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Festival de Curitiba online celebra Antunes Filho

Jê Oliveira, Grace Passô, Christian Malheiros, Elisa Ohtake e Matheus Nachtergaele estão em $odoma \G/omorra

A peça Sodoma & Gomorra estava planejada para ser exibida no Festival de Curitiba, em março ou abril, como {tubos de ensaio I & II}, para inaugurar os processos criativos do espetáculo inédito. A pandemia parou (quase) tudo. Subverteu conceitos da arte e o teatro foi atingido em sua essência de presença. Voilà que teatro é (sempre foi) arte de resistência e subversão e reinvenção e desafios infinitos. O Festival de Curitiba pulsa em sua versão digital e realiza a transmissão ao vivo de Antunes Filho: $odoma \G/omorra, “que transcende as molduras convencionais do teatro”, pelas redes sociais do Festival de Curitiba e do Sesc-SP (parceira do projeto) neste domingo, dia 20 de setembro, as 21h30, gratuitamente.

Concebida e dirigida por Luiz Päetow, a peça pretende que o espectador tenha uma “fruição inesperada das artérias cênicas pesquisadas pelo visionário diretor Antunes Filho (1929-2019)” a partir de sua peça inédita Sodoma & Gomorra.

O ator, diretor e dramaturgo Luiz Päetow é autor de uma série de solos que investigam a essência no corpo, na voz e na memória. Implantou o Círculo de Dramaturgia no CPT-Sesc, e com Antunes Filho, idealizou o projeto Prêt-à-Porter, em 1998.

O projeto secreto Antunes Filho: $odoma \G/omorra (de 1998) foi imaginado e alimentado por Antunes em parceria com Päetow, mas nunca chegou a ser ensaiado.

Um texto “inacabado” foi entregue por Antunes a Luiz, no último encontro que tiveram, com a dedicatória: “Päetow, só você consegue encenar esta peça. Eu te amo! Antunes Filho”.

A obra foi reinventada e ganhou mais potência ao “investigar o nosso tempo neste espanto apocalíptico: pandemia e confinamento, dignos de Sodoma & Gomorra”. A dramaturgia de Päetow perfura passagens bíblicas escritas por Moisés (Gênesis) e João de Patmos (Apocalipse) para encontrar sinais contemporâneos

Uma sessão especial do projeto Teatro Vivo em Casa, com a peça Maternagem e a oficina Compor a Cena, com Paulo Moraes da Cia Armazém também estão na programação do Festival online, que segue até dia 24.

O Festival de Curitiba é patrocinado pelo Ebanx, Vivo, Uninter, Renault do Brasil, Continental, Banco RCI Brasil, Junto Seguros, Copel – Pura Energia, Sanepar, Governo do Estado e GRASP.

Ficha Técnica
Artistas participantes : Matheus Nachtergaele, Grace Passô, Christian Malheiros, Jé Oliveira, Elisa Ohtake.
Direção de fotografia : Julia Zakia
Edição e mapeamento de vídeos : Ivan Soares
criação, roteiro, produção e direção geral : Luiz Päetow
Duração: 30 minutos.
Classificação:

Programação:
19/09, às 20h – Teatro Vivo em Casa – Sessão Especial: “Maternagem”
20/09, às 21h30 – Antunes Filho : $odoma \G/omorra { TRANSMISSÃO } de Luiz Päetow”
21/09 a 24/09 das 20h às 22 – Curso “Compor a Cena”, com Paulo Moraes da Cia Armazém
*Todas as ações feitas de forma online e serão gratuitas.

Canais digitais do Festival de Curitiba
Todas as ações e atrações gratuitas
Facebook: @fest.curitiba
Instagram: @festivaldecuritiba
Youtube: youtube.com/festcuritiba
Informações: falecom@festivaldecuritiba.com.br
www.festivaldecuritiba.com.br

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Guaramiranga valoriza a cena nordestina há 27 edições

A Casatória C’a Defunta, da Cia Pão Doce (RN), integra a programação da Mostra Nordeste. Foto: George Vale

O 27º Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga – FNT começa com a programação da Mostra Nordeste, de 26 a 30 de setembro, em formato adaptado a esses tempos de pandemia da Covid-19, com transmissões online. Essa ação do FNT deste ano inclui apresentações de 10 companhias, sendo duas de Pernambuco (Grupo Magiluth e Teatro de Fronteira), duas da Bahia (Pico Preto e Teatro dos Novos), duas do Rio Grande do Norte (Clowns de Shakespeare e Cia Pão Doce) , três do Ceará (Inquieta Cia., Flecha Lançada Arte e Paula Yemanja / Zéis) e uma de Sergipe (Grupo Caixa Cênica). Além de cinco espetáculos suplentes: Memórias de Cão, do Alfenim (PB); Velòsidades, do Território Sirius Teatro (BA); Bixa Viado Frango, d’As Travestidas (CE); Marlene dos Espíritos online com o No Barraco da Constância Tem (CE) e Pas de Temps, da Companhia de Teatro Epidemia de Bonecos (CE).

A produção teatral do Nordeste recebe destaque e valorização desde a primeira edição do FNG, que impulsionou a trajetória de grupos e faz da cidade cearense um ancoradouro potente da arte e da renovação dos sonhos. Nilde Ferreira, coordenadora geral do FNT, anunciou em uma live os selecionados da Mostra Nordeste e as outras estações do festival. Em outubro está previsto um webnário com o tema Desafios Sustentáveis para o Século 21 no Âmbito de Festivais e Mostras, além do Encontro com Artistas pesquisadores e Música no FNT, uma panorâmica.

A Mostra de Dramaturgias está agendada para novembro bem como o programa de formação. Em dezembro, a organização planeja, e torce que possa ser presencial, a Mostra FNT para Crianças e o Palco Ceará.

Realizado pela Associação dos Amigos da Arte de Guaramiranga (AGUA), com apoio cultural do Governo do Estado do Ceará e apoio institucional da Prefeitura de Guaramiranga, o FNT priorizou, segundo Nilde, o compromisso de manter o festival no calendário, entendendo o papel da grande rede de festivais.

A seleção da Mostra Nordeste foi feita sob a coordenação de Paulo Feitosa, do Ceará, e contou com as curadoras e os curadores Celso Curi, de São Paulo, Thereza Rocha, do Ceará e Paula de Renor, de Pernambuco.

 

Bruno Parmera em ação no experimento sonoro Tudo que coube numa VHS, do Grupo Magiluth

Mário Sergio Cabral, integrante do Grupo Magiluth

Entrelinhas, com Jaqueline Elesbão. Foto: Ives Padilha

O Grupo Magiluth, do Recife (PE) integra a mostra com o experimento sonoro Tudo o que coube numa VHS. Os atores utilizam várias plataformas virtuais de comunicação e entretenimento, numa relação individual com o espectador. O público se torna cúmplice das memórias de um personagem, que fala sobre amor e relacionamento, no percurso dessas recordações.

A violência psicológica, emocional e sexual sofrida pela mulher, especialmente a negra, numa sociedade patriarcal, racista, machista e misógina há mais de 500 anos faz mover o espetáculo Entrelinhas, com Jaqueline Elesbão, do grupo Pico Preto, de Salvador (BA). A coreógrafa, diretora e performer usa máscara de flandres, que calava a escravizada Anastácia nas sessões de tortura. Outra elemento emblemático do trabalho é o sutiã, como símbolo da luta pela liberdade feminina na década de 1960.

 

Paula Queiroz, atriz da viagem cênico-cibernética Clã_Destino, do Clowns de Shakespeare. Reprodução do Face

Metrópole, com Silvero Pereira e Gyl Giffony

O grupo teatral sergipano Caixa Cênica discute a violência urbana no espetáculo Respire 

A proposta do Grupo Clowns de Shakespeare é fazer um passeio lúdico conduzido por seis agentes, por trilhas tão desconhecidas quanto divertidas rumo ao redescobrimento da alegria. O passageiro Clã_Destino dessa viagem cênico-cibernética responde a perguntas, participa de algumas situações e faz escolhas que determinam o caminho de cada um.

Silvero Pereira e Gyl Giffony são dois irmãos na peça Metrópole. O mais velho dos dois, Caetano, está às voltas com as encomendas de bolo e com prazos estourados. Ele busca garantir o sustento e esquecer os sonhos. O jovem ator Charles aparece de surpresa e nesse encontro afloram antigos conflitos em torno do mercado artístico, terreno onde “não há garantias”. Também do Ceará, a Flecha Lançada Arte apresenta Influxo.

Respire – Manifesta, do Grupo Caixa Cênica (SE), é uma instalação-vivência cênica com uma dramaturgia expandida composta por palavras, sons, cheiros, movimentos e corpos políticos dançantes que escavam a violência predominante na sociedade. A montagem tem direção de Sidney Cruz e texto de Marcelino Freire.

Dante Olivier, Joe Andrade, Jailton Júnior e Rodrigo Cavalcanti participam d’O Evangelho Segundo Vera Cruz

Peça Um São Sebastião Flechado é inspirada em conto de Nelson Rodrigues

Religião, política, arte, moral e hipocrisia compõe um cenário explosivo. Foi em 2018 que o espetáculo O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu – com a atriz trans Renata Carvalho – foi alvo de boicotes e de censura no Festival de Inverno de Garanhuns, no interior de Pernambuco. A peça tem uma lista de perseguições em outros locais, mas a atriz chegou a dizer que esses ataques foram os mais traumáticos. O Evangelho Segundo Vera Cruz é uma ficcionalização do episódio pelo grupo Teatro de Fronteira, com dramaturgia e direção de Rodrigo Dourado. Entre outras coisas, a peça reflete sobre as potências das artes para enfrentar o reacionarismo.

Durval é um sujeito que se divide em dois para agradar a esposa e a amante. Um São Sebastião Flechado é inspirado no conto Mártir em Casa e na Rua de Nelson Rodrigues. Os atores Paula Yemanjá & Zéis misturam música, teatro e literatura, num jogo provocador para apresentar a história.

 

A Casatória c’a Defunta. Foto: George Vale

Fragmento de um teatro decomposto, com texto do romeno Matéi Visniec, encenada por Marcio Meirelles

O medroso Afrânio vai se casar com a romântica Maria Flor, mas acidentalmente se junta com a temível Moça de Branco, que o conduz para o submundo. Mas ele não desiste do amor e os atores da Cia Pão Doce contam essas peripécias no espetáculo A Casatória C’a Defunta.

Fragmentos de um teatro decomposto é uma série de monólogos do dramaturgo romeno Matéi Visniec traduzidos por Alexandre David e encenada por Marcio Meirelles, com a Companhia Teatro dos Novos (CTN) , do Teatro Vila Velha, de Salvador. A peça exibe um mundo distópico, mas que soa familiar depois da pandemia. De gente que se enclausura para se proteger e isolar do mundo, de alguém que conserta uma máquina de enterrar cadáveres, ou de outro que acorda numa cidade onde todos os habitantes sumiram.

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Paradas teatrais no virtual

Sidney Santiago Kuanza, Felipe Vidal, Maitê Proença, Karin Rodrigues e Chris Couto, Chica Carelli, Marcelo Drummond, Luiz Machado, Abílio Tavares, Patrícia Selonk, Nena Inoue , e Maria Ribeiro

É tanta coisa para ver que só mesmo multiplicando o tempo. Não dá para assistir a tudo, mas… é bom saber o que está rolando nessa parada virtual. Selecionamos algumas opções para este sábado e dias seguintes. Algumas peças estão estreando como PÓS F, com a atriz Maria Ribeiro, a partir dos escritos de Fernanda Young ou a apresentação do trabalho poético político Numa Terra Estranha – 12 Respirações, de Sidney Santiago Kuanza, sobre a dimensão do ser negro no Brasil do século 21. Neste sábado tem ainda a estreia online de Nefelibato, que mira as consequências catastróficas do confisco do Plano Collor.

Na quarta-feira a atriz Maitê Proença apresenta o monólogo O pior de mim, sobre sua trajetória e o mergulho interior que empreendeu para dissipar as mágoas do coração.

O Grupo TAPA faz neste sábado, a última sessão de O encontro no Bar, um texto escrito na década de 1970, sobre os encontros clandestinos no meio da tarde. Karin Rodrigues, Chris Couto e Claudio Curi contam o reencontro entre mãe e filha no espetáculo Para Duas

Um mundo tão distópico quanto atual é o que mostra o Teatro Vila Velha, de Salvador, em Fragmentos de um teatro decomposto, com textos de Matéi Visniec e direção de Marcio Meirelles,

O ator Abílio Tavares dá corpo e voz à professora que exerce seu autoritarismo na releitura do clássico nacional de Roberto Athayde em Todo Mundo quer ser Dona Margarida (?)

Para quem não conhece a poesia transgressora e experimental de Roberto Piva um bom caminho é a live Paranoia, do ator Marcelo Drummond, do Teatro Oficina. Quem já conhece, sabe o quanto é preciso voltar a Piva.

Nena Inoue leva ao palco a voz de mulheres latino-americanas que se insurgiram contra qualquer tipo de opressão no solo Para não morrer. Enquanto a arte pop de Andy Warhol dá os motivos para o jogo de Polaroides Secretas.

É extremamente tocante o documentário cênico Dois (Mundos), do Complexo Duplo, dirigido por Felipe Vidal, que se apoia nas canções da banda Legião Urbana, na vivência dos atores e no jogo bem engendrado de cápsulas do tempo. Perde não!

A temporada de Todas as Histórias Possíveis, do Grupo Magiluth, termina neste domingo. Mas não deu pra quem quis. Talvez fosse o caso de o Sesc Avenida Paulista, que bancou essas sessões, investir em mais apresentações.

Os personagens de Shakespeare prosseguem com a peça-jogo on-line da Armazém Companhia de Teatro em Parece Loucura Mas Há Método. Já a Cia. Os Satyros utiliza os sentimentos desse momento de pandemia em A Arte de Encarar o Medo.

Há muita peça boa espalhada por esse mundo virtual. Hoje conseguimos chegar até aqui. Mas vale muito dar uma pesquisada pelas redes e linhas.

 

PÓS F – Estreia 

Pos F., com Maria Ribeiro. Foto: Bob Wolfenson / Divulgação

Fernanda Young (1970-2019) sempre foi uma provocadora. Escritora, roteirista e apresentadora, ela cutucava a moral careta e os bons costumes retrógrados nos textos e na postura. Morreu na beirada de completar 50 anos, em agosto do ano passado.
Entre outras atividades, ela estava envolvida nos peça Ainda Nada de Novo, de Carlos Canhameiro, com direção de José Roberto Jardim, em que atuaria ao lado de Fernanda Nobre. E na adaptação do livro Pós-F, para além do masculino e do feminino para texto dramatúrgico, junto com a diretora Mika Lins e a atriz Maria Ribeiro.
Pós-F, para além do masculino e do feminino agrupa textos autobiográficos e ilustrações da própria Fernanda que excitam o debate sobre o que constitui ser um homem e uma mulher nos dias que correm.
Inspirada nessa primeira obra de não-ficção de Young, que ganhou o Prêmio Jabuti 2019, a atriz Maria Ribeiro, sob direção de Mika Lins, apresenta o espetáculo-relato Pós-F. O solo investe nas experiências pessoais que forjaram a autora artista, a criadora corajosa para desafiar convenções, livre para viver e amar sem rótulos, mas que carregava um sentimento essencial de inadequação.

“… se me contradigo em alguns momentos desta jornada, não é por fraqueza, mas porque a vida é inexata e segue me espantando.”
Fernanda Young. Pós-F: para além do feminino e masculino

De Fernanda Young
Com Maria Ribeiro
Direção Mika Lins
SERVIÇO
Gênero: Drama
formato: espetáculo teatral online
Onde: direto do palco do Teatro Porto Seguro, transmitido online para todo o Brasil.
Duração: 50 minutos
Classificação Etária: 16 anos
Quando: Sábados, 20h, Domingos, 20h; de 12 de setembro a 04 de outubro
Ingressos: R$20,00; R$40,00; R$50,00; R$80,00; R$100,00,

https://checkout.tudus.com.br/teatro-porto-seguro-pos-f-/selecione-seus-ingressos

Os ingressos são colaborativos, a partir de R$20,00 e parte do valor arrecadado será destinado à campanhas que auxiliam profissionais das artes cênicas, que estão sem trabalho neste período.
Cliente Porto Seguro na compra de um ingresso antecipado (até um dia antes) receberá um link extra de acesso para convidar alguém.
Haverá um bate-papo conduzido pela atriz maria ribeiro às 21h, aos sábados e domingos (durante a temporada), sempre com um convidado especial.

 

Numa Terra Estranha – 12 Respirações – Grátis

Com atuação, dramaturgia e direção de Sidney Santiago Kuanza. No Teatro Vivo em Casa. Foto: Pedro Jackson.

O ator Sidney Santiago Kuanza ambiciona dar uma dimensão do ser negro na sociedade brasileira, neste século 21, no exercício ‘poético político’ Numa Terra Estranha – 12 Respirações. A partir de uma coletânea de 12 textos afro brasileiros o artista faz um mergulho na poesia negra e de protesto contemporânea. Poetas como Cruz e Souza, Solano Trindade, Oswaldo de Camargo, Cristiane Sobral, Abdias Nascimento, Marcelino Freire, entre outros, constroem a teia dessa narrativa, que não renuncia à ternura para falar de liberdade.
A peça convida o público a entrar em um barraco e acompanhar a história de um carteiro, uma passista de escola de samba, um peixeiro e uma empregada doméstica. Essas figuras reivindicam a palavra para falar em primeira pessoa e em legítima defesa.
Numa terra estranha – 12 Respirações, propõe uma reflexão sobre o protagonismo de personagens normalmente subalternizados na sociedade. A produção é a segunda montagem do Selo Homem de Cor, coletivo dedicado a pesquisar masculinidade, luta antirracismo, arte negra e a interação social. Com atuação, dramaturgia e direção de Sidney Santiago Kuanza. Dentro da programação do Teatro Vivo em Casa.
A abertura musical será com a artista Verônica Ferriani.
Ficha técnica
Realização: Selo Homens de Cor
Produção: Sidney Santiago Kuanza e Rafael Ferro,
Concepção, direção e interpretação: Sidney Santiago Kuanza,
Dramaturgia de imagens: Edu Luz,
Direção de movimento: Kenia Dias
Trilha sonora: Dani Nega.
Classificação indicativa: 14 anos.
Serviço
Numa terra estranha – 12 Respirações
Quando: 12/9. Sábado, 20h.
Ingressos e transmissão no Instagram: @vivo.cultura.
Quanto: Grátis. é preciso se inscrever na plataforma @vivo.cultura, pelo Instagram.
www.teatrovivoonline.com.
Onde: Zoom instalado. Entrar na sala com 15 minutos de antecedência.

 

Nefelibato – Estreia online

Nefelibato, com o ator Luiz Machado. Foto Lenise Pinheiro

Na década de 1990, uma decisão da equipe econômica do governo federal quebrou muita gente. Financeira e psicologicamente. Arruinou vidas. O Plano Collor confiscou parte da caderneta de poupança da população, o que levou milhares de brasileiros ao desespero e à bancarrota. Muitos enlouqueceram. Foi o caso de Anderson, personagem do solo Nefelibato, que se tornou morador de rua.
Perambulando pelas ruas, o protagonista oscila entre a lucidez e a loucura. Outrora bem-sucedido, ele perdeu sua empresa, todas as economias, o amor da sua vida e a avó. Interpretada pelo ator Luiz Machado, o solo escrito por Regiana Antonini, dirigido por Fernando Philbert e com supervisão artística de Amir Haddad, está há quatro anos percorrendo os palcos do país.
Dialoga muito com o Brasil de hoje.
Ficha Técnica
Texto: Regiana Antonini.
Supervisão artística: Amir Haddad.
Direção: Fernando Philbert.
Interpretação: Luiz Machado.
Serviço
Nefelibato, a partir de material pré-filmado
Temporada: 12, 19 e 26 de setembro, às 21h.
Ingressos: R$ 20,00.
Onde comprar e assistir: IClubbe (www.iclubbe.com/nefelibato).
Classificação: 14 anos.

 

O Pior De Mim

Maitê Proença se apresenta às quartas-feiras de setembro, no Teatro PetraGold (RJ) com transmissão online 

No monólogo O pior de mim, Maitê Proença relata lembranças escondidas, tragédias familiares e analisa como esses fatos repercutiram na vida pessoal e na carreira.
Em 1970, o pai, o procurador de Justiça Augusto Carlos Eduardo da Rocha Monteiro Gallo, matou por ciúmes, a facadas, a mãe, a professora Margot Proença Gallo, em Campinas (SP). Maitê tinha 12 anos. Em 1989, seu pai se suicidou, seguido do seu irmão adotivo.
Depois da morte da mãe, passou um tempo num pensionato luterano, estudou em Paris e viajou pela Europa e pela Ásia, de carona, junto com o primeiro namorado. Em 1979, estreou na TV.
Apesar das tragédias, Maitê não assume o papel de vítima. O espetáculo fala da mulher de 60 anos no Brasil, de machismo, misoginia, dos preconceitos enfrentados.

Mais do que nunca estamos de olho na vida do outro. Neste voyerismo desenfreado, nos comparamos para melhor compreender a nós mesmos. Não é assim? Venha espiar, eu deixo.” (Maitê Proença)

O Pior De Mim
Quando: Às Quartas (Dias 16, 23 e 30 De Setembro), às 17h
Ingressos: De 10 a 100 (+ taxas) via Sympla
Onde: Teatro PetraGold, por videoconferência
Ficha Técnica
Com Maitê Proença
Texto: Maitê Proença
Direção: Rodrigo Portella

 

O encontro no Bar – Grátis

Grupo TAPA

Os encontros amorosos clandestinos ocorrem durante o dia. Nessas horas, a infidelidade chama menos a atenção. O Encontro no Bar, espetáculo escrito pelo dramaturgo paulistano Bráulio Pedroso (1931-1990) em 1973.
Transmitido do palco do Teatro João Caetano, em São Paulo, pelo canal oficial do grupo no Youtube

Quando: Sábado 12 de setembro, às 21h.
Onde: Do Teatro João Caetano pelo canal do TAPA no Youtube .
Quanto: Gratuito.
Direção: Eduardo Tolentino de Araujo
Elenco: Clara Carvalho, Guilherme Sant’Anna e Brian Penido Ross.

Fragmentos de Um Teatro Decomposto

Atriz Chica Carelli, em peça do Teatro Vila Velha, da Bahia. Foto: Ananda Brasileiro

A Companhia Teatro dos Novos, do Teatro Vila Velha de Salvador, apresenta ao vivo o trabalho Fragmentos de um teatro decomposto – com textos de Matéi Visniec e direção de Marcio Meirelles –, que revela um mundo tão distópico quanto atual.
Mulheres que relatam pragas, homens que se enclausuram em círculos para se proteger e isolar do mundo, pessoas que despejam lixo num homem, uma poeta que conserta uma máquina de enterrar cadáveres, um homem que acorda numa cidade onde todos os habitantes sumiram. a banalidade do cotidiano aniquilada por acontecimentos sem explicação. Encenado para web teatro, onde cada atriz e cada ator está em seu cenário/casa, os monólogos são costurados pelo sentimento de estranhamento e desolação, mas também de busca por saídas, alternativas que nos levem a um mundo novo e diferente do que conhecemos.

Ficha Técnica
Textos: Matéi Visniec, Do Livro Teatro Decomposto Ou O Homem Lata De Lixo
Tradução: Alexandre David
Revisão De Tradução: Chica Carelli
Inserção De Fragmentos De Andando Pela Paris Deserta Ou O Mundo De Chirico: Matéi Visniec
Tradução: Tanti Ungureanu
Revisão Da Tradução: Chica Carelli
Concepção . Roteiro . Dramaturgia . Encenação: Marcio Meirelles
Assistência De Direção: Clara Romariz
Direção De Produção: Clara Torres
Música: Ramon Gonçalves [Concerto Grosso In G Menor . Para A Noite De Natal . Op.6 . No.8 . Orpheus Chamber Orchestra . Deutsche Grammophon: Arcangelo Corelli
Canção Do Distribuidor Automático (Criada Para O Projeto Matéi – 2015): Lázaro Reinaldo . Matei Visniec]
Vídeo: Rafael Grilo
Operação De Transmissão: Ruy Soledade
Assistência De Transmissão: Lucas Lima
Divulgação: Núcleo De Comunicação Do Teatro Vila Velha: Gil Maciel . Jordan Dafné. Ramon Gonçalves . Rodrigo Lelis
Identidade Visual . Material Gráfico: Ramon Gonçalves
Elenco:
A Louca Tranquila – Clara Romariz
A Louca Febril – Loiá Fernandes
A Louca Lúcida – Chica Carelli
O Homem Do Círculo – Rodrigo Lelis
O Homem_Lata De Lixo – Vick Nefertiti
O Morador De Rua – Miguel Campelo
A Corredora – Ananda Brasileiro
Mulher_Barata – Clara Torres
A Assistente Mecânica – Meniky Marla
Mulher_Cavalo – Anne Cardoso
Realização: Companhia Teatro Dos Novos. Teatro Vila Velha
Serviço
Fragmentos de Um Teatro Decomposto
Quando: 12 e 13 de setembro, sempre às 20h.
Onde: Youtube do Vila Velha https://bit.ly/3hwVqW6. (Teatro Vila Velha – Salvador, BA
Ingressos: R$ 10 (+ R$ 2,50 taxa) a R$ 50 (+ R$ 5,00 taxa), à venda no Sympla
As vendas encerram sempre as 19:20h no dia da apresentação.
Para outras formas de pagamento (depósito, transferência bancária e demais) entre em contato conosco por email: coordenacaotvv@gmail.com
Classificação: 18 anos

 

Para duas – Grátis

Karin Rodrigues, Chris Couto e Claudio Curi. Foto Kim Lee Kyung

Após anos de separação, mãe e filha se reencontram para um acerto afetivo. Com Karin Rodrigues, Chris Couto e Claudio Curi, direção de Elias Andreato e dramaturgia de Ed Anderson, o espetáculo Para Duas destampa memórias da família e traça delicadas reflexões sobre escolhas e suas consequências, amor e recusa, solidão e presença, tensionando a fragilidade da culpa e do perdão.
A montagem mistura momentos de drama e humor nessa trama que se desenvolve durante um jantar improvisado servido com temperos distintos, degustado pelas duas mulheres sob a sombra de um pai não mais presente, O cenário é um espaço dividido em dois ambientes, o lado imaginário habitado pelo pai e a sala de jantar com o embate entre as duas mulheres.

Ficha Técnica
Texto: Ed Anderson.
Direção: Elias Andreato.
Assistente de Direção: Rodrigo Chueri.
Elenco: Chris Couto, Claudio Curi e Karin Rodrigues.
Cenário e Figurino: Fábio Namatame.
Serviço
Direto do Teatro Cacilda Becker
Temporada:12 e 19 de setembro,. Sábados, 21h.
Classificação:Livre.
Ingressos:Grátis.
Para Duas
Onde: Do Teatro Cacilda Becker, com transmissão on-line Pelos canais do YouTube, Facebook e Instagram do @nossocultural .
Quando: Aos sábados, às 21h, até 19 de setembro.
Quanto: Gratuito.
Quando: sábado, às 21h , até 19 de setembro
Ficha técnica
Direção: Elias Andreato
Dramaturgia: Ed Anderson.
Elenco Karin Rodrigues, Chris Couto e Claudio Curi.

 

Todo Mundo Quer Ser Dona Margarida (?) – Grátis

Todo Mundo quer ser Dona Margarida Foto Jeferson Vanzo (16)

Apareceu a Margarida é um clássico da dramaturgia nacional criado por Roberto Athayde e que completa 50 anos em 2021. A adaptação online de Abílio Tavares, com direção de Nicolas Iso mostra a personagem com as adequações para ensinar no formato virtual. Professora do quinto ano primário, ela continua arrogante e não dá folga para os alunos verbalizarem suas opiniões.
O ator Abílio Tavares, que já montou o texto em diversas ocasiões, capricha nas características centralizadora e altamente provocativa, dessa professora no online Todo Mundo Quer Ser Dona Margarida (?). E reforça que a alteração no nome foi para enfatizar que hoje há muitas Margaridas autoritárias protagonizando a cena nacional”, reforça.
Ficha Técnica
Direção e Ação Pedagógica: Nicolas Iso
Consultoria Pedagógica: Paula Zurawski
Pesquisa e Colaboração para Pesquisa Cênica: Ewerton Correia
Consultoria em Direção de Arte: Marco Lima
Visagismo: Carol Badra (Consultoria) e Jefferson Vanzo (Criação)
Preparação física: Mahal Araujo Personal
Consultoria Corporal: Juliana Monteiro
Direção de vídeo abertura: Kleber Goes
Música: Hino da Cruzada Alfabética
Compositor: Roberto Athayde
Voz: Abílio Tavares
Arranjo e Produção Musical: Rodolfo Schwenger
Edição de vídeo: Felipe Rolli – NoName Estúdio de Animação
Consultoria Jurídica: Grupo Prismma
Comunicação Digital: BMG Comunicação
Assessoria de Imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques
Assistentes de Assessoria de Imprensa: Daniele Valério e Diogo Locci
Produção: MoviCena Produções
Assistente de Produção: Luciana Venancio
Assistência de Coordenação Geral: Karina Cardoso
Concepção, Viabilização, Coordenação Geral do Projeto e Atuação: Abílio Tavares
Agradecimento especial: Instituto Vladimir Herzog
SERVIÇO
Todo Mundo Quer Ser Dona Margarida (?)
Releitura de Apareceu a Margarida, de Roberto Athayde
Quando: sábados e domingos, às 20h, Até 27 de setembro
Onde: YouTube A Dona Margarida Oficial
* As sessões serão exibidas ao vivo e não ficam registradas no canal
Acesso gratuito
Duração: 50 min.
Classificação: 12 anos

 

Paranoia

Marcelo Drummond em Paranoia.

Paranoia, livro de Roberto Piva, é um clássico da poesia paulistana. Ele traça uma sucessão de pesadelos e alucinações de uma cidade erotizada, trazendo à tona o subterrâneo homoerótico de uma São Paulo mítica, a metrópole que não para. Esse ‘curandeiro das palavras’ fez da experiência transgressora o alicerce de sua poesia, mantendo-se fiel a este princípio. “Só acredito em poeta experimental que tenha vida experimental”, dizia.
Marcelo Drummond interpreta os poemas do livro de Roberto Piva, AO VIVO no Teatro Oficina, do quase-solo multimídia Paranoia. Desde 2011, o ator do Teatro Oficina Uzyna Uzona apresenta este espetáculo, sempre nos intervalos das produções da companhia. Paranoia foi criada com a estrutura de um show, com música executada ao vivo, luzes e projeções de imagens que acompanham os poemas na voz do ator.

FICHA TÉCNICA
texto: Roberto Piva
direção e atuação: Marcelo Drummond
trilha sonora: Zé Pi
piano: Chicão
videoarte: Cecília Lucchesi e Igor Marotti
abertura: Kaëka Tchëka
luz: Luana Della Crist e Pedro Felizes
som: Camila Fonseca
contrarregragem: Victor Rosa
assessoria de imprensa: Brenda Amaral e Vanessa Fusco
realização: Teatro Oficina Uzyna Uzona e Sympla

 

Para Não Morrer – Gratuito

Solo da atriz Nena Inoue. Foto: Lidia Ueta.j

No livro Mulheres, de 1997, o escritor Eduardo Galeano, recupera a biografia de várias personagens históricas cujo valor e luta a mirada dominante reduziu, deturpou ou simplesmente ignorou. Inspirado na obra de Galeano, o espetáculo Para Não Morrer, da atriz e diretora Nena Inoue, investe em temáticas feministas e femininas atreladas a questões políticas. Sentada em uma poltrona, a atriz rememora os grandes feitos de perseverança contra a opressão. Com dramaturgia de Francisco Mallmann e parceria de criação de Babaya Morais, o monólogo celebra as mulheres – notáveis e anônimas – em especial da América Latina.
Ficha Técnica
Dramaturgia: Francisco Mallmann, a partir da obra de Eduardo Galeano
Direção e Atuação: Nena Inoue
Direção de Texto: Babaya Morais
Iluminação: Beto Bruel
Figurino: Carmen Jorge
Cenário: Ruy Almeida
Gravação: Alan Raffo
Transmissão on-line: Lídia Ueta e Alan Raffo
Técnico Operador: Vinícius Sant
Tradutora Libras: Talita Sharon Simões
Espaço Teatral para transmissão: Ave Lola Espaço de Criação
SERVIÇO
Quando: 12/9, às 20h.
Inscrição online e gratuita via site: https://bit.ly/32tW6Wn
Também é possível assistir as exibições nas páginas:
12/9: Bicicletaria Cultural – https://www.facebook.com/bicicletariacultural/
As exibições GRATUITAS e fechadas para parceiros acontecerão nos dias: 12, 13, 14, 16, 18, 19/9.
https://www.facebook.com/watch/?v=486051222141281&extid=WVqJlnhsbJHN2JKC

 

POLAROIDES SECRETAS – O amor e outros equívocos

O espetáculo teatral online Polaroides Secretas se joga na arte pop. Inspirado na obra do artista norte-americano Andy Warhol (1928-1987), em especial na série cliques registrados com câmeras polaroides. Os solos perfilam figuras que revisam suas vidas na busca de um sentido. A dramaturgia da peça foi criada coletivamente a partir de temas recorrentes na obra de Andy Warhol, como consumismo, alienação, identidade e temporaneidade. Outra referência foram textos do dramaturgo irlandês Samuel Beckett (1906-1989). Com direção de Renato Andrade e trilha sonora de sucessos dos anos 1980, a montagem reúne personagens solitárias em uma sociedade líquida e midiática, que compartilham suas angústias e o vazio de uma existência que anseia por alguns minutinhos de fama.
Ficha técnica
Elenco: Leo Marcondes, Marília Viana, Nina Marqueti e Roberta Azevedo
Dramaturgia: Criação coletiva a partir de textos de Samuel Beckett e da obra de Andy Warhol
Direção: Renato Andrade
Assistência de Direção: Drica Czech
Figurinos: Criação Coletiva
Cenário e Trilha sonora: Drica Czech e Renato Andrade
Design e Instagram: Drica Czech, Maíra Machado, Marília Viana, Renato Andrade, Roberta Figueira e Stephanie Degreas,
Vídeos: TV Cutícula, Stephanie Degreas e Guilherme Barcelos Realização: Cutícula Produções
SERVIÇO
Quando: Sábados, às 20h, até 3 de outubro. NÃO É POSSÍVEL ENTRAR NA SALA APÓS O INÍCIO DA SESSÃO!
Onde: Videoconferência via Sympla Streaming (Beta)
Contribuição: “pague quanto puder” R$ 0,00 a R$ 30,00 (+ R$ 3,00 taxa), https://www.sympla.com.br/polaroides
Duração: 36min.
Classificação Indicativa: 12 anos

 

Dois (Mundos)

Documentário cênico Dois mundos Créditos: Complexo Duplo

Inspirado em canções da banda Legião Urbana, do álbum Dois, o dramaturgo Felipe Vidal criou o documentário cênico Dois (Mundos), concebido em seis episódios independentes. Na trama, os impasses de 2020 são lançados para o ano 2054, numa proposta de cápsula do tempo. Essa distância temporal lança luzes sobre os desdobramentos da COVID-19.

Dois (mundos) arma o desafio de um possível diálogo com canções do disco icônico da Legião Urbana com as experiências e histórias pessoais dos oito integrantes do elenco. A peça-espelho conversa com Cabeça (um documentário cênico). Enquanto o primeiro parte de um importante disco de rock dos Titãs, traçando uma ponte entre o ano de lançamento até 2016, olhando para trás, Dois (mundos) parte de outro álbum fundamental de 1986 – Dois, para olhar para frente. O modo de comunicação com as próximas gerações são as cápsulas do tempo, onde são colocados registros do atual momento pandêmico da humanidade.

Ficha Técnica
Dramaturgia e direção: Felipe Vidal
Colaboração dramatúrgica: Leonardo Corajo (textos construídos com a participação do elenco)
Elenco (em ordem alfabética): Felipe Antello, Felipe Vidal, Guilherme Miranda, Gui Stutz, Leonardo Corajo, Lucas Gouvêa, Luciano Moreira, Sergio Medeiros + convidadas
Direção musical e arranjos: Luciano Moreira e Felipe Vidal
Mixagem: Gui Stutz
Edição de vídeos de música: Guilherme Miranda
Edição de vídeos: Felipe Vidal
Concepção de iluminação: Felipe Antello
Videografismo: Eduardo Souza – Pavê
Interlocução crítica: Daniele Avila Small
Produção: Luísa Barros
Redes sociais: Lucas Gouvêa
Assessoria de imprensa: JSPontes – João Pontes e Stella Stephany
Realização: Complexo Duplo
SERVIÇO
Episódio Eduardo e Mônica.
Quando: sábado, dia 05/09; e na sexta e sábado dias 11 e 12/09, às 21:30 no Zoom
Ingressos a venda pelo SYMPLA: www.sympla.com.br/complexoduplo, a partir de R$ 10 (+ taxa de R$ 2,50)
O episódio 1 (Daniel na cova dos leões) está disponível no canal do Complexo Duplo no YouTube:
www.youtube.com/complexoduplo
Outros episódios
Episódio 5 : 18, 19, 25 e 26 de setembro (sextas e sábados), às 21h30
Episódio 6 : 02, 03, 09 e 10 de outubro (sextas e sábados), às 21h30

 

Todas as histórias possíveis – Grátis – Esgotado

Experimento sensorial do Grupo Magiluth. Reservas na terça-feira. os ingressos acabam rapidinho

Em Todas as Histórias Possíveis a estrutura dramatúrgica percorre múltiplas plataformas digitais. Há algo que resgata resquícios do experimento anterior, Tudo que coube numa VHS. Fragmentos de memória ganham novos trechos, que preenchem lacunas e abrem outras. A criação artística é matéria dessa investigação.

“Isto é ficção. Obras ficcionais podem ser parcialmente baseadas em fatos. E por que criamos ficção? Porque a realidade é insustentável. A distração de um motorista por dois segundos em um veículo a 60 km/h faz com que o carro percorra um trajeto de 37 metros às cegas. Estamos suspensos. Ninguém morre. Ninguém nasce. Não andamos. E partir de agora eu começo a reconfigurar histórias reais, já que todas as histórias são possíveis. Esta é a sua primeira viagem no tempo”.

A temporada vai até 13/9, com sessões gratuitas, de quinta a domingo, agendadas previamente. As inscrições são abertas todas as terças, a partir das 14h, que se esgotam rapidinho.

A experiência dura 30 minutos, executada em plataformas como Whatsapp, Instagram, e-mail, YouTube, Spotify ou Deezer e contato telefônico.

Assim como Tudo que coube numa VHS, a dramaturgia é assinada por por Giordano Castro, e narra uma história de amor, que ocorre num dia específico de um acidente.

FICHA TÉCNICA
Direção e Dramaturgia: Giordano Castro
Performers: Bruno Parmera, Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres, Mário Sergio Cabral e Pedro Wagner
Design de Som: Kiko Santana
Vídeo: Juliana Piesco
SERVIÇO
Todas as histórias possíveis
Quando: Quinta-feira a domingo, a partir das 18h, pela internet
Quanto: Gratuito
Informações e retirada de ingressos: www.sescsp.org.br/avenidapaulista
Indicação etária: 16 anos

 

Parece Loucura Mas Há Método

crédito: Armazém Companhia de Teatro

Parece Loucura Mas Há Método é uma peça-jogo on-line da Armazém Companhia de Teatro , apresentada pelo Zoom, dirigida por Paulo de Moraes. Dez atores transformam o espaço virtual num campo de duelos. No tablado digital, nove personalidades shakespearianas se enfrentam numa arena de ideias, com um Mestre de Cerimônias regendo as intervenções. Ele sorteia os personagens que devem expor suas historias. O trabalho explora a essência da internet, a interação e o público é instigado a eliminar um dos jogadores. A trama rejeitada fica fora da narrativa. Então o público vai definindo a sequência dos duelos e e encadeamento da fábula. Também movimenta o jogo a busca por descobrir de onde vem cada figura que aparece na tela. Podem passear por lá Ricardo II, Henrique V, Iago e muitos outros personagens shakespearianos

Ficha Técnica:
a partir de personagens da obra de William Shakespeare
Roteiro: Paulo de Moraes e Jopa Moraes
Direção: Paulo de Moraes
Elenco: Charles Fricks, Isabel Pacheco, Jopa Moraes, Kelzy Ecard, Liliana de Castro, Luis Lobianco, Marcos Martins, Patrícia Selonk, Sérgio Machado, Vilma Melo
Música: Ricco Viana
Design Gráfico: Jopa Moraes e Paulo de Moraes
Colaborações artísticas: Carol Lobato e Lúcio Zandonadi
Assistente de Produção: Malu Selonk
Produção: Armazém Companhia de Teatro
Assessoria de Imprensa: Ney Motta

 

A Arte de Encarar o Medo

Cia Os Satyros. Foto: André Stefano

O modo como estamos vivendo e como ficam os laços afetivos nesta época de pandemia de Covid-19 são vasculhados no espetáculo online A Arte de Encarar o Medo, da Cia. Os Satyros. Dirigida por Rodolfo García Vázquez, que divide o roteiro com Ivam Cabral, a peça ocorre num futuro ainda mais distópico, quando os terráqueos buscam regatar histórias de um tempo anterior à pandemia. Isolados há 5.555 dias, antigos camaradas desejam se conectar à internet para retomar suas relações.
Entre os nomes chamados para esse reencontro, estão os atores da peça e alguns amigos do grupo que morreram e são convocados para o encontro, como o jornalista Gilberto Dimenstein, que partiu no dia 29 maio; a atriz Maria Alice Vergueiro, que faleceu no dia 3 de junho; o cenógrafo Carlos Colabone, que morreu no dia 27 de maio; e o jornalista e dramaturgo Alberto Guzik, que integrou a companhia e faleceu em 2010.
Os desafios de manter a saúde mental no isolamento e os questionamentos políticos ao atual contexto brasileiro como a necropolítica, o autoritarismo, a violência governamental, também estão na pauta dos assuntos abordados.
Os atores se apresentam de diferentes cidades brasileiras – de onde passam a quarentena – e até da Suécia, onde mora a atriz Ulrika Malmgren, que já participou de outros trabalhos da companhia.
Ficha Técnica
Roteiro: Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez
Direção: Rodolfo García Vázquez
Elenco: Ivam Cabral, Eduardo Chagas, Nicole Puzzi, Ulrika Malmgren, Diego Ribeiro, Dominique Brand, Fabio Penna, Gustavo Ferreira, Henrique Mello, Julia Bobrow, Ju Alonso, Marcelo Thomaz, Marcia Dailyn, Mariana França, Sabrina Denobile e Silvio Eduardo
Ator convidado: César Siqueira
Atores mirins convidados: Nina Denobile Rodrigues e Pedro Lucas Alonso
Orientação visual: Adriana Vaz e Rogério Romualdo
Fotos: Andre Stefano
Produção: Os Satyros
Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany
SERVIÇO
Quando: sextas e aos sábados, às 21h, e aos domingos, às 16h.
Plataforma Zoom
Ingresso Sympla
: a partir de R$ 10 (+ taxa de 2,50)

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Leituras e peças no Palco Virtual do Itaú Cultural

Maria Fernanda Cândido e Helena Ranaldi fazem leitura interpretada de texto de Samir Yazbek

Uma mulher arrisca um recomeço no Líbano, terra de seus ancestrais. Mas sua mãe morta demanda que ela volte ao Brasil. Essa é a síntese do texto de Samir Yazbek, Que os Mortos Enterrem os Seus Mortos. A peça ganha a primeira interpretação com as atrizes Helena Ranaldi e Maria Fernanda Cândido, dirigida por Marcelo Lazzaratto, na ação do Palco Virtual do Itaú Cultural apresentada via Zoom, que começa nesta segunda-feira, 7 de setembro.

O ciclo de leituras prossegue por todas as segundas-feiras de setembro. Na semana seguinte, dia 14, é a vez de Enquanto Chovia, uma releitura de Romeu e Julieta, que se reencontram depois de 40 anos. Textos de novos dramaturgos que participaram das duas turmas do curso EAD Dramaturgia Negra – A Palavra Viva, realizado pelo Itaú Cultural, ocupam as duas últimas semanas.

Maria Fernanda Cândido, 46, e Helena Ranaldi, 54, interpretam Mãe e filha na peça Que os Mortos Enterrem os Seus Mortos. Na real, esse enquadramento familiar só seria possível na ficção pela proximidade geracional das duas atrizes. Mas a proposta é exatamente essa, subverter hierarquia, criar uma horizontalidade. A mãe parou o tempo na idade em que morreu e elas se identificam com dilemas parecidos.

Yazbek de origem libanesa já havia investido na temática da ascendência em 2010, com As Folhas do Cedro, peça que lhe rendeu o prêmio APCA de Melhor Autor daquele ano. Em Que os mortos enterrem os seus mortos a tensão desliza entre modernidade e tradição e traça uma jornada da filha para sacar o seu pertencimento, o seu lugar no mundo..

A peça faz deslocamento espaço-temporal, do Brasil e do Líbano e com isso fotografa  momentos tão diferentes e seus estados emocionais, uma decadência lá e cá, e as grandes preocupações com o futuro e com os sonhos da população.

Uma mulher libanesa migra para o Brasil. Constitui família. Ela morre. Sua filha, anos depois tenta encontrar suas raízes nas terras de sua mãe, pois o Brasil não está para brincadeira e qualquer criatura que preze a democracia está contrariada com os destinos do país, nas mãos de gente tão ruim.

A filha tenta se radicar no Líbano. Na visita súbita e sobrenatural, sua mãe morta solicita que ela volte ao Brasil, e que possa fazer algo por esse gigante país nesse momentos em que ele vem sendo atacado em todas as frentes.

Sabemos que o cenário com explosões de ódio no Brasil ganhou novos contornos com a pandemia, mas se todos os guerreiros desistiram, como fica?

Dramaturga Nina Ximenes, autora de  Enquanto Chovia. Foto Reprodução do Facebook

A dramaturgia de Nina Ximenes escolheu um tom mais divertido para o reencontro de Romeu e Julieta contemporâneos numa sala de prática de yoga. Na peça Enquanto Chovia – com leitura dos atores Paulo Goulart Filho e Camilo Bevilacqua e das atrizes Bruna Ximenes e Eliana Guttman -, o fabuloso casal de Shakespeare fica preso na sala de exercício devido a uma chuva torrencial.

Um clima propício para rememorar o passado, o tempo de comunhão e as razões que levaram ao afastamento. Como o terreno está repleto de curvas tortuosas alguns segredos geram colisões, freadas bruscas, paradas e macha-ré. Faltaram diálogo, cumplicidade, valorização do outro. Sobraram arrogância, egoísmo e uma visão diminuta da situação conflituosa.

Espetáculo Só, com os atores da primeira formação de Os Fofos Encenam. foto: Agência Ophélia

Às terças-feiras do Palco Virtual tem espetáculos adaptados ou já criados para o ambiente online, começando pela estreia de , montada pelos atores da primeira formação de Os Fofos Encenam e apresentada ao vivo nos dias 8 e 15.

Inspirada pela situação de isolamento social, a peça reúne Alex Gruli, Fernando Neves, José Roberto Jardim e Kátia Daher. Eles fazem parte de uma mesma família. Uma parenta está no hospital por um fio, mantida viva por aparelhos.

No encontro virtual eles acompanham a retirada dos equipamentos. O texto de Alex Gruli traça essa separação e apenas uma figura do clã está no ambiente hospitalar presencialmente, atenta aos procedimentos. É através do virtual que os outros podem participar dos rituais de despedida, com direito a relembrar histórias da hospitalizada.

As memórias da tortura no Chile durante a ditadura são discutidas na peça Villa. Foto: Leekyung Kim

O espetáculo Villa, do dramaturgo chileno Guillermo Calderón dirigido por Diego Moschkovich, que estreou em 2018, faz sessões às terças-feiras, dias 22 e 29 de setembro, agora reencenado em versão online.

Durante a ditadura do general Augusto Pinochet, entre 1973 e 1990, a Villa Grimaldi foi utilizada para interrogatórios e prisões na periferia de Santiago. O destino desse lugar, principal centro de tortura daquele período no Chile, é discutido por três mulheres.

Elas debatem o que fazer com a Villa Grimaldi. Como elucidar o horror do passado sem cair em uma produção de parque temático ou na fria reprodução de um museu de arte contemporânea? É uma questão delicada frente a novas configurações de direitos humanos e da memória da violência.

Na peça Villa – com elenco formado por Flávia Strongolli, Rita Pisano e Angela Ribeiro – as sequelas das brutalidades dificilmente serão apaziguadas pelo tempo.

Felpo Filva, com Marat Descartes e a atriz Gisele Calazans. Foto Georgia Branco

Para as crianças

As atividades para as crianças da programação do Palco Virtual ocorrem ao vivo aos sábados e domingos, às 15h. A primeira montagem online da peça Felpo Filva será exibida dias 12, 13, 19 e 20 de setembro.

Trata-se da história de um coelho poeta solitário. O bichinho escreve bonito, mas são temas tristes. Em certo lugar do universo, alguém quer provocar uma mudança nessa melancolia e envia um envelope lilás, amarrado com fita de cetim, que promete dar uma guinada na vida do animalzinho.

É uma adaptação do dramaturgo e diretor Marcelo Romagnoli para o livro homônimo da escritora Eva Furnari.

O ator Marat Descartes e a atriz Gisele Calazans, sob direção de Claudia Missura, passeiam por vários gêneros textuais – poema, fábula, carta, bula, receita e até autobiografia – para dar leveza, ludicidade nessa celebração de descobertas.

No último final de semana do mês, dias 26 e 27, a atração fica por conta da Caravana Tapioca com Cavaco e Sua Pulga.

 

PROGRAMAÇÃO:

De 7 a 20 de setembro

Ciclos de Leituras

7 de setembro (segunda-feira), às 20h
Classificação indicativa: 14 anos
Local: via plataforma Sympla/Zoom
Capacidade 270 lugares
Evento acessível em libras
Gratuito

Que os Mortos Enterrem os Seus Mortos
Duração: 60 minutos (leitura seguida de bate-papo)
Classificação indicativa: 14 anos
Onde: via plataforma Sympla/Zoom
Capacidade 270 lugares
Ficha Técnica:
Texto: Samir Yazbek
Direção: Marcelo Lazzaratto
Elenco: Helena Ranaldi e Maria Fernanda Cândido

14 de setembro (segunda-feira), às 20h
Enquanto chovia
Duração: 60 minutos
Classificação Indicativa: 12 anos
Onde: via plataforma Sympla/Zoom
Capacidade: 270 lugares
Ficha Técnica:
Dramaturgia: Nina Ximenes
Elenco: Bruna Ximenes, Camilo Bevilacqua, Eliana Guttman e Paulo Goulart Filho

Espetáculos

Para adultos: 8 e 15 de setembro (terças-feiras), às 20h


Duração: 50 minutos
Classificação indicativa: 14 anos
Onde: via plataforma Sympla/Zoom
Capacidade 270 lugares
Ficha Técnica:
Texto e direção: Alex Gruli
Elenco: Alex Gruli, Fernando Neves, José Roberto Jardim e Kátia Daher

Para crianças: 12, 13, 19 e 20 de setembro (sábados e domingos), 15h

Felpo Filva
Duração: 45 minutos
Classificação Indicativa: Livre
Onde: via plataforma Sympla/Zoom
Capacidade: 270 lugares
Ficha Técnica:
Autora do livro homônimo: Eva Furnari
Adaptação: Marcelo Romagnoli
Direção: Claudia Missura
Elenco: Marat Descartes e Gisele Calazans
Música: Tata Fernandes
Cenografia: Marco Lima
Iluminação: Marisa Bentivegna
Figurino: Fábio Namatame
Animações: Marcos Faria

SERVIÇO:
Palco Virtual – Cênicas
Ciclo de Leituras – Segundas-feiras, às 20h
Espetáculos para adultos – Terças-feiras, às 20h
Espetáculos para crianças – Sábados e domingos, às 15h

Reservas de ingressos online:
A partir de 26 de agosto (quarta-feira), às 12h, para as apresentações:
Ciclo de Leituras – Que os Mortos Enterrem os Seus Mortos (7 de setembro)
Ciclo de Leituras – Enquanto chovia (14 de setembro)
Espetáculo / adultos – Só (8 e 15 de setembro)
Espetáculo / crianças – Felpo Filva (12 e 13 de setembro)

A partir de 9 de setembro (quarta-feira), às 12h, para as apresentações:
Espetáculo / crianças – Felpo Filva (19 e 20 de setembro)
Ciclo de Leituras – Dramaturgia Negra: A Palavra Viva (21 de setembro)
Espetáculo / adultos – Villa (22 de setembro)

A partir de 16 de setembro (quarta-feira), às 12h, para as apresentações:
Espetáculo / crianças – Cavaco e sua Pulga (26 e 27 de setembro)
Ciclo de Leituras – Dramaturgia Negra: A Palavra Viva (28 de setembro)
Espetáculo / adultos – Villa (29 de setembro)

Confira no site do Itaú Cultural (www.itaucultural.org.br) o passo a passo para reservar o ingresso e acessar o espetáculo.

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Pistas de teatro do possível em tempos de pandemia

Peça infantil Coloridos, da cia Os Crespos, que comemora 15 anos de (re)existência)

O mundo encolheu, mas expandiu. E se, o que vale, é aproveitar o lado bom de qualquer situação, é possível com uma boa internet acompanhar experimentos cênicos, teatro adaptado para as plataformas digitais sem limitações de distâncias.

As produções tentam superar a perda de convivência, do contato direto com o público. E vemos uma mesma sessão virtual ser ocupada por pessoas de várias partes do Brasil ou do mundo.

A oferta é grande. Seguimos algumas pistas desses trabalhos artísticos. E anotamos alguns. Da mostra dos 15 anos da cia Os Crespos, que aborda a negritude a partir da afetividade e das estruturas sociais como impedimentos, para a felicidade em quatro montagens do repertório do grupo: Os Coloridos e a Trilogia dos Desmanches aos Sonhos (Além do Ponto; Cartas a Madame Satã, ou me desespero sem notícias suas; Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar sem Asas).

Passando por vozes de mulheres, de luta, confiança e afeto da peça Para não morrer. É consciência histórica e resistência, contra a onda de retrocessos sociais, de que fala a atriz Nena Inoue.

Na nossa listinha tem arte pop de Andy Warhol em Polaroides Secretas – O amor e outros equívocos.

Alice, Retrato de Mulher que Cozinha Ao Fundo é sobre Alice B. Toklas companheira de Gertrude Stein, solo de Nicole Cordery dirigido por Malú Bazan.

Eduardo e Mônica é episódio desta e da próxima semanas do documentário cênico Dois (Mundos), do dramaturgo e diretor Felipe Vidal, numa realização do Complexo Duplo.

O experimento sensorial Todas as Histórias Possíveis, do Grupo Magiluth está na penúltima semana. A parceria com o Sesc Avenida Paulista viabilizou a gratuidade para o público. Mas a concorrência por ingressos é grande. Para a próxima semana as reservas ocorrem na terça-feira, às 14h. Eles disponibilizam 160 ingressos, que acabam rapidinho.

Parece Loucura Mas Há Método é uma peça-jogo on-line da Armazém Companhia de Teatro, com personagens de várias peças de William Shakespeare, dirigida por Paulo de Moraes.

A companhia Os Satyros reflete sobre as mudanças nas relações humanas a partir da pandemia da Covid-19 no trabalho A Arte de Encarar o Medo.

 

Pequena Mostra Virtual Os Crespos 15 Anos – Gratuito

SERVIÇO
Até 19/09/20
do palco Teatro Arthur de Azevedo, transmitido pela página da companhia no Facebook www.facebook.com/cia.oscrespos
Infanto-juvenil Os Coloridos (Domingos: 06 e 13/09, às 16h)
Trilogia dos Desmanches aos Sonhos:
Cartas a Madame Satã, ou me desespero sem notícias suas (Sábado, 05/09), às 21h.
Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar sem Asas (Sábado, 12/09), às 21h.
Além do Ponto (Sábado, 19/09), às 21h.

Os coloridos

Com personagens baseados em mitos e contos africanos, afro-brasileiros e indígenas, a montagem infantil-juvenil Os coloridos reflete sobre diversidade cultural e étnica no Brasil, a partir da história de duas araras: uma vermelha e outra amarela. Elas conhecem somente as suas próprias espécies e disputam o poder julgando uma a outra pelas cores de suas penas. Em um determinado momento, ambas se encontram com a arara azul o que provoca novas reflexões e elas passam a repensar seu comportamento.

Ficha Técnica
Ficha técnica do espetáculo original
Direção: Lucelia Sergio
Texto: Cidinha da Silva
Adaptação para versão on-line: Lucelia Sergio
Dramaturgia: Cidinha da Silva e Os Crespos
Elenco: Lucelia Sergio, Joyce Barbosa e Raphael Garcia
Músicos: Ramon Zago, Bruna Santos e EduLuz
Composição musical:  Belize Pombal, William Simplicio e Ramon Zago
Maquiagem: Tairone Porto
Figurinos – Cleydson Catarina
Orientação musical – Alyson Bruno
Assistência vocal – Lia Aroeira
Ideia Original – Belize Pombal e Os Crespos
Ficha técnica do video:
Direção – Lucelia Sergio
Atuação – Lucelia Sergio, Joyce Barbosa e Raphael Garcia
Luz – Edu Luz
Video e som – Ramon Zago
Produção – Rafa Ferro

Trilogia Dos Desmanches aos Sonhos

A Trilogia Dos Desmanches aos Sonhos, formada pelas montagens Cartas a Madame Satã ou me desespero sem notícias suas; Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar sem Asas e Além do Ponto, averiguam o  impacto da escravidão na jeito de amar dos brasileiros.

Além do Ponto

Além do Ponto mergulha num processo de separação e mostra a possibilidade de virada

A montagem destaca como o processo da escravidão e, portanto o processo de racismo, tem impactado na nossa forma de amar. Na peça, um casal heterossexual se encontra para ensaiar o término do relacionamento. São nove ensaios para o fim. Discutir o emocional mostra-se tão fundamental na vida do indivíduo negro quanto a preocupação material. Trata-se também de um ato político de luta. Os personagens imersos nessa situação limite – que é uma ruptura – olham para seu percurso, seus encontros, já em outro lugar, com o olhar da mudança.

Ficha Ténica:

Elenco: Sidney Sampaio, Lucélia Sérgio
Direção: José Fernando de Azevedo
Direção de arte: Antônio Vanfil
Produção: Eliana Filinto.

Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar sem Asas

Atriz Lucelia Sergio em Engravidei Pari Cavalos…Foto: Ana Zumas

O espetáculo Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar sem Asas trata da afetividade da mulher negra, da família, dos filhos, do amor com o parceiro e a parceira. A privacidade de cinco mulheres negras é exposta em seus cotidianos, revelando seus medos, dores, amores e sonhos. Elas buscam apreender e transformar seus destinos. Por meio de cada história são debatidas questões como as relações familiares, os direitos reprodutivos e a violência contra a mulher.
Ficha Técnica:
Direção: Lucelia Sergio e Sidney Santiago Kuanza com colaborações de Aysha Nascimento
Dramaturgia: Cidinha da Silva e Os Crespos
Atuação: Lucelia Sergio
Atrizes colaboradoras do processo de criação: Dani Nega, Dani Rocha, Darília Lilbé, Dirce Thomaz, Maria Dirce Couto, Nádia Bittencourt.
Produção e assessoria: Rafael Ferro
Cenografia e Figurino: Mayara Mascarenhas
Iluminação: Edu Luz
Trilha sonora: Dani Nega
Direção de Vídeo: Renata Martins
Orientação Teórica: Flávia Rios
Preparadora Corporal: Janette Santiago
Preparador Vocal: Frederico Santiago
Colaboradoras de estudos teóricos: Jackeline Romio, Valéria Alves e Clelia Prestes.

Madame Satã ou me desespero sem notícias suas

Ator criador Sidney Santiago Kuanza

Um homem gay já é pouco aceito pela sociedade, um negro gay é considerado um absurdo, arrisca Lucélia Sergio, da Cia. Os Crespos. Para discutir homoafetividade o grupo convocou a figura e o legado de Madame Satã, como era conhecido o transformista João Francisco dos Santos (1900 – 1976), uma das figuras mais emblemáticas da boemia carioca. Muitos estereótipos não mudaram e essa aceitação do gay no corpo negro também não. O Madame Satã era um homem muito forte, um capoeirista, que vivia como transformista.
Em seu quarto, um homem negro se corresponde com a figura mítica de Madame Satã. O espetáculo parte da pesquisa sobre a homoafetividade de homens negros, sua sociabilidade diante dos estereótipos sexuais de virilidade que cerceiam sua experiência afetiva. São histórias ou pedaços de histórias que ganham vida na pele da personagem  de Sidney Santiago, que é um ator, e que portanto pode viver muitas vidas. 
Ficha técnica:
Direção: Lucélia Sergio
Ator criador: Sidney Santiago Kuanza
Dramaturgia: José Fernando de Azevedo
Direção de arte: Antonio Vanfill
Trilha Sonora: Dani Nega
Direção de Vídeo: Renata Martins
Preparação Vocal: Frederico Santiago
Preparação Corporal: Janette Santiago
Direção de Produção: Eneida de Souza
Assistente de Produção: Guilherme Funari
Atores colaboradores: Vitor Bassi e Luís Navarro
Operador de luz: Aguinaldo Nicoleti

 

Para Não Morrer – Gratuito

Solo da atriz Nena Inoue. Foto: Lidia Ueta.j

No livro Mulheres, de 1997, o escritor Eduardo Galeano, recupera a biografia de várias personagens históricas cujo valor e luta a mirada dominante reduziu, deturpou ou simplesmente ignorou. Inspirado na obra de Galeano, o espetáculo Para Não Morrer, da atriz e diretora Nena Inoue, investe em temáticas feministas e femininas atreladas a questões políticas. Sentada em uma poltrona, a atriz rememora os grandes feitos de perseverança contra a opressão. Com dramaturgia de Francisco Mallmann e parceria de criação de Babaya Morais, o monólogo celebra as mulheres – notáveis e anônimas – em especial da América Latina.
Ficha Técnica
Dramaturgia: Francisco Mallmann, a partir da obra de Eduardo Galeano
Direção e Atuação: Nena Inoue
Direção de Texto: Babaya Morais
Iluminação: Beto Bruel
Figurino: Carmen Jorge
Cenário: Ruy Almeida
Gravação: Alan Raffo
Transmissão on-line: Lídia Ueta e Alan Raffo
Técnico Operador: Vinícius Sant
Tradutora Libras: Talita Sharon Simões
Espaço Teatral para transmissão: Ave Lola Espaço de Criação
SERVIÇO
Quando: 5, 11 e 12/9, às 20h.
Inscrição online e gratuita via site: https://bit.ly/32tW6Wn
Também é possível assistir as exibições nas páginas:
5/9: MST Nacional – https://www.facebook.com/MovimentoSemTerra/
11/9: Mães pela Diversidade – https://www.facebook.com/MaespelaDiversidade/
12/9: Bicicletaria Cultural – https://www.facebook.com/bicicletariacultural/
As exibições GRATUITAS e fechadas para parceiros acontecerão nos dias: 6, 7, 10, 12, 13, 14, 16, 18, 19/9.
https://www.facebook.com/watch/?v=486051222141281&extid=WVqJlnhsbJHN2JKC

 

POLAROIDES SECRETAS – O amor e outros equívocos

O espetáculo teatral online Polaroides Secretas se joga na arte pop. Inspirado na obra do artista norte-americano Andy Warhol (1928-1987), em especial na série cliques registrados com câmeras polaroides. Os solos perfilam figuras que revisam suas vidas na busca de um sentido. A dramaturgia da peça foi criada coletivamente a partir de temas recorrentes na obra de Andy Warhol, como consumismo, alienação, identidade e temporaneidade. Outra referência foram textos do dramaturgo irlandês Samuel Beckett (1906-1989). Com direção de Renato Andrade e trilha sonora de sucessos dos anos 1980, a montagem reúne personagens solitárias em uma sociedade líquida e midiática, que compartilham suas angústias e o vazio de uma existência que anseia por alguns minutinhos de fama.
Ficha técnica
Elenco: Leo Marcondes, Marília Viana, Nina Marqueti e Roberta Azevedo
Dramaturgia: Criação coletiva a partir de textos de Samuel Beckett e da obra de Andy Warhol
Direção: Renato Andrade
Assistência de Direção: Drica Czech
Figurinos: Criação Coletiva
Cenário e Trilha sonora: Drica Czech e Renato Andrade
Design e Instagram: Drica Czech, Maíra Machado, Marília Viana, Renato Andrade, Roberta Figueira e Stephanie Degreas,
Vídeos: TV Cutícula, Stephanie Degreas e Guilherme Barcelos Realização: Cutícula Produções
SERVIÇO
Quando: Sábados, às 20h, até 3 de outubro. NÃO É POSSÍVEL ENTRAR NA SALA APÓS O INÍCIO DA SESSÃO!
Onde: Videoconferência via Sympla Streaming (Beta)
Contribuição: “pague quanto puder” R$ 0,00 a R$ 30,00 (+ R$ 3,00 taxa), https://www.sympla.com.br/polaroides
Duração: 36min.
Classificação Indicativa: 12 anos

 

Alice, Retrato de Mulher que Cozinha Ao Fundo – Gratuito

A companheira de Gertrude Stein, Alice B. Toklas está em primeiro plano neste solo de Nicole Cordery.

Na efervescente Paris dos anos de 1920 e 1930, Gertrude Stein recebia aos sábados em sua casa na 27 Rue de Fleurus os escritores Ernest Hemingway, Guillaume Apollinaire e James Joyce, os pintores Pablo Picasso, Georges Braque e Henri Matisse, enfim a nata intelectual europeia da época. Na peça Alice, Retrato de Mulher que Cozinha Ao Fundo, a relação de amor entre a poeta Gertrude Stein (1874-1946) e a cozinheira e escritora Alice B. Toklas (1877-1967) é contada na perspectiva da figura menos famosa do casal.

Alice B. Toklas preparava a comida e distraia as esposas dos convidados para que Gertrude pudesse brilhar no universo masculino criativo. Toklas mantinha tudo nos eixos dos bastidores. Com a morte de Gertrude, em 1946, Alice fica sem nada. Os bens materiais que pertenciam a Gertrude (quadros, dinheiro, casa, ações) vão para o sobrinho de Stein, que era o herdeiro legal. Mesmo assim, Alice dedicou os últimos 21 anos de sua vida à divulgação da obra de sua companheira.

Com uma dramaturgia fragmentada, o solo peregrina por vários tempos e espaços da vida delas, narrados por Alice a partir de trechos de cartas, poesias e receitas culinárias.
As principais referências da montagem são os livros The Alice B. Toklas Cookbook, em que Alice conta quais receitas eram servidas na casa da Rue de Fleurus e histórias fascinantes sobre a época; e A autobiografia de Alice B. Toklas, de Stein.

Ficha Técnica
Dramaturgia: Marina Corazza
Direção: Malú Bazán
Atuação: Nicole Cordery
SERVIÇO
Teatro Vivo – Transmitido via Zoom – Gratuito
Acesse o site www.teatrovivoonline.com.br ou o link do perfil no Instagram;@vivo.cultura e preencha as informações solicitadas; O link será enviado para o e-mail cadastrado no momento do resgate do ingresso e via WhatsApp
Quando: Sábado 5 de setembro às 20h
ÚNICA APRESENTAÇÃO!
Classificação: 14 anos

 

Dois (Mundos)

Documentário cênico Dois mundos Créditos: Complexo Duplo

Inspirado em canções da banda Legião Urbana, do álbum Dois, o dramaturgo Felipe Vidal criou o documentário cênico Dois (Mundos), concebido em seis episódios independentes. Na trama, os impasses de 2020 são lançados para o ano 2054, numa proposta de cápsula do tempo. Essa distância temporal lança luzes sobre os desdobramentos da COVID-19.

Dois (mundos) arma o desafio de um possível diálogo com canções do disco icônico da Legião Urbana com as experiências e histórias pessoais dos oito integrantes do elenco. A peça-espelho conversa com Cabeça (um documentário cênico). Enquanto o primeiro parte de um importante disco de rock dos Titãs, traçando uma ponte entre o ano de lançamento até 2016, olhando para trás, Dois (mundos) parte de outro álbum fundamental de 1986 – Dois, para olhar para frente. O modo de comunicação com as próximas gerações são as cápsulas do tempo, onde são colocados registros do atual momento pandêmico da humanidade.

Ficha Técnica
Dramaturgia e direção: Felipe Vidal
Colaboração dramatúrgica: Leonardo Corajo (textos construídos com a participação do elenco)
Elenco (em ordem alfabética): Felipe Antello, Felipe Vidal, Guilherme Miranda, Gui Stutz, Leonardo Corajo, Lucas Gouvêa, Luciano Moreira, Sergio Medeiros + convidadas
Direção musical e arranjos: Luciano Moreira e Felipe Vidal
Mixagem: Gui Stutz
Edição de vídeos de música: Guilherme Miranda
Edição de vídeos: Felipe Vidal
Concepção de iluminação: Felipe Antello
Videografismo: Eduardo Souza – Pavê
Interlocução crítica: Daniele Avila Small
Produção: Luísa Barros
Redes sociais: Lucas Gouvêa
Assessoria de imprensa: JSPontes – João Pontes e Stella Stephany
Realização: Complexo Duplo
SERVIÇO
Episódio Eduardo e Mônica.
Quando: sábado, dia 05/09; e na sexta e sábado dias 11 e 12/09, às 21:30 no Zoom
Ingressos a venda pelo SYMPLA: www.sympla.com.br/complexoduplo, a partir de R$ 10 (+ taxa de R$ 2,50)
O episódio 1 (Daniel na cova dos leões) está disponível no canal do Complexo Duplo no YouTube:
www.youtube.com/complexoduplo
Outros episódios
Episódio 5 : 18, 19, 25 e 26 de setembro (sextas e sábados), às 21h30
Episódio 6 : 02, 03, 09 e 10 de outubro (sextas e sábados), às 21h30

 

Todas as histórias possíveis – Grátis

Experimento sensorial do Grupo Magiluth. Reservas na terça-feira. os ingressos acabam rapidinho

Em Todas as Histórias Possíveis a estrutura dramatúrgica percorre múltiplas plataformas digitais. Há algo que resgata resquícios do experimento anterior, Tudo que coube numa VHS. Fragmentos de memória ganham novos trechos, que preenchem lacunas e abrem outras. A criação artística é matéria dessa investigação.

“Isto é ficção. Obras ficcionais podem ser parcialmente baseadas em fatos. E por que criamos ficção? Porque a realidade é insustentável. A distração de um motorista por dois segundos em um veículo a 60 km/h faz com que o carro percorra um trajeto de 37 metros às cegas. Estamos suspensos. Ninguém morre. Ninguém nasce. Não andamos. E partir de agora eu começo a reconfigurar histórias reais, já que todas as histórias são possíveis. Esta é a sua primeira viagem no tempo”.

A temporada vai até 13/9, com sessões gratuitas, de quinta a domingo, agendadas previamente. As inscrições são abertas todas as terças, a partir das 14h, que se esgotam rapidinho.

A experiência dura 30 minutos, executada em plataformas como Whatsapp, Instagram, e-mail, YouTube, Spotify ou Deezer e contato telefônico.

Assim como Tudo que coube numa VHS, a dramaturgia é assinada por por Giordano Castro, e narra uma história de amor, que ocorre num dia específico de um acidente.

FICHA TÉCNICA
Direção e Dramaturgia: Giordano Castro
Performers: Bruno Parmera, Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres, Mário Sergio Cabral e Pedro Wagner
Design de Som: Kiko Santana
Vídeo: Juliana Piesco
SERVIÇO
Todas as histórias possíveis
Quando: Quinta-feira a domingo, a partir das 18h, pela internet
Quanto: Gratuito
Informações e retirada de ingressos: www.sescsp.org.br/avenidapaulista
Indicação etária: 16 anos

 

Parece Loucura Mas Há Método

crédito: Armazém Companhia de Teatro

Parece Loucura Mas Há Método é uma peça-jogo on-line da Armazém Companhia de Teatro , apresentada pelo Zoom, dirigida por Paulo de Moraes. Dez atores transformam o espaço virtual num campo de duelos. No tablado digital, nove personalidades shakespearianas se enfrentam numa arena de ideias, com um Mestre de Cerimônias regendo as intervenções. Ele sorteia os personagens que devem expor suas historias. O trabalho explora a essência da internet, a interação e o público é instigado a eliminar um dos jogadores. A trama rejeitada fica fora da narrativa. Então o público vai definindo a sequência dos duelos e e encadeamento da fábula. Também movimenta o jogo a busca por descobrir de onde vem cada figura que aparece na tela. Podem passear por lá Ricardo II, Henrique V, Iago e muitos outros personagens shakespearianos

Ficha Técnica:
a partir de personagens da obra de William Shakespeare
Roteiro: Paulo de Moraes e Jopa Moraes
Direção: Paulo de Moraes
Elenco: Charles Fricks, Isabel Pacheco, Jopa Moraes, Kelzy Ecard, Liliana de Castro, Luis Lobianco, Marcos Martins, Patrícia Selonk, Sérgio Machado, Vilma Melo
Música: Ricco Viana
Design Gráfico: Jopa Moraes e Paulo de Moraes
Colaborações artísticas: Carol Lobato e Lúcio Zandonadi
Assistente de Produção: Malu Selonk
Produção: Armazém Companhia de Teatro
Assessoria de Imprensa: Ney Motta

 

A Arte de Encarar o Medo

Cia Os Satyros. Foto: André Stefano

O modo como estamos vivendo e como ficam os laços afetivos nesta época de pandemia de Covid-19 são vasculhados no espetáculo online A Arte de Encarar o Medo, da Cia. Os Satyros. Dirigida por Rodolfo García Vázquez, que divide o roteiro com Ivam Cabral, a peça ocorre num futuro ainda mais distópico, quando os terráqueos buscam regatar histórias de um tempo anterior à pandemia. Isolados há 5.555 dias, antigos camaradas desejam se conectar à internet para retomar suas relações.

Entre os nomes chamados para esse reencontro, estão os atores da peça e alguns amigos do grupo que morreram e são convocados para o encontro, como o jornalista Gilberto Dimenstein, que partiu no dia 29 maio; a atriz Maria Alice Vergueiro, que faleceu no dia 3 de junho; o cenógrafo Carlos Colabone, que morreu no dia 27 de maio; e o jornalista e dramaturgo Alberto Guzik, que integrou a companhia e faleceu em 2010.

Os desafios de manter a saúde mental no isolamento e os questionamentos políticos ao atual contexto brasileiro como a necropolítica, o autoritarismo, a violência governamental, também estão na pauta dos assuntos abordados.

Os atores se apresentam de diferentes cidades brasileiras – de onde passam a quarentena – e até da Suécia, onde mora a atriz Ulrika Malmgren, que já participou de outros trabalhos da companhia.

Ficha Técnica
Roteiro: Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez
Direção: Rodolfo García Vázquez
Elenco: Ivam Cabral, Eduardo Chagas, Nicole Puzzi, Ulrika Malmgren, Diego Ribeiro, Dominique Brand, Fabio Penna, Gustavo Ferreira, Henrique Mello, Julia Bobrow, Ju Alonso, Marcelo Thomaz, Marcia Dailyn, Mariana França, Sabrina Denobile e Silvio Eduardo
Ator convidado: César Siqueira
Atores mirins convidados: Nina Denobile Rodrigues e Pedro Lucas Alonso
Orientação visual: Adriana Vaz e Rogério Romualdo
Fotos: Andre Stefano
Produção: Os Satyros
Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany
SERVIÇO
Quando: sextas e aos sábados, às 21h, e aos domingos, às 16h.
Plataforma Zoom
Ingresso Sympla
: a partir de R$ 10 (+ taxa de 2,50)

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