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Teatro de Santa Isabel faz 165 anos

Vista interna do teatro. Foto: Marcelo Lyra

Vista interna do teatro. Foto: Marcelo Lyra

O Teatro de Santa Isabel, que já foi palco de ações libertárias no seu passado glorioso, comemora 165 anos com uma programação amena. Lá o poeta-cidadão Castro Alves levantou sua voz, com “um punhado de versos” pela defesa dos excluídos e proscritos. Contra a injustiça, a barbárie e a tirania. Bem, os tempos são outros. E as batalhas importantes, como o Ocupe Estelita, são travadas nas ruas – e tem como armas (entre outras) vídeos e filmes inteligentes e demolidores por seu humor como Novo Apocalipse Recife (Ocupe Estelita contra GeJu) – e nas redes sociais.

Bem, mas o Teatro de Santa Isabel completa 165 anos no dia 18 de maio. E para a data não passar em branco, a Secretaria de Cultura do Recife juntou algumas atrações para serem exibidas sábado (16) e domingo (17), a partir das 15h, com entrada franca.

A programação de sábado começa com Contação de Histórias. A atriz Kika Farias defende Dona Mocinha no vaivém da vida, sobre uma andarilha que coleciona contos e distribui sua riqueza com quem encontra pelo caminho. Em seguida, o ator Flávio Renovatto, acompanhado dos músicos André Eugênio (percussão) e Rafael Meira (flauta e violão), comanda o recital O Guardador de Poetas. O espetáculo reúne literatura, teatro e música durante 60 minutos e é apoiado nos textos de Cecília Meireles, Mario Quintana e Manoel Bandeira.

Cara da Mãe, com o Coletivo Cênico Tenda Vermelha completa as apresentações de sábado. As bailarinas Ana Luiza Bione, Íris Campos e Janaína Gomes conduzem o público por reflexões sobre a maternidade, suas inquietudes e conquistas no mundo contemporâneo.

Histórias Cantadeiras. Foto:  Janela Fotografia

Histórias Cantadeiras. Foto: Janela Fotografia

Os contos populares brasileiros O macaco e a viola, O cabra cabrês e A sopa de pedra, além de Histórias à brasileira, da escritora Ana Maria Machado compõem a apresentação Histórias Cantadeiras, que a Companhia “Agora eu era …” exibe domingo. Participam a contadora Nanda Melo e a musicista Cacau Nóbrega.

Odília Nunes como a encantadora Bandeira. Foto: Divulgação

Odília Nunes como a encantadora Bandeira. Foto: Divulgação

Decripolou Totepou é um afogo no coração, com a artista Odília Nunes. Ela buscou na magia do circo os ingredientes para compor a fábula de Bandeira, uma brincante que anda pelo mundo seduzindo a todos com suas narrativas.

Sebastiana e Severina leva ao palco os anseios de duas rendeiras solteironas, que depositam no mesmo forasteiro a esperança de amor. E isso abala a amizade delas. A direção de Cláudio Lira.

Na Beira, com Plínio Maciel. Foto: Ricardo Maciel

Na Beira, com Plínio Maciel. Foto: Ricardo Maciel


Plínio Maciel encerra a programação de aniversário com a performance Na Beira, a ser apresentada no Camarim Coletivo para 30 pessoas apenas. A direção é de Rodrigo Dourado e faz parte do projeto do Teatro de Fronteira.

Serviço
Aniversário de 165 anos do Teatro de Santa Isabel
Quando: sábado (16) e domingo (17)
Horário: a partir das 15h
Onde: Teatro de Santa Isabel, Praça da República, s/n, bairro de Santo Antônio, Recife
Informações: 3355.3323/3322
Entrada franca

PROGRAMAÇÃO

Sábado – 16 de maio
15h – CONTAÇÃO DE HISTÓRIASDona Mocinha no vaivém da vida
Saguão do TSI
Classificação: Livre
16h40 – O GUARDADOR DE POETAS
Anfiteatro
Classificação: Livre
20h – CARA DA MÃE
Palco
Classificação: Livre

Domingo, 17 de maio
15h – CONTAÇÃO DE HISTÓRIASHistórias Cantadeiras
Saguão do TSI
Classificação: Livre
16h – DECRIPOLOU TOTEPOU
Anfiteatro
Classificação: Livre
17h – SEBASTIANA E SEVERINA
Palco
Classificação: Livre
18h30 – NA BEIRA
Camarim Coletivo
(Lotação: 30 pessoas)
Classificação: 12 anos

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