Arquivo do autor:Ivana Moura

27º Feteag e Mostra Luz Negra estão entre as atrações da agenda

Ntando-Cele defende racismo é mais ou menos igual em qualquer lugar". Janosch-Abel

 Ntando Cele defende que o “racismo é mais ou menos igual em qualquer lugar”. Foto: Janosch Abel / Divulgação

BLACK OFF – 27º FESTIVAL DE TEATRO DO AGRESTE – RECIFE

Com a artista sul-africana Ntando Cele, o espetáculo Black off problematiza a identidade do negro, o papel da mulher negra e o racismo. A peça utiliza elementos do stand-up comedy, do audiovisual, concerto de rock – há uma banda em cena – e da performance. A atriz, negra, interpreta uma mulher branca, Bianca White (uma comediante que julga saber tudo sobre negros) que incorpora as múltiplas faces do preconceito racial. O espetáculo esteve na 4ª MITsp – Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, no último mês de março, e também no Tempo Festival, no Rio de Janeiro. É imperdível!
Black Off – Companhia de Teatro Manaka Empowerment *Com legenda em português
Quando: 18 de outubro, às 20h
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)
Quanto: Gratuito. Ingressos distribuídos uma hora antes

BLACK OFF – 27º FESTIVAL DE TEATRO DO AGRESTE – CARUARU

Quando: 20 de outubro, às 20h
Onde: Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru)
Quanto: Gratuito. Ingressos distribuídos uma hora antes da sessão
Informações: www.feteag.com.br

UM MINUTO PRA DIZER QUE TE AMO – ESTREIA

Espetáculo tem direção de Rudimar Constâncio

Espetáculo tem direção de Rudimar Constâncio

Amélia, uma cuidadora contratada, busca erguer pontes por meio da música para resgatar as lembranças da mãe de Lúcio. A peça também enfoca o encontro de um homem velho com seu filho, traçando linhas de vida, memória, narrativa e morte. O espetáculoUm minuto pra dizer que te amo investiga poeticamente O Mal de Alzheimer. Em 12 quadros são exploradas cenas de amor, amizade, dedicação e companheirismo. São elas O silêncio de Deus ou fim que vira começo, À espera da barca…, Maria Guida, hoje e amanhã, O menino, A elevação do Alzheimer, Reminiscência, Morrendo a cada segundo, ou o voo dos vaga-lumes, Delírio e morte, A barca da vida, Delírio e mentira, Das estrelas ou preciso de um céu e O fim. A direção é de Rudimar Constâncio. O elenco é formado por Carlos Lira, Célia Regina, Vanise Souza, Edes di Oliveira, Douglas Duan e Lucas Ferr.
Um minuto pra dizer que te amocom o Matraca Grupo de Teatro, do Sesc Piedade, direção de Rudimar Constâncio
Onde: Teatro Marco Camarotti, no Sesc Santo Amaro (Rua Treze de Maio, 455) 
Quando:  18 a 21 de outubro, sempre às 19h30
Ingressos: R$ 15 (comerciário, dependente e meia) e R$ 30 (público em geral)

ANDANÇAS – LOUVAÇÃO A SÃO JOÃO

Montada originalmente como quadrilha junina, a peça foi adaptada para o palco

Montada originalmente como quadrilha junina, a peça foi adaptada para o palco

A quadrilha junina Raio de Sol migra dos arraiais e chega ao palco com Louvação a São João. A peça exalta São João menino, a chegada de um novo tempo e a cultura popular nordestina.
Quando: 18 de outubro, às 20h
Onde: Teatro Barreto Júnior (Rua Estudante Jeremias Bastos, Pina)
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia)

DORINHA, MEU AMOR

Isadora Melo. Foto: Flora Negri

Isadora Melo. Foto: Flora Negri

Espetáculo com Isadora Melo, dirigido por João Falcão, conta com os músicos Juliano Holanda (Guitarra) e Rafael Marques (Bandolim). A temporada de Dorinha, meu amor tem mais duas apresentações, nesta (19) e na próxima quinta-feira (26). Dorinha traça os amores e paixões de todas as mulheres que encarna. O musical desliza por músicas populares de compositores brasileiros dos últimos 100 anos. Nomes como Antônio Maria, Accioly Neto, Lupicínio Rodrigues, Alceu Valença, Chico Buarque, Isolda, Roberto Carlos e Juliano Holanda. Sessão tem como convidado Almério.
Dorinha meu Amor
Quando: Quintas, 19 e 26 de outubro
Onde: Teatro Arraial Ariano Suassuna (Rua da Aurora, 457, Boa Vista)
Quanto: R$ 30 e R$ 15 (meia)
Informações: 3184-3057

A CARGA (LE CARGO) – 27º FESTIVAL DE TEATRO DO AGRESTE – RECIFE

Artista

Artista da Repúbica do Congo

O bailarino e coreógrafo Faustin Linyekula, da República Democrática do Congo, carrega consigo um fardo de memórias. Le cargo, ou A carga, é o primeiro solo do artista congolês Faustin Linyekula. Ele exibiu nos últimos anos narrativas de corpos e destinos tristes, violentados, marcados pela história do Congo, ex-Zaire. Em A Carga ele faz um mergulho em si mesmo, nas memórias do próprio corpo. Nessa jornada introspectiva, Faustin toma um trem que não existe mais, cujos trilhos foram engolidos pela floresta; vai em busca de danças que já não são praticadas, foram proibidas; encontra um mestre de percussão que silenciou os tambores para se tornar pastor. É um retorno do artista às suas lembranças familiares em Obilo, pequena aldeia a 80 km da cidade de Kisangani. O espetáculo esteve na programação da 3ª MITsp – Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, ano passado. 
A carga (Le Cargo) , Faustin Linyekula, da República Democrática do Congo
Quando: 19 de outubro, às 20h
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)
Quanto: Gratuito. Ingressos distribuídos uma hora antes da sessão
Informações: www.feteag.com.br

LE CARGO (A CARGA) – 27º FESTIVAL DE TEATRO DO AGRESTE – CARUARU

Quando: 21 de outubro, 20h.
Onde: Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru).
Quanto: Gratuito. Ingressos distribuídos uma hora antes da sessão.
Informações: www.feteag.com.br.

ABERTURA DA MOSTRA LUZ NEGRA – O NEGRO EM ESTADO DE REPRESENTAÇÃO

Abertura da mostra idealizado pelo grupo O Poste – Soluções Luminosas, de uma série de espetáculos cujo protagonismo é de artistas negros. A abertura vai reunir a solista de ópera Surama Ramos, o solista de dança contemporânea africano Manuel Castomo, o solista de frevo Neguinho do Frevo, a solista de balé clássico Luzii Santos, a solista de dança dos orixás Helayne Sampaio, o solista de dança e capoeirista Orun Santana. 
Quando: 19 de outubro, às 20h
Onde: Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Santo Antônio)
Quanto: Gratuito. Distribuição dos ingressos uma hora antes do início do espetáculo na bilheteria do teatro
Informações: 3355-3323, 3355-3324

AMÊSA – 27º FESTIVAL DE TEATRO DO AGRESTE – CARUARU

Foto: Aldren Lincoln / Divulgação

Foto: Aldren Lincoln / Divulgação

Em Amêsa, a artista angolana radicada no Brasil, Heloísa Jorge conta um século da história da Angola pela perspectiva do feminino. A memória da personagem Amêsa, com suas perdas e dores, e questões de um coletivo atingido pela guerra civil do país (1975-2002) são levadas à cena. O texto é do dramaturgo angolano José Mena Abrantes. Amêsa ou A Canção do Desespero tem músicas do também angolano Wyza Kendy e direção de Suelma Costa.
Amêsa
Quando: 19 de outubro, às 20h
Onde: Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru)
Quanto: Gratuito. Ingressos distribuídos uma hora antes da sessão
Informações: www.feteag.com.br

AMÊSA- 27º FESTIVAL DE TEATRO DO AGRESTE – RECIFE

Quando: 20 de outubro, às 20h
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho (Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife)
Quanto: Gratuito. Ingressos distribuídos uma hora antes da sessão
Informações: www.feteag.com.br

LUZIR É NEGRO! – MOSTRA LUZ NEGRA – O NEGRO EM ESTADO DE REPRESENTAÇÃO

Foto: Ricardo Maciel

Foto: Ricardo Maciel

Solo autobiográfico de Marconi Bispo, do Teatro de Fronteira, com direção de Rodrigo Dourado. Em cena, o ator expõe e discute, a partir de suas vivências de homem negro, nordestino, periférico, gay e candomblecista, aspectos das questões étnico-raciais brasileiras.
Luzir é negro
Quando: 20 de outubro, às 20h
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista)
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)
Informações: 98649-6713

CHACRINHA, O MUSICAL

Chacrinha Foto: Robert-Schwenck-4

Chacrinha Foto: Robert-Schwenck

O ator Stepan Nercessian volta ao Recife com Chacrinha, O Musical. Sucesso desde 2014, a montagem está dividida em dois atos, da infância do comunicador em Surubim, Pernambuco, até o apogeu como apresentador na televisão. A peça tem texto de Pedro Bial e Rodrigo Nogueira, e direção de Andrucha Waddington. Cerca de 20 atores interpretam celebridades como Elke Maravilha, Boni; calouros e as chacretes. Na trilha sonora estão sucessos que passaram pelo Casino do Chacrinha, como O Meu Sangue Ferve por Você, O Amor e o PoderFogo e Paixão.
Quando: 20/10, 21h, e 21/10/2017, 17h e 21h 
Onde: Teatro Guararapes (Avenida Professor Andrade Bezerra S/N – Recife)
Classificação etária: 14 anos
Ingressos: De R$ 20 a R$ 100

CONTES ET LEGENDES DU BURKINA FASO (CONTOS E LENDAS DE BURKINA FASO) – 27º FESTIVAL DE TEATRO DO AGRESTE – RECIFE

griot François Moïse Bamba

griot François Moïse Bamba

Narrador, ator da origem Senoufo do Burkina Faso, François Moïse Bamba é da casta dos ferreiros: os mestres do fogo e do ferro. Foi com seu pai que aprendeu a arte da narração de histórias, hábito que desenvolve junto aos irmãos do seu bairro e nas reuniões da aldeia. Reúne e reescreve muitos contos de fadas da região ocidental de Burkina Faso. O espetáculo compartilha histórias, crenças, valores e visões de mundo.
Quando: 21 de outubro, às 18
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho (Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife)
Quanto: Gratuito. Ingressos distribuídos uma hora antes da sessão
Informações: www.feteag.com.br

CONTES ET LEGENDES DU BURKINA FASO (CONTOS E LENDAS DE BURKINA FASO) – 27º FESTIVAL DE TEATRO DO AGRESTE – CARUARU

Quando: 22 de outubro, às 16h
Onde: Comunidade do Boi Tira-Teima
Quanto: Gratuito. Ingressos distribuídos uma hora antes da sessão
Informações: www.feteag.com.br

ALTÍSSIMO

Pedro Vilela. Foto: Foto: Luiz Pessoa

Pedro Vilela. Foto: Foto: Luiz Pessoa

Qual o poder das igrejas neopentecostais e o que elas fazem com a cabeça e o coração dos brasileiros nos domínios público e privado, político e social? Essa interrogação perpassa o solo Altíssimo.É o primeiro espetáculo de Pedro Vilela desde que ele saiu em 2015 do grupo Magiluth, coletivo que integrou por sete anos. Desde então, ele comanda a Trema! Plataforma, que produz um festival e edita revista de artes cênicas. A dramaturgia deAltíssimoé do paulista Alexandre Dal Farra, que investigou a religiosidade em Mateus, 10 e pesquisa temas incômodos, como a ascensão e queda da esquerda no país em Trilogia Abnegação, e Branco, sobre o racismo institucionalizado. As monetizações da fé a a crença no divino são escavacadas de forma complexa. Pedro Vilela expõe camadas desse processo: como pastor em momento de reflexão e autoanálise, a projeção do processo que trilhou durante a pesquisa e os aspectos biográficos presentes na obra. A crítica de práticas comerciais de religiões neopentecostais vem carregada de autocritica da constituição do brasileiro.
Altíssimo
Quando: Sábado e domingo (21 e 22/10), às 19h
Onde: Teatro Arraial Ariano Suassuna (Rua da Aurora, 457, Boa Vista)
Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)

QUE MUITO AMOU

Montagem da Cênicas. Foto: Divulgação

Montagem da Cia Cênicas. Foto: Divulgação

Três contos do livro Os Dragões Não Conhecem o Paraíso, de Caio Fernando Abreu, são adaptados para a cena: Sapatinhos Vermelhos, Praiazinha e Dama da Noite. As histórias tratam dos amores exponenciais espalmados com a morte, saudade e ódio.
Quando: 21 e 28 de outubro, às 20h 
Onde: Espaço Cênicas (Avenida Marquês de Olinda, 199, Sala 201, 2° Andar – Entrada pela Vigário Tenório-, Recife Antigo) 
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)

BRANCO: O CHEIRO DO LÍRIO E DO FORMOL – 27º FESTIVAL DE TEATRO DO AGRESTE – RECIFE

Foto: Andre_Cherri Divulgação

Foto: Andre Cherri / Divulgação

Branco: O Cheiro do Lírio e do Formol esteve no centro da polêmica durante a MITsp. Sem artistas negros no elenco, a peça foi acusada de racista. O diretor Alexandre Dal Farra rebateu dizendo que Branco não é uma peça sobre o racismo, mas sobre posição privilegiada do branco na sociedade racista. A partir do conceito de “branquitude”, da brasileira Lia Vainer Schucman, a montagem explora a noção de que o racismo é um aprendizado cultural e busca um olhar crítico do branco sobre si na reprodução do racismo naturalizado. Camadas são exploradas na peça: de uma família de classe média que tem seu cotidiano abalado por acontecimentos externos; autocrítica a respeito do processo criativo do espetáculo e fragmentos dos três textos que Dal Farra tentou escrever sobre o racismo durante o processo e as críticas recebidas dos artistas provocadores negros. Estão no elenco André Capuano, Clayton Mariano e Janaina Leite, que também assina a direção do espetáculo ao lado de Alexandre Dal Farra.
Branco: O Cheiro do Lírio e do Formol 
Quando: 21 de outubro, às 20h
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)
Quanto: Gratuito. Ingressos distribuídos uma hora antes da sessão
Informações: www.feteag.com.br

BRANCO: O CHEIRO DO LÍRIO E DO FORMOL  – 27º FESTIVAL DE TEATRO DO AGRESTE – CARUARU

Quando: 22 de outubro, às 20h
Onde: Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru)
Quanto: Gratuito. Ingressos distribuídos uma hora antes da sessão
Informações: www.feteag.com.br

SENHORA DOS RESTOS – MOSTRA LUZ NEGRA – O NEGRO EM ESTADO DE REPRESENTAÇÃO

Isabel Santos. Foto: Maria Odília / Divulgação

Isabel Santos. Foto: Maria Odília / Divulgação

Protagonizado pela atriz sergipana Isabel Santos, o monólogo expõe a história de uma idosa, moradora do Mercado Municipal de Aracaju. São abordados temas como a fome, miséria, educação básica e de qualidade para todos e igualdade de gêneros. O texto é de Euler Lopes, com direção de Iradilson Bispo.
Senhora dos Restos
Quando: 21 de outubro, às 20h
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista)
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)
Informações: 98649-6713

A RECEITA – MOSTRA LUZ NEGRA – O NEGRO EM ESTADO DE REPRESENTAÇÃO

Naná Sodré concentra na personagem várias mulheres do mundo que sofrem com a violência

Naná Sodré concentra na personagem várias mulheres do mundo que sofrem com a violência

A atriz Naná Sodré protagoniza o solo A Receita. A opressão conjugal é denunciada na peça que tem texto e direção de Samuel Santos. A rotina de uma dona de casa – em meio a temperos de cozinha – é alimentada pela busca de uma saída para a situação de violência doméstica.
A Receita
Quando: 22 de outubro, às 17h
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista)
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)
Informações: 98649-6713

GANGA MEU GANGA, O REI

A influência africana em Pernambuco é mote do espetáculo do Grupo Teatral Ariano Suassuna, de Igarassu, que tem como meta desmistificar o preconceito religioso. Ao final de cada apresentação, haverá um debate com a plateia sobre o assunto. 
Ganga meu Ganga, o Rei
Quando e onde: 22 de outubro, às 19h, no Ilê Axé Omô Ogundê (Travessa Joaquim Távora, 794, Paulista). 29 de outubro, 05, 12 e 26 de novembro, locais e horários a definir.
Quanto: Gratuito 
Informações: 99592-2288, 98765-6633

MEU PASSADO ME CONDENA

Mia Mello e Marcelo Porchat. Foto: Divulgacao

Mia Mello e Marcelo Porchat. Foto: Divulgação

Fábio e Miá se casam um mês depois de se esbarrarem pela primeira vez. Mas brincar de casinha não parece tão simples assim. O espaço para morar é apertado, os presentes não agradam, as duas famílias dão pitacos. Mas, principalmente, eles não conhecem a vida pregressa um do outro. Com Fábio Porchat e Miá Mello.
Quando: 22 de outubro, às 18h
Onde: Teatro Guararapes (Centro de Convenções de Pernambuco – Avenida Professor Andrade Bezerra, s/n, Salgadinho, Olinda)
Quanto: Balcão: R$ 94, R$ 47 (meia); Plateia baixa: R$ 124, R$ 62 (meia); Plateia especial: R$ 144, R$ 72 (meia). À venda na bilheteria do teatro (segunda a sexta, das 9h às 17h, sábado, das 9h às 13h), loja Ticketfolia e no site www.eventim.com.br
Informações: 3182-8020

HISTÓRIAS BORDADAS EM MIM – MOSTRA LUZ NEGRA – O NEGRO EM ESTADO DE REPRESENTAÇÃO

Agri Melo em Histórias bordadas em mim. Foto: Rubens Henrique / Divulgação

Agri Melo em Histórias bordadas em mim. Foto: Rubens Henrique / Divulgação

A atriz Agrinez Melo compartilha com a plateia vivências pessoais como mulher, negra, mãe e trabalhadora, no espetáculo Histórias bordadas em mim.. As narrativas são inspiradas nasua experiência, numa atmosfera de poesia e música, com a cumplicidade da plateia.
Quando: 24 de outubro, às 20h
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista)
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)
Informações: 98649-6713

CORDEL DO AMOR SEM FIM – MOSTRA LUZ NEGRA – O NEGRO EM ESTADO DE REPRESENTAÇÃO

Naná Sodré em Cordel do amor sem fim. Foto: Paulo Cruz

Naná Sodré em Cordel do amor sem fim. Foto: Paulo Cruz

A peçaCordel do amor sem fim é um dos sucessos do grupo O Poste Soluções Luminosas. Essa história de desencontros amorosos apresenta três irmãs, que moram em Carinhanha, às margens do Rio São Francisco: a misteriosa Madalena, a dissimulada Carminha e a jovem sonhadora Teresa, por quem José é apaixonado. Mas aparece um forasteiro, Antônio, que desvia a rota do desejo de Teresa. A encenação do diretor Samuel Santos explora, na composição da cena, os passos e gestuais do coco e cavalo-marinho, o Tai Chi Chuan, o candomblé, a capoeira, nuances do Expressionismo, e da arte oriental do Butoh no corpo e nas máscaras faciais, com influência também do mamulengo.
Cordel do amor sem fim
Quando: 27 de outubro, às 20h
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista)
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)
Informações: 98649-6713

ISTO NÃO É UMA MULATA – MOSTRA LUZ NEGRA – O NEGRO EM ESTADO DE REPRESENTAÇÃO

Monica Santana. Foto: Divulgação

Mônica Santana. Foto: Divulgação

Solo com direção, dramaturgia e atuação de Mônica Santana reflete sobre a representação da mulher negra e traz provocações sobre o mito da democracia racial brasileira, com ironia e humor. Isto Não É Uma Mulata transita entre o teatro e a performance, e problematiza a invisibilidade, a visibilidade reduzida, os estereótipos, o silenciamento, a exotização e a hipersexualização da mulher negra. Com humor, ironia, referências de cultura pop e de massa, o espetáculo dialoga com divas da música internacional como Beyoncé e Nina Simone, além de evocar o universo do samba e do carnaval.
Isto Não É Uma Mulata
Quando: 28 de outubro, às 20h
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista)
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)
Informações: 98649-6713

OMBELA – MOSTRA LUZ NEGRA – O NEGRO EM ESTADO DE REPRESENTAÇÃO

Naná Sodré e Agri Melo. Foto: Lucas Emanuel

Naná Sodré e Agri Melo. Foto: Lucas Emanuel

Duas gotas de chuva que se transformam em entidades. Na peça inspirada no poema épico Ombela  (chuva em português ), do escritor africano Manuel Rui, Agrinez Melo e Naná Sodré inventam rios e desdobram-se ao som do vento e, a cada gota, fazem nascer ou morrer coisas, gente e sentimentos. Imerso numa atmosfera mágica, o espetáculo busca refletir sobre a cultura africana no Brasil. A direção é de Samuel Santos.
Quando: 29 de outubro, às 17h
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista)
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)
Informações: 98649-6713

 

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Arte para ficar atento e forte!

ALTÍSSIMO

Peça questiona a atuação dos fundamentalistas religiosos, que avançam como censores da arte e guardiões da moral e bons costumes. Foto: Flora Negri

Peça questiona a atuação dos fundamentalistas religiosos, que avançam como censores da arte. Foto: Flora Negri

Qual o poder das igrejas neopentecostais e o que elas fazem com a cabeça e o coração dos brasileiros nos domínios público e privado, político e social? Essa interrogação perpassa o solo Altíssimo, com Pedro Vilela, que estreia neste sábado (14), às 19h, no Teatro Arraial, onde fica em cartaz por mais três sessões, até o dia 22. É o primeiro espetáculo de Pedro Vilela desde que ele saiu em 2015 do grupo Magiluth, coletivo que integrou por sete anos. Desde então, ele comanda a Trema! Plataforma, que produz um festival e edita revista de artes cênicas.
A dramaturgia de Altíssimo é do paulista Alexandre Dal Farra, que investigou a religiosidade em Mateus, 10 e pesquisa temas incômodos, como a ascensão e queda da esquerda no país em Trilogia Abnegação e Branco, sobre o racismo institucionalizado. As monetizações da fé a a crença no divino são escavacadas de forma complexa. Pedro Vilela expõe camadas desse processo: como pastor em momento de reflexão e autoanálise, a projeção do processo que trilhou durante a pesquisa e os aspectos biográficos presentes na obra. A crítica de práticas comerciais de religiões neopentecostais vem carregada de autocritica da constituição do brasileiro.
Altíssimo
Quando: Sábados e domingos (14, 15, 21 e 22/10) às 19h.
Onde: Teatro Arraial Ariano Suassuna. Rua da Aurora, 457, Boa Vista.
Ingressos: R$ 15 (meia) e R$ 30.

SOLO DE GUERRA

Clayton Cabral em seu primeiro solo

Cleyton Cabral em seu primeiro solo

Uma batalha por dia. Os inimigos podem estar em qualquer parte. Disfarçados. Para ser o que se é, o personagem de Solo de Guerra“abre fogo” contra seu passado e o mundo que o cerca. Entre desejos e gritos de amor, o ator e dramaturgo Cleyton Cabral explora esse combate entre soldadinhos verdes e Barbies. O primeiro monólogo de Cabral estreia neste sábado, no Outubro ou Nada – Mostra de Teatro Alternativo do Recife e tem direção de Luciana Pontual.
Solo de Guerra – Estreia na Mostra de Teatro Alternativo do Recife Outubro ou Nada (ingressos esgotados)
Quando: 14 de outubro (sábado), às 20h.
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista)
Solo de Guerra – Curta Temporada
Quando: 04 e 11 de novembro (sábados), às 20h.
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista)
Ingressos: R$ 30 e 15
Capacidade: 40 lugares
Classificação: 14 anos
Ingressos antecipadosbit.ly/solodeguerra-novembro

QUE MUITO AMOU

Três contos do livro Os Dragões Não Conhecem o Paraíso, de Caio Fernando Abreu são adaptados para a cena: Sapatinhos Vermelhos, Praiazinha e Dama da Noite. As histórias tratam dos amores exponenciais espalmados com a morte, saudade, ódio e de novo amor.
Quando: 14, 21 e 28 de outubro, às 20h. 
Onde: Espaço Cênicas (Avenida Marquês de Olinda, 199, Sala 201, 2° Andar (Entrada pela Vigário Tenório), Recife Antigo). 
Quanto: R$ 20, R$ 10 (meia).

RITMO KENTE – UM BREGA DE MUSICAL

Concurso vai eleger a dançarina para a equipe do famoso MC Kivara. Duas finalistas se enfrentam: Lady Gaga, a mocinha da história que acaba se apaixonado pelo popstar, é auxiliada por sua mãe, a extrovertida Cher; e Fabíola, a vilã que unirá forças com o também vilão Patrick para tentar ganhar a competição de qualquer forma. 
Quando: 13 e 14 de outubro (sextas e sábados), às 20h. 
Onde: Teatro Eva Herz Recife – Livraria Cultura do Shopping RioMar (Avenida República do Líbano, 251, Pina). 
Quanto: R$ 40 e R$ 20 (meia). 
Informações: 2102-4033.

ANDANÇAS – LOUVAÇÃO A SÃO JOÃO

Montada originalmente como quadrilha junina, a peça foi adaptada para o palco

Montada originalmente como quadrilha junina, a peça foi adaptada para o palco

A quadrilha junina Raio de Sol migra dos arraiais e chega ao palco com Louvação a São João. A peça exalta São João menino, a chegada de um novo tempo e a cultura popular nordestina.
Quando: 18 de outubro, às 20h. 
Onde: Teatro Barreto Júnior (Rua Estudante Jeremias Bastos, Pina). 
Quanto: R$ 20, R$ 10 (meia).

GANGA MEU GANGA, O REI

A influência africana em Pernambuco é mote do espetáculo do Grupo Teatral Ariano Suassuna, de Igarassu, que tem como meta desmistificar o preconceito religioso. Ao final de cada apresentação haverá um debate com a plateia sobre o assunto. 
Quando: 15 de outubro, às 19h,
Onde no Axé Layra Omim Kaia Lofim (Rua Transamazônica, 575, Abreu e Lima).
22 de outubro, às 19h, no Ilê Axé Omô Ogundê (Travessa Joaquim Távora, 794, Paulista).
29 de outubro, 05, 12 e 26 de novembro, locais e horários a definir. 
Quanto: Gratuito. 
Informações: 99592-2288, 98765-6633.

MÃEZONA: A COMÉDIA

Os tipos de mães e famílias são dissecadas na peça escrita e dirigida por Jeison Wallace (Cinderela). 
Quando: 15 de outubro, às 19h. 
Onde: Teatro Barreto Júnior (Rua Estudante Jeremias Bastos, s/n, Pina). 
Quanto: R$ 40, R$ 20 (meia), R$ 20 + um livro ou um quilo de alimento (meia social). 
Informações: 99829-3797, 3355-6398.
 

CIRCO

É NÓIS NA XITA!

Grupo Namakaca, de São Paulo

Grupo Namakaca, de São Paulo

O espetáculo É Nóis na Xita, do grupo paulista Namakaca, promove 50 minutos de uma disputa incansável entre os palhaços DU CIRCO, Montanha e Cafi, que querem ganhar o público com improvisações e números circenses. Os três personagens apresentam números de acrobacias, equilibrismo e palhaçadas.
Quando: 14 de outubro, às 17h,
Onde: Parque Santana (Rua Jorge Gomes de Sá, Santana). 
Quanto: Gratuito.

FESTIVAL DE CIRCO – VARIETÉ

Com 13 anos de experiência, o Circo da Trindade (PE) apresenta números tradicionais com artistas locais.
Quando: 14 de outubro, às 17h.
Onde: Recanto de Aldeia.
Quanto: R$ 20, R$ 10 (meia).

FESTIVAL DE CIRCO – RÊVES D’ÉTÉ

Circo Pitanga

Circo Pitanga

O Circo Pitanga (BEL) combina proeza técnica dos dois artistas Loïse Haenni e Oren Schreiber e intensidade interpretativa. Isso faz de Rêves d’Été um espetáculo sensível que mescla circo, teatro com técnicas inovadoras e muita poesia. A grande bagagem de estilos e técnicas se reflete na habilidade dos artistas de manifestar emoções universais através da linguagem corporal de maneira divertida.
Quando: 13 de outubro, às 20h.
Onde: Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Santo Antônio).
Quanto: R$ 20, R$ 10 (meia). 
Duração: 60min
Indicação: 7 anos
Informações: 3355-3322.

FESTIVAL DE CIRCO – THE LETTER

Espetáculo clássico de Paolo Nani

Espetáculo clássico de Paolo Nani

Paolo Nani se propõe a encenar a mesma história de 15 maneiras completamente diferentes nesse espetáculo de 1992 que não contém texto, apenas a linguagem universal da mímica e do clown. A Carta está recheada de piadas originais.
Quando: 14 de outubro, às 20h. 
Onde: Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Santo Antônio). 
Quanto: R$ 20, R$ 10 (meia). 
Informações: 3355-3322.

FESTIVAL DE CIRCO – ANIMO FESTAS

O palhaço veterano Klaus narra suas memórias da época em que tinha como ganha-pão a participação como animador no “submundo” das festas infantis. O paulistano Marcio Douglas, criador da La Cascata Cia. Cômica, encarna o anti-herói da palhaçaria. Esse freak-show de humor ácido reflete sobre questões como o valor do trabalho artístico, a felicidade e a sobrevivência.
Quando: 14 de outubro, às 20h e 15 de outubro, às 19h. 
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife). 
Quanto: R$ 20, R$ 10 (meia). 
Informações: 3355-3321 e 3355-3319.

O DESCOTIDIANO

Cia do Relativo

Cia do Relativo

Espetáculo da Cia do Relativo, de São Paulo.  Otavio Fantinato interpreta um ser excêntrico e solitário, que vive em uma casa de poucos móveis e escassos sentimentos na peça O Descotidiano. Entre os estados de estresse e fadiga, ele busca razão para sorrir. Manipulando objetos do cotidiano como colheres e livros, xícaras, vassouras e pás de lixo, até objetos clássicos do malabarismo, o personagem vive situações surreais.
Quando: Quinta e sexta, 12 e 13/10, 20h
Onde: Teatro Apolo
Quanto: R$20 e R$10
Duração: 45min
Indicação: Livre

FESTIVAL DE CIRCO – CONCERTO EM RI MAIOR

A Cia dos Palhaços, companhia de circo-teatro de Curitiba (PR), leva ao palco a brincadeira dos jogos de improvisação de palhaço com a música. O maestro e palhaço Wilson Chevchenco apresenta um concerto baseado em sua origem russa e conta com a ajuda de Sarrafo, seu fiel amigo, para executar as obras de sua família e ser compreendido pela plateia, já que não fala português.
Quando: 14 de outubro, às 16h30. 
Onde: Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Santo Antônio). 
Quanto: R$ 20, R$ 10 (meia). 
Informações: 3355-3322.

FESTIVAL DE CIRCO – A TRADIÇÃO MILENAR

A Trupe Carcará, do Recife, reúne artistas itinerantes – que nasceram e foram criados sob a lona, e jovens artistas de trupes circenses. Apresenta números de equilíbrio, força, palhaçaria, pirofagia, contorção, música e ilusionismo.
Quando: 14 e 15 de outubro, às 17h. 
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho (Avenida Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife). 
Quanto: Gratuito. 
Informações: 3355-3321 e 3355-3319.

FESTIVAL DE CIRCO – JEKYLL ON ICE

Espetáculo vem com balões infláveis gigantes, mímicas, pegadinhas e música para todos os gostos

Paolo Nani, ator, diretor artístico e aclamado palhaço, nascido na Itália e naturalizado dinamarquês, vem com as aventuras e desventuras de um curioso sorveteiro chamado Jekyll. O personagem, na tentativa de descobrir um sabor irresistível para os seus sorvetes, transforma-se, inusitadamente, num roqueiro temerário e brincalhão.
Quando: 15 de outubro, à 18h.
Onde: Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Santo Antônio). 
Quanto: R$ 20, R$ 10 (meia).
Informações: 3355-3322.

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As aventuras de Aladim no Recife

Victor Leal é o protagonista do musical

Victor Leal é o protagonista do musical que tem sessões no Teatro Guararapes, nos dias 12 e 13 de outubro

O menino pobre que tem sua vida transformada num passe de mágica instiga a imaginação há milhares de anos.  O conto de Aladim, da coletânea árabe As Mil e Uma Noites, ganhou muitas versões no teatro, no cinema e em outras mídias. Aladim o Musical Recife é a nova versão de Aladim e a Lâmpada Maravilhosa, uma produção pernambucana, com apresentações nesta quinta (12) e sexta-feira (13), no palco do Teatro Guararapes, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, em duas sessões, 16h e às 20h.

Elementos da cultura pernambucana são misturados à fabula de origem árabe. A produtora pernambucana Nível 241 promete surpresas e e efeitos encantadores, seja do tapete mágico que voa, das coreografias e aventuras. O musical conta com 19 canções interpretadas por uma orquestra ao vivo. O pernambucano Israel de França, maestro da Sinfonieta de Granada, na Espanha, vai reger a orquestra.

Ao todo, 39 artistas fazem parte do elenco do musical. Os atores Victor Leal e Camila Bastos interpretam Aladim e a Princesa Jasmine. Aladim é dirigido pelos também produtores Ana Letícia Lopes e Gabriel Lopes. A direção artística é assinada por Emmanuel Matheus, com assistência de Thiago Ambrieel; direção coreográfica de Stepson Smith e assistência de Jorge Kildery. Valdetaim do Monte e Hugo Leonardo, assinam a direção musical.

SERVIÇO:
Musical Aladim Recife
Onde: Teatro Guararapes (Avenida Professor Andrade Bezerra, s/n, Salgadinho, Olinda)
Quando: 12 e 13 de outubro de 2017, em duas sessões: Às 16h e às 20h
Ingressos: Plateia VIP: R$ 165,00 e R$ 82,50 (meia). Plateia A: R$145,00, meia R$72,50, enquanto plateia B custa R$120,00, meia R$ 60,00. Os valores do balcão variam entre R$100,00 (inteira) e R$50,00 (meia). Os bilhetes podem ser adquiridos na internet (http://www.eventim.com.br/aladdin-o-musical-recife-ingressos.html?affiliate=BR1&doc=artistPages%2Ftickets&fun=artist&action=tickets&erid=1990466),nas lojas do Ticket Folia e na bilheteria do Teatro Guararapes.
Mais informações: (81) 3132.4477
Classificação Indicativa: Livre

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Outubro ou Nada chega à segunda edição

Alguém para fugir comigo. Foto: Kleber Santana/Divulgação

Alguém para fugir comigo. Foto: Kleber Santana/ Divulgação

A constatação é geral. Esse período é de grave crise política, econômica, social, existencial. Os artistas estão na mira do conservadorismo. Retração de incentivos para a área cultural e medidas para embaralhar ideologias. Tempos difíceis. Mas o quadro não pode paralisar os sonhos. A mostra Outubro ou Nada junta a força de grupos teatrais independentes de Pernambuco e realiza sua segunda versão. Durante 10 dez dias, de 5 a 14 de outubro, com 30 apresentações. O programa homenageia o ator, diretor e dramaturgo pernambucano Henrique Celibi, que morreu em maio deste ano.

Sem uma seleção de exclusão, a programação foi montada, aceitando os grupos que se prontificaram a participar. Três estreias estão agendadas: Solo de Guerra com Cleyton Cabral, Descomeço, do Coletivo Ocaso e As lebres são maiores que os ursos, do Coletivo Despudorado.

Entre os destaques estão Alguém pra fugir comigo, do Coletivo Resta 1 de Teatro, vencedor de cinco prêmios Apacepe no Janeiro de Grandes Espetáculos deste ano, a montagem de teatro de objetos O mascate, a pé-rapada e os forasteiros, de Diógenes D. Lima e a leitura dramatizada Electra no Circo, de Hermilo Borba Filho, com as Violetas da Aurora.

Neste ano, a mostra chega a três espaços culturais de Olinda (Casa Azul, Com Domínio.Art e
Solar da Marquesa). E também vai mais longe no Recife, com apresentações no Galpão CITTA na Várzea, Centro de Capoeira São Salomão, também na Várzea, Recife e Escola Pernambucana de Circo (EPC) na Macaxeira.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Dia 5 – ABERTURA RECIFE (19h)
19h – Haverá um maldito aqui dentro – Coletivo Loucura Roubada, no Espaço O Poste

Dia 5 – ABERTURA OLINDA: Solar da Marquesa
21h – Performance A chegada de Godot – Coletivo Caverna
21h30 – Risoflora – A história de uma Drag Queen – Emanuel David D’ Lúcard (será cobrado ingresso para ter acesso a este espetáculo)
22h30 – Exibição do documentário Henrique, o que faz Celibi – Luis Bringel, Brunna Martins e Sandri Rodrigues
23h – Festa de lançamento da 2ª Mostra Outubro ou Nada

Dia
19h – Descomeço – Coletivo Ocaso, no Com Domínio.Art (Estreia)
20h – Morreu! Antes ela do que eu – Álcio Lins, no Espaço O Poste (Terá intérprete de Libras)
19h – Senhora de Engenho – Entre a Cruz e a Torá – Cia. Popular de Teatro de Camaragibe, no Solar da Marquesa

Dia 7
10h – Territoré – Totem, no Parque 13 de Maio
18h – Alguém para fugir comigo – Resta 1 Coletivo de Teatro, na Casa Azul
18h – As Violetas de Aurora – Violetas da Aurora, no Com Domínio.Art
18h – (In)Cômodos – Coletivo 4 no Ato, no Espaço Fiandeiros
20h – A podridão que há em mim – Grupo São Gens de Teatro, no Espaço Cênicas
20h – Assombros – Vivaz Cia. De Artes, no Solar da Marquesa

Ana Nogueira e Fbiana Pirro estão na leitura dramatizada de Electra no Circo

Ana Nogueira e Fabiana Pirro estão na leitura dramatizada de Electra no Circo

Dia 8
16h – Domingo Alegre no Circo – Escola Pernambucana de Circo, na Escola Pernambucana de Circo
17h – Electra no Circo – Violetas da Aurora, na Casa Azul
17h – As lebres são maiores que os ursos – Coletivo Despudorado, no Espaço Fiandeiros (Estreia)
18h – A Partida – Claudia Soares, no Espaço O Poste
18h – Café – Cia. de Teatro Pós-Contemporânea d’Improvizzo Gang (DIG), no Espaço Cênicas
19h – Viva La vida – Multus coletivo, no Espaço São Salomão

Dia 9 
Mostra pedagógica // 20h – O casamento do pequeno burguês – Escola de Teatro Fiandeiros, no Espaço Fiandeiros

Dia 10
Mostra pedagógica // 19h – Seres – O Poste Soluções Luminosas, no Espaço O Poste

Dia 11
Mostra pedagógica // 20h – Pequenos Grandes Trabalhos – Cênicas Cia. de Repertório, no Espaço Cênicas

19h – Caravana de Palhaços – Caravana de Palhaços, no Com Domínio.Art (Estreia)
20h – O Mascate, a Pé Rapada e os Forasteiros – AGM Produções, no Solar da Marquesa
20h – Flúvio e o Mar – Vivaz Cia. De Artes, no Espaço O Poste (Leitura Dramatizada)

Dia 12
20h – Triz – Nínive Caldas, Lili Rocha e Eric Valença, no Espaço O Poste (Experimento Cênico)

Dia 13 
20h – Assombros – Vivaz Cia. De Artes, no Solar da Marquesa

Dia 14
20h – Solo de Guerra – Cleyton Cabral, no Espaço O Poste (Estreia)
20h – O velho diário da insônia – Grupo Independente de Teatro Alternativo (GITA), no Solar da Marquesa
20h – Que muito amou – Cênicas Cia. de Repertório, no Espaço Cênicas
21h – O que acontece – Eric Valença e Tati Azevedo, no Com Domínio.Art (Experimento Cênico)
22h – Festa de encerramento, no Com Domínio.Art

SERVIÇO
2° Outubro ou Nada – Mostra de Teatro Alternativo do Recife
De 5 a 14 de outubro de 2017
Ingressos: De entrada franca até R$ 40 (inteira)
Informações: www.facebook.com/mostraoutubroounada

Endereços
Casa Azul – Rua 13 de maio, 121, Carmo, Olinda
Com Domínio.Art – Rua do Sol, 82, Carmo, Olinda
Solar da Marquesa – Rua Joaquim Nabuco, 5, Varadouro, Olinda
Espaço  O  Poste – Rua da Aurora, 529, Boa Vista
Galpão CITTA/Centro de Investigação Teatral Trupe Artemanha – Rua João Francisco Lisboa, 37, Várzea, Recife-PE
Espaço  Fiandeiros  – Rua da Matriz, 46, Boa Vista
Pátio Criativo – Rua das Águas Verdes, Casarão 52, Pátio de São Pedro – Santo Antônio
Espaço  Cênicas – Av. Marquês de Olinda, 199, Bairro do Recife (Entrada pela rua Vigário Tenório)
Centro de Capoeira São Salomão – Rua Dr. Corrêa da Silva, 267 – Várzea, Recife – PE
Escola Pernambucana de Circo (EPC) –  Avenida José Américo de Almeida, 5, Macaxeira

Ingressos:
De entrada franca até R$ 40 (inteira)

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Nuances de palhaças

Cortejo Sampalhaças. Foto: Lana Pinho/ Divulgação

Cortejo Sampalhaças. Foto: Lana Pinho/ Divulgação

Enne Marx e Nara Menezes, curadoras do festival Palhaçaria. Foto: Lana Pinho

Enne Marx e Nara Menezes, curadoras do festival Palhaçaria. Foto: Lana Pinho / Divulgação

Manuela Castelo Branco, a palhaça Matusquella. Foto: Lana Pinho

Manuela Castelo Branco, a palhaça Matusquella. Foto: Lana Pinho / divulgação

“Somos muitas, somos ótimas”, é quase um mantra da atriz e pesquisadora Manuela Castelo Branco, a palhaça Matusquella de Brasília. É verdade. Você são sim, Manu. E o PalhaçAria – Festival Internacional de Palhaças do Recife esbanjou exemplo  dessa comicidade feminina tão rica e variada, cheia de nuances e de atitudes. Ser palhaça é assumir uma luta permanente contra preconceito de gênero, contra todos os retrocessos e contra a invisibilidade. Ser palhaça é um exercício político de liberdade e em combate a todas as violências contra a mulher. Mas tudo isso com graça e inteligência que derruba resistências, ganha adesão e cumplicidade no riso e nas linhas tênues que aproximam cômico do trágico, a essência humana e suas facetas grotescas e sublimes.

A terceira edição do Festival Internacional de Palhaças do Recife compõe um mosaico do trabalho desenvolvido por essas mulheres. No Fórum Palhaças do Mundo, Manuela Castelo Branco apresentou um pouco do percurso, dessa história de anônimas que são resgatadas como as pesquisas e no fortalecimento de uma rede para robustecer a voz desse mulherio.

Existem muitas palhaças espalhadas por esse mundão de Deus. A primeira palhaça de Portugal, Teresa Ricou, é a homenageada do festival. Além de uma trajetória de enfrentamentos e conquistas individuais ela também criou um espaço que treina novos artistas na Escola Chapitô, em Lisboa.

Um festival de cinco dias e de muita emoção, de talentos consolidados e em evolução. E de muita pulsação de vida.

O programa começou na quarta-feira (13/09) com o cortejo da trupe paulista Sampalhaças, 10 artistas com gramáticas e afinações variadas a arrancar o riso com uma performance cheia de personalidade. Com paradas em três estações (área de convivência do Apolo-Hermilo, no hall e no palco do Hermilo Borba Filho) elas fizeram a festa com variações de quadros circenses tradicionais e invenções do próprio grupo.

atriz-palhaça Letícia Vetrano. Foto: Lana Pinho / Divulgação

Atriz-palhaça Letícia Vetrano. Foto: Lana Pinho / Divulgação

A atriz-palhaça Letícia Vetrano se apresentou como María Peligro, uma garota órfã, meio paralisada pela morte dos pais. No dia do aniversário promove uma festa para si em busca de uma revolução. O espetáculo Fuera! é calcado nas ações físicas da artista, destrezas corporais, exposições ridículas. Além da apropriação crítica  de gestual masculino.

 Aloprada, melancólica e solitária essa personagem dialoga com o púbico, joga bolo para plateia e busca afeto, abraço coletivo e até um companheiro que compreenda sua esquisitices.

Juliana Balsalobre e Marina Quinan, as clownescas Bifi e Quinam vieram para o festival com três montagens Divagar e Sempre, O Dia Da Caça e SemiBreve. Inspirados na pesquisa realizada no Norte do Brasil, elas buscaram levar o universo amazônico para a cena.

Cabaré Varieté com quase 30 palhaças. Foto: Lana Pinho /Divulgação

Cabaré Varieté com quase 30 palhaças. Foto: Lana Pinho /Divulgação

Um dos pontos altos do Palhaçaria foi o Cabaré Varieté. De tudo um pouco. Com a bandinha Sampalhaças a esquentar e acelerar o ritmo do riso. Acrobacias, contorcionismo, piadas, dançarinas virtuosas, números cômicos e um humor contagiante. A energia circulou pelo Teatro Hermilo Borba Filho numa comunhão de artistas com o público encantado e cúmplice. Foi uma noite incrível.

Argentina Maku Fanchulini,. Foto: Lana Pinho / Divulgação

Argentina Maku Fanchulini,. Foto: Lana Pinho / Divulgação

Metro Y Medio, outro destaque internacional, com Maku Fanchulini, criação da atriz, malabarista, clown e artista de rua Maria Eugenia Favale. Baixinha, franzina, mas com uma força incrível, Maku colocou o público no bolso, ou na mão, se preferirem. Com um carisma espantoso.

Sem palavras, nesse espetáculo acrobático a comunicação cômica se estabelece em momentos técnicos, lúdicos e explosivos. Com a cumplicidade da plateia, as apuradas habilidades circenses da artista garantem ações surpreendentes. A palhaça se arrisca o tempo todo e isso nos assombra. É humor Hardcore, num jogo que vai do lúdico e beira o horror.

Depois de alguns números delirantes e admiráveis, Maku convoca do público dois assistentes para participar dos números.  Em um deles, ela sobe nos ombros para suprersa de todos. Tira sarro do outro quando ele tenta assobiar e não consegue. Ou mostra como é hábil do jogo quando o assistente tenta passar a perna na palhaça. A terceira convidada do público, uma garota, também entrou na brincadeira até o açúcar na testa.

Entre gags e acrobacias, números de equilíbrio e malabares excêntricos, o espetáculo termina explosivo, depois de ter percorrido muitas nuances emotivas da arte da vibrante Maku.

Valdorf mostra que as crianças não são tão inocentes assim, em espetáculo para adulto

Valdorf mostra que as crianças não são tão inocentes assim, em espetáculo para adulto 

Valdorf é uma comédia cruel. Porque reflete os porões sombrios do humano. E tem uma dramaturgia instigante e divertida. É um humor inteligente e cáustico. Uma peça de palhaça que toca o drama de um menino de seis anos, que sofre com a negligencia dos adultos, o atraso da mãe, a rejeição dos colegas e sua proporia imaginação fertilíssima.

Sozinha no palco, a gaúcha Aline Marques, da Casa de Madeira Produções Artísticas, expõe o universo interior dessa criança que se projeta presa no fraco de pepino e quando se liberta conta sua história, com uma franqueza desconcertante.

Ele é um menino mimado e carente, que exerce sua perversidade masculina com a coleguinha de classe, com o melhor amigo e até mesmo com a mãe desleixada.

A dramaturgia e a direção também são assinadas por Aline. Ela explora bem os erros gramaticais e equívocos de nomenclaturas, suscitando o riso que as crianças despertam quando falam errado. Sua caracterização do menino Valdorf é incrível e desperta variados sentimentos.

Vestida com um macacão marrom fraco, blusa verde, sapatos azuis, meias vermelhas, peruca e óculos, ela trabalha uma queixadura para a frente e os lábios salientes. Esse conjunto da obra compõe a imagem de um menino meio nerd, meio tabacudo e com atitudes autoritárias, agressivas. Mas também convoca para um mundo de afetos e carências.

Sua movimentação no palco destila o grotesco desse pequeno ser excêntrico e transparente nas suas narrativas. As imagens que desperta dos episódios contados pelo guri são bem envolventes. E personagem tem potência grande de virar filme, peça de campanha publicitária, série de Tv.

 

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