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Recife do Teatro Nacional chega aos 20 festivais

Renata Sorrah, Grace Passô e Nadja Naira em cena de "Preto" – Foto: Tiago Lima/Sesc SP/Divulgação

Renata Sorrah, Grace Passô e Nadja Naira em PRETO. Foto: Tiago Lima/ Sesc SP/Divulgação

De 18 e 25 de novembro ocorre o 20º Festival Recife do Teatro Nacional, promovido pela Prefeitura do Recife. Nesta edição, os coordenadores Romildo Moreira e Ivo Barreto selecionaram 12 espetáculos, sendo cinco pernambucanos: Em Nome do Desejo, da Galharufas Produções; Espera o Outono, Alice, do Amaré Grupo de Teatro; Ligações Perigosas, do Teatro de Fronteira; Próxima, solo da atriz Cira Ramos e Pro(Fé)Ta – O Bispo do Povo, do Coletivo Grão Comum. Além do mezzo Potiguar mezzo pernambucano A Mulher Monstro. O ator Reinaldo de Oliveira, do histórico Teatro de Amadores de Pernambuco – TAP, é o homenageado desta edição.

A companhia brasileira de teatro abre o circuito com Preto, peça que ausculta o racismo e a negação das diferenças a partir da vivência brasileira e em perspectiva com o mundo. Sobre Preto o diretor Márcio Abreu diz na página do grupo que o projeto promove uma investigação sobre o que gera a recusa das diferenças em nossas sociedades, e principalmente sobre as possibilidades de coexistência e campos de interação entre as diferenças. E, a partir daí, reage artisticamente através de múltiplas visões e sentidos.

Em tempos de pós-verdade e pós-ética, o espetáculo LTDA., do Coletivo Ponto Zero, do Rio de Janeiro aposta na pauta das fake News. A outra produção carioca no festival é o infanto-juvenil A Gaiola, da Camaleão Produções Culturais, que conta a história de amor, amizade e liberdade entre uma menina e um passarinho.

O ator pernambucano Samuel Paes de Luna narra as pelejas de uma personagem que vive no Vale do Jequitinhonha, no interior do estado de Minas Gerais, misturando às próprias histórias em O Que Só Passarinho Entende, da Cia Cobaia Cênica, de Santa Catarina.

Woyzek

WOYZECK aproxima o primeiro protagonista proletário da literatura alemã à realidade brasileira do Zé Ninguém.

Woyzeck– Zé Ninguém, do Teatro Terceira Margem e Artistas Independentes da Bahia, é inspirado na obra do dramaturgo alemão Georg Buchner e transporta para a realidade brasileira o primeiro protagonista proletário do teatro moderno. Esse homem, que é usado como cobaia por um médico numa experiência, exibe o show de horrores que é a sua própria vida.

Também da Bahia, o Teatro La Independencia, do Oco Teatro Laboratório traça os conflitos de um grupo de artistas que é confrontado com a ação de venda do espaço teatral em quer reside e trabalha. A trupe ensaia a nova encenação que fala sobre a América Latina.

PRODUÇÃO PERNAMBUCANA

Em Nome do Desejo homenageia Antonio Cadengue. Foto: Yêda B.ezerra de Melo / Divulgação

EM NOME DO DESEJO homenageia Antonio Cadengue. Foto: Yêda B.ezerra de Melo / Divulgação

Baseado no romance homônimo de João Silvério Trevisan, Em nome do Desejo é o último espetáculo dirigido por Antonio Cadengue (1954 – 2018). A montagem sobre amor clandestino de dois seminaristas teve sua primeira versão em 1990. A atual encenação está carregada de homenagens ao legado do diretor, que morreu em 1º de agosto.

Espera o Outono, Alice, do Amaré Grupo de Teatro, promete uma reflexão sobre as perdas contabilizadas ao longo da existência, as mortes, as saudades, mas também envereda pela pulsão de vida.

Celebrando 40 anos de teatro, Cira Ramos investiu também na dramaturgia para erguer Próxima, solo que fala de arte, tempo, ciclos e da transitoriedade da vida com muito humor.

Inspirado no conto Creme de alface de Caio Fernando Abreu, A Mulher Monstro trata da intolerância e do preconceito, a partir das atitudes e pensamentos da figura que dá nome à peça e parece um espelho do Brasil de hoje.

Conhecemos a crueldade e perversão moral da aristocracia do período anterior à Revolução Francesa, do famoso romance de Choderlos de Laclos, Ligações Perigosas, que virou filme para cinema e TV. A montagem pernambucana do Teatro de Fronteira escancara a manipulação e intrigas do Visconde de Valmont e a Marquesa de Merteuil.

A atuação de Dom Hélder Camara na renovação da Igreja Católica no século XX e na sua defesa contra as violações dos Direitos Humanos são enforcados em Pro(Fé)Ta – O Bispo do Povo, do Coletivo Grão Comum. A peça fecha a Trilogia Vermelha, composta também pelos espetáculos h(EU)stória – o tempo em transe, sobre a vida e obra do cineasta baiano Glauber Rocha, e pa(IDEIA) – a pedagogia da libertação, em que entram em cena as ideias progressistas do educador pernambucano Paulo Freire.

Nascido em 1997, o Festival Recife do Teatro Nacional ajudou ao longo desse período na formação do artista e do espectador que teve contato com grandes peças da cena contemporânea brasileira. Com a criação de outros festivais e mostras -, como Trema Festival, CAMBIO festival, Feteag (que é de Caruaru mas tem uma perna no Recife), Cumplicidades, Mostra Luz Negra – O Negro em Estado de Representação, Outubro ou Nada – Mostra de Teatro Alternativo do Recife, além do Janeiro de Grandes Espetáculos, que é anterior ao FRTN -, o protagonismo foi dividido. O que, para Romildo Moreira, é um dado bem positivo.

PROGRAMAÇÃO 

20º FESTIVAL RECIFE DO TEATRO NACIONAL

 

PRETO

Preto

Cássia Damasceno, Felipe Soares e Grace Passô em PRETO. Foto: Nana Moraes/ Divulgação

Companhia Brasileira de Teatro (PR)
Quando: Dias 18 e 19, às 20h
Onde: Teatro de Santa Isabel
Duração: 80 minutos
Indicado para maiores de 14 anos
O espetáculo se articula a partir da fala pública de uma mulher negra, numa espécie de conferência sobre questões que incluem racismo, a realidade do povo de pele negra no Brasil hoje, o afeto e o diálogo, a maneira como lidamos com as diferenças e como cada um se vê numa sociedade marcada pela desigualdade.
Direção: Marcio Abreu
Elenco: Cássia Damasceno, Felipe Soares, Grace Passô, Nadja Naira, Renata Sorrah e Rodrigo Bolzan
Músico: Felipe Storino
Dramaturgia: Marcio Abreu, Grace Passô e Nadja Naira
Iluminação: Nadja Naira
Cenografia: Marcelo Alvarenga
Trilha e efeitos sonoros: Felipe Storino
Direção de Produção: José Maria | NIA Teatro
Direção de Movimento: Marcia Rubin
Vídeos: Batman Zavarese e Bruna Lessa
Figurino: Ticiana Passos
Assistência de Direção: Nadja Naira
Orientação de texto e consultoria vocal: Babaya
Consultoria Musical: Ernani Maletta
Adereços | Esculturas: Bruno Dante
Colaboração artística: Aline Villa Real e Leda Maria Martins
Assistência de Iluminação e Operador de Luz: Henrique Linhares
Assistência de Produção e Contrarregragem: Eloy Machado
Operador de Vídeo: Bruna Lessa e Bruno Carneiro
Produção Executiva: Caroll Teixeira
Participação Artística na Residência realizada em Dresden: Danilo Grangheia, Daniel Schauf e Simon Möllendorf
Projeto Gráfico: Fabio Arruda e Rodrigo Bleque | Cubículo
Fotos: Nana Moraes
Produção: companhia brasileira de teatro

 

WOYZESCK – ZÉ NINGUÉM

História de um homem oprimido por todos ao seu redor e que vira um assassino. Foto: Divulgação

História de um homem oprimido por todos ao seu redor e que vira um assassino. Foto: Divulgação

Teatro Terceira Margem e Artistas Independentes (BA)
Quando: Dia 20, às 19h
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho
Duração: 90 minutos
Indicado para maiores de 14 anos
Investindo na estética do circo e show de horrores, o espetáculo Woyzeck-Zé Ninguém, cujo texto original é do dramaturgo alemão Buchner, propõe transportar o primeiro protagonista proletário da literatura alemã à realidade brasileira. Baseada em fatos reais, a dramaturgia traz a história de um homem que, tomado como experimento por um médico, oprimido circunstancialmente pela sociedade, assassina a mulher amada sob imposição do automatismo. Com cortes abruptos e cenas ritmadas cinematogracamente, a adaptação é composta de elementos que reforçam a aproximação desta história com a realidade social e cultural brasileira. Canções de Gonzaguinha ajudam a compor a trajetória do protagonista, nesta que é considerada uma possível e universal situação dramática do homem comum.
Direção – Caio Rodrigo
Codireção – Guilherme Hunder
Texto original – Georg Buchner
Adaptação – Caio Rodrigo
Elenco – Felipe Viguini, Simone Brault, Wanderlei Meira, Caio Rodrigo, Rui Mantur, Marcos Lopes e Elinas Nascimento.
Produção – Raquel Bosi e Queila Queiroz
Direção musical – Elinas Nascimento
Trilha Sonora – Caio Rodrigo e Elinas Nascimento
Direção de movimento e coreografias – Mônica Nascimento
Cenário – Caio Rodrigo
Figurinos – Guilherme Hunder
Iluminação – Pedro Dultra
Maquiagem – Guilherme Hunder
Desenho de arte – Luís Parras
Operação de Luz – Tarsila Batista Passos
Cenotécnico – Ademir (Escola de teatro da UFBA), Marcos Nunez (Miniusina)
Costureiras – Regina Bosi e Sarai Reis
Fotografia – Diney Araujo
Arte gráfica – Ian Fraser
Realização – Teatro Terceira Margem e Artistas independentes.

 

A MULHER MONSTRO 

Foto: Divulgação

José Neto Barbosa. Foto: Divulgação

S.E.M. Cia de Teatro (RN/PE)
Quando: Dia 20, às 20h
Onde: Teatro Barreto Júnior
Duração: 70 minutos
Indicado para maiores de 16 anos
A história se baseia no conto Creme de alface de Caio Fernando Abreu, escrito em plena ditadura militar, mas ainda tão atual. A tragicomédia fala da intolerância e do preconceito, parecendo tratar da atualidade política e social do Brasil, por meio da figura de uma burguesa perseguida pela própria visão intolerante da sociedade, que não sabe lidar com a solidão, nem com o próximo, num tempo de ódio e corrupções. Expõe as monstruosidades ditas e praticadas, trazendo à cena falas reais, denunciando expressões e atitudes radicalistas, fundamentalistas ou até mesmo segregacionistas do cotidiano.
Direção, elenco e figurino: José Neto Barbosa
Dramaturgia: José Neto Barbosa, a partir de conto de Caio Fernando Abreu
Direção Musical: Mylena Sousa, Diógenes e José Neto Barbosa
Cenografia: José Neto Barbosa, Diego Alves e Anderson Oliveira
Luz: Sérgio Gurgel Filho e José Neto Barbosa
Produção: José Neto Barbosa, Diego Alves e Anderson Oliveira
Maquiagem: José Neto Barbosa e Diógenes

 

LIGAÇÕES PERIGOSAS

Os atores Rodrigo Dourado e Rafael Almeida em cena de ‘Ligações Perigosas’. Foto: Ricardo Maciel/Divulgação

Os atores Rodrigo Dourado e Rafael Almeida em Ligações Perigosas. Foto: Ricardo Maciel/Divulgação

Teatro de Fronteira (PE)
Quando: Dia 21, às 20h
Onde: Teatro Apolo
Duração: 70 minutos
Indicado para maiores de 16 anos
Um dos grupos de teatro mais atuantes do Recife estreia, a partir da obra de Chordelos de Laclos, seu mais novo espetáculo, dirigido por um dos encenadores mais importantes do país: João Denys Araújo Leite. A peça tem quatro vértices de um intrincado polígono amoroso-sexual-teatral. Em cena, os atores/personagens ensaiam e vivem suas peripécias e jogos emocionais.
Direção: João Denys Araújo Leite
Elenco: Rafael Almeida e Rodrigo Dourado
Adaptação Dramatúrgica: Teatro de Fronteira
Figurinos, Adereços e Maquiagem: Marcondes Lima
Cenografia: João Denys Araújo Leite
Cenotécnica: Israel Marinho, Manuel Carlos e Rafael Almeida
Design e Execução de Luz: João Guilherme de Paula (Farol Ateliê da Luz)
Sonoplastia: João Denys Araújo Leite
Realização: Teatro de Fronteira

 

TEATRO LA INDEPENDENCIA

Foto: Diney Araújo

O que é ser latino americano? pergunta o espetáculo. Foto: Diney Araújo

OCO Teatro Laboratório (BA)
Quando: Dias 21 e 22, às 20h
Onde: Teatro Luiz Mendonça
Duração: 100 minutos
Indicado para maiores de 16 anos
O Teatro La Independencia está sendo vendido para um empreendimento e o grupo que reside nele terá que concordar em abandonar o espaço ou permitir que sejam relocados num outro. No meio disso, os atores estão ensaiando o novo espetáculo que fala sobre América Latina. O espetáculo transita entre a realidade que se impõe e as nossas utopias, sonhos, desejos, tendo a também utópica América Latina como cenário. O que é ser latino-americano? Vendemos ou não vendemos La Independência? Eis a questão! É um espetáculo para atravessar diversas sensações, uma sutura em uma ferida que se abre constantemente, transita pela dor de existir em um tempo de ruínas e pela felicidade de – ainda neste tempo – persistir sonhando.
Texto: Paulo Atto.
Com: Evelin Buchegger, Rafael Magalhães, Uerla Cardoso, Caio Rodrigo, Evana Jeyssan e Daniel Farias.
Direção Musical. Luciano Bahia.
Figurinos e Adereços. Agamenon de Abreu.
Cenário. Luis Alonso
Elaboração de cenários. Adriano Passos, André Passos,
Bruno Matos, Cassio Vieira (Tomate), George Santana (Sabará)
Cenotecnica: Agnaldo Queiroz
Desenhos no Cenário. Agamenon de Abreu
Iluminação. Rita Lago.
Assessoria de Imprensa. Dóris Veiga Pinheiro.
Assistente de Produção. Nei Lima
Produção. Rafael Magalhães.
Concepção e Direção. Luis Alonso.

 

O QUE SÓ PASSARINHO ENTENDE

Foto: Tiago Amado

Pernambucano Samuel Paes de Luna, radicado em Santa Catarina. Foto: Tiago Amado / Divulgação

Cia Cobaia Cênica (SC)
Quando: Dia 22, às 20h
Onde: Teatro de Santa Isabel
Duração: 70 minutos
Livre para todos os públicos
No espetáculo solo, o ator pernambucano Samuel Paes de Luna conta a história de uma personagem que vive no Vale do Jequitinhonha, no interior do estado de Minas Gerais, mesclando a vida real com memórias de sua própria história em sua terra natal. De maneira lúdica e poética, defende que o real valor e beleza de sua existência estão no conhecimento empírico, diretamente ligado à natureza.
Texto: Agatha Duarte
Conto Totonha: Marcelino Freire
Direção: Thiago Becker
Atuação: Samuel Paes de Luna
Trilha: Rodrigo Fronza
Produção: Cia Cobaia Cênica

 

PRÓXIMA

foto Séphora Silva

Cira Ramos comemora 40 anos de teatro. Foto: Séphora Silva / Divulgação

Cira Ramos (PE)
Quando: Dia 23, às 19h
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho
Duração: 60 minutos
Indicado para maiores de 14 anos
O espetáculo solo sugere um umbral, onde o tempo é inexorável, para próximas etapas e próximos desafios na vida extenuante da mulher contemporânea. Pressionada por todos os lados, numa espiral de sentimentos, travando batalhas com as memórias, dúvidas e incertezas, ora nos faz rir, ora nos incomoda, quando espelho, mas, sobretudo, nos faz refletir sobre o lugar que queremos ocupar como artista, como mulher, como ser humano.
Texto e atuação: Cira Ramos
Direção: Sandra Possani

Assistência: Marcelino Dias
Direção de arte: Séphora Silva
Iluminação: Dado Sodi
Trilha Sonora: Nando Lobo

 

EM NOME DO DESEJO

Foto: Yêda Bezerra de Mello / Divulgação

Foto: Yêda Bezerra de Mello / Divulgação

Galharufas Produções (PE)
Quando: Dia 23, às 19h
Onde: Teatro Barreto Júnior
Duração: 100 minutos
Indicado para maiores de 16 anos
No meio de uma séria crise pessoal, um homem de meia idade volta para o antigo seminário onde estudara. Recorda-se do momento mais crucial de sua adolescência, trinta anos atrás, quando viveu o grande amor de sua vida. Mescla os planos do passado e do presente, que se interpenetram, com o personagem já maduro invadindo a cena e até dialogando com o adolescente, em suas lembranças. Num terceiro plano, a figura da mística Santa Teresa de Ávila comenta e impulsiona a cena, com seus poemas de amor.
EM NOME DO DESEJO, de João Silvério Trevisan
ELENCO
Ticão: Taveira Júnior
Santa Teresa De Ávila: Edinaldo Ribeiro
Tiquinho: Miguel Taveira
Abel: Vinicius Barros
Pe. Reitor: Paulo De Pontes
Pe. Marinho: Angelis Nardelli
Canário: Tarcísio Vieira
Tuim: Raul Lima
Siriema: Adilson Di Carvalho
Anjo De Tiquinho: Ryan Leivas
Chiclete-De-Onça: Rafael De Melo
Tora-Tora/Cristo/Anjo: Gil Paz
Rafael: Dado Santana
Moura/Anjo: José Lucas
Cristão/Seminarista: Alexandre Augusto
Técnica
Adaptação Do Romance: Antonio Cadengue E João Silvério Trevisan
Encenação e Direção Geral: Antonio Cadengue
1º Assistente De Direção: Igor De Almeida Silva
2º Assistente De Direção: Claudio Lira
Trilha Sonora: Antonio Cadengue E Igor De Almeida Silva
Direção De Arte: Manuel Carlos De Araújo
Iluminação: Augusto Tiburtius
Assistente De Iluminação: Luiz Mário Veríssimo
Programação Visual: Claudio Lira
Direção Musical: Samuel Lira
Coreografias, Direção De Movimentos E Preparação Corporal: Paulo Henrique Ferreira
Preparação Vocal: Leila Freitas
Preparação De Elenco (1º Fase De Montagem): Durval Cristovão
Fotos: Yêda Bezerra De Melo
Cenotécnica: Luiz Mário Veríssimo E Gaguinho
Confecção De Cenários: Helena Beltrão
Confecção De Figurinos: Maria Lima
Confecção De Candelabros: Israel Marinho
Operação De Som: Fernando Calábria
Operação De Luz: Icílio Wagner
Contrarregra: Gaguinho
Assessoria De Comunicação: Antonio Nelson
Assistentes De Produção: Alexandre Sampaio, Felipe Endrio E Thalita Gadêlha
Produção Executiva: Taveira Júnior
Gerência De Produção: Galharufas Produções E Companhia Teatro De Seraphim

 

A GAIOLA

Peça infantil trata do amor, amizade, desapegos e prisões. Foto: Guga Melgar

Peça infantil trata do amor, amizade, desapegos e prisões. Foto: Guga Melgar / Divulgação

Camaleão Produções Culturais (RJ)
Quando: Dias 24 e 25, às 16h30
Onde: Teatro de Santa Isabel
Duração: 50 minutos
Indicado para maiores de 12 anos
Baseado no livro infantil de mesmo nome adaptado pela própria Adriana Falcão em parceria com Eduardo Rios, dirigido por Duda Maia, e estrelado pelos atores/cantores Carol Futuro e Pablo Áscoli. Conta a história de um passarinho que cai na varanda de uma menina, e enquanto ela cuida dele, os dois se apaixonam. Quando o passarinho fica curado e eles têm que se despedir, ela resolve aprisioná-lo em uma gaiola.
Adaptação: Adriana Falcão e Eduardo Rios
Direção e Roteiro: Duda Maia
Elenco: Carol Futuro e Pablo Áscoli
Diretor Assistente: Fábio Enriquez
Direção musical e trilha original: Ricco Viana
Cenário: João Modé
Iluminação: Renato Machado
Figurino: Flávio Souza
Coreografia Aérea: Leonardo Senna
Direção de Produção: Bruno Mariozz
Produção: Palavra Z Produções Culturais
Idealização: Camaleão Produções Culturais

 

ESPERA O OUTONO, ALICE

Foto: Arnaldo Sete.

Foto: Arnaldo Sete.

Amaré Grupo de Teatro (PE)
Quando: Dia 24, às 19h
Onde: Teatro Apolo
Duração: 60 minutos
Indicado para maiores de 14 anos
Ao misturar textos mais conhecidos de nomes como Pedro Bomba, Felipe André, Marla de Queiroz e Carl Sagan ao dos diretores e atores, o enredo busca provocar uma reflexão sobre as perdas que temos ao longo da vida, as mortes, as saudades, mas também sobre a pulsão de viver que nos habita. Os atores se revezam em vários personagens e trazem fragmentos não-lineares da vida de Alice, uma garota com vida comum, que decide tomar uma decisão extrema.
Encenação: Analice Croccia e Quiercles Santana
Elenco: Gustavo Soares, Isabelle Barros, Micheli Arantes e Natali Assunção
Texto: Analice Croccia, Quiercles Santana e AMARÉ Grupo de Teatro, com trechos de Marla de Queiroz, Pedro Bomba, Carl Sagan, Felipe André
Iluminação: Natalie Revorêdo
Figurino e cenografia: Micheli Arantes e Analice Croccia
Operação de áudio: Paulo César Freire
Narração: Paulo César Freire, Íris Campos e Paulo de Pontes
Pesquisa musical e produção: AMARÉ Grupo de Teatro

 

LTDA. 

Monica Bittencourt e Lucas Lacerda em espetáculo sobre fake news. Foto: Mauricio Fidalgo

Monica Bittencourt e Lucas Lacerda em espetáculo sobre fake news. Foto: Mauricio Fidalgo

Coletivo Ponto Zero (RJ)
Quando: Dias 24 e 25, às 20h
Onde: Teatro Luiz Mendonça
Duração: 60 minutos
Indicado para maiores de 14 anos
Com uma trama que se desenrola em um edifício empresarial no centro do Rio de Janeiro, a peça lança um olhar sobre a condição humana em tempos de pós-verdade e pós-ética, desmascarando a ganância do ser humano por poder e dinheiro.
Dramaturgia:Diogo Liberano
Direção:Debora Lamm
Direção de Produção:Lucas Lacerda
Elenco:Brisa Rodrigues, Brunna Scavuzzi, Leandro Soares, Lucas Lacerda e Orlando Caldeira
Direção de Movimento:Denise Stutz
Criação Sonora:Marcelo H
Figurino:Ticiana Passos
Visagismo:Josef Chasilew
Iluminação:Ana Luzia de Simoni
Cenário:Debora Lamm
Assistente de Direção:Junior Dantas
Assessoria de Imprensa:Ney Motta
Programação Visual:Daniel de Jesus
Fotos de Divulgação:Ricardo Borges
Making Off:Mika Makino e Tatiana Delgado
Produção Executiva:Geovana Araujo Marques
Assistente de Produção:Julia Kruger
Realização:Coletivo Ponto Zero

 

PRO(FÉ)TA – O BISPO DO POVO

Os atores Márcio Fecher, Júnior Aguiar e Daniel Barros em peça sobre Dom Helder. Foto: Divulgação

Os atores Márcio Fecher, Júnior Aguiar e Daniel Barros em peça sobre Dom Helder. Foto: Divulgação

Coletivo Grão Comum (PE)
Quando: Dia 25, às 19h
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho
Duração: 50 minutos
Livre para todos os públicos
Finalizando o ciclo da pesquisa do Coletivo Grão Comum intitulada Trilogia Vermelha, a encenação começa com a notícia do sequestro e assassinato do padre Henrique, em 1969, recordando o martírio dos corpos trucidados pela Ditadura e, até mesmo, da realidade do povo indigente sobrevivendo na lama do Recife, e, como testemunhou o evangelho, a miséria e suplício do próprio Cristo. A peça mobiliza um cortejo pelas ruas da cidade, conduzindo os espectadores rumo ao teatro, para o sepultamento do corpo trucidado, denunciando a violência que nos atinge ainda hoje, que ainda é ferida aberta, sempre injusta e desumana. A obra celebra o aclamado bispo Dom Hélder Câmara pedindo silêncio e paz, evocando reza forte, questionando a crença e a dimensão da fé guardada nos nossos corações dilacerados de desilusão.
Pesquisa dramatúrgica, encenação e iluminação: Júnior Aguiar
Elenco: Daniel Barros, Júnior Aguiar e Márcio Fecher
Música Original: Geraldo Maia (com Paulo Marcondes, Rodrigo Samico, Públius, Hugo
Linnis e Amarelo)
Operação de Áudio e Luz: Felipe Hellslaught
Idealização: Coletivo Grão Comum
Produção Geral : Coletivo Grão Comum, Cen@ff e Gota Serena

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Atrações do Teatro para Crianças de PE

Cira Ramos (D) é homenageado do fetival de Edvane Bactista e Ruy Aguiar

Cira Ramos (D) é homenageado do festival de Edivane Bactista e Ruy Aguiar

A programação do XIV Festival de Teatro para Crianças de Pernambuco prossegue até 30 de julho, com peças infanto-juvenis. Realizado pela Métron Produções, de Edivane Bactista e Ruy Aguiar, a iniciativa também sentiu a retração econômica que atingiu a área cultural. O evento, que começou no início do mês, veio mais enxuto, apenas com grupos locais, que totalizam 23 apresentações. Neste fim de semana, foram selecionados versões cênicas da literatura como O fantástico mistério de Feiurinha, adaptação do livro de Pedro Bandeira, João e o Pé de Feijão, sobre um menino que encontra uma galinha dos ovos de ouro; a clássica história de Antoine de Saint-Exupéry, sobre a relação entre um piloto de avião e uma criança em O Pequeno Príncipe e Três Contos Mágicos sobre anões e maçãs envenenadas.

A homenageada desta edição é a atriz, gestora pública, diretora teatral, locutora, dubladora e preparadora de elenco Cira Ramos, que mesmo com uma carinha de criança, já contabiliza 39 anos de profissão. Entre os espetáculos que atuou estão Maria Borralheira (Papagaios Produções), Avoar (TTTrês Produções Artísticas), A Ver Estrelas (Adriana Falcão / Alexandre Alencar), Caxuxa (Grupo ou Entra no Tom ou sai da Música), Peter Pan no Circo do Chocolate (Chocolate Produções).

PROGRAMAÇÃO

Montagem pernambucana do Pequeno Príncipe

Montagem pernambucana do Pequeno Príncipe

Teatro de Santa Isabel ((Praça da República, s/n, Santo Antônio). Fone: 3355-3323)
22 e 23/07 – O Pequeno Príncipe (Cia. do Riso – Recife/PE)

Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu / Boa Viagem)
22 e 23/07- O Fantástico Mistério da Feiurinha (Cia Individual de Teatro – Recife/PE)
29 e 30/07 – Ariel, Uma História dos 7 Mares (Humantoche Produções – Paulista/PE) 

Teatro Barreto Júnior (Rua Estudante Jeremias Bastos, s/n, Pina. Fone: 3355-6398)
22 e 23/07- Branca de Neve (Humantoche Produções – Paulista/PE)
29 e 30/07- Malévola e Aurora em Uma Bela Adormecida (Capibaribe Produções – Recife/PE)

Teatro Experimental Roberto Costa ((North Way Shopping – Paulista. Fone: 98859-0777).
22 e 23/07- João e o Pé de Feijão (Capibaribe Produções – Recife/PE)
29 e 30/07- Os 3 Super Porquinhos (Roberto Costa Produções – Paulista/PE)

Serviço
XIV Festival de Teatro para Crianças de Pernambuco
Quando: Sábados e domingos de julho 2017, 16:30h (todos os espetáculos)
Onde: Teatro Santa Isabel, Teatro Luiz Mendonça, Teatro Barreto Junior, Teatro Experimental Roberto Costa
Ingressos: R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia)

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Prometemos nos amar

Em nome do Pai. Foto Zé Barbosa

Samuel Lira e Jorge de Paula no espetáculo Em nome do Pai. Foto Zé Barbosa / Divulgação

São profundas as motivações humanas. Insondáveis às vezes. Irreveláveis, outras. Os impulsos emotivos podem ficar presos, guardados em sótãos da memória, sem querer intercambiar para abrir outras veredas mais luminosas. O espetáculo Em nome do Pai promove o encontro mais verdadeiro entre o genitor e seu filho para um acerto de contas afetivas, depois da morte da mãe. Sem a presença física da mulher, mediadora e juíza desse contato, esses dois homens precisam reinventar essa relação, esses laços. Desatar nós.

A montagem, com texto de Alcione Araújo e direção de Cira Ramos, cumpre curta temporada no Teatro Arraial, até o dia 17 de junho, sempre às sextas e sábados, às 20h. O projeto foi contemplado com o edital de ocupação 2017, promovido pela Fundarpe / Governo do Estado de Pernambuco.

Interpretados pelos atores pernambucanos Samuel Lira e Jorge de Paula, os personagens abrem suas comportas de emoções num terreno árido de comunicação. A relação amorosa está nas mãos dos dois, na habilidade que cada um tem de ceder e valorizar o outro. Nesse processo de vasculhar o passado, remexer em lembranças doloridas, ambos terão que aprender a conjugar o verbo perdoar.

Em nome do Pai chega ao seu terceiro ano de existência, com produção geral da Rec Produtores Associados e a produção executiva de Karla Martins, Nando Lobo e Cira Ramos. A encenação já participou de festivais como o Aldeia Yapoatan, realizado pelo SESC Piedade (2015); Janeiro de Grandes Espetáculos (2016); e o XXIII Festival Internacional Porto Alegre em Cena (2016).
FICHA TÉCNICA:
Texto: Alcione Araújo
Encenação: Cira Ramos
Elenco: Jorge de Paula e Samuel Lira
Preparação de atores e assistência de direção: Sandra Possani
Direção de arte: Marcondes Lima
Música original, direção musical e execução: Fernando Lobo
Músicos: Edson Rodrigues (SAX) e Fábio Valois (teclado)
Designer de luz e execução: Dado Sodi
Designer gráfico e registro fotográfico: Zé Barbosa
Produção Executiva: Karla Martins, Fernando Lobo e Cira Ramos.
Realização REC Produtores Associados

SERVIÇO
Em nome do Pai
Onde: Teatro Arraial Ariano Suassuna (Rua da Aurora, 457, Boa Vista)
Quando: de 02 a 17 de junho (sextas e sábados), 20h
Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)
Informações: 3184.3057 / 996195396
Duração: 70 minutos
Classificação: 14 anos

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Algumas opções teatrais do fim de semana

O-Lançador de Foguetes faz sessão gratuita domingo às 16h30, no Marco Zero, no Bairro do Recife. Foto: Raquel Durigon/ Divulgação

Espetáculo gaúcho faz sessão gratuita domingo às 16h30, no Marco Zero. Foto: Raquel Durigon

O Lançador de Foguetes integra o repertório do Grupo de Teatro De Pernas pro Ar – da cidade gaúcha de Canoas – desde 2006. A montagem com o ator Luciano Wieser (que também assina a direção e cenografia) está na programação do 18º Circuito Palco Giratório Sesc.

A trupe faz várias apresentações gratuitas em Pernambuco e a primeira delas é no domingo às 16h30, no Marco Zero, no Bairro do Recife.

O bando borra as fronteiras de técnicas circenses, formas animadas e música para realizar seus experimentos de linguagens. Em O lançador de foguetes a cenografia, figurinos excêntricos e bonecos com mecanismos de manipulação únicos colaboram para a comunicação com o espaço urbano. O protagonista procura um lugar ideal para sua experiência cientifica. Ele anda no seu triciclo abarrotado de elementos cênicos, calcula os fenômenos físicos e busca encontrar a energia da plateia.

SERVIÇO
Espetáculo gaúcho O Lançador de Foguetes
Quando: domingo às 16h30
Onde: Marco Zero, no Bairro do Recife
Quanto: Grátis

Outras apresentações do espetáculo O Lançador de Foguetes em PERNAMBUCO – Palco giratório 2015
02/06 – BELO JARDIM (PE)
03/06 – BUIQUE (PE)
05/06 – BODOCÓ (PE)
06/06 – OURICURI (PE)
07/06 – ARARIPINA (PE)
11/06 – PETROLINA (PE)

Algodão doce faz apresentação dentro do projeto Palco Giratório. Foto: Ivana Moura

Algodão doce faz apresentação no Teatro Marco Camarotti. Foto: Ivana Moura

O grupo Mão Molenga (PE), também está no Palco Giratório com a encenação em teatro de bonecos Algodão doce. A apresentação está marcada para às 16h do sábado, no Teatro Marco Camarotti (Rua do Pombal, s/n, Santo Amaro).

A montagem foi erguida a partir da chamada Civilização de Açúcar e da textura de algodão dos bonecos, em variados tamanhos e técnicas de manipulação. Além da dança inspirada na tradição cultural pernambucana, principalmente o cavalo-marinho São narradas três histórias de assombração, Comadre Fulozinha, As desventuras de Ioiozinho e O Negrinho do Pastoreio.

A direção cênica e direção de arte são de Marcondes Lima. O argumento e roteiro são assinados por Marcondes Lima e Carla Denise. O elenco é formado por Elis Costa, Íris Campos, Fábio Caio, Fátima Caio e Marcondes Lima. O espetáculo é indicado para crianças a partir de 8 anos. O ingresso custa R$ 20 e R$ 10 (meia).

SERVIÇO
Espetáculo Algodão doce
Quando: Sábado (30/05) às 16h
Onde: Teatro Marco Camarotti (Rua do Pombal, s/n, Santo Amaro)
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia)

Espetáculo Acontece enquanto você não quer ver inicia nova temporada

Espetáculo Acontece enquanto você não quer ver inicia nova temporada

ACONTECE ENQUANTO VOCÊ NÃO QUER VER
A nova temporada do espetáculo Acontece enquanto você não quer ver, começa amanhã, no Espaço Caramiolas (Avenida Dantas Barreto, 324, 7º andar, Santo Antônio). A encenação foi criada para um espaço de teatro domiciliar, e está dividida em dois atos: Bem guardado e Rua Garopaba, 410. A produção avisa que a peça faz um desafio à moralidade vigente e mostra situações que podem ser consideradas desagradáveis. No elenco estão Daniel Barros e Fábio Calamy
SERVIÇO
Espetáculo Acontece enquanto você não quer ver
Onde: Espaço Caramiolas (Avenida Dantas Barreto, 324, 7º andar, Santo Antônio)
Quando: 30 de maio, 06, 13 e 20 de junho, sextas, às 20h.
Ingresso: R$ 20 e R$ 10 (meia).
Informações: 9790-8251.

NA BEIRA
Amanhã, sábado, às 19h30, é a última sessão desta temporada do monólogo Na beira. A peça é inspirada em histórias risíveis e comoventes da vida do ator Plínio Maciel. As reservas devem ser feitas pelo email teatrodefronteirape@gmail.com. O endereço completo do espetáculo, na Boa Vista, será fornecido na confirmação da reserva. A capacidade da casa é de 20 espectadores.Ingresso: R$ 20 (inteira).

OBSESSÃO
A rivalidade entre duas ex-amigas chega às raias da desrazão. A vingança é o tema da comédia Obsessão, com texto de Carla Faour e direção de Henrique Tavares, em cartaz no Teatro Boa Vista. Com Simone Figueiredo, Nilza Lisboa, Silvio Pinto, Diógenes Lima e Tarcísio Vieira.
SERVIÇO
Espetáculo Obsessão
Onde: Teatro Boa Vista (Colégio Salesiano)
Quando: sábado (30), às 21h.
Ingressos: R$ 60, R$ 30 (meia) e R$ 20 (promocional, à venda na bilheteria do teatro até às 17h).
Informações: 2129-5961.

H(EU)STÓRIA – O TEMPO EM TRANSE
A partir das cartas escritas para o poeta Jomard Muniz de Britto e o ex-governador Miguel Arraes foi erguido o espetáculo, que projeta as relações do cineasta baiano Glauber Rocha com o estado de Pernambuco.
SERVIÇO
Espetáculo H(Eu)stória – O Tempo em Transe
Onde: Teatro Arraial (Rua da Aurora, 457, Boa Vista).
Quando: Sextas e sábados, às 20h (até o dia 20 de junho).
Ingresso: R$ 20 (inteira) R$ 10 (meia).
Informações: 3184-3057

A RECEITA
A receita apresenta uma mulher que tempera sua vida de abandono e violência com comida. O solo é com a atriz Naná Sodré, do grupo O Poste Soluções Luminosas. O texto e a encenação são de Samuel Santos.
SERVIÇO
Espetáculo A receita
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, loja 1, Boa Vista).
Quando: De 29 de maio a 26 de junho, todas as sextas, às 20h.
Ingresso: R$ 20 e R$ 10 (meia).
Informações: 8484-8421.

VIVA RAUL – O TRIBUTO
A carreira de Raul Seixas é revisitada pelo ator e músico Renato Ignácio, junto com uma banda no espetáculo Viva Raul – o Tributo.
SERVIÇO
Espetáculo Viva Raul – O tributo
Quando: 30 de maio, às 21h.
Onde: Teatro Guararapes (Avenida Professor Andrade Bezerra, S/N, Salgadinho, Olinda).
Ingresso: Plateia R$ 120 e R$ 60 (meia). Balcão: R$ 100 e R$ 50 (meia).
Informações: 3182-8020

Última semana desta temporada de Em Nome do pai. Foto: Zé Barbosa

Última semana desta temporada de Em Nome do pai. Foto: Zé Barbosa

EM NOME DO PAI
Os caminhos tortuosos para estabelecer uma relação amorosa entre pai e filho é exibida no drama Em nome do pai, escrito pelo mineiro Alcione Araújo. O espetáculo marca a estreia na direção de Cira Ramos. Última semana.
SERVIÇO
Espetáculo Em nome do pai
Onde: Teatro Eva Herz (Livraria Cultura do RioMar Shopping. Avenida República do Líbano, 251, Pina).
Quando: De 25 de abril a 31 de maio. Sextas e sábados, às 20 horas.
Ingresso: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).
Informações: 3256-7500 ou 9157-5555

DANÇA

Percussionista Lucas dos Prazeres e Anne Costa em Abô

Percussionista Lucas dos Prazeres e Anne Costa em Abô

ABÔAbô é o nome do banho de ervas que purifica o corpo e afugenta os maus espíritos na prática do candomblé e umbanda. O espetáculo Abô tem direção e coreografia de Maria Paula Costa Rêgo e conta com o percussionista Lucas dos Prazeres, estreando como bailarino profissional e a bailarina Anne Costa no elenco.

O Grupo Grial leva para a cena um olhar bem peculiar sobre os movimentos das celebrações religiosas afro-brasileiras, mas tendo como base a estética e a linguagem da dança contemporânea. Fala sobre a poética dos orixás. O trabalho recebeu patrocínio do Prêmio Afro 2014, da Petrobras.
SERVIÇO
Espetáculo Abô
Onde: Sítio Trindade (Estrada do Arraial, s/nº, Casa Amarela).
Quando: de 28 a 31 de maio, às 19h30.
Ingresso: Entrada gratuita

ELÉGÙN – UM CORPO EM TRÂNSITO
A corporeidade e a performatividade são os dois elementos de pesquisa do espetáculo Elégùn. O título remete àquele que incorpora um arquétipo em sete cenas.
SERVIÇO
Espetáculo Elégùn
Onde: Teatro Arraial (Rua da Aurora, 457, Boa Vista).
Quando: Sextas e sábados (até o dia 18 de julho), sempre às 19h.
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).
Informações: 3184-3057

Espetáculo retrata vida e obra de Dorival Caymmi. Foto: Paula Alencastro/ Divulgação

Espetáculo retrata vida e obra de Dorival Caymmi. Foto: Paula Alencastro/ Divulgação

DORIVAL OBÁ
O compositor baiano Dorival Caymmi cresceu dentro de um terreiro de candomblé, onde era preparado para ser o obá (um tipo de coordenador do terreiro). Abandonado pela mãe quando tinha 3 anos, foi no candomblé que ele praticou sua religiosidade, e se descobriu filho de Xangô.

O grupo Vias da Dança homenageia o baiano no espetáculo Dorival Obá, que tem coreografia do ator e bailarino Juan Guimarães. No elenco estão Thomas de Aquino Leal, Júlia Franca, Natália Brito, Rayssa Carvalho e Simone Carvalho.

O Vias da Dança, da diretora Heloísa Duque, utiliza depoimentos de Dorival em áudio, a partir de entrevistas, além de músicas e trechos de percussão do repertório do cantor como É doce morrer no mar, Samba da minha terra, O que é que a baiana tem e Canto de Nanã.
SERVIÇO
Espetáculo Dorival Obá
Onde: Espaço Experimental (Rua Tomazina, 199, 1º andar, Bairro do Recife).
Quando: 30 de maio, às 20h.
Ingresso: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).
Informações: 3224-1482.

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Questão de sobrevivência emocional

Atores Samuel Lira e Jorge de Paula. Fotos: Zé Barbosa

Atores Samuel Lira e Jorge de Paula. Fotos: Zé Barbosa

A estreia da atriz Cira Ramos na função de encenadora merece ser aplaudida. Seu olhar sensível e delicado se faz presente nos pequenos detalhes do espetáculo Em Nome do Pai. A peça iniciou temporada no último sábado (25) para o público; na noite anterior(24), fez uma pré-estreia para convidados, no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Shopping RioMar, Zona Sul do Recife, onde fica em cartaz até o dia 31 de maio. A diretora trabalha como uma maestrina a harmonizar os instrumentos de que dispõe. Do elenco, mantém vivo o embate entre os personagens. E afina os talentos da equipe técnica, priorizando o jogo teatral.

O texto é do mineiro Alcione Araújo, uma referência do teatro brasileiro, autor de, entre outras peças, Há Vagas para Moças de Fino Trato, Doce Deleite, A Prima-Dona, Muitos Anos de Vida, Sob Neblina Use Luz Baixa e A Caravana da Ilusão, essa última montada no Recife anos atrás. Seus trabalhos se fincam em três eixos principais: as relações familiares, as questões sociais e políticas e a metalinguagem. Na peça Em nome do pai o confronto de gerações, os conflitos familiares e a sexualidade são explorados em cruzamento com a metalinguagem como um conduto de resolução dos problemas.

Escrita há mais de 20 anos, a peça aposta no bem querer como canal para superar as dificuldades de uma relação. O autor não escamoteia as fraturas do modelo familiar e mergulha no mar tempestuoso de emoções baratas e caras. Vai meio que na contramão dos padrões comportamentais que ficam na superfície e tem medo de pegar no nervo do sentimento.

O começo do texto, no entanto, é difícil de engrenar. Dois personagens que nunca tinham conversado de verdade: pai e filho. Após o enterro da mãe, elo de ligação entre eles, há uma necessidade de superar diferenças. Mas nesse início da peça, as falas clichês predominam, os devaneios com elucubrações mais rasas jorram de forma bastante infantil. A certa altura isso passa e aí sim o texto ganha um rumo poético no embate entre as duas figuras, suas revelações e lembranças.

O espetáculo ganha fôlego quando o filho resolve ir embora e o pai questiona a decisão. O humor refinado toma espaço na cena e o texto flui com elegância e força nas revelações corajosas e surpreendentes para ambos.

Peça mergulha nos contraditórios sentimentos de pai e filho

Peça mergulha nos contraditórios sentimentos de pai e filho

A encenação arquiteta a sombra da figura da mãe nos diálogos dos dois, que muitas vezes parece um fantasma a aterrorizar, mas também força a aproximação entre pai e filho. São caminhos sobre o viver e conviver com as diferenças, de onde brotam os afetos. Nessa comédia dramática, o enfoque existencial impõe momentos densos. Mas há espaço para o riso, como na cena em que o pai jornalista auxilia o filho a ensaiar uma peça.

O pai, interpretado por Jorge de Paula, é um escritor frustrado. O filho, defendido por Samuel Lira, é um estudante de teatro. As atuações ainda precisam ser equalizadas. O tom adotado por Jorge para demonstrar sofrimento pela perda da esposa soa falso e não convence. Sua interpretação desliza por várias gramaturas e cresce durante a encenação. Jorge de Paula é um ator potente e esses ajustes devem ser resolvidos durante a temporada.

Samuel Lira é uma grata surpresa para um papel tão denso. Ele está no elenco de alguns infantis e faz sua estreia em espetáculos adultos. O ator traz a revolta juvenil, um pouco da vingança contra o pai. Em torno da ausência da mãe, ele reflete o passado, trabalha bem as tensões do personagem e explora o dúbio o que nos oferece uma amostra da riqueza da convivência humana.

Os cenários de Marcondes Lima são especialmente criativos, com suas caixas que apontam para utilitários como sofás e malas, em designer arrebatador. Esses objetos-bagagens sugerem partidas (ou chegadas), com ou sem despedidas, e fazem uma conexão com a saída de cena da mulher da vida dos dois homens. A iluminação de Dado Soddi cria os climas, instala claustrofobias, promete libertações, controla o compasso, o ritmo da montagem, instala regiões de sombras e dá destaque até à monotonia de mútuas acusações do passado, que precisam ser superadas.

A trilha sonora, assinada por Fernando Lobo, funciona praticamente como um terceiro personagem. O saxofone provoca, acentua a teatralização das ações, marca os ciclos dessa DR, que vai da revolta, com discussões fervorosas, à reconciliação. O saxofone da trilha foi gravado pelo maestro Edson Rodrigues e o teclado por Fábio Valois.

E, nessa passagem ao tempo, entre picuinhas e ressentimentos a montagem aponta para algo mais luminoso, mesmo com as neuroses de cada um.

Serviço
Em nome do pai
Onde: Teatro Eva Herz (Livraria Cultura do Shopping RioMar)
Quando: De 25 de abril a 31 de maio, sextas e sábados, às 20h; domingos, às 19h. ( Não haverá sessão do espetáculo no feriado do dia 1º de maio. Não haverá venda de ingressos para as sessões dos dias 10, 17, 24 e 31 de maio, pois a peça será destinada à rede pública de ensino, ONGs e instituições sócio-educativas).
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), à venda na bilheteria do teatro
Informações: (81) 3256-7500 / 9157-5555
Classificação: 14 anos

Ficha técnica
Texto: Alcione Araújo
Encenação: Cira Ramos
Elenco: Jorge de Paula e Samuel Lira
Preparação de atores e assistência de direção: Sandra Possani
Direção de arte: Marcondes Lima
Trilha sonora e direção musical: Fernando Lobo
Músicos: Edson Rodrigues (sax) e Fábio Valois (teclado)
Preparação vocal: Leila Freitas
Desenho de luz e execução: Dado Soddi
Assistente e produção de figurino: Natascha Lux
Cenotécnicos: Hemerson Cavalcante e Henrique Celibi
Programação visual e registro fotográfico: Zé Barbosa
Produção executiva: Karla Martins e Alexandre Sampaio
Produção geral: Cira Ramos, Fernando Lobo e Ofir Figueiredo
Direção de produção e elaboração de projeto: Cira Ramos e Karla Martins (Decanter Articulações Culturais)
Realização: REC Produtores Associados

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