Essas palhaças nos encantam

Festival de mulheres cômicas ocorre no Recife de 13 a 17 de setembro

Festival de mulheres cômicas ocorre no Recife de 13 a 17 de setembro

A palhaçaria feminina tem diferencial que provoca reações variadas no corpo. É uma arte que se expande pelo mundo com graça, criticidade e comicidade que visita e desmonta o palhaço clássico. Essas palhaças vêm de várias escolas, ostentam tantos estilos quanto querem a imaginação. Com narizes vermelhos, ou não, elas inventam histórias hilárias, embarcam em aventuras incríveis, enfrentam perigos, contam piadas, fazem rir, emocionam, extraem a ludicidade da vida. Ou chegam com assuntos mais densos para discutir alguma questão.

Então vamos combinar, de quarta-feira a domingo, de 13 a 17 de setembro, o encontro é com essas artistas cômicas na terceira edição do PalhaçAria – Festival Internacional de Palhaças do Recife.

A iniciativa é da Cia. Animée, da banda clownesca As Levianas, que por sinal se apresenta no festival. Enne Marx e Nara Menezes assinam a curadora do programa que investe na cultura do riso e na profissionalização das palhaças.

Neste ano a gargalhada é alimentada por artistas de Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Tocantins, Alagoas, Distrito Federal e da Argentina.

As atrações internacionais são Fuera!, com a atriz Letícia Vetrano e Metro Y Medio, com a atriz palhaça Maku Fanchulini, ambas da Argentina.

Força na peruca
Já foi o tempo em que mulheres tinham que se fingir de homens para entrar na brincadeira. Isso ocorreu com Maria Elisa Alves dos Reis (1873-2007), verdadeira identidade do célebre palhaço Xamego, do Circo Guarany, entre as décadas de 1940 e 1960. Ela tinha que se passar por homem para praticar sua arte e sua trajetória é contada no documentário Minha Avó Era Palhaço!, realizado por sua neta, Mariana Gabriel.

Mas isso mudou e vem mudando. Se há algumas décadas eram reservados às mulheres os papeis secundários, de ilustrar uma dança ou ornamentar o quadro do mágico, as palhaças buscam e lutam pelo protagonismo.

Enne Marx assegura que a pesquisa sobre a comicidade feminina tem crescido tanto aqui no Brasil, quanto no mundo. “As mulheres trazem uma dramaturgia própria, com a inclusão de outros temas e a renovação do repertório de piadas, com um olhar crítico sobre o mundo numa perspectiva nossa”.

E esse universo clown ganha força em Pernambuco. “É um mercado em franca expansão. As duas edições do festival Palhaçaria têm contribuído para isso. Com o fomento das oficinas, as apresentações e o debate sobre o ofício da palhaça no contexto profissional”, emenda Nara Menezes. “A gente se inspirou em outros festivais que têm essas características. E consolida nossa ação. A ideia é ampliar a atuação da comicidade feminina”, completa.

Com o incentivo do Funcultura/ Governo do Estado de Pernambuco e parcerias da Secretaria de Cultura/Prefeitura da Cidade do Recife, Centro de Formação e Pesquisa das Artes Cênicas Apolo/Hermilo e Sesc Pernambuco, esta edição traz novidades.

Muitas ações

Os Cabarés exploram o riso e outras máscaras do palhaço, com quadros curtos em formatos individuais e coletivas. A Cia Animée mostra o resultado de um intercâmbio com as palhaças do Rio de Janeiro, na linguagem Burlesque. As apresentações dos Cabarés variados junta palhaças tarimbadas com novatas do Recife, Rio, Belo Horizonte, São Paulo capital, Santos, São Bernardo do Campo e São José dos Campos. A segunda sessão do Cabaré, no encerramento, vai contar com a participação especial da Banda de Palhaças As Levianas com Pílulas das Levianas.

As exibições do festival vão ocupar os teatros Apolo e Hermilo Borba Filho e a Praça do Arsenal da Marinha. Além das oficinas e atividades formativas que ocorrem no Sesc de Casa Amarela.

A maioria dos espetáculos é para o público adulto, no intuito de desmitificar qualquer juízo de que essa arte é destinada apenas ao público infantil. “A palhaça tem oportunidade de trabalhar também questões profundas; de fazer rir e refletir ao mesmo tempo”, pondera Enne Marx.

Jardim do Imperador, um dos espetáculos também para o público infantil. Foto: João Caldas Filho

Jardim do Imperador, um dos espetáculos também para o público infantil. Foto: João Caldas Filho

Para os pequenos

Além do Cortejo Cênico Sampalhaças na abertura, os outros espetáculos com indicação livre e que as crianças podem conferir são O Jardim do Imperador (14/09, às 19h30 no Teatro Apolo), da Cia Pelo Cano, com as atrizes palhaças Paola Musatti e Vera Abbud (sobre um monarca que nomeia seu sucessor através das plantas); as três peças da trupe Las Cabaças: Divagar e Sempre (15/09 às 19h30, no Apolo), O Dia Da Caça (16/09 às 16h30, no Apolo), e SemiBreve (17/09 às 16h30, no Teatro Hermilo Borba Filho). Além da apresentação ao ar livre da atriz palhaça Giullia Cooper da Caravana Tapioca, na Praça Do Arsenal da Marinha, com a encenação Chá Comigo (17/09 às 17h), que cria uma bebida com delicadas iguarias de emoção, poesia, afeto, graça e malabarismos.

Outras ações

O Circo di Soladies (que faz uma alusão hilária no nome ao Circo de Soleil), grupo de palhaças de São Paulo vai movimentar o festival com a realização de entrevistas e outras intervenções repletas de humor, que serão postadas no Youtube e Facebook.

O Fórum, um espaço discussão da comicidade e do empoderamento femininos e seus complexos campos de atuação, será realizado no dia 15/09 (sexta-feira), das 16h às 18h, no Sesc Casa Amarela. O projeto é tocado por Manuela Castelo Branco – que também é palhaça e coordena o Encontro de Palhaças de Brasília – Festival Palhaças do Mundo.

Consta de palestra e bate-papo, e exibição de alguns episódios do seriado documental Palhaças do Mundo, em capítulos que mapeiam poeticamente o universo dessas figuras cômicas espalhadas pelo globo, com foco em palhaças brasileiras.

Pela primeira vez o Festival faz uma homenagem, e a escolhida foi a primeira palhaça de Portugal, Teresa Ricou, que ostenta uma longa trajetória artística e mantém a Escola Chapitô, em Lisboa, Portugal.

PalhaçAria – Festival Internacional de Palhaças do Recife – 3a. edição – Ingressos: R$ 10 e R$ 5

Homenagem a Teresa Ricou – Primeira Palhaça de Portugal
Realização: Cia Animée

PROGRAMAÇÃO

DIA 13/09 às 19h30 – ABERTURA DO FESTIVAL (Teatro APOLO e Teatro HERMILO BORBA FILHO)

Sampalhaças. Foto: Ligiane Braga / Divulgação

Sampalhaças. Foto: Ligiane Braga / Divulgação

CORTEJO CÊNICO SAMPALHAÇAS (São Paulo/SP)
Duração: 50 min
Classificação: livre
Coletivo Sampalhaças/ Atrizes palhaças: Alessandra Siqueira, Juliana Gontijo, Layla Ruiz, Luciana Viacava, Monique Franco, Paola Mussati, Suzana Aragão, Teresa Gontijo, Val de Carvalho e Vera Abbud.
Dez palhaças cantam e tocam ao vivo músicas autorais e da cultura popular e num pequeno trajeto itinerante formam-se rodas/picadeiros para apresentar várias surpresas, dentre elas personagens como a “charlatona vendedora” e a “vidente”.
Trajeto: Rua do Apolo, Hall entre os teatros Apolo e Hermilo Borba Filho e teatro Hermilo Borba Filho.
FICHA TÉCNICA:
Direção geral e Musical: Fernando Escrich
Figurinos: Cristiane Galvan

DIA 13/09 às 21h Teatro APOLO

Atriz argentina Letícia Vetrano com o espetáculo Fuera. Foto: Divulgação

Atriz argentina Letícia Vetrano com o espetáculo Fuera. Foto: Divulgação

FUERA! ( Buenos Aires/ARG)
Duração: 1H
Claassificação: 16 anos
Atriz palhaça Letícia Vetrano
María Peligro não aceita a morte dos pais e age como se eles ainda estivessem lá. Vive numa obsessiva ilusão de preservar o que se foi. No dia de seu aniversário, ela acorda decidida a mudar seu destino e transformar sua triste história em um delírio terrivelmente cômico.
FICHA TÉCNICA:
Criação: Letícia Vetrano
Supervisão artística: Micheline Vanderpoel
Coaching: Kevin Brooking
Figurino: Natalia Fandiño
Desenho de Luz original: Thyl Benies
Adaptação de Iluminação para turné: Christian Gadea
Ilustração: Lucas Stoessel
Cenografia: Cia. Projeto María Peligro e Micheline Vanderpoel
Produção: Cia. Projeto María Peligro e Paloma Lipovetzky.

Dia 14/09 às 19h30 – Teatro APOLO

Jardim do Imperador. Foto: João Caldas / Divulgação

Paola Musatti e Vera Abbud em O Jardim do Imperador. Foto: João Caldas / Divulgação

O JARDIM DO IMPERADOR (São Paulo/SP)
Duração: 1 H
Classificação: livre
Cia Pelo Cano/Atrizes palhaças: Paola Musatti e Vera Abbud
Um monarca escolhe seu sucessor através das plantas que ele tanto cultiva e aprecia. O cenário é vivo, composto por vários tipos de ervas aromáticas e medicinais. Um convite a uma viagem sensorial onde os aromas, texturas e sons evocam lembranças dos quintais e de suas pequenas hortas.
FICHA TÉCNICA
Direção: Cia Pelo Cano
Concepção: Vera Abbud
Cenário: Cia Pelo Cano
Cenotécnica: Onozone Studio – Fernando Bretas
Figurino: Daniela Garcia
Iluminação: Lica Barros
Técnico de montagem: Paulo Pellegrini
Fotografia: João Caldas
Vídeo: Bruta Flor Filmes
Produção executiva: Laila Rebelo – Leelas Produções Artística e Cia Pelo
Cano

Dia 14/09 às 21h- Teatro HERMILO BORBA FILHO

Fabiana Pirro como a Palhaça Uruba. Foto: Divulgação

Fabiana Pirro como a Palhaça Uruba. Foto: Divulgação

CABARÉ VARIETÉ 1 – (Recife, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo/SP, Santos/SP e São Bernardo do Campo/SP)
Duração: 1h30
Classificação: 16 anos
Sob a batuta da MC Francisquinha e a música ao vivo das Sampalhaças, o Festival PalhaçAria traz atrações mundialmente desconhecidas, bailarinas burlescas em turnê de estreia, momentos de reflexão com palestra internacional, números de acrobacia inacreditáveis, cantoras e dançarinas virtuosas, números cômicos e muita, muita diversão.
FICHA TÉCNICA:
Mestra de Cerimônias: Fran Marinho (Circo do Asfalto)
Elenco:
Bandinha Sampalhaças, com Alessandra Siqueira, Juliana Gontijo,Layla Ruiz, Luciana Viacava, Monique Franco, Paola Mussati, Suzana Aragão, Teresa Gontijo e Vera Abbud;
A Bailarina, com Luiza Fontes;
Contorcionó, com Natália Lua;
Dona Pequena e os (En)Rolamentos, com Ana Nogueira;
Flashdance, com Suenne Sotero;
Gestação, com Monique Franco e Layla Ruiz (Doutores da Alegria);
Instrutora de Meditação, com Juliana de Almeida (Cia do Abajur);
Las Panamericanas, com Nara Menezes (Cia Animée), Natascha Falcão e Ana Sawen;
Missão IM-POS-SÍ-VEL, com Márcia Cruz (Cia Maravilhas);
O Chá, com Juliana Bordalho e Ludmilla Corrêa (Praiaças – Movimento de Palhaçaria Feminina da Baixada Santista); 
Uruba e Lilão, com Fabiana Pirro
Vassoura, com Giullia Cooper.

Dia 15/09 às 19h30 – Teatro Apolo

Grupo Las Cabaças

Grupo Las Cabaças

DIVAGAR E SEMPRE (São Paulo/SP)
Duração: 50 min
Classificação : livre
Las Cabaças/ Atrizes palhaças Juliana Balsalobre e Marina Quinan
No meio da floresta, as palhaças Bifi e Quinan procuram chegar a um lugar utópico e desconhecido. O dia-a-dia na canoa, o encontro com a onça pintada, a singela alegria de um peixe pescado, os sons, a solidão e o medo, revelam ao espectador o imaginário do lugar e das duas figuras. Um espetáculo dedicado a todos que vivem nas beiras dos rios amazônicos.
FICHA TÉCNICA
Criação e Concepção: Las Cabaças
Roteiro: Luciana Viacava, Juliana Balsalobre e Marina Quinan
Direção: Luciana Viacava
Músicas: Meu amor foi-se embora – Cleouak, Cuia – Marcos Quinan e Juliana
Balsalobre, Garota do Tacacá – Pinduca
Trabalho Corporal: Fabíola Sales
Trabalho da Técnica de Alexandre e voz: Joelle Colombani
Trilha sonora, Criação e Confecção dos instrumentos musicais (banjo e
xilofone): Alan Chetto
Figurinos: Marcela Donato
Iluminação: Maria Druck
Criação de cenário: Roberto Borovik
Construção de cenário: Carlos Lira e Marcela Donato
Confecção da Onça pintada: Davi Pantoja
Costureira: Lucia de Oliveira
Produção: Las Cabaças

DIA 15/09 às 21h – TEATRO HERMILO BORBA FILHO

Maku Fanchulini é uma das atrações internacionais do Festival. Foto: Divulgação

Maku Fanchulini é uma das atrações internacionais do Festival. Foto: Divulgação

METRO Y MEDIO
Duração: 50 min
Classificação: 16 anos
Atriz palhaça: Maku Fanchulini
Espetáculo baseado na ação física e na comunicação cômica com o público. Os momentos técnicos e altamente delirantes se sucedem dinamicamente durante o espetáculo e são parte de um universo cheio de equilíbrios excêntricos, provocação e ternura, que levam a um final literalmente explosivo. Maku procura surpreender o espectador com sua personalidade e alma de clown.
FICHA TÉCNICA
Autora: palhaça Maku Farrak Fanchulini (Maru Favale)
Direção: Chacovachi

Dia 16/09 às 16h30 – Teatro APOLO

O Dia da Caça, com Las Cabaças. Foto: divulgação

O Dia da Caça, com Las Cabaças. Foto: divulgação

O DIA DA CAÇA – (São Paulo/SP)
Duração: 50 min
Classificação: livre
Las Cabaças/ Atrizes palhaças Juliana Balsalobre e Marina Quinan
As caçadoras Bifi e Quinan, famintas há 3 dias, passam uma noite na floresta seguindo rastros de bichos e procurando comida. Um misterioso e temido animal as enfeitiça mudando o curso da história. 
FICHA TÉCNICA
Elenco: Juliana Balsalobre e Marina Quinan
Roteiro: Esio Magalhães, Lily Curcio (Seres de Luz Teatro), Juliana Barsalobre e Marina Quinan
Direção: Lily Curcio (Seres de Luz Teatro)
Trilha Sonora: Alan Chetto
Iluminação: Edu Brasil
Figurinos: David Taiyu 
Adereços: David Taiyu, Sueli Andrade, Davi Pantoja e Daniel Salvi

DIA 16/09 às 20h – Teatro APOLO

Espetáculo da Casa de Madeira, de Porto Alegre. Foto: Divulgação

Espetáculo do Grupo Casa de Madeira, de Porto Alegre. Foto: Divulgação

VALDORF (Porto Alegre/RS)
Duração: 55 min
Claassificação:16 anos
Casa de Madeira/ Atriz palhaça Aline Marques
Ambientada no imaginário infantil, o espetáculo é voltado para o público adulto e retrata a história de Valdorf, um menino preso num vidro de pepino. Ao sair do vidro, Valdorf provoca a plateia com sua desenvoltura grotesca. Trata da complexa relação entre adultos sobrecarregados, e por vezes negligentes, e crianças desamparadas e excêntricas, mas ainda expressivas e espontâneas, ou seja, ainda crianças.
FICHA TÉCNICA
Grupo: Casa de Madeira
Direção e Criação: Aline Marques
Assistência de Direção: Camila Diehl
Trilha Sonora Original: Roger Wiest
Iluminação: Gilmar Barcarol
Objetos Cênicos e Figurinos: Aline Marques e Marlene Marques
Ilustração: Ana Clara Marques

Dia 17/09 às 16h30 – TEATRO HERMILO BORBA FILHO

Bifi e Quinan tentam saltar dentro de um copo d'água e fazem mágica com um pedaço de papel, entre outras "palhaçadas"

Bifi e Quinan fazem mágica com um pedaço de papel, entre outras “palhaçadas”

SEMIBREVE – (São Paulo/SP)
Duração: 40 min
Classificação: livre
Las Cabaças/ Atrizes palhaças Juliana Balsalobre e Marina Quinan
Em SemiBreve a dupla de palhaças Bifi e Quinan faz uma releitura de cinco números tradicionais da palhaçaria circense. A pesquisa foi ponto de partida para as andanças e encontros da dupla com Comunidades Ribeirinhas do Norte do Brasil nos últimos 10 anos.
FICHA TÉCNICA
Criação, Direção e Figurinos: Las Cabaças

Dia 17/09 às 17h00 – PRAÇA DO ARSENAL DA MARINHA

Giullia Cooper em Chá Comigo. Foto: divulgação

Giullia Cooper em Chá Comigo. Foto: divulgação

CHÁ COMIGO – (São Paulo/SP)
Duração: 40 min
Classificação: livre
Caravana Tapioca/Atriz palhaça Giullia Cooper
Uma excêntrica anfitriã cozinha com equilíbrios e tempera com afeto. Junta ingredientes sem receita prévia, mistura tudo com malabarismos, uma xícara de poesia, uma pitada de improviso e colheres de emoção.
FICHA TÉCNICA
Atuação e criação: Giulia Cooper
Orientação: Anderson Machado
Cenário: Anderson Machado
Produção: Suenne Sotero
Duração: 40 minutos

Dia 17/09 às 20h ENCERRAMENTO DO FESTIVAL- Teatro APOLO

A Banda As Levianas - Enne Marx, Juliana de Almeida e Nara Menezes - vão se apresentar no PalhaçAria. Foto: Divulgação

A Banda As Levianas – Enne Marx, Juliana de Almeida e Nara Menezes – vão se apresentar. Foto: Divulgação

Balões, com Ana Sawen. Foto: Fabiano Cafure/ Divulgação

Balões, com Ana Sawen. Foto: Fabiano Cafure/ Divulgação

Alessandra Siqueira em A Mulher mais forte do Mundo. Foto: Divulgação

Alessandra Siqueira em A Mulher mais forte do Mundo. Foto: Divulgação

CABARÉ VARIETÉ 2 – (Recife, Rio de Janeiro, São Paulo/SP, São José dos
Campos/SP)
Participação Especial da Banda de Palhaças AS LEVIANAS com “Pílulas das Levianas” (Cia Animee)
Duração: 1h30
Classificação: 16 anos
As Levianas – Banda de palhaças apresentam trechos do seu repertório clássico, recheadas de humor, uma palhaça “sensitiva” especialmente conectada, a mulher mais forte do mundo (não repitam em casa…), números cômicos de dança. burlesque e muito mais! E ainda, como mestra de cerimônias da noite, a palhaça Mafalda Mafalda!
FICHA TÉCNICA:
Mestra de Cerimônias: Andréa Macera
Elenco:

“As Lavadeiras” com Jerlane Silva e Paula de Tassia (Cia 2 em cena),
“A mulher mais forte do mundo” com Alessandra Siqueira,
“A volta do velório” com Regina Mascarenhas,
“Balões!” com Ana Sawen,
“Choque-Rosa com Circo Di Sóladies,
“Dança Maroca” com Mayra Waquim
“Milkshake” com Natascha Falcão
“Pílulas das Levianas” com Enne Marx, Juliana de Almeida e Nara Menezes.

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Aprendendo a ser pai

Charles Fricks na peça O Filho Eterno. Foto: Divulgação

Charles Fricks na peça O Filho Eterno. Foto: Divulgação

O homem que não sabe como lidar com o filho com síndrome de Down é tema do monólogo O Filho Eterno. É uma tocante encenação da companhia carioca Atores de Laura, que já esteve no Recife e volta agora para uma temporada na Caixa Cultural.  O filho eterno fica em cartaz desta quinta-feira (7) a sábado (9). Na próxima semana, é a vez de O enxoval, que cumpre temporada de 14 a 16 de setembro.

O Filho eterno é uma adaptação teatral de Bruno Lara Resende do premiado livro homônimo de Cristovão Tezza. Essa obra autobiográfica de Tezza ganhou o Jabuti e outros prêmios literários. E a encenação rendeu a Charles Fricks, em 2012, os prêmios Shell e APTR de melhor ator. 

A peça é sobre relacionamento humano e a dificuldade de acolher o diferente. O amor não é algo puro, mas está pontilhado de crueldade e de intolerância. E no exercício da solidão que o personagem exerce o seu aprendizado, entre angustias e alegrias.

A montagem se concentra no sentimento. Palavras fortes. Cadeira. Uma iluminação que fala. A abundância emoções conflitantes: revolta, medo, culpa, raiva, perplexidade, inveja, tudo misturado, para desse caldeirão extrair algo que se possa chamar de amor. Um espetáculo tocante.

Serviço
Cia. Atores de Laura – 25 anos
Espetáculo O filho eterno
Quinta (7), sexta-feira (8) e sábado (9), às 20h
Espetáculo O enxoval
14, 15 e 16 de setembro, às 20h
Caixa Cultural (Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife)
Informações: (81) 3425-1915

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Idas ao Teatro no Recife

ALGUÉM PRA FUGIR COMIGO (última sessão)

Alguém pra fugir comigo.Foto: Maria Vilar

Alguém pra fugir comigo faz temporada no Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu. Foto: Maria Vilar

O que nos torna humanos? Esse é um questionamento-chave do espetáculo Alguém Pra Fugir Comigo, do Resta Um Coletivo de Teatro, que articula temas políticos e sociais e expõe que tudo pode ser ressignificado ao longo da vida. A peça faz provocações e busca abalar certezas e combater as opressões. Com encenação Analice Croccia e Quiercles Santana, e assistência dramatúrgica Ana Paula Sá, a montagem chega como um grito de dor contra qualquer barbárie.
Alguém Pra Fugir Comigo investiga fatos reais e fictícios, históricos e contemporâneos do Brasil e da Europa, para falar sobre corrupção, o trabalho escravo, a solidão e a discriminação. E utiliza provérbios e canções, imagens numa série de cenas justapostas e intercambiáveis que formam uma narrativa não-linear.
O elenco – composto pelos atores Analice Croccia, Ane Lima, Caíque Ferraz, Luís Bringel, Nataly Sousa, Pollyanna Cabral e Wilamys Rosendo – se desdobra em vários personagens de épocas e situações variadas. Mas cada um enfrenta uma crise moral ou social, como as agressões aos homossexuais, às mulheres e a escravidão na monarquia.
As malas do cenário remetem para a vontade de fugir, as memórias possíveis de carregar e os afetos ensimesmados. As fotografias de refugiados foram a inspiração para dar o motor desses deslocamentos.
Quando:26 de agosto e 2 de setembro (sábados), às 19h30.
Onde: Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu, s/n, Boa Viagem).
Quanto: R$ 30 e R$ 15 (meia).
Informações: 3355-9822.

 

AQUELES VELHOS DE…

Sergio Mercurio e seu boneco em tamanho humano. Foto: Pablo Gonzales

Sergio Mercurio e seu boneco em tamanho humano. Foto: Pablo Gonzales

Nesses tempos de poucas delicadezas, um espetáculo de bonecos para adultos que trata da velhice, com cuidado e a emoção extremadas, é para não perder. O ator e manipulador de bonecos argentino Sergio Mercurio está em curta temporada com derradeira peça de uma trilogia sobre a velhice na Caixa Cultural. É uma linda história sobre a amizade entre dois moradores de uma pensão: Juanito e Juárez. Se o primeiro perde a memória, o segundo se desdobra em humanidades para que o parceiro não desapareça e inventa desenhos para manter o laço. A atriz e bonequeira Odília Nunes está como contrarregra da montagem. 
Quando: 1º e 2 de setemobro (sexta a sábado), às 20h. 
Onde: Caixa Cultural Recife (Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife) 
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia). 
Informações: 3425-1915.

 O DOENTE IMAGINÁRIO

Montagem do clássico de Molière tem direção de Max Almeida. Foto: Divulgação

Montagem do clássico de Molière tem direção de Max Almeida. Foto: Divulgação

Velho hipocondríaco expõe as vaidades mundanas e se depara com a falsidade e artimanhas. Comédia em três atos de Molière, com direção geral de Max Almeida, direção de elenco Marcos Portela e produção da Theatros Cia Produções Artísticas Ltda. No papel principal Marcos Portela e no elenco está a jovem atriz Rayza Alcântara, que fez a personagem Isabel em Velho Chico.
Quando:  1° e 8 de setembro (sextas), às 20h30.
Onde: Teatro Valdemar de Oliveira (Praça Oswaldo Cruz, 411, Boa Vista).
Quanto: R$ 30 e R$ 15 (meia).
Informações: 3222-1284 e 3222-1200

 VUDEJÀVU

A peça da Academia Santa Gertrudes (Olinda) faz parte do 15° Festival Estudantil de Teatro e Dança. 
Quando: 1° de setembro (sexta), às 19h. 
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife).
Quanto: R$ 10.
Informações: 3355-3320.

RETRATOS DE AMOR

Montagem de formas animadas erguida para maiores de 14 anos, com produção do Curso de Licenciatura em Teatro da UFPE. A peça integra o 15° Festival Estudantil de Teatro e Dança. 
Quando: 2 de setembro (sábado), às 16h. 
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife). 
Quanto: R$ 10 (preço único). 
Informações: 3355-3320.

OS SOBREVIVENTES

Livremente inspirado em conto de Caio Fernando Abreu, do Em Duo e Curso de História da UFPE. A peça integra o 15° Festival Estudantil de Teatro e Dança. 
Quando: 2 de setembro (sábado), às 20h. 
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife). 
Quanto: R$ 10 (preço único). 
Informações: 3355-3320.

ANA DE FERRO – A RAINHA DOS TANOEIROS

Relato ficcional da trajetória de Ana de Ferro, uma das cortesãs mais famosas do Recife na Espetáculo se época da ocupação holandesa em Pernambuco.
Quando: 5 e 6 de setembro (terça e quarta), às 20h. 
Onde: Teatro Marco Camarotti (Sesc Santo Amaro) – Rua 13 de maio, 455, Santo Amaro. 
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia). 
Informações: 3216-1728.

JOÃO E O PÉ DE FEIJÃO

Menino que trocou uma vaca por três caroços de feijão e isso foi o passaporte para viver grandes aventuras. Integra o projeto Hoje tem Espetáculo.
Quando: 3 de setembro (domingo), às 17h.
Onde: Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu, s/n, Boa Viagem).
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia).
Informações: 3355-9822.

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Crítica: Amizade é coisa séria em peça de bonecos

Aqueles Velhos de... Foto: Pablo Gonzales

Aqueles Velhos de… , espetáculo argentino de títeres para adultos. Foto: Pablo Gonzales

A certa altura do espetáculo Aqueles velhos de… uma das personagens pergunta o poderíamos fazer se alguém do nosso convívio cometesse uma grande besteira, um erro daqueles que não dá para voltar atrás. Para responder no segundo seguinte. Iria salvá-lo. Quanta filosofia, quanto humanidade, ditas com palavras simples, quase desenhadas, para falar de coisas praticamente perdidas nesse mundo que virou uma selva. O que se escuta ou percebe por aí é essa gente toda de sensibilidade embotada ou diluída vibrar com “Eu sobrevivo à sua morte, ao seu desaparecimento real ou simbólico, ao seu apagamento”. Isso dito em atos ou palavras de rejeição e de conveniência. Juárez e Juanito pegam uma vereda possível da emoção, de uma humanidade que se reconhece tanto no outro, que ele precisa sobreviver, ser resgatado, com o mesmo zelo de quem nina o próprio filho.

A peça mostra a força da arte ao provocar um deslocamento e descolamento da vida prosaica, com suas amarras egoístas. E projeta um mundo do sonho possível. Do respeito pela centelha divina que existe no outro e que não pode ser machucado.

O artista argentino Sérgio Mercurio, conhecido como El Titiritero de Banfield, interpreta a figura do Juárez e manipula o boneco em tamanho humano, Juanito. Os dois já viveram bastante e cada um tem suas própria memórias. Juanito, o boneco, começa a apresentar sinais do mal de Alzheimer, e o amigo se desdobra para não perder esse laço amoroso.

A porta de entrada do jorro de afetos que o espetáculo provoca é a amizade – não a do Facebook, de quem curte tudo e sabemos que não podemos contar – mas de outra natureza que não abandona o semelhante à própria sorte em momento de vulnerabilidade. Seria um diálogo a menos, uma potência de vida subtraída, um convívio de jogos desligado, e o mundo ficaria mais pobre.

Esses dois homens, de temperamentos tão diferentes e que entram também em discordâncias, são da essência do amor, o que salva, que vai pro confronto, que aponta defeitos, que manga do outro, mas que precisa existir e não sucumbir.

Com rompantes de humor, a peça explora situações simples do convívio desses camaradas. Seguindo uma complexa e sofisticada manipulação, o andamento do espetáculo lança lufadas de benquerença para sacudir qualquer espectador de uma possível estagnação dos sentidos.

Um dos engenhos da montagem é a criação de uma técnica de animação com erva-mate, do chá e chimarrão que traduzem encontros e compartilhamentos. Com muita habilidade, Mercurio cria ao vivo imagens que são transformadas em outras. Os desenhos são feitos, ao vivo, sobre uma mesa e o público acompanha a tudo projetado em uma tela. O personagem trabalha com essa ideia da memória, das próprias lembranças e da esperança de resgatar o amigo.

Além de Mercurio, a atriz e bonequeira pernambucana Odília Nunes participa do circuito da peça, na função de contrarregra. Ela auxilia o artista argentino e manipula alguns objetos, conferindo mais graça e agilidade à cena. Aqueles velhos de… faz a segunda semana da temporada na Caixa Cultural Recife, de hoje a sábado.

Mercurio passou dois anos para desenvolver uma técnica de animação com erva-mate. Pablo Gonzales

Mercurio passou dois anos para desenvolver uma técnica de animação com erva-mate. Pablo Gonzales

SERVIÇO:
Aqueles Velhos de…, por Sergio Mercurio
Onde: Caixa Cultural Recife – Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife, Recife,
Fone: (81) 3425-1915
Quando: 30, 31/08 e 1 e 2/9, às 20h
Ingressos: R$ 20,00 e R$10,00 (meia para estudantes, professores, funcionários e clientes CAIXA e pessoas acima de 60 anos)
Duração:75 minutos
Classificação Indicativa:16 anos
Produção executiva:Banalíssima Arte
Produção:Alexandre Sampaio

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Velhice embala teatro de títeres para adultos

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Paixão tórrida na época da invasão holandesa

Peça sobre a paixão de Nassau por uma cortesã explora vida boêmia do Recife do século 17

Peça Ana de Ferro – A rainha dos Tanoeiros explora a paixão de Nassau por uma cortesã no Recife do século 17 

Carlos Kamara

Muitos assuntos políticos eram resolvidos nos bordéis. Foto: Carlos Kamara / Divulgação

Foto: Carlos Kamara

Trama se passa no século 17. Foto: Carlos Kamara / Divulgação

O romance entre o governador de Pernambuco e uma cortesã no cais do Porto do Recife durante a invasão holandesa faz a trama do espetáculo Ana de Ferro – A Rainha dos Tanoeiros. Inspirado no poema de Vital Correia de Araújo e com dramaturgia da carioca Miriam Halfim, a peça busca vai buscar no universo boêmio do Recife no século 17 os argumentos para discutir questões de gênero, religião e racismo, nos dias de hoje.

A montagem do grupo Teatral Risadinha, com direção do pernambucano Emanuel David D’Lúcard estreia no Teatro Marco Camarotti nesta terça (29/08), onde fica em cartaz quarta-feira (30/08) e nos dias 5 e 6 de setembro, sempre às 20h.

Ana de Ferro vem da Europa travestida de homem e isso causa reboliço na colônia. Outras atitudes chocam a sociedade da época. Como por exemplo a compra do escravo Zambi, que ela logo declara como amigo. Depois constitui sociedade com outra cortesã, Maria Cabelo de Fogo, e abre um dos bordéis, que passa a ser um dos mais frequentados na Rua dos Tanoeiros.

Um ato de racismo do mestre do presídio contra Zambi é o detonador de uma intensa e breve paixão de Maurício de Nassau por Ana. Enquanto isso, Maria Cabelo de Fogo revive os tormentos do passado num reencontro doloroso. Já Zambi é atraído para Palmares.

A encenação utiliza elementos para recomposição de época nos figurinos, cenários e adereços. E a trilha sonora faz releituras de músicas de Edith Piaf e Marília Mendonça, passando por obras como Hallelujah e Assum Preto.

O espetáculo conta com o patrocínio do Funcultura, Fundarpe, Secretaria de Cultura e Governo do Estado de Pernambuco.

A interpretação dos atores mescla, segundo D’Lúcard, momentos realistas e simbólicos numa dinâmica de graphic novel. O elenco é formado por Cláudia Alves, Euclides Farias, Geraldo Cosmos, João Neto, e Patrícia Assunção, João Arthur e conta com a participação especial de Telma Ratta.

Carlos Kamara/Ambar Produtora

A atriz Telma Ratta faz participação especial. Foto: Carlos Kamara /Ambar Produtora

FICHA TÉCNICA
Realização: Grupo Risadinha
Texto: Miriam Halfim
Poema: Vital Correia Araújo
Encenação e Identidade Visual: Emanuel David D’Lúcard
Produtora Executiva: Patrícia Assunção
Assistente de Produção: Geraldo Cosmo
Direção de Arte e Confecção de Figurino e Adereços: Francis de Souza
Web Designer e Administração do Projeto: Hypolito Patzdorf Lucena
Direção Musical: Samuel Lira
Coreografia: Anderson Henry
Designer de Luz: Izaltino Caetano e João Paulo
Operador de Som: Josinaldo Alves
Operador de Luz: João Paulo
Camareira: Adriana Pereira
Plano e Execução de Maquiagem: Cláudia Alves
Criação de Cenário: Marcelo Bonfim
Divulgação: Pedro Dias
Bilheteria: João Teobaldo
Consultora Histórica: Suzana Veiga
Atendimento e Relacionamento com o Público: Patrícia Leite
Fotografia e Filmagem: Carlos Kamara/Ambar Produtora
Elaboração do Projeto: Lúcio Fábio
Intérprete de Libras: Leonardo Ramos
Comunicação Móvel/Carro de Som: Coelho Publicidade
Locução: Gaby Lapenda
Serviços Gráficos: Clã de Comunicadores
Contrarregra: Edson Rodrigues
Elenco: Cláudia Alves, Euclides Farias, Geraldo Cosmo, João Arthur, João Neto, Patrícia Assunção, Pedro Dias e Telma Ratta

Serviço:
Espetáculo Ana de Ferro – A Rainha dos Tanoeiros
Onde: Teatro Marco Camarotti – Sesc Santo Amaro, Rua Treze de Maio, nº 455
Quando: 29 e 30 de agosto e dias 5 e 6 de setembro, às 20h
Ingresso: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (comerciário, dependente e meia)
Duração: 80 min
Informações: 3216-1728 // 99536-4746 // 98705-1571 // 99646-7828

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