Motivos para ir ao teatro neste fim de outubro

Salina foto Divulgação

Em Caruaru tem a nova montagem do Grupo Amok, Salina foto Divulgação

Recife esbanja festivais, que se espalham por cidades vizinhas. No segundo semestre é um emendando no outro. Estão acontecendo ao mesmo tempo o Festival Cena Cumplicidades, o Festival de Teatro do Agreste – Feteag, a Mostra Luz Negra – O Negro em Estado de Representação, o Festival de Dança do Recife. Fora visitantes e curtas temporadas. Bom dessa oferta é que temos opções. Boas opções. A passionalidade do Balé Carmen, a irreverência de Isso não é uma mulata, uma peça no Teatro de Santa Isabel e a outro no Espaço O Poste, cada uma de um dos lados do rio Capibaribe.  Em Caruaru, o Grupo Amok propõe um mergulho numa África ancestral com Salina (a última vértebra). Em Camaragibe Cartas para Alemanha, sobre o fim de relacionamento de uma mulher negra com um estrangeiro. Para quem gosta de uma comédia mais digestiva tem Cada Um Com Seus Pobrema, no Teatro Guararapes. Neste domingo, de graça em Olinda, uma programação na Igreja da Sé, com várias atrações do Cena Cumplicidades.

 SÁBADO – 28 DE OUTUBRO

 ISTO NÃO É UMA MULATA- MOSTRA LUZ NEGRA – O NEGRO EM ESTADO DE REPRESENTAÇÃO

Monica Santana. Foto: Divulgação

Mônica Santana. Foto: Divulgação

Solo com direção, dramaturgia e atuação de Mônica Santana reflete sobre a representação da mulher negra e traz provocações sobre o mito da democracia racial brasileira, com ironia e humor. Isto Não É Uma Mulata transita entre o teatro e a performance, e problematiza a invisibilidade, a visibilidade reduzida, os estereótipos, o silenciamento, a exotização e a hipersexualização da mulher negra. Com humor, ironia, referências de cultura pop e de massa, o espetáculo dialoga com divas da música internacional como Beyoncé e Nina Simone, além de evocar o universo do samba e do carnaval.
Isto Não É Uma Mulata
Quando: 28 de outubro, às 20h
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista)
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)
Informações: 98649-6713

CARMEN – FESTIVAL CENA CUMPLICIDADES

Balé Teatro Guaíra com Carmen. Foto: Kraw Penas/ Divulgação

Balé Teatro Guaíra com Carmen. Foto: Kraw Penas/ Divulgação

Carmen é uma das tragédias mais famosas da história da arte. Os ingredientes são explosivos: amor, passionalidade, ciúme e morte. Exibe a experiência de um mundo que não atende aos caprichos do personagem tomado pelo desejo, que comete o feminicídio. Inicialmente, escrita em forma de ópera, 90 anos depois foi criada a versão para balé. É ambientado na Sevilha do século 19. A partir  da dramaturgia da ópera e da trilha composta por Rodion Shchedrin e Georges Bizet. Com direção e coreografia de Luiz Fernando Bongiovanni.
Carmen, com o Balé Teatro Guaíra. 
Quando: 28 de outubro, às 20h. 
Onde: Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Santo Antônio). 
Quanto: R$ 20, R$ 10 (meia). À venda na bilheteria do Teatro. 

QUE MUITO AMOU

Montagem da Cênicas. Foto: Divulgação

Montagem da Cia Cênicas. Foto: Divulgação

Três contos do livro Os Dragões Não Conhecem o Paraíso, de Caio Fernando Abreu, são adaptados para a cena: Sapatinhos Vermelhos, Praiazinha e Dama da Noite. As histórias tratam dos amores exponenciais espalmados com a morte, saudade e ódio.
Quando: 28 de outubro, às 20h 
Onde: Espaço Cênicas (Avenida Marquês de Olinda, 199, Sala 201, 2° Andar – Entrada pela Vigário Tenório-, Recife Antigo) 
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)
Informações: 3355-3323, 3355-3324.

RE/IN-FLEXÃO – 22º FESTIVAL DE DANÇA DO RECIFE

A bailarina pernambucana Valéria Vicente revive e discute diferentes maneiras de dançar o frevo.
Re/In-flexão
Quando: 28 de outubro, às 19h.
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho (Rua do Apolo, s/n, Cais do Apolo).
Quanto: R$ 10, R$ 5 (meia).
Informações: 3224-3257.

A BATALHA DE HIP HOP – 22º FESTIVAL DE DANÇA DO RECIFE

Ginga B.boy Foto: Divulgação

Ginga B.boy Foto: Divulgação

Maratona de apresentações de hip hop com Grupo Ginga Bboys e Bgirls, da Associação Metropolitana de Hip Hop. O evento contará com a participação de 20 Crews de Breaking, além do DJ Stanley e do Mestre de cerimônia BBoy Chitos.
Quando: 28 de outubro, das 14h às 21h.
Onde: Compaz Eduardo Campos (Alto Santa Terezinha).
Quanto: R$ 10, R$ 5 (meia).
Informações: 3224-3257.

TRILOGIA DO FEMININO – A MULHER QUE CUSPIU A MAÇÃ

foto: Duda Las Casas

Peça questiona as expectativas dos relacionamentos românticos da mulher nos dias de hoje. Foto: Duda Las Casas

A proposta é analisar o comportamento da mulher contemporânea e criticar as desilusões românticas – que ainda condicionam a vida de muitas delas. Inspirada no livro A Cama na Varanda, de Regina Navarro Lins, a obra da Cia de dança Mário Nascimento. Criada pela atriz durante uma residência artística na Dinamarca, a montagem encerra a Trilogia do Feminino, composta também por Mulher Selvagem (2010) e O Vestido (2013).
Quando: 28 de outubro e 4 de novembro, às 20h. 
Onde: Teatro da Caixa Cultural (Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife). 
Quanto: R$ 10 e R$ 5 (meia). Ingressos à venda a partir do dia 25 de outubro, para a primeira sessão, e 1º de novembro, para a segunda sessão, na bilheteria da Caixa Cultural. 
Informações: 3425-1915.

SALINA (A ÚLTIMA VÉRTEBRA)

salina foto daniela magalhães divulgação

Salina. Foto Daniela Magalhães / divulgação

Salina (a última vértebra) mostra a saga da protagonista. Casada à força e violada pelo marido, ela gera Mumuyê Djimba, um filho que ela detesta tanto quanto o pai. O espetáculo do grupo Amok Teatro, tem direção de Ana Teixeira e Stephane Brodt. A montagem tem texto do francês Laurent Gaudé e propõe um mergulho numa África ancestral ao abordar o exílio, o ódio e o perdão.
Salina – A Última Vértebra (Amok Teatro – Rio de Janeiro/RJ)
Quando: Dia 28 de outubro de 2017 (sábado), às 18h, no Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru)
Grátis

CADA UM COM SEUS POBREMA

Marcelo Medici. Foto: Divulgacao

Marcelo Médici. Foto: Divulgação

Marcelo Médici traz o espetáculo Cada Um Com Seus Pobrema , que ficou em cartaz por sete anos ininterruptos em São Paulo (2004 a 2011). O ator interpreta oito personagens hilários e surpreende por sua agilidade para mudar radicalmente de expressão e voz. Tem figuras já conhecidas do público como o corintiano Sanderson, a vidente Mãe Jatira e a apresentadora infantil Tia Penha. A direção de Ricardo Rathsam.
Cada Um Com Seus Pobrema, com Marcelo Médici
Quando: Dia 28 de outubro (sábado), às 21h
Quando: Dia 29 de outubro (domingo), às 19h
Onde: Teatro RioMar: Av. República do Líbano, 251, 4º piso – RioMar Shopping
www.teatroriomarrecife.com.br
Classificação: livre
Ingressos:
Plateia Baixa: R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia)
Plateia Alta: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia)
Balcão: R$ 90 (inteira) e R$ 45 (meia)
*Canais de vendas oficiais: bilheteria do Teatro RioMar Recife (terça a sábado, das 12h às 21h, e domingos e feriados, das 14h às 20h)
Vendas online: www.ingressorapido.com.br
Televendas: 4003-1212

EL REGRESO DE FÁTIMA

Declaradamente baseada nas novelas mexicanas. Comédia mostra a virada na vida de Maria de Fátima. Ao tentar chegar aos EUA, ela fica detida no México e lá encontra Antony Julio de Alcântara Velásquez, que a acolhe. A partir daí, a moça vai descobrir segredos de sua origem. 
Quando: 28 e 29 de outubro, às 19h. 
Onde: Teatro Valdemar de Oliveira (Rua Oswaldo Cruz, 412A, Boa Vista). 
Quanto: R$ 20 (antecipado). 
Informações: 98827-3109.

UM PASSO PARA O RISO

Junta dança, música e comédia. Sátira a fatos do cotidiano com elementos da cultura pernambucana. 
Quando: 28 de outubro, às 20h. 
Onde: Teatro Paulo Freire (Avenida Marechal Floriano Peixoto, Centro, Paulista). 
Quanto: R$ 20, R$ 10 (meia). 
Informações: 98467-9901, 98697-4683.

 DOMINGO – 29 DE OUTUBRO

OMBELA – MOSTRA LUZ NEGRA – O NEGRO EM ESTADO DE REPRESENTAÇÃO

Naná Sodré e Agri Melo. Foto: Lucas Emanuel

Naná Sodré e Agri Melo. Foto: Lucas Emanuel

Duas gotas de chuva que se transformam em entidades. Na peça inspirada no poema épico Ombela  (chuva em português ), do escritor africano Manuel Rui, Agrinez Melo e Naná Sodré inventam rios e desdobram-se ao som do vento e, a cada gota, fazem nascer ou morrer coisas, gente e sentimentos. Imerso numa atmosfera mágica, o espetáculo busca refletir sobre a cultura africana no Brasil. A direção é de Samuel Santos.
Ombela  

Quando: 29 de outubro, às 17h
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista)
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)
Informações: 98649-6713

MEMÓRIA DE BRINQUEDO – 22º FESTIVAL DE DANÇA DO RECIFE

Curitiba Cia de Dança resgata o lúdico em espetáculo. Foto: Divulgação

Curitiba Cia de Dança resgata o lúdico em espetáculo. Foto: Divulgação

Curitiba Companhia de Dança faz um resgate poético para mostrar que brincar é o pensamento da criança, e é preciso inteligência e sensibilidade para promover esse espaço/tempo. Da representação simbólica até estudos recentes da neurociência apontam a brincadeira como uma atividade fundamental para o desenvolvimento físico e psicológico das crianças.
Memória de Brinquedo – Curitiba Cia de Dança (PR). 
Quando: 29 de outubro, às 20h. 
Onde: Teatro Luiz Mendonça (Avenida Boa Viagem, s/n, Boa Viagem). 
Quanto: R$ 10, R$ 5 (meia). 
Informações: 3224-3257.

CARTA PARA A ALEMANHA – Elze Maria Barroso

Montagem do Rio Grande do Norte discute a negritude. Foto: Divulgação

Montagem do Rio Grande do Norte discute a negritude. Foto: Divulgação

A atriz/performer ao relembrar passagens do término de um relacionamento amoroso com um alemão, convida o espectador a compartilhar espaços íntimos dos pensamentos. A experiência de uma mulher negra ao se relacionar com um estrangeiro também são refletidas na peça. Carta para a Alemanha busca através de uma narrativa  com propostas relacionais de sensorealidade despertar os cinco sentidos do corpo. Com Elze Maria Barroso.

Carta para a Alemanha
Quando: 29/10 Domingo, às 19h
Onde:  Cine Teatro Bianor Mendonça, Av. Dr. Pierre Collier, 167 – Vila da Fabrica – Camaragibe 
Entrada Gratuita
Faixa etária: 12 anos

PALCO PETROBRÁS – IGREJA DA SÉ – CENA CUMPLICIDADES

História Conteiner. foto Divulgação

História Contêiner. foto Divulgação

Reencontro Angola-Brasil: Um encontro do presente com o passado
Balé Tradicional Kilandukilu (Brasil- Angola)
História Contêiner
Diogo Ricardo, Manuel Castomo e René Loui (Brasil/Moçambique)
Sing the positions
Cia Ioannis Mandafounis (Suíça)
Transiterrifluxório
Cláudio Lacerda/ Dança Amorfa (Brasil)
Quando: 29/10 – 15h
Onde: (Igreja da Sé, Alto da Sé, s/n, Olinda)

GANGA MEU GANGA, O REI

A influência africana em Pernambuco é mote do espetáculo do Grupo Teatral Ariano Suassuna, de Igarassu, que tem como meta desmistificar o preconceito religioso. Ao final de cada apresentação, haverá um debate com a plateia sobre o assunto. 
Ganga meu Ganga, o Rei
Quando e onde: 22 de outubro, às 19h, no Ilê Axé Omô Ogundê (Travessa Joaquim Távora, 794, Paulista). 29 de outubro, 05, 12 e 26 de novembro, locais e horários a definir.
Quanto: Gratuito
Informações: 99592-2288, 98765-6633

SALINA (A ÚLTIMA VÉRTEBRA)

Salina. Foto Daniela Magalhães / divulgação

Salina. Foto Daniela Magalhães / divulgação

Salina (a última vértebra) mostra a saga da protagonista. Casada à força e violada pelo marido, ela gera Mumuyê Djimba, um filho que ela detesta tanto quanto o pai. O espetáculo do grupo Amok Teatro, tem direção de Ana Teixeira e Stephane Brodt. A montagem tem texto do francês Laurent Gaudé e propõe um mergulho numa África ancestral ao abordar o exílio, o ódio e o perdão.
Salina – A Última Vértebra (Amok Teatro – Rio de Janeiro/RJ)
Quando: Dia 29 de outubro de 2017 (domingo), às 18h,
Onde: Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru)

CADA UM COM SEUS POBREMA

Marcelo Médici

Marcelo Médici. Foto: Divulgação

Marcelo Médici traz o espetáculo Cada Um Com Seus Pobrema , que ficou em cartaz por sete anos ininterruptos em São Paulo (2004 a 2011). O ator interpreta oito personagens hilários e surpreende por sua agilidade para mudar radicalmente de expressão e voz. Tem figuras já conhecidas do público como o corintiano Sanderson, a vidente Mãe Jatira e a apresentadora infantil Tia Penha. A direção de Ricardo Rathsam.
Cada Um Com Seus Pobrema, com Marcelo Médici
Quando: Dia 29 de outubro (domingo), às 19h
Onde: Teatro RioMar: Av. República do Líbano, 251, 4º piso – RioMar Shopping
www.teatroriomarrecife.com.br
Classificação: livre
Ingressos:
Plateia Baixa: R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia)
Plateia Alta: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia)
Balcão: R$ 90 (inteira) e R$ 45 (meia)
*Canais de vendas oficiais: bilheteria do Teatro RioMar Recife (terça a sábado, das 12h às 21h, e domingos e feriados, das 14h às 20h)
Vendas online: www.ingressorapido.com.br
Televendas: 4003-1212

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Mais Ocupação Pernambuco em São Paulo

Bailarina e coreógrafa Maria Paula Costa Rêgo em As Três Mulheres de Xangô. Foto: Divulgação

Maria Paula Costa Rêgo exibe As Três Mulheres de Xangô no Teatro do Contêiner. Foto: Divulgação

A Ocupação Pernambuco em São Paulo, no Teatro de Contêiner, da Cia Mungunzá, chega à segunda semana com apresentações de Amor, Segundo As Mulheres de Xangô e Abô, do Grupo Grial de Dança; Rei Lear, da Remo Produções e um show-festa do Coletivo Reverse. Essa programação especial começou no dia 18 e segue até 5 de novembro, no bairro de Santa Ifigênia.

As Três Mulheres de Xangô exaltadas na peça coreografia de Maria Paula Costa Rego são Iansã, Oxum e Obá. O trio briga pelo amor do orixá e cada uma utiliza as armas de sua feminilidade.  Já  Abô carrega a força, o mistério e a beleza dos mitos africanos na sua composição cênica, com interpretação de Anne Costa, Maria Paula e Silas Samarki. Na religião afro-brasileiro, Abô significa o banho de ervas para purificar o corpo e afastar as energias negativas. 

O Grupo Magiluth abriu a Ocupação Pernambuco com espetáculo O Ano em que Sonhamos Perigosamente, que problematiza o cenário político brasileiro e mundial a partir das articulações da cena e seus dispositivos. O projeto Estesia levou ao palco uma experiência híbrida de som e luz, envolvendo produtores musicais Pachka (Miguel Mendes e Tomás Brandão), o cantor e compositor Carlos Filho e o iluminador cênico Cleison Ramos.

Paula de Renor, em Rei Lear. Foto: Rogério Alves

Paula de Renor, Sandra Possani e Bruna Castiel em Rei Lear. Foto: Rogério Alves

Rei Lear é visto pelo teórico Jan Kott como uma peça sobre a decomposição e o declínio do mundo. Em Shakespeare nosso contemporâneo, ele argumenta que “dos doze principais personagens, metade é justa, a outra injusta. Uma metade de bons, uma metade de maus. A divisão é tão lógica e abstrata quanto numa peça de moralidade. Mas é uma peça de moralidade em que todos serão aniquilados: os nobres e os vis, os perseguidos e os perseguidores, os torturadores e os torturados”.

O diretor carioca Moacir Chaves destaca na cena as questões pertinentes aos dias de hoje: como se constroem as estruturas de poder, injustiças sociais, tratamento ao idoso e à mulher. As atrizes Paula de Renor, Sandra Possani e Bruna Castiel se desdobram em vários personagens.  Os músicos Miguel Mendes e Tomás Brandão executam ao vivo a trilha sonora (um diálogo da música eletrônica com a música popular) criada por eles especialmente para o espetáculo. Rei Lear conta com incentivo do Funcultura-Secretaria de Cultura- Fundarpe/Governo de Pernambuco para essa circulação.

PROGRAMAÇÃO

Amor, segundo as Mulheres de Xangô, do Grupo Grial de Dança 
Quando: 23 e 24  de Outubro, Segunda e terça às 20h
Onde: Teatro de Contêiner Mungunzá ((rua dos Gusmões, 47, Santa Ifigênia, fone: 97632-7852)
Quanto:R$ 30,00 / R$ 15,00 / R$ 5,00 (moradores)
Duração: 52 min.
Classificação: 12 anos
FICHA TÉCNICA
Concepção e Direção: Eric Valença
Intérprete criador: Maria Paula Costa Rêgo
Trilha Sonora: Tarcísio Resende
Figurino: Gustavo Silvestre
Iluminação: Luciana Raposo

Abô, do Grupo Grial de Dança
Quando: 25 de outubro, às 20h
Onde: Teatro de Contêiner Mungunzá ((rua dos Gusmões, 47, Santa Ifigênia, fone: 97632-7852)
Ingressos: R$ 30, R$ 15 (meia) e R$ 5 (moradores da Santa Ifigênia)
Duração: 52 min.
Classificação: Livre
FICHA TÉCNICA
Concepção e Direção: Maria Paula Costa Rêgo
Intérpretes: Anne Costa, Maria Paula e Silas Samarki
Trilha Sonora: Berna Vieira e Lucas dos Prazeres
Figurino: Gustavo Silvestre
Cenário: Gustavo Silvestre e Maria Paula
Iluminação: Luciana Raposo

Rei Lear, da Remo Produções
Quando: de 27 a 29 de outubro e de 2 a 5 de novembro, às 21h
Ingressos: R$ 20, R$ 10 (meia) e R$ 5 (moradores da Santa Ifigênia)
No dia 26 de outubro, haverá ensaio aberto, com entrada gratuita.
Duração: 80 min.
Classificação: 14 anos
FICHA TÉCNICA
Texto: William Shakespeare
Diretor: Moacir Chaves
Atrizes: Bruna Castiel, Paula de Renor e Sandra Possani
Iluminação: Aurélio de Simoni
Montagem de luz e operação: Luciana Raposo
Cenografia original: Fernando Mello da Costa
Figurinos: Chris Garrido
Trilha sonora e execução ao vivo: Tomás Brandão e Miguel Mendes
Produção Executiva: Elias Vilar
Produção geral: Paula de Renor
Realização: Remo Produções Artística

Coletivo Reverse
Quando: 1º de novembro, às 20h
Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (moradores da Santa Ifigênia)
Classificação: 18 anos

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Crítica: A Carga

A Carga. Foto: Pedro Portugal

Bailarino e coreógrafo congolês Faustin Linyekula em A Carga. Foto: Pedro Portugal / Divulgação

A artista sul- africana Ntando Cele já havia jogado na nossa cara que sabemos pouco sobre a África, continente multifacetado e encaixotado como “país” pela mentalidade reducionista e deturpada de europeus e americanos. O bailarino e coreógrafo congolês Faustin Linyekula expõe as feridas e vocifera com seu corpo a questão “de quem se importa de verdade com o sofrimento alheio”. É preciso afinar a sensibilidade e usar lentes mais humanitárias, menos capitalistas para abraçar o espetáculo A Carga (Le Cargo), exibido ontem como parte da programação do 27º Festival de Teatro do Agreste – FETEAG, no Teatro Hermilo Borba Filho (com ar-condicionado desligado durante a apresentação, porque o silêncio é um elemento importante… ah meu sonho é que os teatros da cidade possuam refrigeração silenciosa!).

Com sua conversa de contador de histórias e desejo de acolhimento, ele nos conduziu por suas memórias, histórias pessoais e sua aldeia, lugares perdidos no tempo, afetos desmontados por outras “ordens de progresso”. Ele começa seu relato dizendo: “Eu sou um contador de histórias. Mas eu não estou aqui para contar histórias. Eu estou aqui para dançar”. Para depois indagar: “Nesses anos será que eu dancei verdadeiramente?”; “Que diferença isso faz? E para quem faz?”.

Linyekula levou para a cena um instrumento musical de percussão, dois livros, um computador. Suas narrativas erguem imagens de territórios longínquos, de trajetórias em busca de uma passado que ficou impregnado no seu corpo, que baila uma dança que se perdeu.

A iluminação garante micro-ambientes com os claros escuros e sombras que se ampliam nas paredes. A perda produz dor e a melancolia do tempo que se foi. Mas também, porque é preciso mais que sobreviver, viver, brota festa desses gestos, desse corpo coreográfico que se mexe de forma encantadora.

E ele canta, lindamente. E seu corpo miúdo se agiganta e nos conduz no escuro por seu desejo de resgatar arte de sua infância e juventude.

Sua fala vem da República Democrática do Congo, segundo maior país da África, francófano e com uma população formada por cerca de 200 grupos étnicos. Um dos países mais pobres do mundo com baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), mas ao mesmo tempo, um dos mais ricos do planeta em recursos naturais biodiversificados.

É desse lugar, que mudou muitas vezes de nome, que foi articulado esse corpo, atravessado por guerras e assolado por chagas colonialistas e ditaduras, flagelado em sua cultura. Nesse território nasceu sua avó, que ninguém sabe a data porque não havia registros.

As marcas e as relações de poder estão no começo do seu discurso, repetido na etapa final do espetáculo como o reforço de uma resistência. E da busca de danças que sumiram, dessa carga e suas marcas históricas.

A Carga. Foto: Pedro Portugal

A Carga. Foto: Pedro Portugal

Linyekula expressa emoções íntimas e abarca um país. Resgata em seu texto personagens como um mestre percussionista que conheceu na infância, que virou pastor evangélico fazedor de milagres e foi proibido de fabricar arte. Também busca celebrar a existência de figuras que carregam a sabedoria com a idade.

Esse relato minimalista e que se repete para não se perder, alimenta um tempo de ancestralidades, de conversas olho no olho, que pode incomodar a nossa pressa. Ele se comunica em português com sotaque francês, para evitar a mediação, e um trecho em francês.  Sua locução se refere o tempo todo a uma humanidade esquecida, a um cuidado com o ser que precisa ser recuperado, ressignificando afetos com o sagrado que existe em cada um.

Linyekula potencializa do corpo as muitas vozes que o compõem e que formam povo do seu país. Sua coreografia é uma postura libertadora. Sua arte , sua dança um ato político. Faz parte do processo de descolonização, que inegavelmente é atravessado pelo lugar de fala e reconhecimento dessa alteridade. Ao final, o laptop desferia imagens suas e dos seus de um retorno ao paraíso do afeto, nos convidando para seguir junto.

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Black off abre Feteag de forma contundente

Black Off no Recife. Foto: Pedro Portugal / Divulgação

Black Off no Recife. Foto: Pedro Portugal / Divulgação

Algumas coisas podem aquecer nossos corações. Em meio a tantas notícias tristes de violência e abandono, há pulsações que vem das Artes Cênicas, e chegam para inundar de energia e resistência alguns palcos do Recife. Vozes que aumentam o tom para falar de assuntos urgentes são apresentadas na programação do Festival de Teatro do Agreste – FETEAG e no projeto Luz Negra: O Negro em Estado de Representação. O FETEAG, dos curadores Fábio Pascoal e Marianne Consentino,  chega à 27ª edição com atrações no Recife e em Caruaru e tem a Africanidade como tema em peças e debates que tratam de preconceito e identidade. Já o Luz Negra, articulado pelo O Poste – Soluções Luminosas, que começa nesta quinta-feira (19) e segue até o dia 29, tem como principal foco o protagonismo do negro no teatro. Esses dois eventos, que ocorrem em paralelo na cena teatral no Recife (o Feteag também em Caruaru) impulsionam estados de experimentação e reflexão sobre questões urgentes. 

Black off, da companhia de teatro Manaka Empowerment, abriu ontem no Teatro Hermilo Borba Filho lotado (pouco mais de 100 pessoas) a programação do Feteag. A atriz e diretora sul-africana Ntando Cele, que mora na Suíça, não poupa ninguém. Com ironia, sarcasmo, o espelhamento atravessado, a artista mira os clichês que envolvem preconceito racial e a  naturalização do racismo. Ela mistura performance, vídeo, música punk e comédia num espetáculo porrada, cheio de camadas, inteligente e com gradações do riso, ao reflexivo até a explosão do rock politizado.

A encenação é dividida em dois atos e três movimentos. No primeiro ato, a atriz apresenta a personagem Bianca White, que reproduz discurso e postura racistas de forma bem ácida. Ntando Cele aparece em versão “whiteface”, com rosto pintado de tinta branca e peruca loira, lentes azuis, luvas e um quimono. Mas, como ela já afirmou, sua intenção em Black Off não é o reverso do racismo, mas a expressão da sua subjetividade como mulher negra e a experiência que ocorre na sua pele.

Ntando Cele satiriza e debocha do olhar e hábitos da classe privilegiada na banalização do preconceito. Em algum momento ela pergunta: “como chamam os negros no Brasil? Ou não os chamam? Há negros aqui?”. E em outro faz uma “dança tribal”, vestida com uma sacola estampada, para situar a visão que o mundo ocidental tem da África.

Com humor ferino, ela desliza por expressão grotesca da personagem que reflete o pensamento que diminui o outro a partir da cor da pele. A artista achincalha o comportamento de gente branca.  Bianca White exalta os valores do capitalismo com seu incentivo ao egocentrismo e à futilidade.

Com suas frases de efeitos, pausas, dancinhas ela leva o racismo ao ridículo. “Pense em todas as coisas brancas que há em você, seus ossos, seus dentes… Sente-se melhor?”, disse ao convidar uma pessoa da plateia para refletir no palco. A proximidade com a cena também aditiva a cumplicidade com o público.

foto Ivana Moura

As fusões de imagens quando a artista retira a maquiagem da artista. Foto Ivana Moura

Sua pontaria é certeira e ela mira na arte e no seu consumo. “Os negros fazem muito sexo e estão sempre cansados. Por isso não vão ao cinema, ao teatro e não entendem arte complicada”, comenta a personagem. E faz duas revelações dessa arte. Na primeira, enche a boca com pequenos objetos e sacode os cabelos louros; na segunda, põe pregadores de roupa na face e solta uma música sobre prevenção do Ebola. Ela faz chacota até da ideia dos espetáculos contemporâneos e da sua ótima “banda de jazzistas brancos”.

No segundo movimento do primeiro ato, Ntando retira a maquiagem e a peruca e. diante da câmera, expõe seu rosto ampliado no telão. São muito potentes as fusões dos rostos branco de Branca White e negro da artista.  Imagem aumentada dos olhos, as manchas da pele, os poros, da boca, bochechas. Essas dimensões provocam estranhamento.

No segundo ato, totalmente sem maquiagem, ela protagoniza um show de rock em alta voltagem crítica. A artista começa dizendo “Para as pessoas brancas que adoram ajudar a resolver os problemas dos outros. Por favor, parem”. Ntando – que está grávida – comenta que as pessoas vão achar o filho dela fofo nos primeiros anos de vida, mas, quando crescer, será só “mais um negro”.

Em atitude de enfrentamento, no vocal de uma banda de brancos, sua postura é punk. Letras diretas, som forte, em busca de empoderamento. É luta.  “Fuck yourself. Não precisamos de vocês”, grita. 

A articulação dos pensamentos racistas de sua personagem debochada, divertida e crítica é desconcertante. Um espetáculo que provoca do riso solto de stand up comedy à reflexão densa de questões complexas.

SERVIÇO

Black Off, com a artista sul-africana Ntando Cele,
Quando: Nesta sexta-feira, às 20h
Onde: Teatro Rui Limeira Rosal, do SESC Caruaru
Quanto:
Gratuito

Máscaras faciais da artista sul-africana.Foto: Pedro Portugal / Divulgação

Máscaras faciais da artista sul-africana.Foto: Pedro Portugal / Divulgação

Agenda dos espetáculos no post 27º Feteag e Mostra Luz Negra estão entre as atrações da agenda

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27º Feteag e Mostra Luz Negra estão entre as atrações da agenda

Ntando-Cele defende racismo é mais ou menos igual em qualquer lugar". Janosch-Abel

 Ntando Cele defende que o “racismo é mais ou menos igual em qualquer lugar”. Foto: Janosch Abel / Divulgação

BLACK OFF – 27º FESTIVAL DE TEATRO DO AGRESTE – RECIFE

Com a artista sul-africana Ntando Cele, o espetáculo Black off problematiza a identidade do negro, o papel da mulher negra e o racismo. A peça utiliza elementos do stand-up comedy, do audiovisual, concerto de rock – há uma banda em cena – e da performance. A atriz, negra, interpreta uma mulher branca, Bianca White (uma comediante que julga saber tudo sobre negros) que incorpora as múltiplas faces do preconceito racial. O espetáculo esteve na 4ª MITsp – Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, no último mês de março, e também no Tempo Festival, no Rio de Janeiro. É imperdível!
Black Off – Companhia de Teatro Manaka Empowerment *Com legenda em português
Quando: 18 de outubro, às 20h
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)
Quanto: Gratuito. Ingressos distribuídos uma hora antes

BLACK OFF – 27º FESTIVAL DE TEATRO DO AGRESTE – CARUARU

Quando: 20 de outubro, às 20h
Onde: Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru)
Quanto: Gratuito. Ingressos distribuídos uma hora antes da sessão
Informações: www.feteag.com.br

UM MINUTO PRA DIZER QUE TE AMO – ESTREIA

Espetáculo tem direção de Rudimar Constâncio

Espetáculo tem direção de Rudimar Constâncio

Amélia, uma cuidadora contratada, busca erguer pontes por meio da música para resgatar as lembranças da mãe de Lúcio. A peça também enfoca o encontro de um homem velho com seu filho, traçando linhas de vida, memória, narrativa e morte. O espetáculoUm minuto pra dizer que te amo investiga poeticamente O Mal de Alzheimer. Em 12 quadros são exploradas cenas de amor, amizade, dedicação e companheirismo. São elas O silêncio de Deus ou fim que vira começo, À espera da barca…, Maria Guida, hoje e amanhã, O menino, A elevação do Alzheimer, Reminiscência, Morrendo a cada segundo, ou o voo dos vaga-lumes, Delírio e morte, A barca da vida, Delírio e mentira, Das estrelas ou preciso de um céu e O fim. A direção é de Rudimar Constâncio. O elenco é formado por Carlos Lira, Célia Regina, Vanise Souza, Edes di Oliveira, Douglas Duan e Lucas Ferr.
Um minuto pra dizer que te amocom o Matraca Grupo de Teatro, do Sesc Piedade, direção de Rudimar Constâncio
Onde: Teatro Marco Camarotti, no Sesc Santo Amaro (Rua Treze de Maio, 455) 
Quando:  18 a 21 de outubro, sempre às 19h30
Ingressos: R$ 15 (comerciário, dependente e meia) e R$ 30 (público em geral)

ANDANÇAS – LOUVAÇÃO A SÃO JOÃO

Montada originalmente como quadrilha junina, a peça foi adaptada para o palco

Montada originalmente como quadrilha junina, a peça foi adaptada para o palco

A quadrilha junina Raio de Sol migra dos arraiais e chega ao palco com Louvação a São João. A peça exalta São João menino, a chegada de um novo tempo e a cultura popular nordestina.
Quando: 18 de outubro, às 20h
Onde: Teatro Barreto Júnior (Rua Estudante Jeremias Bastos, Pina)
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia)

DORINHA, MEU AMOR

Isadora Melo. Foto: Flora Negri

Isadora Melo. Foto: Flora Negri

Espetáculo com Isadora Melo, dirigido por João Falcão, conta com os músicos Juliano Holanda (Guitarra) e Rafael Marques (Bandolim). A temporada de Dorinha, meu amor tem mais duas apresentações, nesta (19) e na próxima quinta-feira (26). Dorinha traça os amores e paixões de todas as mulheres que encarna. O musical desliza por músicas populares de compositores brasileiros dos últimos 100 anos. Nomes como Antônio Maria, Accioly Neto, Lupicínio Rodrigues, Alceu Valença, Chico Buarque, Isolda, Roberto Carlos e Juliano Holanda. Sessão tem como convidado Almério.
Dorinha meu Amor
Quando: Quintas, 19 e 26 de outubro
Onde: Teatro Arraial Ariano Suassuna (Rua da Aurora, 457, Boa Vista)
Quanto: R$ 30 e R$ 15 (meia)
Informações: 3184-3057

A CARGA (LE CARGO) – 27º FESTIVAL DE TEATRO DO AGRESTE – RECIFE

Artista

Artista da Repúbica do Congo

O bailarino e coreógrafo Faustin Linyekula, da República Democrática do Congo, carrega consigo um fardo de memórias. Le cargo, ou A carga, é o primeiro solo do artista congolês Faustin Linyekula. Ele exibiu nos últimos anos narrativas de corpos e destinos tristes, violentados, marcados pela história do Congo, ex-Zaire. Em A Carga ele faz um mergulho em si mesmo, nas memórias do próprio corpo. Nessa jornada introspectiva, Faustin toma um trem que não existe mais, cujos trilhos foram engolidos pela floresta; vai em busca de danças que já não são praticadas, foram proibidas; encontra um mestre de percussão que silenciou os tambores para se tornar pastor. É um retorno do artista às suas lembranças familiares em Obilo, pequena aldeia a 80 km da cidade de Kisangani. O espetáculo esteve na programação da 3ª MITsp – Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, ano passado. 
A carga (Le Cargo) , Faustin Linyekula, da República Democrática do Congo
Quando: 19 de outubro, às 20h
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)
Quanto: Gratuito. Ingressos distribuídos uma hora antes da sessão
Informações: www.feteag.com.br

LE CARGO (A CARGA) – 27º FESTIVAL DE TEATRO DO AGRESTE – CARUARU

Quando: 21 de outubro, 20h.
Onde: Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru).
Quanto: Gratuito. Ingressos distribuídos uma hora antes da sessão.
Informações: www.feteag.com.br.

ABERTURA DA MOSTRA LUZ NEGRA – O NEGRO EM ESTADO DE REPRESENTAÇÃO

Abertura da mostra idealizado pelo grupo O Poste – Soluções Luminosas, de uma série de espetáculos cujo protagonismo é de artistas negros. A abertura vai reunir a solista de ópera Surama Ramos, o solista de dança contemporânea africano Manuel Castomo, o solista de frevo Neguinho do Frevo, a solista de balé clássico Luzii Santos, a solista de dança dos orixás Helayne Sampaio, o solista de dança e capoeirista Orun Santana. 
Quando: 19 de outubro, às 20h
Onde: Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Santo Antônio)
Quanto: Gratuito. Distribuição dos ingressos uma hora antes do início do espetáculo na bilheteria do teatro
Informações: 3355-3323, 3355-3324

AMÊSA – 27º FESTIVAL DE TEATRO DO AGRESTE – CARUARU

Foto: Aldren Lincoln / Divulgação

Foto: Aldren Lincoln / Divulgação

Em Amêsa, a artista angolana radicada no Brasil, Heloísa Jorge conta um século da história da Angola pela perspectiva do feminino. A memória da personagem Amêsa, com suas perdas e dores, e questões de um coletivo atingido pela guerra civil do país (1975-2002) são levadas à cena. O texto é do dramaturgo angolano José Mena Abrantes. Amêsa ou A Canção do Desespero tem músicas do também angolano Wyza Kendy e direção de Suelma Costa.
Amêsa
Quando: 19 de outubro, às 20h
Onde: Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru)
Quanto: Gratuito. Ingressos distribuídos uma hora antes da sessão
Informações: www.feteag.com.br

AMÊSA- 27º FESTIVAL DE TEATRO DO AGRESTE – RECIFE

Quando: 20 de outubro, às 20h
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho (Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife)
Quanto: Gratuito. Ingressos distribuídos uma hora antes da sessão
Informações: www.feteag.com.br

LUZIR É NEGRO! – MOSTRA LUZ NEGRA – O NEGRO EM ESTADO DE REPRESENTAÇÃO

Foto: Ricardo Maciel

Foto: Ricardo Maciel

Solo autobiográfico de Marconi Bispo, do Teatro de Fronteira, com direção de Rodrigo Dourado. Em cena, o ator expõe e discute, a partir de suas vivências de homem negro, nordestino, periférico, gay e candomblecista, aspectos das questões étnico-raciais brasileiras.
Luzir é negro
Quando: 20 de outubro, às 20h
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista)
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)
Informações: 98649-6713

CHACRINHA, O MUSICAL

Chacrinha Foto: Robert-Schwenck-4

Chacrinha Foto: Robert-Schwenck

O ator Stepan Nercessian volta ao Recife com Chacrinha, O Musical. Sucesso desde 2014, a montagem está dividida em dois atos, da infância do comunicador em Surubim, Pernambuco, até o apogeu como apresentador na televisão. A peça tem texto de Pedro Bial e Rodrigo Nogueira, e direção de Andrucha Waddington. Cerca de 20 atores interpretam celebridades como Elke Maravilha, Boni; calouros e as chacretes. Na trilha sonora estão sucessos que passaram pelo Casino do Chacrinha, como O Meu Sangue Ferve por Você, O Amor e o PoderFogo e Paixão.
Quando: 20/10, 21h, e 21/10/2017, 17h e 21h 
Onde: Teatro Guararapes (Avenida Professor Andrade Bezerra S/N – Recife)
Classificação etária: 14 anos
Ingressos: De R$ 20 a R$ 100

CONTES ET LEGENDES DU BURKINA FASO (CONTOS E LENDAS DE BURKINA FASO) – 27º FESTIVAL DE TEATRO DO AGRESTE – RECIFE

griot François Moïse Bamba

griot François Moïse Bamba

Narrador, ator da origem Senoufo do Burkina Faso, François Moïse Bamba é da casta dos ferreiros: os mestres do fogo e do ferro. Foi com seu pai que aprendeu a arte da narração de histórias, hábito que desenvolve junto aos irmãos do seu bairro e nas reuniões da aldeia. Reúne e reescreve muitos contos de fadas da região ocidental de Burkina Faso. O espetáculo compartilha histórias, crenças, valores e visões de mundo.
Quando: 21 de outubro, às 18
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho (Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife)
Quanto: Gratuito. Ingressos distribuídos uma hora antes da sessão
Informações: www.feteag.com.br

CONTES ET LEGENDES DU BURKINA FASO (CONTOS E LENDAS DE BURKINA FASO) – 27º FESTIVAL DE TEATRO DO AGRESTE – CARUARU

Quando: 22 de outubro, às 16h
Onde: Comunidade do Boi Tira-Teima
Quanto: Gratuito. Ingressos distribuídos uma hora antes da sessão
Informações: www.feteag.com.br

ALTÍSSIMO

Pedro Vilela. Foto: Foto: Luiz Pessoa

Pedro Vilela. Foto: Foto: Luiz Pessoa

Qual o poder das igrejas neopentecostais e o que elas fazem com a cabeça e o coração dos brasileiros nos domínios público e privado, político e social? Essa interrogação perpassa o solo Altíssimo.É o primeiro espetáculo de Pedro Vilela desde que ele saiu em 2015 do grupo Magiluth, coletivo que integrou por sete anos. Desde então, ele comanda a Trema! Plataforma, que produz um festival e edita revista de artes cênicas. A dramaturgia deAltíssimoé do paulista Alexandre Dal Farra, que investigou a religiosidade em Mateus, 10 e pesquisa temas incômodos, como a ascensão e queda da esquerda no país em Trilogia Abnegação, e Branco, sobre o racismo institucionalizado. As monetizações da fé a a crença no divino são escavacadas de forma complexa. Pedro Vilela expõe camadas desse processo: como pastor em momento de reflexão e autoanálise, a projeção do processo que trilhou durante a pesquisa e os aspectos biográficos presentes na obra. A crítica de práticas comerciais de religiões neopentecostais vem carregada de autocritica da constituição do brasileiro.
Altíssimo
Quando: Sábado e domingo (21 e 22/10), às 19h
Onde: Teatro Arraial Ariano Suassuna (Rua da Aurora, 457, Boa Vista)
Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)

QUE MUITO AMOU

Montagem da Cênicas. Foto: Divulgação

Montagem da Cia Cênicas. Foto: Divulgação

Três contos do livro Os Dragões Não Conhecem o Paraíso, de Caio Fernando Abreu, são adaptados para a cena: Sapatinhos Vermelhos, Praiazinha e Dama da Noite. As histórias tratam dos amores exponenciais espalmados com a morte, saudade e ódio.
Quando: 21 e 28 de outubro, às 20h 
Onde: Espaço Cênicas (Avenida Marquês de Olinda, 199, Sala 201, 2° Andar – Entrada pela Vigário Tenório-, Recife Antigo) 
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)

BRANCO: O CHEIRO DO LÍRIO E DO FORMOL – 27º FESTIVAL DE TEATRO DO AGRESTE – RECIFE

Foto: Andre_Cherri Divulgação

Foto: Andre Cherri / Divulgação

Branco: O Cheiro do Lírio e do Formol esteve no centro da polêmica durante a MITsp. Sem artistas negros no elenco, a peça foi acusada de racista. O diretor Alexandre Dal Farra rebateu dizendo que Branco não é uma peça sobre o racismo, mas sobre posição privilegiada do branco na sociedade racista. A partir do conceito de “branquitude”, da brasileira Lia Vainer Schucman, a montagem explora a noção de que o racismo é um aprendizado cultural e busca um olhar crítico do branco sobre si na reprodução do racismo naturalizado. Camadas são exploradas na peça: de uma família de classe média que tem seu cotidiano abalado por acontecimentos externos; autocrítica a respeito do processo criativo do espetáculo e fragmentos dos três textos que Dal Farra tentou escrever sobre o racismo durante o processo e as críticas recebidas dos artistas provocadores negros. Estão no elenco André Capuano, Clayton Mariano e Janaina Leite, que também assina a direção do espetáculo ao lado de Alexandre Dal Farra.
Branco: O Cheiro do Lírio e do Formol 
Quando: 21 de outubro, às 20h
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)
Quanto: Gratuito. Ingressos distribuídos uma hora antes da sessão
Informações: www.feteag.com.br

BRANCO: O CHEIRO DO LÍRIO E DO FORMOL  – 27º FESTIVAL DE TEATRO DO AGRESTE – CARUARU

Quando: 22 de outubro, às 20h
Onde: Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru)
Quanto: Gratuito. Ingressos distribuídos uma hora antes da sessão
Informações: www.feteag.com.br

SENHORA DOS RESTOS – MOSTRA LUZ NEGRA – O NEGRO EM ESTADO DE REPRESENTAÇÃO

Isabel Santos. Foto: Maria Odília / Divulgação

Isabel Santos. Foto: Maria Odília / Divulgação

Protagonizado pela atriz sergipana Isabel Santos, o monólogo expõe a história de uma idosa, moradora do Mercado Municipal de Aracaju. São abordados temas como a fome, miséria, educação básica e de qualidade para todos e igualdade de gêneros. O texto é de Euler Lopes, com direção de Iradilson Bispo.
Senhora dos Restos
Quando: 21 de outubro, às 20h
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista)
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)
Informações: 98649-6713

A RECEITA – MOSTRA LUZ NEGRA – O NEGRO EM ESTADO DE REPRESENTAÇÃO

Naná Sodré concentra na personagem várias mulheres do mundo que sofrem com a violência

Naná Sodré concentra na personagem várias mulheres do mundo que sofrem com a violência

A atriz Naná Sodré protagoniza o solo A Receita. A opressão conjugal é denunciada na peça que tem texto e direção de Samuel Santos. A rotina de uma dona de casa – em meio a temperos de cozinha – é alimentada pela busca de uma saída para a situação de violência doméstica.
A Receita
Quando: 22 de outubro, às 17h
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista)
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)
Informações: 98649-6713

GANGA MEU GANGA, O REI

A influência africana em Pernambuco é mote do espetáculo do Grupo Teatral Ariano Suassuna, de Igarassu, que tem como meta desmistificar o preconceito religioso. Ao final de cada apresentação, haverá um debate com a plateia sobre o assunto. 
Ganga meu Ganga, o Rei
Quando e onde: 22 de outubro, às 19h, no Ilê Axé Omô Ogundê (Travessa Joaquim Távora, 794, Paulista). 29 de outubro, 05, 12 e 26 de novembro, locais e horários a definir.
Quanto: Gratuito 
Informações: 99592-2288, 98765-6633

MEU PASSADO ME CONDENA

Mia Mello e Marcelo Porchat. Foto: Divulgacao

Mia Mello e Marcelo Porchat. Foto: Divulgação

Fábio e Miá se casam um mês depois de se esbarrarem pela primeira vez. Mas brincar de casinha não parece tão simples assim. O espaço para morar é apertado, os presentes não agradam, as duas famílias dão pitacos. Mas, principalmente, eles não conhecem a vida pregressa um do outro. Com Fábio Porchat e Miá Mello.
Quando: 22 de outubro, às 18h
Onde: Teatro Guararapes (Centro de Convenções de Pernambuco – Avenida Professor Andrade Bezerra, s/n, Salgadinho, Olinda)
Quanto: Balcão: R$ 94, R$ 47 (meia); Plateia baixa: R$ 124, R$ 62 (meia); Plateia especial: R$ 144, R$ 72 (meia). À venda na bilheteria do teatro (segunda a sexta, das 9h às 17h, sábado, das 9h às 13h), loja Ticketfolia e no site www.eventim.com.br
Informações: 3182-8020

HISTÓRIAS BORDADAS EM MIM – MOSTRA LUZ NEGRA – O NEGRO EM ESTADO DE REPRESENTAÇÃO

Agri Melo em Histórias bordadas em mim. Foto: Rubens Henrique / Divulgação

Agri Melo em Histórias bordadas em mim. Foto: Rubens Henrique / Divulgação

A atriz Agrinez Melo compartilha com a plateia vivências pessoais como mulher, negra, mãe e trabalhadora, no espetáculo Histórias bordadas em mim.. As narrativas são inspiradas nasua experiência, numa atmosfera de poesia e música, com a cumplicidade da plateia.
Quando: 24 de outubro, às 20h
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista)
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)
Informações: 98649-6713

CORDEL DO AMOR SEM FIM – MOSTRA LUZ NEGRA – O NEGRO EM ESTADO DE REPRESENTAÇÃO

Naná Sodré em Cordel do amor sem fim. Foto: Paulo Cruz

Naná Sodré em Cordel do amor sem fim. Foto: Paulo Cruz

A peçaCordel do amor sem fim é um dos sucessos do grupo O Poste Soluções Luminosas. Essa história de desencontros amorosos apresenta três irmãs, que moram em Carinhanha, às margens do Rio São Francisco: a misteriosa Madalena, a dissimulada Carminha e a jovem sonhadora Teresa, por quem José é apaixonado. Mas aparece um forasteiro, Antônio, que desvia a rota do desejo de Teresa. A encenação do diretor Samuel Santos explora, na composição da cena, os passos e gestuais do coco e cavalo-marinho, o Tai Chi Chuan, o candomblé, a capoeira, nuances do Expressionismo, e da arte oriental do Butoh no corpo e nas máscaras faciais, com influência também do mamulengo.
Cordel do amor sem fim
Quando: 27 de outubro, às 20h
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista)
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)
Informações: 98649-6713

ISTO NÃO É UMA MULATA – MOSTRA LUZ NEGRA – O NEGRO EM ESTADO DE REPRESENTAÇÃO

Monica Santana. Foto: Divulgação

Mônica Santana. Foto: Divulgação

Solo com direção, dramaturgia e atuação de Mônica Santana reflete sobre a representação da mulher negra e traz provocações sobre o mito da democracia racial brasileira, com ironia e humor. Isto Não É Uma Mulata transita entre o teatro e a performance, e problematiza a invisibilidade, a visibilidade reduzida, os estereótipos, o silenciamento, a exotização e a hipersexualização da mulher negra. Com humor, ironia, referências de cultura pop e de massa, o espetáculo dialoga com divas da música internacional como Beyoncé e Nina Simone, além de evocar o universo do samba e do carnaval.
Isto Não É Uma Mulata
Quando: 28 de outubro, às 20h
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista)
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)
Informações: 98649-6713

OMBELA – MOSTRA LUZ NEGRA – O NEGRO EM ESTADO DE REPRESENTAÇÃO

Naná Sodré e Agri Melo. Foto: Lucas Emanuel

Naná Sodré e Agri Melo. Foto: Lucas Emanuel

Duas gotas de chuva que se transformam em entidades. Na peça inspirada no poema épico Ombela  (chuva em português ), do escritor africano Manuel Rui, Agrinez Melo e Naná Sodré inventam rios e desdobram-se ao som do vento e, a cada gota, fazem nascer ou morrer coisas, gente e sentimentos. Imerso numa atmosfera mágica, o espetáculo busca refletir sobre a cultura africana no Brasil. A direção é de Samuel Santos.
Quando: 29 de outubro, às 17h
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista)
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)
Informações: 98649-6713

 

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