo à Cultura – Funcultura.

Com o tema Corpos Fluidos – Liminaridade entre Teatro, Dança e Performance, o festival procura aprofundar o olhar e proporcionar espaços de discussão sobre os limites, muitas vezes tênues, na nossa contemporaneidade.  Há algo desse mote que reverbera nos espetáculos do festival.

Espetáulo O filho, do Tetro da Vertigem, tem oito sessões em Caruaru. Foto: Flavio Morbach Portella

Espetáulo O filho, do Teatro da Vertigem, tem oito sessões em Caruaru. Foto: Flavio Morbach Portella

A principal atração deste ano é o Teatro da Vertigem, que chega a Caruaru com Kafka na Estrada – um projeto de viagem, que inclui oito sessões da peça O Filho, mostra de filmes, roda de conversa com os diretores da companhia e Laboratório Cênico com a diretora Lili Monteiro, que vai escolher cinco pessoas para participarem do coro da peça.  A fragilidade das relações familiares na contemporaneidade é explorada na montagem dirigida por Eliana Monteiro e inspirada em Carta ao Pai, de Franz Kafka (1883-1924), escrita em 1919, destinada a seu pai e nunca enviada.

No fundo e na superfície, a peça investiga o que é ser um homem nos dias que correm, a partir dos embates apresentados, o corrosivo acúmulo de raiva e frustração, e do revezamento no papel de pai.

A utilização de locações inusitadas, como presídios, igrejas, hospitais, rios ou andaimes é um das marcas do Teatro da Vertigem, que desta vez transforma o Espaço Cultural Tancredo Neves em um brechó de móveis usados. O cenário de Marisa Bentivegna arma um clima sombrio, com dezenas de objetos domésticos empilhados caoticamente. O texto é de Alexandre Del Farra, com dramaturgia de Antônio Duran. No elenco estão  Edison Simão, Mawusi Tulani, Paula Klein, Rafael de Bona e Sergio Pardal.

Além de A Merda (La Merda), o roteiro do festival no Recife inclui  Pupik: Fuga em 2, do Lume Teatro e Karavan Ensemble no dia 7; Conversas Com Meu Pai, com Janaina Leite, no dia 8 e A Morte da Audiência (A Morte do Público), no dia 9. Essas três últimas com apresentações no Teatro Hermilo Borba Filho.

Pupik – Fuga em 2 cavouca os sentidos da condição de estrangeira nesse dueto cênico de Naomi Silman, do Lume Teatro, e da israelense Yael Karavan.  Em hebraico, Pupik significa umbigo. Naomi nasceu na Inglaterra, morou em Israel e França e agora vive no Brasil. Yael nasceu em Israel, cresceu na França e Itália e hoje está radicada na Inglaterra. Usando a bagagem de mais de 20 anos de pesquisas em teatro físico e visual, dança e palhaço, as atrizes se espraiam nas múltiplas linguagens e deslizam por cenas cômicas, poéticas, de movimentos abstratos e imagens, improvisos e depoimentos.

Desdobramento da pesquisa sobre teatro documentário, que a atriz Janaina Leite (do paulista grupo XIX de Teatro) desenvolve desde 2008, Conversas Com Meu Pai passa pelos nervos, ossos e emoções da intérprete. Os bilhetes escritos por seu pai Alair, que sofreu uma traqueostomia, foram a base da dramaturgia de Janaina em parceria com o dramaturgo Alexandre Dal Farra.

O público não vai ficar indiferente ao espetáculo A Morte da Audiência, do português Bruno Humberto. O artista  provoca a plateia a participar da ação, com orientações e detonadores de situações.

Alexandre Guimaraes em O acougueiro. Foto: B. Emanuel

Alexandre Guimaraes em O açougueiro. Foto: B. Emanuel

Com boa receptividade na circulação que vem realizando pelos festivais no Brasil, o pernambucano Alexandre Guimarães apresenta O Açougueiro. Na peça o ator se multiplica em sete personagens para narrar, entre aboios e toadas de vaqueiros, uma história de paixão e intolerância.

O caruaruense Severino Florêncio leva seu personagem Antônio a resgatar parte de sua infância para tentar encher de vida o seu coração no espetáculo A visita, que tem texto de Moncho Rodiguez.

O valor da amizade e as aventuras que ficam impregnadas na alma com a alegria desse encontro estão na essência do espetáculo infantil Vento forte para Água e Sabão, da companhia Fiandeiros, que faz sessão em Caruaru. A partir das aventuras entre uma Rajada de Vento e uma Bolha de Sabão, o público é convidado a pensar sobre o vasto território dos afetos.

O Grupo Magiluth apresenta sua oitava montagem, O Ano em que Sonhamos Perigosamente, baseada no livro homônimo, do esloveno Slavoj Zizek e inquietações filosóficas do cotidiano.

Quatro espetáculos compõem a Mostra Estudantil, em Caruaru: Quem Roubou o Branco do Mundo?, do Grupo de Teatro Exato – Exato Colégio e Curso; Era Uma Vez no Fundo do Mar…, da Garagem Cia de teatro – Espaço Criança Esperança de Jaboatão; Zapt e Zupt – Traques e Truques Para Manter O Verde Vivo, do- Grupo Jesuína de Teatro – Escola Jesuína Pereira Rego e É Verdade, É Mentira, do Cacos Grupos de Teatro. E, no dia 15 de outubro, o dramaturgo e diretor  Luiz Felipe Botelho e o gestor Jorge Clésio traçam os Diálogos Sobre A Produção Estudantil , das 9 às 12h,  com participantes da Mostra Estudantil.

O 26º FETEAG homenageia Zácaras Garcia e Edson Tavares. Zácaras foi presidente da FETEAPE – Federação de Teatro de Pernambuco de 1998 a janeiro de 2003, diretor teatral e atuou como assistente de produção durante quinze edições do FETEAG. E Edson, professor de Literatura da Universidade Estadual da Paraíba, em Campina Grande, foi coordenador do festival durante 10 anos.

PROGRAMAÇÃO

ESPETÁCULOS – MOSTRA PROFISSIONAL
DIA: 30 DE SETEMBRO
CONTATO SONORO – Colectivo Mazdita/ARG
15h
Local: Marco Zero/Praça da Conceição – CARUARU

DIA: 1º DE OUTUBRO
CONTATO SONORO – Colectivo Mazdita/ARG
às 7h
Local: Portal da Feira – CARUARU
CONTATO SONORO – Colectivo Mazdita/ARG
às 10 horas
Local: Feira de Artesanato CARUARU

DIA: 6 DE OUTUBRO
A MERDA (La Merda) – Christiane Tricerri/SP
20h
Local: Teatro de Santa Isabel – RECIFE

DIA: 7 DE OUTUBRO
LAND – Instalação Coreográfica no tecido urbano da cidade, para uma audiência em movimento – Bruno Humberto/PORTUGAL
Local: Marco Zero/Praça da Conceição CARUARU
16h

A MERDA (La Merda) – Christiane Tricerri/SP
20h
Local: Teatro Rui Limeira Rosal – SESC CARUARU

PUPIK: FUGA EM 2 – Lume Teatro/SP e Karavan Ensemble/ING
20H
Local: Teatro Hermilo Borba Filho RECIFE
Classificação etária: 16 anos

DIA: 8 DE OUTUBRO
CONVERSAS COM MEU PAI – Janaina Leite/SP
20H
Local: Teatro Hermilo Borba Filho – RECIFE
Classificação etária: 16 anos

A MORTE DA AUDIÊNCIA (A MORTE DO PÚBLICO) – Bruno Humberto/POR
20H
Local: Teatro Rui Limeira Rosal – SESC CARUARU
Classificação etária: 16 anos

DIA: 9 DE OUTUBRO
A MORTE DA AUDIÊNCIA (A MORTE DO PÚBLICO) – Bruno Humberto/POR
20H
Local: Teatro Hermilo Borba Filho – RECIFE
Classificação etária: 16 anos

PUPIK: FUGA EM 2 – Lume Teatro/SP e Karavan Ensemble/ING
20H
Local: Teatro Rui Limeira Rosal – SESC CARUARU
Classificação etária: 16 anos

DIA: 10 DE OUTUBRO
CONVERSAS COM MEU PAI – Janaina Leite/SP
20H
Local: Teatro Rui Limeira Rosal – SESC CARUARU
Classificação etária: 16 anos

DIA: 11 DE OUTUBRO
A VISITA – Grupo Arte em Cena/PE
20H
Local: Teatro Rui Limeira Rosal – SESC CARUARU
Classificação etária: 16 anos

O FILHO – TEATRO DA VERTIGEM
20h
Local: Espaço Cultural Tancredo Neves. CARUARU

DIA: 12 DE OUTUBRO
VENTO FORTE PARA ÁGUA E SABÃO – Grupo de Teatro Fiandeiros
16h
Local: Teatro Rui Limeira Rosal – SESC CARUARU
Classificação etária: Livre

DIAFRAGMA: Ensaio sobre a impermanência – Colectivo Mazdita/ARG
ÀS 20H
Local: Teatro Rui Limeira Rosal – SESC Caruaru
Classificação etária: Livre

O FILHO – TEATRO DA VERTIGEM
20h
Local: Espaço Cultural Tancredo Neves. CARUARU

DIA: 13 DE OUTUBRO
O ANO EM QUE SONHAMOS PERIGOSAMENTE – Grupo Magiluth/PE
ÀS 20H
Local: Teatro Rui Limeira Rosal – SESC CARUARU
Classificação etária: 18 anos

O FILHO – TEATRO DA VERTIGEM
20h
Local: Espaço Cultural Tancredo Neves. CARUARU CARUARU

DIA: 14 DE OUTUBRO
O AÇOUGUEIRO – Alexandre Guimarães/PE
ÀS 20H
Local: Teatro Rui Limeira Rosal – SESC CARUARU
Classificação etária: 18 anos

O FILHO – TEATRO DA VERTIGEM
20h
Local: Espaço Cultural Tancredo Neves. CARUARU

DIA: 15 DE OUTUBRO
O FILHO – TEATRO DA VERTIGEM
17h30 e 20h30
Local: Espaço Cultural Tancredo Neves. CARUARU

DIA: 16 DE OUTUBRO
O FILHO – TEATRO DA VERTIGEM
17h30 e 20h30
Local: Espaço Cultural Tancredo Neves. CARUARU

ESPETÁCULOS – MOSTRA ESTUDANTIL – CARUARU
DIA: 10 DE OUTUBRO
QUEM ROUBOU O BRANCO DO MUNDO? – Grupo de Teatro Exato – Exato Colégio e Curso – Caruaru/PE
10H
Local: Teatro Rui Limeira Rosal – SESC CARUARU
Classificação etária: Livre

DIA: 11 DE OUTUBRO
ERA UMA VEZ NO FUNDO DO MAR… – Garagem Cia de teatro – Espaço Criança Esperança de Jaboatão/PE
10H
Local: Teatro Rui Limeira Rosal – SESC Caruaru
Classificação etária: Livre

DIA: 13 DE OUTUBRO
ZAPT E ZUPT – TRAQUES E TRUQUES PARA MANTER O VERDE VIVO – Grupo Jesuína de Teatro – Escola Jesuína Pereira Rego – Caruaru/PE
ÀS 10H
Local: Teatro Rui Limeira Rosal – SESC CARUARU
Classificação etária: Livre

DIA: 14 DE OUTUBRO
É VERDADE, É MENTIRA – Cacos Grupos de Teatro
ÀS 10H
Local: Teatro Rui Limeira Rosal – SESC CARUARU
Classificação etária: Livre

DIA: 15 DE OUTUBRO

DIÁLOGOS SOBRE A PRODUÇÃO ESTUDANTIL – Luiz Felipe Botelho/Jorge Clésio
DAS 9 às 12h
Local: Teatro Lício Neves/Caruaru
Público Alvo: Participantes da Mostra Estudantil e interessados em geral

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Oficina gratuita de Texto e Performatividade

Dramaturgo e diretor Alexandre dal Farra. Foto: Jonas Tucci/ Divulgação

Dramaturgo e diretor Alexandre dal Farra. Foto: Jonas Tucci/ Divulgação

São de Alexandre Dal Farra o texto e a direção de Conversas Com Meu Pai, que Janaina Leite apresenta no Recife (dia 08/10, às 20h, no Teatro Hermilo Borba Filho) e em Caruaru (dia 10/10, às 20h, no Teatro Rui Limeira Rosal – SESC) neste 26º Festival de Teatro de Agreste – FETEAG. E também o texto O Filho, com dramaturgia de Antônio Duran e direção de Eliana Monteiro, do Teatro da Vertigem, que faz uma residência artística e temporada de 11 a 16 de outubro em Caruaru. Uma escritura foi tecida a partir de bilhetes feitos pelo genitor da atriz. A outra, inspirada em Da Carta ao Pai, de Franz Kafka.

O autor e diretor de trinta e poucos anos é um dos mais profícuos nomes da dramaturgia atual. Leva sua assinatura a controversa Trilogia Abnegação, do grupo Tablado de Arruar, que trata das contradições e dificuldades da esquerda quando chega ao poder e os estranhos bastidores da política. Com o Arruar, levantou, em 2012, Mateus, 10, que versa sobre a fé e sua relação com a sociedade.

Já em Bruto, com direção de Luiz Fernando Marques, Dal Farra arquiteta um encontro casual entre onze jovens numa festa e enreda o grupo em uma trilha de consequências inimagináveis.

O terceiro ato de Orgia ou de como os corpos podem substituir as ideias também carrega sua assinatura. No drama sensorial, baseado nas experiências registradas por Tulio Carella  no livro Orgia, o Teatro Kunyn, dirigido por Luiz Fernando Marques, assina a dramaturgia dos outros dois atos.

Dal Farra é o autor também do espetáculo que o ator, diretor e pesquisador Pedro Vilela está montando, ainda sem data divulgada de estreia.

Política e psicanálise são assuntos que permeiam seus textos, entre legitimidades de governos e de discursos, remetendo a algo do mundo real. Sobre suas criações, ele já disse que mistura diversas referências, como filmes, músicas, clipes e até a Bíblia.

No dia 7 de outubro, Alexandre Dal Farra ministra a oficina Texto e Performatividade no Centro de Artes e Comunicação da UFPE. Trechos de obras de autores como Elfriede Jelinek, René Pollesch e do próprio Dal Farra estão na pauta desse laboratório que investiga o lugar do autor como gesto que estrutura explicitamente o texto.

TEXTO E PERFORMATIVIDADE
Com Alexandre Dal Farra/SP
Público Alvo: Dramaturgos, escritores e interessados em geral
Local: CAC/UFPE Recife
Dia: 7 de outubro, das 14 às 17h
Inscrições: Até o dia 04/10/16
Quanto: Grátis

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Narrativas miúdas da cidade

Oficina e perfomance perescruta os hist´rias comuns. Foto Duarque Silva

Oficina e performance percruta as histórias comuns. Foto: Duarque Silva

O tecido urbano é feito de muitas carnes, nervos, ossos, líquidos, afetos, desafetos, emoções. Tijolo cimento, pedra, cal, memória e muito mais. O espaço público e o patrimônio são também formados pelas células de seus habitantes, que carregam narrativas pessoais. A oficina Land propõe que os participantes se apropriem da cidade, a partir de um diálogo entre a dança-teatro e a paisagem urbana, arquitetônica e cultural. O programa será desenvolvido pelo ator, performer. músico e compositor português Bruno Humberto. Ele convida o grupo a “reimaginar” a sua relação com o lugar, através de coreografias efêmeras e instalação que vão ser criadas ao final do curso.

A oficina Land será realizada no Teatro Hermilo Borba Filho, de 26 a 30 de setembro e está direcionada para atores e dançarinos. As inscrições estão abertas até esta quinta (22/09) através de envio de carta de intenção para o email land.oficina@yahoo.com. Em Caruaru o curso está agendado para o período de 3 a 7 de outubro, na Casa de Cultura José Condé, e as inscrições vão até o dia 28.

Este projeto já passou por outros centros e em cada um descobriu sua poética. O método de criação é semelhante e nasce de um período intenso de trabalho. Cada criador é convidado a escrever um poema imaterial para dialogar com a cidade em ações breves e concretas.

Land explora o que rumoreja dos becos, ruelas, escadarias, portais e dos corpos mnemónicos. A partir disso são erguidas pequenas intervenções.

O curso faz parte da programação comemorativa pelos 54 anos de fundação do TEA (Teatro Experimental de Arte), e tem o apoio da Prefeitura do Recife, através da Secretaria de Cultura e Fundação de Cultura Cidade do Recife.

SERVIÇO
Oficina LAND Recife
Quando: de 26 a 30/09, das 9 às 14h
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho
Vagas: 20
Valor a pagar: Grátis
Como se inscrever: Carta de intenção para o email land.oficina@yahoo.com
Prazo para Inscrição: Até o dia 22/09/2016
Apresentação Pública: 30/09 a partir das 14h
Os selecionados receberão email de confirmação até o dia 23/09

LAND Caruaru
Quando: de 3 a 7/10, das 9 às 14h
Onde: Casa de Cultura José Condé
Vagas: 20
Valor a pagar: Grátis
Como se inscrever: Carta de intenção para o email land.oficina@yahoo.com
Prazo para Inscrição: Até o dia 28/09/2016
Apresentação Pública: 07/10 a partir das 14h
Os selecionados receberão email de confirmação até o dia 29/09.

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Feteag e Trema compartilham programação

Café com queijo, do Lume, abre o Feteag e o Trema no dia 15. Foto: Lume/Divulgação

Café com queijo, do Lume, abre o Feteag e o Trema no dia 15. Foto: Lume/Divulgação

O Festival de Teatro do Agreste (Feteag), organizado pelo Teatro Experimental de Arte, de Caruaru, e o Trema – Festival de Teatro de Grupo, projeto do Magiluth, vão compartilhar atrações este ano. Uma forma de diminuir custos e ainda viabilizar a apresentação das peças tanto no Recife quanto em Caruaru.

A coletiva de imprensa das mostras será nesta terça-feira, às 19h, no Café Castro Alves, mas nós já adiantamos por aqui algumas peças!

A abertura dos dois eventos será no Teatro Marco Camarotti, no dia 15 de outubro, com Café com queijo, do LUME Teatro. O espetáculo criado em 1999 tem a cara do interior do Brasil; e foi idealizado a partir das andanças dos atores pelo país.

A Cia Hiato, de São Paulo, volta a Pernambuco com Ficção. O grupo que emocionou o público do Teatro Luiz Mendonça em 2011 com O jardim e apresentou ainda Cachorro morto e Escuro, dentro do Festival Recife do Teatro Nacional, a partir da ideia de repertório proposta pela então curadoria do jornalista e pesquisador Valmir Santos, já tinha ido ao Feteag em 2005.

Ficção, da Cia Hiato. Foto: Divulgação

Ficção, da Cia Hiato. Foto: Divulgação

Outra atração é o Grupo Espanca!, de Belo Horizonte, com O líquido tátil. Na semana passada, encontramos o Espanca! no Festival de Cenas Curtas do Galpão Cine Horto. Eles apresentaram um trabalho forte e político, intitulado Onde está o Amarildo?.

O líquido tátil é uma parceria entre o Espanca! e o diretor argentino Daniel Veronese. Segundo a sinopse, “Um núcleo familiar dialoga sobre as artes, o ato teatral, e alguns desejos violentos que perseguem o homem”.

O líquido tátil, do Espanca!, de BH. Foto: Guto Muniz

O líquido tátil, do Espanca!, de BH. Foto: Guto Muniz

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