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Precisamos de cúmplices na vida

Espetáculo Alguém pra fugir comigo. Foto: Mariá Vilar / Divulgação

Espetáculo Alguém pra fugir comigo entra em temporada no Hermilo Borba Filho. Foto: Mariá Vilar / Divulgação

Parece que o mundo deu uma marcha ré no quesito direitos humanos. Ou será que que foi a regência do Sol, no ano passado, que lançou luz sobre toda a sujeira que não enxergávamos com muita facilidade? A humanidade embruteceu? O poder do dinheiro tomou o lugar das relações afetivas? Não dá para confiar em absolutamente ninguém? Perguntas são combustível do espetáculo Alguém Pra Fugir Comigo, que expõe vários tipos de opressão (racista, sexista, homofóbica). O Resta Um Coletivo de Teatro parte de situações atuais ou remotas da micropolítica do Brasil ou do mundo e embaralha os tempos-espaços da montagem. 

Com uma estrutura fragmentada, inspirada em imagens, trechos de canções, relatos, pedaços da realidade reinventada na cena e ficção declarada, a peça anseia provocar, sacolejar certezas, questionar esse nosso estar no mundo. Mas também há traços de otimismo, traduzidos no próprio título da peça: um cúmplice, um companheiro, um comparsa, um aliado, um parceiro, um amor. Mas sem traições. Uma esperança.

Alguém pra Fugir Comigo inicia temporada nesta sexta-feira (24), às 19h, no Teatro Hermilo Borba Filho, onde segue em cartaz até 2 de abril. Dirigido por Analice Croccia e Quiercles Santana a montagem estreou no 23° Janeiro de Grandes Espetáculos e foi contemplada com o prêmio Apacepe de Melhor Espetáculo de Teatro Adulto.  

São inúmeras as dificuldades de fazer teatro de pesquisa no Recife, cidade que sufoca seus artistas com a debilidade de políticas públicas, com equipamentos sucateados, com a não valorização das artes da cena. Na entrevista, o encenador Quiercles Santana fala um pouco sobre isso e o processo de criação do do Coletivo Resta 1 de Teatro e das urgências cênicas do grupo. 

Entrevista: Quiercles Santana – Encenador

Foto: Reprodução do Facebook

Foto: Reprodução do Facebook

Enquanto fábula, o que você pode dizer sobre a peça? E enquanto procedimento cênico? 
Quiercles Santana – Não há exatamente uma fábula, no sentido mais comum da palavra. Criamos uma confluência de situações que se assemelham, que têm como leitmotiv o embate do Poder Soberano (e seus representantes opressivos, a força da lei) versus a possibilidade de sublevação, de rebeldia, como dizia Camus em o Homem Revoltado. É que chega uma hora em que tem de se dizer “basta!”, “chega!”
E é isso o que o espetáculo tenta trazer: o desafogo.
Era preciso fugir da obrigação de “originalidade”, que às vezes acomete alguns artistas, para falar sobre os trabalhos e os dias, comuns a todos nós (do Coletivo Resta 1 de Teatro, pelo menos), das mais diversas áreas e vivências.
Então fomos desenvolvendo uma série de quadros, de circunstâncias, cenas que podiam, a princípio, estar em qualquer parte da narrativa. Os diálogos eram improvisados, testados, para virar depois palavra escrita, reelaborada, ensaiada. Muitas cenas acabaram saindo do espetáculo, sendo substituídas por outras. Algumas delas retornaram já na reta final da montagem.
Assim, o fato de termos várias histórias e nenhum personagem central para seguir também possibilitaria ao público não ter a que se apegar, ficando à deriva junto conosco, sem chão; e que isso poderia ser um elemento de surpresa e expectativa.
Isso concomitantemente às leituras, aos filmes, às imagens. Por que se as palavras têm esse poder evocador de imagens, algumas imagens foram essenciais para desabonar a necessidade de fala. Daí foi preciso se conscientizar do poder imagético e subversivo dos corpos, das respirações. O que em outras palavras significa trabalho duro.

Como é o seu método no trabalho com os atores?
Quiercles Santana – Não tenho um método. Gostaria de ter, até. Mas não tenho. Vou no caos, tentando identificar pistas que possam desenhar um caminho. O que sinto é que o ator não deve ser preguiçoso, que deve despender suor, que deve ter um imaginário rico, que se deixe desconstruir em prol de coisas que estão além dele, o que não é nada fácil mesmo. O ator tem de gostar de instaurar outros mundos, atmosferas; deveria se empenhar em estar inteiro no que faz; ouvir o silêncio e deixar que outras vozes possam ser ouvidas.

A peça “traz relatos de fatos verídicos e ficcionais – ocorridos recentemente ou há décadas, no Brasil de hoje e na Europa do século 19”. Quais foram esses materiais primários?
Quiercles Santana – Diários Íntimos de Louis Vauthier, publicado por Gilberto Freyre, por volta de 1940, por exemplo, foi um deles. Um Inimigo do Povo, do Ibsen, outro. Olhar em retrospectiva histórica para fatos que continuam acontecendo hoje, como a escravidão, como as formas de violência perpetradas pelos agentes do estado, coisas que aconteciam há 150 anos e são ainda muito atuais.

Quais os recortes adotados para salientar os temas eleitos pela montagem corrupção, trabalho escravo, vidas nas grandes cidades, solidão e discriminação.
E a escolha por uma forma fragmentada de contar uma história … Qual a principal aposta?

Quiercles Santana – Pensamos que não cabia no nosso espetáculo uma fábula específica, uma historinha com começo meio e fim. Havia muitas coisas entaladas: a perda paulatina dos direitos sociais, a ascensão canhestra da Direita, a sensação de desamparo, a cretinice cínica dos três poderes, da mídia, a burrice de tantos discursos fechados, a desorientação geral, etc.
Então, a primeira coisa que pensamos em termos de procedimento era de que o espetáculo deveria ter um caráter ensaístico, não acabado, aberto, de experimentação com a diegese (fragmentária, alusiva, cheia de cascas de bananas, de pistas falsas, de metáforas).
Uma forma de balizar todo esse material era o tempo gasto em cada cena. E como cada uma delas iria dialogar com as precedentes e as subsequentes, dentro da ordem geral. Queríamos criar música, digamos assim, casando momentos mais intensos e pesados, com outros mais leves e engraçados. Não era só as situações, mas aonde elas poderiam surtir um efeito mais inesperado na ordem geral das cenas, compreende?

Montagem da Resta 1. Foto: Mariá Vilar

Montagem do Coletivo Resta 1 de Teatro. Foto: Mariá Vilar

A peça trata de realidade social injusta e do colonialismo em várias frentes. Você conseguiu identificar o alcance disso?
Quiercles Santana – Não, não consegui. Até porque nunca parto do princípio de que faço espetáculos para o outro ver, no sentido de que devo estar submetido ao que o outro vai ou não compreender. Parto da premissa de que devemos fazer antes de tudo para nós mesmos, de que deve ser um ato de expressão autêntico de nossas dores, de nossas solidões, de nossas alegrias e desencontros e esperanças. Se pudermos ser verdadeiros conosco, certamente seremos com o outro, o público. Mas nunca temos certezas sobre o alcance de uma obra. Isso vai depender de muitos fatores. Mas se podemos afetar as pessoas, isso já me parece bom e digno de nota.

A questão da identidade é para você um ponto crucial?
Quiercles Santana – Em que sentido de identidade você está se referindo? Se for em termos de estilo, não. O meu sonho era não ter um estilo. Era criar espetáculos distintos. Poder ir na aventura de descobrir coisas novas em cada novo trabalho. Claro que tem trabalhos que talvez por conta da temática e de ser o mesmo elenco, como o caso de trilogias que versam sobre temas afins, o resultado pode ser semelhante. Mas não queria ser um cara que as pessoas vão lá e dizem “é a tua cara!”. Queria não ter uma cara, mas muitas.

O que significou para o grupo ser eleito o melhor espetáculo do Janeiro?
Quiercles Santana – Foi importante na justa medida em que a premiação significou um reconhecimento de nossos esforços. Mas nada mais que isso. Não há nenhuma ilusão de que a tarefa sempre será desafiadora. Um prêmio é bom, mas outros desafios pela frente. Se manter juntos e criando, por exemplo, e poder pagar algumas contas…

Os prêmios no Janeiro também criaram uma tensão pelo fato de dois dos três integrantes da comissão serem de unidades do Sesc muito próximos ao grupo. O elenco foi formado pelo Curso de Teatro do Sesc Santa Amaro, de onde surgiu o exercício cênico que foi a semente do espetáculo. O que dizer sobre essa configuração?
Quiercles Santana – Veja, a comissão do Janeiro de Grandes Espetáculos deste ano de fato teve esta configuração peculiar. Mas as pessoas que estavam lá não são do tipo “vou passar a mão” pelo fato de que o grupo é egresso do SESC. Muito pelo contrário. Rita Marize é uma das pessoas mais criteriosas que conheço, carne de pescoço mesmo. Breno Fittipaldi não é menos. Jorge de Paula, uma pessoa a quem respeito muito, jamais seria conivente com qualquer tipo de facilidade, com quem quer que seja. E isso foi muito mais gratificante, acredite, estarmos sob o olhar de pessoas que não estão para brincadeiras.

Que caminho o teatro no Recife está sendo construído? O que você percebe?
Quiercles Santana – Não sei. Há muitos caminhos. E todos talvez sejam legítimos. Mas gosto de Teatro que faça as nossas certezas estremecerem, que nos tiram o chão. Há certos encenadores que gostam de tudo amarradinho, um pacote que faz sentido. Mas não é assim na existência. Há muitos nós que carregamos sem saber aonde encaixá-los. E gosto particularmente quando uma obra não oferece saídas, soluções, mensagenzinhas. O Teatro que questiona, que instaura outro diálogo, outro critério, outro jogo com o espaço e o tempo, que nos desafia, esse é o que prefiro.

Quais são os desafios e as limitações de fazer teatro no Recife nos dias de hoje?
Quiercles Santana – Falta de espaços adequados, de teatros bem equipados, de formação ampliada. A gente tem de desdobrar em cem mil para conseguir sobreviver.

O teatro pode ser um modo de resistência?
Quiercles Santana  -Teatro é resistência. É preciso resistir a muitas coisas, tentações, chamados. É preciso muita abnegação, coragem, loucura. Só doidos para dedicar a vida a isso. Eu mesmo vivo com vontades súbitas de desistir. Arte é pros fortes.

Você acha que os artistas têm uma responsabilidade social? Qual seria?
Quiercles Santana – Os artistas têm uma enorme carga de responsabilidade social. Quer dizer, todo mundo tem ou deveria ter, qualquer profissão. Mas o artista tem essa que é dar a conhecer que a vida passa, está passando neste momento e o que é que estamos fazendo enquanto ele, o tempo, não acaba? A vida não pode ser só trabalho e dinheiro. É que as coisas mais importantes da existência, como dizia alguém, não são coisas. O artista está ali para fazer com que reflitamos sobre coisas assim. É preciso repensar a nossa trajetória até aqui e o que queremos daqui por diante.

Analice Croccia divide a encenação com Quiercles Santana. Foto: Mariá Vilar / Divulgação

Analice Croccia divide a encenação com Quiercles Santana. Foto: Mariá Vilar / Divulgação

Serviço
Alguém Pra Fugir Comigo

Onde: Teatro Hermilo Borba Filho
Quando: 24, 25, 26, 31 de março e 01 e 02 de abril; Sextas e Sábados às 19h; Domingos às 18h
Ingressos: R$ 30 (inteira) R$ 15 (meia)

Ficha Técnica
ELENCO:
Analice Croccia, Ane Lima, Caíque Ferraz, Luís Bringel, Nataly Oliveira, Pollyanna Cabral, Wilamys Rosendo
ENCENAÇÃO : Analice Croccia e Quiercles Santana
ASSISTÊNCIA DRAMATÚRGICA: Ana Paula Sá
DESENHO DE LUZ: Elias Mouret
DIREÇÃO MUSICAL: Katarina Menezes e Kleber Santana
DESENHO DE SOM: Kleber Santana
PREPARAÇÃO DE CORPO E MOVIMENTO: Patrícia Costa
FOTOGRAFIAS: Mariá Vilar
DIREÇÃO ARTÍSTICA: Resta 1 Coletivo de Teatro
PRODUÇÃO: Resta 1 Coletivo de Teatro
CENOTECNIA: Flávio Freitas
VOZ OFF: Zoraide Coleto

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Outubro vem tinindo com o teatro

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Retomada, do grupo Totem, está na 1º Mostra de Teatro Alternativo do Recife. Foto: Fernando Figueirôa

A ideia é ambiciosa e vem sendo urdida no “afetuoso espaço de diálogos” em casas, terreiros e espaços não convencionais. OUTUBRO OU NADA – 1ª Mostra de Teatro Alternativo do Recife busca discutir a questão da representatividade do teatro na sociedade contemporânea. Para realizar a tarefa, conta com 24 grupos/ companhias/ coletivos e produtores independentes, que atuam nas apresentações, estreias, ensaios abertos, performances, rodas de diálogo e oficinas. De 3 a 29 de outubro o programa reúne 35 espetáculos em mais de 50 apresentações. Vai ocupar 14 espaços alternativos com Ingressos a preços populares.

Os números traduzem a potência do ajuntamento temporário de mais de 60 artistas pernambucanos. O que eles querem? “Exercer o seu empoderamento”. OUTUBRO OU NADA é defendido como um ato político, uma guerrilha cultural que permite projetar o espírito plural e polissêmico do projeto. E propõe reelaborar diálogos e relações com o público dessa produção, que atravessa os espaços oficiais e se instala em qualquer lugar da cidade.

A situação das políticas públicas para a cultura é periclitante, já sabemos. Mas o discurso dos artistas é outro. FORA daqui o lugar de coitadinho “Agora, é tudo ou nada”, anunciam no release quase manifesto. Eles se garantem mobilizados. Pela urgência das reivindicações para o setor, reafirmam que a “democracia em qualquer âmbito, exige diálogo permanente, tolerância com a diversidade dos pontos de vista, negociação entre todos os poderes”.

Reunião da equipe do Outubro ou nada, com Rodrigo Dourado em primeiro plano. Foto: Reprodução do Facebook

Reunião da equipe do Outubro ou Nada, com Rodrigo Dourado em primeiro plano. Foto: Reprodução do Facebook

A mostra acontece sem apoio dos editais. “Todos nós estamos apontando para os descasos do poder público e as deficiências paralisantes nos investimentos para uma política cultural satisfatória que nos faça manter uma permanente produção. A nossa resposta é um diálogo coletivo e ressoa em prol da proliferação e permanência desses espaços alternativos importantíssimos para a vitalidade da cena local, da valorização deste circuito alternativo que faz sustentar e estimular o teatro, nas suas múltiplas funções sociais”, pontua o coordenador da mostra, o diretor e professor Rodrigo Dourado.

Programação dos ESPETÁCULOS e RODAS DE DIÁLOGO

Espetáculo Na Beira abre a mostra, Foto: Divulgação

Espetáculo Na Beira abre a mostra, Foto: Divulgação

Dia 3 – ABERTURA (18h-19h30) com o lançamento da Revista TREMA! Edição “o golpe”
Na Beira (20h) / Local – Espaço O Poste Soluções Luminosas / 60 lugares

Dia 4 – Na Beira (20h) / Local – Espaço O Poste Soluções Luminosas / 60 lugares

Dia 5 – A última cólera no corpo de meu negro (19h) / Local – Espaço Fiandeiros / 70 lugares
Dia 5 – Pezinho de Galinha (20h30) / Local – Casa do Acre / 60 lugares

Dia 6 – 1 Torto (20h) / Local – Ed. Texas/Espaço Magiluth / 50 lugares

Dia 7 – Uma Antígona para Lúcia (19h30) / Local – Espaço Fiandeiros / 70 lugares
Dia 7 – Histórias Bordadas em Mim (20h30) / Local – Espaço O Poste Soluções Luminosas / 60 lugares
Dia 7 – O Diário Quase Ridículo de Aurora (2030h) / Local – Bar Teatro Mamulengo / 80 lugares

Dia 8 – Roda de Diálogo: TEATRO ALTERNATIVO 10h Local: Teatro Joaquim Cardozo (CENTRO CULTURAL BENFICA)
Dia 8 – Ombela ESTREIA(20h) / Local – Espaço O Poste Soluções Luminosas / 60 lugares
Dia 8 – Salmo 91 (20h) / Local – Espaço Cênicas / 70 lugares
Dia 8 – O palhaço de pijama (20h) / Local – Teatro Joaquim Cardozo / 50 lugares
Dia 8 – 4 X Hilda ou Quarteto Obsceno (20h) / Local – Teatro Joaquim Cardozo / 50 lugares

Dia 9 – Tempo Menino (17h) – Espaço Vila / 50 lugares
Dia 9 – Salobre (18h) / Local – Espaço Fiandeiros / 70 lugares
Dia 9 – Ombela (19h) / LocalEspaço O Poste Soluções Luminosas / 60 lugares

Dia 10 – TRILOGIA VERMELHA – pa(IDEIA) – pedagogia da libertação (19h) / Local: Escola PE de Circo (EPC)
Dia 10 – Deu com a pleura (20h) / Local – Espaço O Poste Soluções Luminosas / 60 lugares

Dia 11 – O Velho Diário da Insônia (20h) / Local – Espaço O Poste Soluções Luminosas / 60 lugares

Dia 12 –  Acontece Enquanto Você Não Quer Ver (20h) / Local – Ed. Texas / Espaço Magiluth /50 lugares

Dia 13 – O Mascate, a Pé Rapada e os Forasteiros (20h) / Local – Ed. Texas / Espaço Magiluth /50 lugares

Dia 14 – Soledad – A Terra é Fogo Sob Nossos Pés (19h) / Local – Escola PE de Circo / 300 lugares
Dia 14 -Nem Tente (20h) / Local – Espaço Fiandeiros / 70 lugares
Dia 14 – O Diário Quase Ridículo de Aurora (2030h) / Local – Bar Teatro Mamulengo / 80 pessoas

Dia 15 – Salmo 91 (20h) / Local – Espaço Cênicas / 70 lugares
Dia 15 – Ombela (20h) / Local – Espaço O Poste Soluções Luminosas / 60 lugares

Dia 16 – O Palhaço de Pijama (16h) / Local – Galeria Mau Mau (Sala Monstra)
Dia 16 – Aaaaaaah! Histórias de Arrepiar (16h) / Local – Galeria Mau Mau (Sala Monstra)
Dia 16 – (In)Cômodos (18h) / Local – Espaço Fiandeiros / 70 lugares
Dia 16 – Ombela (19h) / LocalEspaço O Poste Soluções Luminosas / 60 lugares

Dia 17 – A Receita (20h) / Local – Espaço O Poste Soluções Luminosas / 60 lugares

Dia 18 – JR. (19h) / Local – Espaço O Poste Soluções Luminosas / 60 lugares

Dia 19 – Pezinho de Galinha (20h30) / Local – Casa do Acre

Pollyanna Monteiro em Ophelia. Foto Aline Rodrigues

Pollyanna Monteiro em Ophelia. Foto Aline Rodrigues

Dia 20 – Ophelia (20h) / Local – Ed. Texas/Espaço Magiluth / 50 lugares

Dia 21 – A última cólera no corpo de meu negro (19h) / Local – Espaco O Poste / 60 lugares
Dia 21 – Viva La Vida (20h) / Local – Escola Pernambucana de Circo / 300 lugares
Dia 21 – A Mulher Monstro (20h30) / Local – Ed. Texas/Espaço Magiluth / 50 lugares

Dia 22 – RODA DE DIÁLOGO: GESTÃO DE ESPAÇOS ALTERNATIVOS (10h) LOCAL: Teatro Joaquim Cardozo
Dia 22 – O Palhaço de Pijama (18h) / Local – Casarão da Várzea / livre
Dia 22 – Bruffa! (18h) / Local – Casarão da Várzea / livre
Dia 22 – Ombela (20h) / LocalEspaço O Poste Soluções Luminosas / 60 lugares
Dia 22 – Salmo 91 (20h) / Local – Espaço Cênicas / 70 lugares

Dia 23 – Ombela (19h) / LocalEspaço O Poste Soluções Luminosas / 60 lugares

Dia 24 – Na Beira (20h) / Local – Escola PE de Circo / 300 lugares

Dia 25 – Andarte Andarilho (20h) / Local – Espaço Cênicas

Dia 26 – Sistema 25 (19h30) / Local – Espaço O Poste Soluções Luminosas / 25 lugares
Dia 26 – TRILOGIA VERMELHA – h(EU)stória – O tempo em transe (20h) / Local – Espaço Cênicas

Dia 27- TRILOGIA VERMELHA – pa(IDEIA) – Pedagogia da libertação (20h) / Local – Espaço Cênicas

Alguém pra fugir comigo.Foto: Maria Vilar

Alguém para fugir comigo.Foto: Maria Vilar

Dia 28 – Alguém para fugir comigo (19h) / Local – Escola PE Circo / 300 lugares
Dia 28 – Luzir é Negro! (20h) / Local – Espaço O Poste Soluções Luminosas / 60 lugares
Dia 28 – Santo Genet e as Flores da Argélia (20h) / Local – Espaço Experimental / 60 lugares

Dia 29 – Retomada (19h) / Local – Coletivo Lugar Comum / 60 lugares
Dia 29 – Ombela (20h) / LocalEspaço O Poste Soluções Luminosas / 60 lugares
Festa de Encerramento (22h) / Local – Ed. Texas

AÇÕES FORMATIVAS

Oficinas

O negro e a dramaturgia no Teatro do Oprimido”
Dias 03, 04, 05, 06 e 07 / 8h as 12h / Mediador: Marcílio de Moraes

Da pele pra dentro” – Qualidades do movimento (Iniciação ao Teatro)
Dia 05 / 09h as 12h / Mediadora: Naná Sodré

Oficina de Interpretação”
Dia 13 /09h as 12h / Mediador: Samuel Santos

Oficina de figurino” – Customização e Transformação
Dia 19 / 09h as 12h / Mediadora: Agri Melo

Oficina Introdução ao Jogo do Bufão”
Dia 22 / 08h as 18h / Mediadora: Bruna Florie

ESPAÇOS e ENDEREÇOES

Espaço  O  Poste  Soluções  Luminosas  – Rua da Aurora, 529, Boa Vista

Espaço  Fiandeiros  – Rua da Matriz, 46, Boa Vista

Casa  do  Acre –  Rua da Aurora, 1019, 7º andar, Ed. Iemanjá, Santo Amaro

Ed. Texas/Espaço Magiluth –  R. Rosário da Boa Vista, 163, Boa Vista

Bar Teatro Mamulengo – Rua da Guia, 211, Bairro do Recife

Teatro Joaquim Cardozo  e Atelier 2 – CENTRO CULTURAL BENFICA  – Rua Benfica, 157, Madalena

Espaço  Cênicas –- Av. Marquês de Olinda, 199, Bairro do Recife (Entrada pela rua Vigário Tenório).

Espaço  Vila  – Rua Radialista Amarílio Nicéas, 76, Santo Amaro

Escola Pernambucana de Circo (EPC)  –  Avenida José Américo de Almeida, 5, Macaxeira.

Coletivo Lugar Comum  – Rua Capitão Lima, 210, Santo Amaro

Casarão da Várzea – Praça da Várzea, s/n, Várzea

Escola Pernambucana de Circo (EPC)  –  Avenida José Américo de Almeida, 5, Macaxeira

Galeria  Mau Mau – Sala Monstra  – Rua Nicarágua, 173, Espinheiro

Espaço Experimental  –  Rua Tomazina, 199, Bairro do Recife

CRÉDITOS

GRUPOS, COMPANHIAS, COLETIVOS E PRODUTORES INDEPENDENTES
REALIZAÇÃO
Aratu Produções
Cênicas Cia. de Repertório
Cia. de Teatro e Dança Pós-Contemporânea D’Improvizzo Gang
Cia. Experimental de Teatro – Vitória
Cia. de Teatro Omoiós
Cia. Maravilhas
Coletivo 4 no Ato
Coletivo Multus
Companhia Fiandeiros de Teatro
Coletivo Grão Comum
Cria do Palco
Doce Agri
Grupo Cen@off
Grupo Magiluth
Grupo O Poste Soluções Luminosas
Grupo Cênico Calabouço
Grupo Teatral Risadinha
Experimental
Operários de Teatro – OPTE
Peso Coletivo
S.E.M. Cia. de Teatro
Teatro de Fronteira
Trema! Plataforma de Teatro
Totem
Alessandro Moura
Bruna Florie
Diógenes D. Lima
Eric Valença
Flávio Renovatto
Marcílio de Moraes
Nínive Caldas

GRUPO – assessoria de comunicação
Alessandro Moura,  Cleyton Cabral, Cícero Belmar, Isabelle Barros. Java Araújo.Júnior Aguiar, Manuel Constantino

GRUPO – ações formativas
Analice Croccia, Breno Fittipaldi, Daniela Travassos, Fred Nascimento, Hilda Torres, Naná Sodré, Ricardo Maciel, Toni Rodrigues

Grupo – ações paralelas
Eric Valença, Márcia Cruz, Nínive Caldas

GRUPO – articulação
Marconi Bispo, Natali Assunção

Assistência de Coordenação
Marconi Bispo

Coordenação Geral
Rodrigo Dourado

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Alegrias de conhecer o mar

O mar de fiote / divulgação

O Mar de Fiote tem direção de Luis Reis. Foto: Divulgação

“Quando eu morrer voltarei para buscar os instantes que não vivi junto do mar”, acalenta nossos ouvidos cansados a cantora Maria Bethânia. Esperança de retorno. O mundo é o mar, com suas marés de lembranças. Mas para um garoto que enxerga essa imensidão azul / verde e suas combinações de cores pela primeira vez é um universo que se revela. Essa aventura de menino é o gancho de O Mar de Fiote, criação dos alunos do quarto período do curso de Licenciatura em Teatro, da UFPE, do ano de 2014, com direção de Luís Reis. O espetáculo tem apresentação agendada para este domingo, 28/08, às 15h, no Teatro Marco Camarotti.

A obra cênica expõe os sentimentos e sensações de um jovem de interior que ao ingressar, inesperadamente, no quintal do vizinho, descobre a vastidão do oceano. Naquele terreiro junto da casa habita um assustador cachorrossauro.

O protagonista, de poucas falas, se rende à incumbência da fabulação, para narrar os detalhes dessa aventura.

A montagem foi construída a partir de um breve exercício cênico, resultado da disciplina Metodologia de Ensino do Teatro 2, ministrada pelo professor Luis Reis, em 2014.

O mar de Fiote é inspirada no livro homônimo da mineira Mariângela Haddad, que ganhou o primeiro Concurso Cepe de Literatura Infantil, em 2011.

A peça tem duração média de 45 minutos e no elenco estão Alef Shelldon, Aline Rodrigues, Ana Gabriela, Analice Croccia, Andréa Guimarães, Bruna Florie, Caio Andrade, Caio Richard, Durval Cristovão, Edcarlos Rodrigues, Gabriela Fernandes, João Guilherme, João Neto, Josué Rodrigues, Ju Torres, Lili Guedes, Maria Bianca, Marina Correia, Pedro Rodrigues, Thays Fernanda Santos.

Em dois anos e meio de trajetória, O mar de Fiote cumpriu temporadas no Teatro Joaquim Cardozo, participou de festivais e recebeu convites para se apresentar em congressos, seminários e outros eventos, como na comemoração dos 165 anos do Teatro de Santa Isabel, no Recife. Em julho de 2015 venceu o Prêmio Especial do Júri no 28º Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau FITUB, em Santa Catarina.

Peça é inspirada no livro de Hadad. Foto: Felipe Ferreira

Peça é inspirada no livro de Mariângela Haddad. Foto: Felipe Ferreira

SERVIÇO
O mar de Fiote
Quando: Domingo, 28/08, 15h
Onde: Marco Camarotti.
Quanto: R$ 20 e R$ 10

FICHA TÉCNICA
Direção: Luís Reis
Cenografia, figurino e maquiagem: Gabriela Holanda
Concepção sonora: Ju Torres
Iluminação: João Guilherme
Operação de luz e som: Dara Duarte
Montagem: O grupo
Produção: Lili Guedes, Pedro Rodrigues, Ju Torres, João Guilherme e Amanda Duarte
Elenco: Alef Shelldon, Aline Rodrigues, Ana Gabriela, Analice Croccia, Andréa Guimarães, Bruna Florie, Caio Andrade, Caio Richard, Durval Cristovão, Edcarlos Rodrigues, Gabriela Fernandes, João Guilherme, João Neto, Josué Rodrigues, Ju Torres, Lili Guedes, Maria Bianca, Marina Correia, Pedro Rodrigues, Thays Fernanda Santos

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Parábolas sobre o sentido da vida

Montagem de Nossa Cidade , com a turma do Curso de Interpretação para Teatro do Sesc Santo Amaro

Você sabia, pergunta um rapazinho, que a luz dessas estrelas demorou milhõesde anos para chegar até nós? Vemos o cintilar de mundos que, provavelmente, estão mortos há muito tempo… 

Talvez seja o contrário, rebate a menina. Talvez nós é que estejamos mortos para eles…

Nossa Cidade é uma peça que amplia sentimentos de coisas miúdas, de episódios cotidianos. do norte-americano Thornton Wilder (1897-1975), que retrata o dia-a-dia de uma pacata cidade, Grover’s Corners, no início do século 20. O foco vai para o cotidiano de duas famílias locais, os Gibbs e os Webb. Escrito em 1938, o texto de Wilder é uma busca de superação das contradições do drama moderno.

A montagem de Nossa Cidade, com elenco da turma de conclusão do Curso de Interpretação de Teatro (CIT) do SESC Santo Amaro, faz as últimas apresentações neste fim de semana. Hoje e amanhã, às 19h, no Teatro Marco Camarotti. São 16 atores no elenco.

Antunes Filho assinou uma montagem que rasga o nervo sobre a transitoriedade da vida recentemente. O Teatro de Amadores de Pernambuco – TAP encenou o mesmo texto em 1949.

Com o texto Nossa Cidade, o dramaturgo Thornton Wilder ganhou um dos três prêmios Pulitzer

Com o texto Nossa Cidade, o dramaturgo Thornton Wilder ganhou um dos três prêmios Pulitzer

A direção de Malú Bazán, trabalha com diversos gêneros teatrais, do épico ao drama. O próprio enredo de Thornton Wilder propõe um jogo metateatral, a partir da atuação do Diretor de Cena, que relata como tudo irá acontecer, expõe a cidade e comenta como vive a população.

Homens e mulheres da classe média norte-americana conservadora e protestante levam suas vidas. Um médico, um leiteiro, o organista da igreja, o professor, o regente do coral, a professora, o entregador de jornais, o guarda, uma vizinha. Criaturas do passado e do presente. As famílias casam seus filhos. Eles vivem felizes até a separação pela morte de um deles.

A peça tem três atos com temáticas diferentes: A Vida Diária, Amor e Casamento e Morte. A encenação  utiliza alguns objetos de como escada, cadeiras e mesas. No elenco estão Analice Croccia, Ane Lima, Caíque Ferraz, Enny Mara, Isabelle Barros, Ludmila Pessoa, Luís Bringel, Marcos Medeiros, Micheli Arantes, Natali Assunção, Nataly Sousa, Paulo Castelo Branco, Pollyanna Cabral, Raphael Bernardo, Romildo Júnior e Wilamys Rosendo.

Ficha técnica
Espetáculo Nossa Cidade
Texto: Thornton Wilder
Direção: Malú Bazán
Elenco: Analice Croccia, Ane Lima, Caíque Ferraz, Enny Mara, Isabelle Barros, Ludmila Pessoa, Luís Bringel, Marcos Medeiros, Micheli Arantes, Natali Assunção, Nataly Sousa, Paulo Castelo Branco, Pollyanna Cabral, Raphael Bernardo, Romildo Júnior e Wilamys Rosendo

Serviço
Quando: Sábados e Domingos, às 19h (última semana)
Quanto: Grátis
Onde: Teatro Marco Camarotti, Sesc Santo Amaro do Recife (Rua Marquês do Pombal, 455, Santo Amaro
Fone: (81) 3216-1609

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